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Blogueiro: perigo real e iminente

por Zé Luís

-Cuidado com esse sujeito. Recomendo que abandone a amizade com esse blogueiro... eu já não o leio há algum tempo – aconselhou ele, ao meu amigo, em uma conversa informal.

Não conheço essa pessoa, embora nutrisse - até aquele momento – certa admiração, já que meu amigo (por hora, manteremos nomes fora desse texto) sempre falou com extremo carinho desse cidadão, embora não creio realmente que ele precise de conselheiros por não saber escolher suas amizades (com exceção da minha pessoa, ninguém é perfeito).

-Ué? Por que ele disse isso? - questionei, intrigado.
-Não sei... não quis entrar em detalhes, mas vi o comentário com estranheza... não sabia que ele te conhecia nas redes sociais...
-Nem eu sabia. Embora já tenha visto a foto dele ali ou acolá – através de seu perfil compartilhado – não me lembro de ter-lhe dirigido palavra...

Demos o assunto por encerrado, mas dentro de mim algo ficou incomodando: por que a antipatia de um total desconhecido me aborrecia? Será que ele tinha conversado com alguém que sabia coisas que eu achei que estavam seguras? (sim, meu caro leitor: também tenho trechos da vida que gostaria realmente de refazer, a vergonha dos atos errados no currículo da existência, será que ele sabia daquela gafe? Ou daquele comentário maldoso, impróprio para um cristão...isso sem contar...enfim, paremos por hora).

Revi meus escritos nos blogs onde publico e comento, verifiquei minhas senhas, e e-mails a serem deletados, imaginei velhos desafetos e afetos enterrados conspirando contra mim, fofocando coisas, inventando outras, relembrei velhos conhecidos com suas línguas ferinas destilando cicuta sobre uma ou outra frase de duplo sentido que possivelmente eu deva ter falado de forma maliciosa, ou dado a entender...

-Descobri - disse meu amigo, tempos depois, por fone. Conhecendo-me, sabia que a pulga que fica atrás da orelha estava tocando trombeta na minha.
-Conta! - pedi. Como falava a um amigo, não precisava fingir não estar ansioso para saber, finalmente, onde meu pequeno e esfarrapado nome – embora seja o único que eu tenha – estava sendo lameado.
-Ele leu numa matéria de uma revista, daquelas que dizem ser imparciais, mas só atacam o mesmo lado, assim como só apoiam o oposto sempre, e lá dizia que esses blogueiros não defendem nada, só buscam seus 15 minutos de fama, e que são perigosos pela influência sem fundamento de seus escritos... mas no final, abençoou nossa amizade, dizendo que eu posso continuar com nossa amizade, e que mesmo assim continuará sendo meu amigo...

Então era isso?

Esse pessoalzinho desimportante que começa a escrever suas reflexões pessoais, em diários públicos e disponibilizados na rede, sobre seus assuntos prediletos... são uma ameaça realmente? Escrevo, praticamente, todos os dias a troco de 15 minutos de projeção na mídia, para depois ser entregue a vala comum do esquecimento, onde são deixados bilhares de bilhares de internautas?

E por que esse desimportante anônimo, sem fundamento ou formação, é ameaça para alguém, a ponto dessa “importante” revista se prestar ao papel de trazer uma matéria para ser lida em caráter nacional?

Nós, blogueiros insignificantes, sabemos de todas essas respostas. Sabemos que a opinião não está mais restrita a comentaristas bem remunerados e adestrados para articularem bem o que seus patrões querem que seja entregue à massa. Eles, que eram coronéis da censura, não podem mais conter os bilhares de canais que contradizem suas mentiras ou - as mais perigosas - desdizem as meias-verdades (o que não passam de mentira, mas como tem pontos verdadeiros, são mais aceitas que mentiras comuns).

Sim, meu leitor querido: você pode ter voz também, e inclusive, seguindo o exemplo desse que vos escreve, falar besteiras se for o caso. Faz parte do processo.

Como você acha que a atual política nacional começou a mudar de rumo? Opiniões contrárias - e isoladas – começaram a fazer mais sentido do que o consenso comum espalhado de forma viral pelos donos da informação. Quando esses seres poderosos ficaram abertos ao debate e ao questionamento, fendeu-se a blindagem que garantia que todos pensassem igual, segundo seus interesses.

Lembra daqueles deuses intocáveis, que se permitiam a qualquer pataquada, fosse diante de um congresso nacional, fosse diante de ovelhas de um aprisco a ser saqueado?

Sim: nós podemos abrir o debate e questionar qualquer interesse mais bem elaborado, podemos expor histórias mentirosas e divulgar àquele que quer saber sobre os motivos que levaram aquela pessoa – ou organização – a inventar aquela estória, e caso não seja essa minha denuncia verdadeira, fica aberto o espaço para que corrija e informe a situação em uma versão real.

Sim.

Afastem-se de nós, somos capazes de expor ideias que não estão dentro do formato que você foi adestrado a receber, podemos fazer perguntas que, ao serem respondidas, podem colocar você numa encruzilhada que te fará repensar velhos conceitos:

A não existência de Deus;
A real existência de Deus;
Quem são os lados políticos e seus interesses;
Conspirações possíveis (e clássicas);
Conspirações clássicas impossíveis e críveis;
O que você faz do seu tempo em frente das novelas, filmes, programas... e qualquer assunto que se possa imaginar!

É...a liberdade de pensar e, até, a liberdade de não pensar podem ser expressas e compartilhadas...

Somos um perigo mesmo, não é? Continua então dando voz àquilo que mente há anos para você...




O Zé, embora raro, posta no Genizah quando o Danilo surta.







 

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