Enquanto a "chapa esquenta para o seu lado", já tendo senador - no caso Magno Malta (PR-ES) - querendo fritar a sua chuleta... Rafinha tira o lombo fora e minimiza o evento em que declarou desejar "comer" Wanessa Camargo e o seu bebê em gestação.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Enquanto a "chapa esquenta para o seu lado", já tendo senador - no caso Magno Malta (PR-ES) - querendo fritar a sua chuleta... Rafinha tira o lombo fora e minimiza o evento em que declarou desejar "comer" Wanessa Camargo e o seu bebê em gestação.
Rafinha Bastos faz vídeo tirando onda com a acusação de pedofilia
Enquanto a "chapa esquenta para o seu lado", já tendo senador - no caso Magno Malta (PR-ES) - querendo fritar a sua chuleta... Rafinha tira o lombo fora e minimiza o evento em que declarou desejar "comer" Wanessa Camargo e o seu bebê em gestação.
O humorista anda postando imagens no eróticas no twitter, indicando a sua despreocupação com a sova que anda levando da imprensa e, recentemente, produziu a gracinha a seguir.
Enquanto isto, a quem exija do Ministério Público de São Paulo investigação sobre incentivo a estupro de vulnerável.
Toda esta impáfia ainda vai dar em meleca.
Pedreiro, membro fiel da seita, cai e morre enquanto reparava o teto do templo. Universal se omite.
Pedreiro cai dentro de igreja e morre na zona norte de Manaus
Manaus - O pedreiro José Alberto de Souza Oliveira, 39 anos, morreu hojeà tarde, quando consertava uma estrutura metálica com forro de PVC, que
despencou do alto de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus. O
prédio onde ocorreu o acidente fica localizado no cruzamento da Avenida
Liberdade com a Rua Palmeira Branca, no bairro Monte das Oliveiras, zona
norte de Manaus.
Segundo familiares, José era fiel da igreja há vários anos e não
cobrava pelos serviços que prestava. No entanto, ele trabalhava sem os
equipamentos de segurança.
"Ele já estava trabalhando na igreja há duas semanas, sem equipamento de
proteção. O pastor estava no templo na hora do acidente, mas fugiu e
não prestou socorro à vítima" disse a testemunha.
Como não havia equipamento de segurança, ele tentou fazer o serviço e acabou morrendo”, afirmou.
O pastor responsável pela igreja, identificado como ‘Pastor Antônio’, não quis dar declarações sobre o ocorrido.
Ele permaneceu trancado na igreja, junto com um grupo de fiéis que
testemunhou a morte de José, até a saída da polícia e da imprensa.
Um morador que não quis se identificar disse que os familiares da vítima
estão revoltados, pois ao procurarem o líder da igreja para pedir
assistência, o religioso disse que o operário estava trabalhando de
forma voluntária.
Peritos da Polícia Civil estiveram no local para analisar as
circunstâncias do acidente de trabalho. Um inquérito policial foi aberto
hoje, para investigar o caso. José era casado, pai de dois filhos e
criava três enteados.
Os comentários do Hélio do Contorno da Sombra.
O pedreiro José Alberto Souza de Oliveira, de 39 anos de idade, era fiel
da IURD em Manaus (AM), e realizava serviços de manutenção no forro do
templo da igreja, sem nenhum equipamento de segurança, quando caiu e
morreu. O acidente aconteceu ontem (3/10) à tarde e as primeiras
informações dão conta de que o pastor da IURD, além de não ter
providenciado socorro imediato à vítima, teria ainda se negado a assumir
qualquer responsabilidade pelo ocorrido, alegando que o pedreiro
realizava "trabalho voluntário", como se isso eximisse qualquer pessoa
física ou jurídica da devida responsabilidade civil.
A se confirmar esta
"omissão pastoral", não será - infelizmente - nenhuma surpresa, já que a
organização em questão tem se mostrado muito mais preocupada com o
dinheiro do que com as vidas em jogo. Muito diferente dos tempos
bíblicos, em que Êutico adormecia e caía da janela, mas Paulo estava lá
para ressuscitá-lo (Atos 20). Vai ver a pastorzada da universal só
funciona quando existem "sacrifícios financeiros" envolvidos.
Esta seita é um esgoto à céu aberto!
Na Confissão Positiva, nada é por acaso.
![]() |
Thiago Lima Barros
Caso não se arrependam, ou não tenham se arrependido em vida, os grandes corruptores da fé cristã (Essek Kenyon, Kenneth Hagin, Benny Hinn e Cia. ltda.) ouvirão de Cristo o já conhecido “apartai-vos de mim”. Quando isso acontecer, eles verão que de Deus, realmente, não se zomba, pois se há uma coisa pela qual Ele preza é pela sua soberania sobre tudo e todos, conforme registrado em Sua Palavra.
O “quadrado tenebroso” da teologia da mágica gospel – Confissão Positiva, Teologia da Prosperidade, Batalha Espiritual e Quebra de Maldições – no afã de elevar o ser humano ao controle de todas as situações possíveis e imagináveis, faz de tudo para negar o senhorio divino, reduzindo o Criador, em suas alucinações, é claro, a um reles fantoche em suas mãos pecadoras, obediente a comandos risíveis (ordeno, determino, profetizo, tá amarrado, tomo posse...) e “atos patéticos”.
