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O lutador de MMA W. Silva reclama de protesto de religiosos: "esporte é a salvação"

Foto: Marcelo Pereira/Terra

O lutador defendeu o MMA dizendo que manifestantes tem que fazer protesto contra crack, não contra esporte

Notícia do TERRA
Allan Brito

O MMA sempre foi um esporte polêmico. Sangue, rostos inchados e braços quebrados costumam assustar qualquer um que veja as lutas sem estar acostumado. Há quem acuse o esporte de incitar a violência entre os jovens. E é por tudo isso que religiosos de Minas Gerais têm cogitado fazer um protesto contra o UFC 147, algo que irritou Wanderlei Silva, principal lutador do evento deste sábado.

"Tem que fazer protesto contra crack, não contra esporte. Não tem que fazer protesto nenhum contra o MMA. Nós vivemos disso, representamos uma massa e temos muitos fãs e admiradores. O esporte é a salvação", disparou ele, exaltando o crescimento do MMA no Brasil: "o MMA está crescendo muito no Brasil. Aqui o pessoal sempre gostou de luta, mas não tinha muito acesso. A gente mostrou que por trás do lutador tem um pai, um filho. São pessoas que correm atrás do sonho como todo brasileiro", argumentou.

Wanderlei Silva já enfrentou uma situação bastante semelhante com a que vive no momento. Em junho de 2009, aconteceu o primeiro UFC na Alemanha, no qual ele enfrentou exatamente Rich Franklin. Revoltados com a chegada do evento no país, religiosos alemães protestaram contra a violência do MMA. Quem lembrou disso foi Marshall Zelaznik, diretor de Desenvolvimento Internacional, presente na entrevista do UFC 147 nesta quinta-feira.

"Já tivemos que enfrentar protestos. O Wanderlei estava lá na Alemanha. São coisas para quais nós estamos preparados. Não temos que discutir com ninguém e não teremos problemas no Brasil, um país que tem tradição no MMA", afirmou, ressaltando que a segurança do UFC tomará os cuidados necessários para que os protestos não atrapalhem as lutas.

Quem também entrou na discussão foi Maurício Shogun, outro a reclamar dos protestos: "as pessoas acham que o MMA é uma coisa absurda, mas é só um esporte de contato. Eu jogando futebol me machuco mais do que no MMA, que é igual ao hóquei, ao futebol americano. É um esporte de contato", defendeu ele, em outra entrevista concendida em Belo Horizonte, nesta quinta. Apesar de não lutar no UFC 147, ele está na capital mineira e vai participar de um evento antes da pesagem desta sexta.

Shogun acredita que só há uma maneira de diminuir as reclamações de quem não gosta do MMA: "quanto mais as pessoas acompanharem, mais elas vão tirar essa impressão". Portanto, no que depender dos religiosos de Minas Gerais, é bem provável que as críticas contra as artes marciais mistas nunca diminuam. "Sempre vai ter esses protestos. Mas agora é nossa onda", comemorou Shogun.

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