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Marcha das Vadias protesta em igreja católica e da universal

Hélio Pariz

Continua fervendo o embate entre religião e os movimentos feministas.

O cenário da última batalha aconteceu no Rio de Janeiro (RJ), mais especificamente em frente à Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, no tradicional bairro carioca de mesmo nome.

Centenas de pessoas participaram ontem, 26 de maio, da Marcha das Vadias, que foi realizada simultaneamente em 20 cidades do Brasil e do mundo, como São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Toronto (Canadá).

Composta na sua maioria por mulheres, a Marcha das Vadias luta pelos direitos que constam da agenda feminista, em especial o direito ao próprio corpo (no caso do aborto) e combate a violência contra a mulher.

O nome da marcha tem inspiração canadense, quando um policial do país, durante uma palestra numa universidade de Toronto, disse que se as mulheres quisessem evitar assédio sexual, elas não deveriam se vestir como "vadias".

Foi este o estopim que fez nascer o movimento da Marcha das Vadias, hoje presente em vários países do mundo.

No caso carioca de ontem, alguns manifestantes tentaram entrar na igreja de Copacabana, tendo uma delas mostrado inclusive os seios no pátio do templo, o que provocou a reação de fiéis que acompanhavam a missa, que era realizada num momento especial para as crianças.

A polícia teve que intervir e utilizou gás de pimenta para dispersar os manifestantes que tumultuavam o culto religioso.

A organização da Marcha das Vadias no Rio disse que o protesto em frente à igreja aconteceu de maneira autônoma e não havia sido planejado.

Entretanto, todo cuidado é pouco para que os direitos de todos os cidadãos sejam assegurados durante manifestações deste tipo.

Não se pode pleitear um direito para si tolhendo o direito alheio de se reunir pacificamente em atividade religiosa ou de qualquer outra natureza lícita.

A exemplo do ocorrido no Rio de Janeiro, a versão catarinense (ou "manezinho", como preferir) da Marcha das Vadias também fez um protesto em frente a uma igreja, no caso a universal de Floripa, mas de maneira menos agressiva, ao que tudo indica.

As fotos foram postadas na página de fotografia de Yuri Brah no facebook, e abaixo segue uma delas:







 

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