A sensação que me fica é de nada disso surgiu meramente de uma leitura equivocada das escrituras ou, no caso de Hagin, de alegados “revelamentos” hauridos de idas e voltas habituais ao Céu e ao Inferno. Parece mesmo a criação deliberada de uma doutrina para-cristã, pois a leitura cuidadosa de algumas das bases doutrinárias desses heresiarcas, mesmo não guardando semelhanças perceptíveis, aponta para essa emasculação do poder da Trindade. Aliás, esse foi um dos pontos que favoreceu a adesão maciça à magia branca cóspel, pois eles não têm uma estrutura eclesiástica centralizada, e muito menos uma construção doutrinária sistêmica, valendo-se de livretos superficiais, de fácil leitura e sem embasamento bíblico, a maioria escrita por Hagin e Hinn, para propagarem seus ensinos mentirosos.
![]() |
| Hagin na capa da famosa "palavra da fé" |
Ora, pensaria o heresiarca, se um mal deve ser cortado pela raiz, então o “mal” da soberania de Deus deve ser abatido no nascedouro, e assim as pessoas acreditarão mais no seu próprio poder! E fazer isso negando ou mitigando a eficácia do sacrifício de Jesus terá um efeito devastador sobre Deus (é ou não é para rir de uma patacoada dessas?). Sim, pois a majestade de Cristo, mesmo exaurido de suas forças e dilacerado pelos ungulae e lanças romanos, se revela quando ele proclama: “Está consumado”! Omitir esse dado da exegese do texto, pensaram, teria o efeito de tornar o Filho do Homem um mero joguete nas mãos de Satanás, e deixar a estrada livre para o primado da fé na fé, e não em seu Autor e Consumador.
Mas a mentira cai por terra quando se lê a Palavra de Deus. Glosando Renato Vargens (ele põe essa frase em 11 de cada 10 posts de seu blog, risos), “como costumava dizer o reformador João Calvino, o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e ela é o escudo que nos protege do erro”. Lucas 16:19-31 nos mostra que havia uma proximidade física entre os destinos dos que morriam com ou sem Deus: os primeiros iam para o Seio de Abraão, ou Paraíso; os segundos, para o Inferno (gr.: hades; hb.: sheol). E havia um grande abismo separando esses locais (v. 26), apesar de a comunicação verbal ser possível.
Lúcifer jamais esteve em nenhum desses dois compartimentos. Segundo o texto sagrado, ele é o príncipe das potestades do ar (Ef. 2:2), o que sugere que ele habita ao redor da nossa atmosfera, sondando oportunidades para agir em desfavor dos homens (Jó 1:7). Como, então, ele e suas legiões estariam no mundo dos mortos para torturar o Filho de Deus?
O relato feito por Pedro em sua primeira epístola (3:19-20) fecha o cerco. Jesus, como homem, cumpriu as ordenanças que Ele mesmo, como Deus, havia determinado. Se Ele mesmo profetizara que desceria por três dias e três noites ao seio da terra (Mt. 12:40), assim ele o fez, mas não para ser torturado. Ele foi para lá para anunciar que a salvação, pela qual os fiéis que criam em seu advento esperavam, fora finalmente consumada! Sim, pois se a nossa alma e espírito ficam em estado consciente após a morte, quanto mais os do Príncipe da Paz? Afora isso, o Senhor também se dirigiu especificamente aos que foram descrentes nos dias de Noé e do dilúvio. Um ser torturado, “apegando o verminoso”, nas palavras blasfemas de Kenneth Copeland, teria tamanha autoridade? É evidente que não.
Tancredo Neves, mineiríssimo como o pão de queijo e a família Valadão, dizia que, quando a esperteza é muita, fica grande e come o dono. E é o que ocorre com os tupiniquins seguidores das doutrinas espúrias de Hagin e assemelhados. Pensavam que todos engoliriam suas esparrelas com aparência de piedade – até porque, convenhamos, o final da historinha a que nos referimos é um climax perfeito para os triunfalistas. É óbvio que milhões de pessoas no globo, principalmente na África e América Latina, aderiram a esse concílio de morte. Porém, a fé da verdadeira Igreja é uma só: Jesus não veio para se sujeitar Diabo, mas sim para destruir as obras dele (I Jo. 3:8), o que, convenhamos, é muito mais glorioso.
E pouco nos importam os milhões que estão com Macedo, R.R. Soares, Valdemiro, Valadões e assemelhados: minoria com Deus é maioria. No recente entrevero envolvendo o capo da Universal e a prima donna da Lagoinha, assistimos a uma briga do sujo com o mal-lavado, em que os fâs dos dois contendores se atracaram, sem saberem que, na verdade, essa era uma guerra dentro da mesma facção (Hagin deve estar se revirando no túmulo!). O Nosso Deus, por sua vez, vê no imbróglio uma oportunidade para mostrar, mais uma vez, a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Ele e o que não serve (Ml. 3:18).
Pra terminar, se eu fosse analisar os scripts elaborados por Deus e por Hagin, eu não vacilaria um instante em escolher o primeiro: é muito mais épico e glorioso. O roteiro do heresiarca ianque cheira a canastrice do começo ao fim!
Portanto, joguemos no lixo as doutrinas espúrias das estrelinhas góspeis e fiquemos com a boa e nova Palavra de Deus.
Thiago Lima Barros, diácono, funcionário público, concurseiro, dublê de teólogo e de crítico de cinema, é colaborador do Genizah.
