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Cristão homofóbico finge ser gay por 1 ano nos EUA

Hélio Pariz

Timothy Kurek é um rapaz que foi criado segundo os rígidos princípios cristãos de uma típica família evangélica norteamericana de Nashville, no Tenessee, pelo que desenvolveu forte aversão aos homossexuais.

A situação começou a mudar quando encontrou uma de suas melhores amigas arrasada porque ela havia se declarado lésbica para a família dela, que lhe virou as costas e cortou relações com ela, tratando-a brutalmente.

Uma curta expressão em inglês, “I’m gay” (“Eu sou gay”), fez com que o chão de sua amiga desabasse por completo, o que deixou Timothy profundamente tocado a ponto de imaginar um projeto que mudaria radicalmente sua vida.

Chocado mais com a reação da família do que com a revelação de sua amiga, Kurek tomou uma decisão inusitada: mesmo não sendo homossexual, iria se assumir gay para a sua família e os seus amigos, e ver como seria tratado a partir de então.

Segundo relata numa entrevista a Thomas Roberts, âncora assumidamente gay do canal MSNBC (vídeo abaixo), Timothy teve a grata surpresa de ser bem acolhido pela sua família que, mesmo estupefata e sem saber como reagir quando um membro se assumiu gay, tentou vencer a barreira religiosa para tratá-lo com amor e respeito.

Entretanto, segundo declarou ao The Huffington Post, sua família usou e abusou do clichê “ame o pecador, odeie o pecado”, que ele logo passou a considerar uma atitude tão negativa como se tivesse sido rejeitado de imediato por eles, situação que ele entendeu como uma “grande revelação”.

A “experiência social” a que ele se submeteu fez com que ele passasse menos tempo com as pessoas de sua igreja e se envolvesse mais com o mundo gay de Nashville, tentando se aproximar dos homossexuais para ver se havia alguma justificativa para o medo e ódio que ele sentia deles.

Kurek mergulhou de cabeça no convívio estritamente social com homossexuais de sua cidade, pelo que admite que sua experiência é bastante limitada e não há como ele possa sentir exatamente o que é ser gay naquela situação, mas – nas suas palavras - “somente como o rótulo gay impactou minha vida externa, e como essas coisas de certa maneira alteraram a minha fé e desafiaram as minhas crenças”.

Perguntado quanto à sua primeira visita a uma boate gay, Kurek reconhece com bom humor que nunca se sentiu tão desconfortável em sua vida, e que o medo foi a sua grande companhia naquela noite, principalmente quando um rapaz sem camisa e com óleo no corpo o puxou para dançar, mas apesar do temor, foi tratado com respeito e ninguém abusou dele.

Para evitar novas abordagens incômodas em situações como essa, Timothy contou a verdade a um amigo gay que concordou em fingir ser seu “namorado” durante o convívio social no ambiente homossexual, e terminou sendo um “professor” sobre como as coisas funcionam nesse mundo.

Timothy Kurek contará o seu inusitado experimento social num livro que será publicado no próximo mês de outubro, “Jesus in Drag”, em que ele espera que a mensagem que passe a todas as pessoas, independentemente de orientação sexual, seja a seguinte: “eu posso não entender exatamente o que se passa com você, mas quero poder caminhar ao seu lado”.








 

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