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No divã com Malafaia (PARTE 2)





 Marcelo Lemos


Tem um episódio do seriado “Chaves” – o impagável – no qual ele e Kiko brigam para ver qual dos dois merecia o título de Campeão Mundial dos Burros. No meio da conversa, seu Madruga, assombrado com tanto pastelão, solta uma perola: - “Vou embora. Vai que burrice é contagiosa!”.

O Pr. Silas Malafaia não sabe o que é um debate. E alguns leitores que criticaram meu primeiro artigo sobre o assunto também não. O famoso pregador disse que iria lançar um grande desafio, e que faria a coisa pegar fogo! Ameaçou colocar os blogueiros “vagabundos e desocupados” contra a parede. Mas, quando eu já ia ficando feliz, imaginando ver um desafio teológico de verdade, transmitido em rede nacional, descobri a verdade. O “desafio” não passa de uma mensagem pré-montada, que Silas gravou para fugir das acusações que pesam contra seu Ministério.

Se Malafaia acha que isso é um “desafio”, não passa de um tolo. E quem pensa que ele, de fato, está desafiando seus críticos, não está em condições melhores. Por mais incrível que pareça, tem gente achando que os apologistas brasileiros “arregaram”. Alguém que pensa assim me enviou a seguinte mensagem:

“Mas como? Nem debateu e já está fugindo? (...) é fácil demais vir aqui no blog se esconder através dos posts e quanto realmente ele dispõe você já está na defensiva? (...) quando realmente é desafiado já começa a manipular a opinião dos leitores”.

Volto mais adiante para comentar essa parte, mas o melhor ainda está por vir:

“(...) o papel aqui neste mundo virtual é muito fácil muito tranquilo (...) que tem um blog para descer o pau em todo mundo, mas na hora do cara a cara engatinha como um neném”.

Depois, o comentarista nos dirá até que devemos estar preparados para o Dia do Juízo, etc. e tal. Bem, a julgar por tal reação, pode ser que nosso divã tenha muito trabalho até que o [suposto] desafio malafariano vá ao ar, e quiçá dê pano para mangas posteriores. Veremos.

O comentário diz que Malafaia finalmente e realmente se dispôs ao debate. Qual debate? Eu debato com vários dos meus leitores no Olhar Reformado, blog do qual sou editor, e debato com amigos e leitores no Genizah, do qual sou colaborador. Nestes debates há espaço para replicas e tréplicas. Cadê o espaço para debate oferecido por Silas? Não há nenhum. Como me escreveu meu amigo Armando Marcos, do Projeto Spurgeon, vemos “um desafio onde ele controla todo o ambiente”. No máximo isso.

As reclamações contra os métodos escolhidos por Malafaia são interpretados como uma manobra para os blogueiros se “esconderem”. Verdade? Acho que não ando me escondendo muito bem. Têm familiares meus que me olha torto por saberem que sou um dos “vagabundos” que atazanam a vida do Malafaia. Não consigo me esconder deles. Nem de vários amigos da caminhada... Por outro lado, Malafaia grava uma mensagem pré-fabricada, protegido por um palco e uma equipe de televisão, e assume a postura de corajoso e baluarte da fé! Corajoso? Quando berrar para as câmeras virou sinônimo de coragem?

Onde está a “hora do cara a cara”? Passar uma hora diante da Televisão tem esse significado? Sempre achei que a “hora do cara a cara” tinha haver com Lutero desafiando o poderio papal na Dieta de Worms. Infelizmente o evangélico mediano em nosso País não sabe nada de Lutero, nem de Worms, e ‘dieta’ para eles resume-se a doses nada homeopáticas de autoajuda ministradas por tele-pregadores. Numa coisa concordo com o objetor: não se faz mais homens de Deus como antigamente!
        
Aliás, por falar em corajosos e covardes, sempre achei interessante Malafaia anunciar sua saída da CGAD justo no momento quando surgiam boatos de que seria réu de um processo de excomunhão... Tudo culpa da ‘abençoada’ Teologia da Prosperidade... Ele, assim como alguns parlamentares fazem com maestria, saiu por cima, antes da cassação, e ainda posou de defensor da lisura, da moralidade e dos bons costumes.  
        
E tem gente que acredita. Assim, caros irmãos, permitam-me encerrar nosso divã de hoje por aqui; vai que o espirito do Malafaia seja contagioso, né?




Marcelo Lemos, o desocupado do Olhar Reformado, para o Genizah.


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