Solitários, carentes e infelizes
Maurício Zágari
Existe um tipo de aranha, chamada viúva negra (foto ao lado),
que tem um comportamento bem peculiar: de tamanho mais avantajado que o
dos machos de sua espécie, ela depende deles para se reproduzir. Por
isso, aceita a corte do macho, estende a ele sua sedução e topa ter um
relacionamento. Mas basta o macho ter terminado de fecundá-la que a
viúva negra o agarra e o devora lentamente, com ele ainda vivo, deixando
apenas uma casca vazia e retorcida. Isso mesmo. Aquele que foi tão
importante em certo momento de sua vida simplesmente se torna seu
jantar. Imagino os olhinhos esbugalhados do surpreso e assustado
aranha-macho ao ver aquela de quem ele tanto precisava, que tanto quis,
que afinal acreditou ter vindo para resgatá-lo de uma vida de tristeza…
ser sua ruína final.
Pois em nossa vida existe uma viúva negra que age de modo muito semelhante. Seu nome é solidão (ou, em outros dialetos, carência afetiva).
Fato é que tenho visto tantos e tantos cristãos solitários e carentes!
Tão desesperados por preencher com alguém as lacunas que existem em suas
almas que acabam cometendo grandes erros, equívocos dos quais vão se
arrepender pelo resto de suas vidas – exatamente como o aracnídeo macho.
O
processo é relativamente semelhante na maioria dos casos. Começa com a
pessoa sentindo-se solitária, carente, incapaz de viver uma vida que
tenha sentido se nao houver alguém que preencha as lacunas que há em sua
alma. A pessoa não se basta a si mesma. Precisa de outro. “Não sei
viver só”, diz. A falta de um ente amado lhe é tão ensurdecedora que, na
ausência de um amor verdadeiro, acaba convidando para habitar em sua
vida afetiva alguma pessoa por quem nutre algum tipo de sentimento
benigno, seja uma amizade, um carinho, até mesmo atração física. Mas que
não é AMOR. Eis o início do erro fatal.
A corte se inicia. Os dois se aproximam. A pessoa vê naquele outro a
oportunidade de completar suas lacunas, seu vazio, sua solidão, sua
carência. Até mesmo enxerga nele a possibilidade de ser o pai (ou a mãe)
dos filhos que sonha ter. E o convida para entrar. Então, motivada não
pelo amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, mas por
um vazio de solidão e carência, começa um namoro. É até gostoso, no
início. O outro te diz palavras bonitas, exalta suas qualidades, diz que
seus defeitos não importam, te chama de apelidos carinhosos, faz você
se sentir querido, acolhido, abraçado, acompanhado. De repente, a
sensação de vazio some, o outro te faz companhia, serenatas, te chama
de “meu amor”, preenche os espaços da sua carência.
Mas
o tempo, ah, o tempo…esse é implacável. Ele passa. E a sociedade tem
suas exigências! Ela cobra. Aquele que está ali ocupando uma carência e
tampando as rachaduras da solidão não pode ficar assim para sempre e,
mais cedo ou mais tarde, terá de ser guindado ao posto de noivo – e, em
breve, ao de marido (ou esposa). E, num dia qualquer, como um inseto que
foi se enroscando numa teia até não conseguir mais sair dela, você vai
acordar e descobrir que dorme ao seu lado, de aliança no dedo, alguém
que foi trazido a sua vida por um tempo para ser reboco de lacunas
vazias, mas só que agora ele não é mais isso: é seu cônjuge
pa-ra-o-res-to-da-vi-da. Alguém com quem você terá de dormir todas as
noites, entregar a ele seu corpo e sua intimidade, devotar-se
completamente, dividir as fotos de viagem, ver TV abraçado sob o
edredom, andar de mãos dadas, conversar sobre os pensamentos profundos
que ele tiver na cabeça, dar beijos longos e ardorosos. Estar junto na
alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de sua
vida, até que a morte os separe. Ali estará o pai (ou a mãe) de teus
filhos – que terão a cara dele (ou dela).
O dia chegará
Mas um dia (e esse dia chegará, meu amigo, minha amiga, já vi isso
incontáveis vezes, em especial entre evangélicos), deitada no
travesseiro da sua teia, você vai se virar para o lado e deixar lágrimas
escorrerem. Pois vai descobrir que aquele alguém muito legal que serviu
para aplacar a sua solidão num certo momento da vida… não dá sentido
humano a ela. Simplesmente é incapaz de cumprir o papel de compleitude,
pois o papel dele era provisório, tinha prazo de validade, funcionava
por um tempo – e o que você acha que ele faria pelo resto de seus dias
ele é incapaz de fazer: ser AMOR.
Para ser honesto e cruel, falando friamente não haveria razão lógica
ou emocional para ele continuar ali. Mas você é um bom cristão, então
divórcio está fora de cogitação. Fica então um oco. E para sua surpresa
(hoje você não sabe disso, mas descobrirá) nem mesmo os filhos que ele
te deu preenchem esse vácuo, pois o tipo de amor paterno/materno é
absurdamente diferente do amor que precisamos dar e receber de um
homem/uma mulher. Vocé percebe que há um enorme rasgo e um
incomensurável vazio em suas entranhas. Elas foram devoradas e você nem
percebeu. Você quis matar a solidão e de repente se vê imerso numa
indissolúvel solidão a dois. Sim, Cazuza acertou nessa: solidão a dois
existe. E muito. E nossas igrejas estão abarrotadas delas.
Isso
é um fenômeno muito comum entre cristãos de diferentes faixas etárias.
Somos adestrados a casar. Achamos que é no outro que encontraremos nossa
felicidade, nossa compleitude. E, meu irmão, minha irmã… estamos
errados. Pois se o que buscamos é fugir da solidão, qualquer coisa ou
pessoa que acabe com nossa solidão serve. Se o objetivo é suprir
carência, qualquer um que nos chame de “meu amor” recebe o nosso sim.
Ou mesmo um filho que venha pelo meio do caminho achamos que suprirá
nossa carência ou aplacará nossa solidão. Mas você, que é veterano e a
essa altura já criou os filhos, percebe que eles foram embora cuidar de
suas vidas, curtir seus amigos, viver seus amores, ter seus próprios
filhos. E o que restou a você no ninho vazio foi aquela pessoa legal a
quem tem que chamar todos os dias de “meu amor” e dormir ao seu lado na
cama. Abraçado, se ainda sobrar algum sentimento nobre que te obrigue a
fingir que ele é seu grande amor. Mas não é isso. Não é isso! Não é isso
o que nos fará feliz, não é isso o que Deus deseja nem o que Ele
planejou para os seus.
Ossos e carne
Deus criou homem e mulher para se completarem. Para serem, como diz
Gn 2.23, “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Para não
conseguirem viver um sem o outro. Se arrancarem os seus ossos veja se
consegue seguir vivendo sem eles. Arranque-se sua carne e veja quanto
tempo dura sem desfalecer. Deus criou homem e mulher que se unem em
casamento para viverem como um e morrerem como um. Casamento é uma coisa
muito séria.
Aliás, amor é uma coisa muito séria. Não é brincadeira. Não é
coisinha de poeta. E muitos de nós, especialmente nas igrejas, temos
vivido nossos amores como uma grande equação matemática. Algo frio:
preciso casar, é o que esperam de mim, não sei viver só, é o que todos
fazem, então pronto: subo ao cadafalso do altar, me entrego ao carrasco
do pastor e deixo que me executem. Mas, querido, querida, amor é razão,
mas também é emoção e ação. Amor é um milagre. Amor é uma força que
derrubou impérios, motivou guerras, gerou as maiores obras de arte da
história da humanidade. No amor há livros, no amor há pintura, há
escultura, há beleza e lágrimas. O amor é tão fundamental que ele é a
essência do Deus que é amor. Como tratar isso apenas matematicamente?
Racionalmente? Tratar o amor somente pela lógica seria ilógico.
Existe
amor verdadeiro. Existe amor que dura para sempre. É ou não é o que a
Biblia diz em 1 Co 13.8: “O amor jamais acaba”? Existe um amor, além do
de Cristo, que dá razão a um relacionamento. A uma vida. E esse amor
não será jamais ocupado por rolhas postas para vedar lacunas de solidão e
carência: só será preenchido por alguém que faça sua vida brilhar. Que
faça sua vida ser.
A notícia não muito agradável é que pode demorar anos para você
encontrar esse amor. Pode demorar muito tempo para chegar a pessoa que
preencherá não só suas lacunas, mas que se fundirá 100% à sua alma. E
esse é o problema. Não queremos esperar. Não suportamos a pressão. Não
suportamos a carência. Seu peso nos esmaga. Ela é mais forte do que nós.
A viúva negra tem um tamanho bem maior que o do macho. E muitos se
sentem impotentes diante dela. Por isso, sucumbem. E, mais à frente,
terão suas entranhas devoradas. Mas… naquele momento… Ah, que importa? A
viúva negra lhe chama de “meu amor”, acaricia seu ego e seus cabelos,
faz a solidão desaparecer. Lhe faz companhia. Manda flores. Ela te
seduz, te atrai, te enreda em sua teia.
Mas a viúva negra traz morte.
Meu irmão, minha irmã. Eu e você vivemos numa sociedade que nos
empurra para a teia. Mas não importa quanto tempo demore para que você
encontre o amor. Na verdade, isso é o que menos importa, em se tratando
de amor. Veja o exemplo de Jacó, que sabia exatamente quem queria e
esperou o tempo que fosse: “Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava” (Gn 29.20). Isso
é amor. Isso é verdade. Isso é tudo. Não troque o ouro puro do amor
verdadeiro, aquele que em termos humanos dará sentido a tudo o que você
viverá até chegar ao seu leito de morte, pelo latão enferrujado de uma
solidão suprida. Pela pobreza de uma carência afetiva aparentemente
resolvida. Por um nada travestido de alguma coisa.
Se
estiver em dúvida, pergunte ao macho da viúva negra, de olhos
esbugalhados e entranhas devoradas, se valeu a pena entrar naquela
relação apenas para suprir sua solidão e sua carência. Lembre-se que o
macho da viúva negra chegou à teia dela com um vazio na alma e com
tristeza no coração. Mas inteiro. E, depois que aquela relação se
consumou, tudo o que sobrou dele foi uma casca vazia, do que um dia foi
alguém carente sim, mas cheio de possibilidades e de potencial para
viver um grande amor. De viver uma VIDA. Nunca abra mão disso. Nunca.
Ou você estará se condenando voluntariamente à morte. A propósito, os
filhos daquela relação entre a viúva negra e o macho seguiram seus
rumos, foram viver suas vidas. A viúva negra também foi em frente, feliz
que só. O macho? Acabou a vida oco, seco, triste e morto.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
No apenas 1 Divulgação Genizah
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A unção de Herodes
É cada coisa que a gente lê que fica difícil acreditar, mas pelo jeito o
abuso do nome de Deus é uma praga universal. A notícia é da Folha.com:
Reino Unido deportará acusado de roubar bebês para 'gestações milagrosas'
Um pastor evangélico que afirma ter produzido "gestações milagrosas" por
meio de orações deverá ser deportado da Inglaterra ao Quênia, onde
responderá por acusações de sequestro de menores.
O queniano Gilbert Deya é acusado de dizer a mulheres estéreis ou na
menopausa que frequentavam sua igreja em Peckham, no sul de Londres, que
elas seriam mães de "bebês milagrosos".
Mas os bebês eram aparentemente "entregues" por clínicas clandestinas de Nairóbi, no Quênia.
O parlamentar britânico David Lammy disse ter conversado com um casal que passou pela experiência.
"O casal foi à África, voltou (à Grã-Bretanha) com uma criança que,
segundo descobriram as autoridades por exames de DNA, não era deles",
contou Lammy.
"O que veio à tona foi claramente um caso de tráfico de menores, que não
envolveu apenas eleitores (britânicos), mas diversas mulheres que iam
para o Quênia e voltavam achando que estavam trazendo um filho delas,
mas que claramente não eram."
O governo queniano alega que Deya roubou cinco crianças entre 1999 e 2004.
COISA DE DEUS
O caso se tornou público com um programa investigativo de 2004 feito pela rádio BBC 4.
Deya nega as acusações. Na ocasião, quando questionado como explicava o
nascimento de crianças com DNA diferente dos supostos pais, ele declarou
que "os bebês milagrosos que estão acontecendo em nossa igreja vão além
de nossa imaginação".
"Não é algo que eu possa explicar, porque é uma coisa de Deus, e coisas
de Deus não podem ser explicadas por um ser humano", afirmou.
Em 2007, a então secretária britânica do Interior, Jacqui Smith, decidiu pela extradição de Deya ao Quênia.
Desde então, o pastor vem travando batalhas legais para tentar
permanecer na Grã-Bretanha. Mas, nesta quarta-feira, o governo britânico
confirmou que a atual secretária do Interior,
Theresa May, validou formalmente a extradição.
Em comunicado, a Secretaria de Interior disse que Deya "esgotou todas as possibilidades de recurso contra a extradição".
A mulher dele, Mary, está detida no Quênia, também sob acusações de sequestro.
Vi no Contorno da Sombra
O chapéu de dois bicos do Malafaia
Marcelo Lemos
Sempre que escrevo uma critica contra o Malafaia é com pesar. Tenho muitos motivos para tal sentimento, e talvez eu precise ser um pouco autobiográfico para me fazer entender. Minhas críticas, no entanto, não estão carregadas apenas de pesar, mas também carregam uma boa dose de esperança. Trata-se de um otimismo inveterado, pós-milenista, teonomista, que recusa-se a enxergar o futuro da Igreja como sendo uma "ladeira abaixo sem fim". Creio que nosso Redentor vive, e prometeu que a verdadeira fé inundaria a terra! Pesar e esperança. Quem lê entenda.
Como prometi iniciar com um testemunho pessoal, vamos a ele. Nem sempre fui um cristão e teológo reformado, cujo encontro com a Graça Soberana de Deus lhe desarmou todas as expectativas de auto-justificação. Eu fui aliciado ainda criança para um pentecostalismo extremo e legalista. Já contei um pouco sobre isso aqui no Genizah. Meu processo de descoberta da Graça foi um tanto lento, mas profundo e duradouro – irreversível, sussurra meu coração calvinista! Processo que teve início meio sem querer, da minha parte, com a leitura do livro “O Despertar da Graça”, de Charles Swindown, publicado na época, se não me engano, pela Editora Bom Pastor.
Confesso que minha intenção ao iniciar aquela leitura não tinha nada haver com “Graça”; ou melhor, tinha, porém, era um outro conceito de “graça”. Até então tudo o que “graça” significava para mim tinha haver com “poder espiritual”, especificamente, barulho, reteté, aviãozinho, pregadores saltitantes e coisas afins... Por isso, mergulhei no “Despertar da Graça”, desejoso por fazer alastrar aquele mesmo “fogo”, ou “graça”, em minha vida. Era um sonho de adolescente (adolescente pentecostal, claro).
Aos 14 anos, mais ou menos, fui impactado pela graça. Com a leitura de um livro que caiu no meu colo de paraquedas, numa caixa cheia de outros livros pentecostais, neopentecostais, e até dois da Adonep que defendiam uma tal de “quebra de maldição”. Minha vida nunca mais foi a mesma. Como escrevi no artigo acima linkado, “Hoje, olho para trás tentando entender como me tornei um defensor da Simplicidade do Evangelho e, confesso, não encontro qualquer mérito pessoal. De fato, eu tive tudo para me tornar eterno escravo e reprodutor de agrilhões. Minhas asas me foram doadas, pela Graça. De tão fascinado pela Graça, reformei-me, li as Institutas de Calvino, e o Arbitrio servo de Lutero. De tão fascinado pela Graça, recriei-me, ou melhor, fui recriado, pela Graça: um novo cristão, um novo discípulo, que nunca chega ao que deve ser, e por isso, é moldado, dia após dia, ainda que em meio a alguns eventuais retrocessos (risos). De tão fascinado pela Graça, que é Soberana e Invencível, converti-me num otimista inveterado, no retrô estilo pós-milenista (pasmem!), apesar das mazelas que afligem a Igreja de nossos dias - sim, me alio a quadrilha dos subversívos que denunciam os lobos de nossa era, todavia, creio que há médico em Gileade, de modo que até o mais terrível dos nossos desafetos pode vir a ser 'infectado' pelo sabor da Graça”.
Naquele contexto, 'descobrir' o Pastor Malafaia foi uma dádiva. Ele passou a representar para mim a mudança que eu estava experimentando. Claro, inocente que eu era, não? Mas procurem compreender: ele pregava contra o legalismo; e eu havia sido escravo disso por toda a vida! Ele falava sobre ser salvo apenas pela fé; e esta era (e é) uma mensagem maravilhosa aos meus ouvidos. Ele era duro na queda, denunciando e expondo as loucuras do G-12, da teologia das madições hereditárias, dos abusos pseudo-pentecostais, da teologia da prosperiade, dentre outras mazelas que ameaçava a Igreja . Para mim, ele era o cara – apesar de arminiano! E algo me enchia de “orgulho santo”: o cabra era assembleiano, como eu era também! Que benção!
Anos depois ouviria uma pregação de Silas na qual ele usou uma figura de linhagem que nunca vou esquecer: chapéu de dois bicos. Se o amado leitor já o acompanhou regularmente, como eu fiz um dia, provavelmente já escutou a mesma expressão. Eu a ouvi em Belo Horizonte, numa reunião de pastores realizado na Igreja Batista Getsêmani. A figura se refere aquele tipo de pessoa que possui duas caras, duas palavras, o famoso “traíra”. Tipo de gente, segundo Silas, muito perigosa, e contra as quais devemos nos precaver. Não há tipo pior.
Um dia desses, apesar de já não mais acompanhar seu ministério com regularidade, me surpreendi com alguns trechos da critica que Malafaia faz ao “Bispo Macedo”, em resposta a critica que este fez a cantora Ana Paula Valadão. Seus argumentos me fizeram lembrar o motivo de já não acompanhar com tanto gosto o ministério do assembleiano: ele também tem um chapéu de duas pontas. A critica feita ao Macedão é bem merecida, vale dizer (aliás, eu mesmo o critiquei aqui no Genizah); mas, do modo que criticou, e pelos argumentos que lançou mão, Malafaia dá mostras de com o tal chapéu é, de fato, um perigo.
Para Malafaia, Ana Paula é serva de Deus, enquanto Macedão é um mentiroso (não questiono a segunda parte, risos). Ele tem todo o direito a tal opinião, contudo, o argumento dele toma como exemplo a extravagante figura de ninguém menos que Benny Him! Ora, faça-me o favor, hein? Será que Malafaia mandou sua editora recolher das prateleiras todas as pregações nas quais critica severamente os modismos neopentecostais, e os excessos pentecostais? Claro que não! Ele continua vendendo isso, e agradando aqueles pentecostais sérios, que prioriorizam o ensino teológico. Todavia, não perdeu a chance de fazer média com os crentes de lagoas neopentecostais, para os quais “cair” ou “rastejar” pelos cultos é prova de algum mover sobrenatural!
E isso não vem de hoje. Qualquer pessoa bem informada sobre seu ministério sabe o quanto ele criticou o G-12, introduzido no Brasil por certo apostólico que virou Patriarca, e provavelmente ainda se candita a Papa qualquer dia destes. Contudo, também se lembrarão de como os dois andam “carne e unha” por aí... Todos se lembram o quanto ele já criticou a Teologia da Prosperidade, e ainda o faz descaradamente hoje – apesar de sua recente parceiria com dois nomes de peso desta mesma teologia: Murdock e Cerulo! Cara, você já foi um herói para a ortodoxia pentecostal! Quem é você hoje? Um agente duplo? Ahá! Eis que acabo de me lembrar de outro personagem gospel criado pelo telepastor: o crente 007! Mas isso é outro assunto...
Já aprensentamos o bastante, mas há algo ainda mais hilário no chapéu de duas abas do moço: como se sabe, ele parece não gostar de blogueiros apologistas – e não estou falando de gente que gosta de calunia-lo por aí, mas de gente que escreve, canta, desenha ou filma contra os desmandos teologicos de sua “Teologia da Semente” (nome bonitinho para a velha e surrada Teologia da Prosperidade). Ele diz que quem escreve contra suas sementes é sem o que fazer, invejoso, endenomiado, hipócrita ou IDIOTA. O motivo de serem “idiotas” é deveras interessante: por não acreditarem que se deva ofertar a Deus sem motivos egoístas... Chegou até mesmo dizer certa vez que “críticos não constroem nada”.
Aqui está o hilário: mais recentemente, afirmou que lançaria um novo portal evangélico para “ensinar” agente como é que se dá notícias do mundo “gospel”. Não sou a Mãe Dinada, mas, me pareceu um recado com endereço certo: a trupe do Genizah! E parece que Malafaia imagina ser o porta-voz do povo evangélio, além de presidente da Congregação Para a Fé e Doutrina do Reino da Banania! Explico: seu site anda publicando notícias de bastidores, denúncias e outras “coisitas más”, que visam atingir diretamente conhecidos desafetos eclesiáticos do ex-bigodudo, e até um certo partido que ele ajudou a colocar no poder... Ora bolas! Quer dizer que quando Malafaia critíca é coisa santa, quando outros criticam, é coisa do demônio? Não sei não... Esse novo site está me parecendo dor de cotovelo, hein? Não seria melhor se ele começasse a tratar seus críticos com o devido respeito, a fim de que ele mesmo possa criticar os outros sem incorrer no pecado da hipocrisia? Afinal, como mestre na arte de identificar de chapéus de dois bicos, talvez seja a hora de enxergar o que ele mesmo anda exibindo por aí...
Caro Malafaia, se você acha que as críticas a sua teologia estão erradas, chame-ás de idiotas, irracionais, anti-biblicas, ou de qualquer outra coisa, demonstrando o quanto elas afrontam as Escrituras, e não pelo simples fato de existirem, ou de serem contra você! Ou então isto: fique na tua, quietinho, comendo pelas beiradas, sem se intrometer nas opiniões e controvérias de terceiros. Do contrário, é chapéu de dois bicos! Pois, segundo tuas palavras, os criticos são “idiotas, sem o que fazer, endemoniados que nada constrôem”, etc, etc, etc. Se uma critica é idiota apenas por existir, então o querido irmão é o Idiota-Mor da Gospelândia – até porque, acho difícil alguém lhe roubar o título de “Ratinho gospel”.
Ainda respeito muito Malafaia, especialmente por sua coragem na defesa que faz dos valores familiares (discordo de boa parte das criticas que lhe são feitas por isto). Acredito que podemos criticar o que há de errado em alguém sem jogar tudo no lixo – ao menos, quando existe algo que possa ser salvo. E, para mim, sua luta pela família é justa e bíblica. Também é justa a luta de todos aqueles que alertam para o processo de criminalização do cristianismo em nossa sociedade. Mas, se Deus me desse tal oportunidade, gostaria de me sentar com Malafaia afim de discutir face a face o problema do seu chapéu!
A desculpa de Malafaia para o seu chapéu de dois bicos, pelo menos a que o ouvi dar certa vez, é que ele pode caminhar com alguém, mesmo sem concordar inteiramente com ela. Isso é verdade. É um bom argumento – eu mesmo caminho com gente das quais discordo em muitas coisas. Porém, uma coisa é caminhar junto, outra coisa é abrir mão de sua própria identidade! Uma coisa é caminhar junto, outra, bem diferente, é ter um discurso duplo, que visa agradar gregos e troianos. Afinal, Silas, para quem o senhor está falando a verdade? Para os assembleianos tradicionais, que valorizam um culto menos emotivo e mais centrado nas Escrituras, ou para os da Lagoa, que gostam mesmo é “cair” e “rastejar” de tanto poder?
Responda-nos, de preferencia, usando boné – é menos elegante, porém, de bico, só tem um. Aliás, aproveitando que o senhor resolveu virar blogueiro "critico sem o que fazer", quem sabe agente não possa iniciar o MMA "Malafaia VS Trupe Genizah"...
Karl Barth e a teologia da prosperidade
Hélio
Hoje grande parte das igrejas evangélicas brasileiras é dominada por
líderes que se dizem "autorizados" a falar em nome do Deus cristão,
"profetizando", determinando ou declarando o que é de Deus ou não,
chamando os que se lhe opõem de "filhos do Diabo", como se a divindade
fosse propriedade privativa deles, na verdade um refém de seus delírios
megalomaníacos. Aproveitando-se da aura de respeitabilidade que lhes
confere o púlpito, fazem vão uso do nome de Deus para satisfazer seus
apetites carnais. Sobretudo no que diz respeito à assim chamada
"teologia da prosperidade", dizem ter todas as soluções mágicas para
transformar vidas destruídas em exemplo de empreendedorismo, pessoas
quebradas em milionárias, empresas falidas em multinacionais, tudo isso
mediante "correntes", "unções financeiras" e outras práticas pagãs, não
sobrando espaço algum para a pregação do evangelho puro e simples de
Jesus Cristo.
Estava eu pensando se isto também não corresponde àqueles que Paulo
condena em Romanos 1:18, os homens que "detêm a verdade em injustiça", e
para minha agradável surpresa, esta interpretação também se depreende
da análise que Karl Barth faz do mesmo versículo em sua obra "Carta aos
Romanos", dizendo basicamente que "confundimos a eternidade com a
temporalidade". É interessante verificar que, muito tempo antes dessa
nefasta "teologia" invadir as igrejas evangélicas, Karl Barth já dizia
que "queremos Deus do nosso lado para abençoar e fazer prosperar o nosso
negócio ainda que seja a ruína de nosso concorrente; gostamos de
religião cômoda, tolerante para com o mundo e tolerável para ele, e
classificamos o nosso comodismo como piedade religiosa". A seguir, um
excerto do comentário de Karl Barth sobre Romanos 1:18:
O que quer dizer “fora de Cristo” e “sem Cristo”? “A ira de Deus revela-se contra toda a impiedade e insubordinação dos homens”. Estas são as marcas características de nossa relação com Deus aquém da ressurreição.
Confundimos a eternidade com a temporalidade.É desrespeitoso! [O nosso procedimento]. Pretendemos saber o que dizemos quando enunciamos a palavra “Deus”! Atribuímos-lhe a posição mais alta de nosso mundo e, em assim fazendo, colocamo-lo, fundamentalmente, na mesma linha em que estamos, nós e as coisas materiais; achamos que ele “precisa de alguém” e que podemos ordenar as nossas relações com ele como arranjamos qualquer outro relacionamento. Enfiamo-nos para junto dele sem maiores reservas [o Autor usa expressão equivalente a “insolentemente” ou “atrevidamente”, e penso que “sem maiores reservas” fica em melhor harmonia com o contexto] e, assim procedendo, o projetamos para nosso nível (o Autor diz “para nossa proximidade”). Permitimo-nos uma espécie de familiarização com ele e habituamo-nos a contar com ele [para todas as coisas] como se o relacionamento com Deus fosse coisa vulgar [e não especialíssima, da criatura com o Criador, relacionamento que só Jesus Cristo tornou possível, como nosso mediador, intercessor e advogado, em nome de quem nós nos aproximamos de Deus]. Levamos o nosso atrevimento ao ponto de nos arvorarmos em seus familiares, seus benfeitores, seus administradores [mordomos fiéis], seus corretores.
Esta é a nossa falta de respeito no relacionamento com Deus.Secretamente, nesse nosso modo de proceder, somos nós os Senhores. Para nós não se trata de Deus porém das nossas necessidades [de nossos desejos e conveniências] pelas quais queremos que Deus se oriente.
Além de tudo isso, a nossa petulância pede ainda que nos seja dado a conhecer um “super-mundo” e que tenhamos acesso a ele. Pedimos uma motivação profunda, um louvor ou uma recompensa, vinda do além.
Porfiamos por colocar Deus sobre o trono do mundo quando na realidade estamos entronizando a nós mesmos. “Crendo” nele, estamos apenas preocupados com a nossa justificação, honrando-nos a nós mesmos e tirando proveito próprio. Nossa religiosidade consiste na solene confirmação que fazemos a nós mesmos e ao mundo de que, piedosamente, nos poupamos da contradição. [Arvoramo-nos em servos fiéis; procuramos promover o reino de Deus sobre a terra, não por amor ao reino mas para ganharmos a recompensa de Deus. Ou então queremos Deus do nosso lado para abençoar e fazer prosperar o nosso negócio ainda que seja a ruína de nosso concorrente; gostamos de religião cômoda, tolerante para com o mundo e tolerável para ele, e classificamos o nosso comodismo como piedade religiosa]; Sob todos os sinais de piedade e enternecimento, na realidade, rebelamo-nos contra Deus, confundindo o nosso tempo finito com a eternidade de Deus. [Por querermos ser iguais a Deus embalamo-nos em nossas pretensões e ilusões, esquecendo que nossa vida é qual a erva que foi num instante e já não é; todavia, para o verdadeiro Deus, não há fim como não houve princípio].
Esta é a nossa rebeldia. É o nosso relacionamento com Deus, estabelecido sem Cristo e fora de Cristo; aquém da ressurreição. Antes de sermos chamados à ordem; e o relacionamento no qual, verdadeiramente, não reconhecemos a Deus como Deus, e o que chamamos Deus é, na realidade, o próprio homem. Servimos a este NÃO-DEUS para vivermos segundo nossos desejos [abafando a consciência com o deus-ídolo, criado à nossa própria imagem].
Os quais “detêm a verdade, presa nos grilhões de sua insubordinação”. Esta é a segunda característica [daqueles para os quais paira a ira de Deus; a primeira (assim chamada porque o Autor tratou primeiramente ela) é a troca entre a temporalidade e a eternidade, ou vice-versa]. Todavia essa segunda característica é cronologicamente mais antiga pois surgiu com o pecador original [quando o homem quis ser igual a Deus]. O ser humano perde-se primeiro em si mesmo, presa de sua própria conduta, [retendo a verdade] e depois pela criação (e adoração) do NÃO-DEUS.
Ouvimos, primeiro, a profecia: “Sereis como Deus!” Depois perdemos o senso do eterno. Primeiramente sobre-elevamos o homem e, em seguida, menosprezamos a distância que nos separa de Deus.
O ponto nevrálgico do nosso relacionamento com Deus, fora de Cristo e sem Cristo, é a revolta do escravo. [Revoltamo-nos contra Deus e, nessa rebeldia] atribuímos a nós o que só pode ser atribuído a Deus e, consequentemente, nada temos acima de nós para atribuirmos a ele, pois somos para nós mesmos o que Deus deveria ser. Quando [em nosso íntimo] secretamente, nos fazemos iguais a Deus, nós nos isolamos dele.
O pequeno Deus que criamos, dispensa, necessariamente, o grande Deus. [Por isso] os homens aprisionam, encapsulam, a verdade, que é a santidade de Deus que procuram vestir em si mesmos e assim despojam a seriedade e o alcance dessa santidade, tornando-a vulgar, inócua, inútil; transformam-na em inverdade. Este desfecho vem à luz [se revela] pela impiedade dos homens o que [em círculo vicioso] gera novas e constantes rebeldias.Quando o homem se torna o seu próprio Deus, precisa criar o ídolo [para representar a sua criação] pois, elevando o ídolo em honra, honrar-se-á a si mesmo como o criador da [tão honrada] imagem [e portanto digno de honra ainda mais alta].
Esta é a resistência que nos torna impossível olhar a planície da nova dimensão e nela ver a limitação de nosso mundo e a nossa salvação.
(Karl Barth, “Carta aos Romanos”, Ed. Novo Século, 2003, pp. 52-53)
Que vergonha!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Zé Bruno do Resgate e ex Renascer responde as acusações de que levava bola
A acusação
Ex-deputado vendia emendas, diz testemunha à CGA
Fausto M. Estadão.
A resposta de Zé Bruno
Site do Zé Bruno, via Pavablog
‘Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló e filho do diabo’
Ex-deputado vendia emendas, diz testemunha à CGA
Fausto M. Estadão.
FAUSTO MACEDO - Agência Estado
"Vi Fabrício entregar nas mãos do deputado José Antonio
Bruno (DEM) um maço de notas de R$ 100", afirmou a testemunha C.A.A.V.,
em depoimento na Corregedoria-Geral da Administração (CGA). As notas de
R$ 100 teriam origem em suposto esquema de venda de emendas
parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo, denunciado pelo
deputado Roque Barbiere (PTB).
A cena relatada ocorreu em agosto de 2009, enfatiza o depoente, que
se identifica como "pastor evangélico autônomo". O depoimento reforça
ainda mais a denúncia de Barbiere, segundo quem deputados estaduais
paulistas negociam sua cota de verbas no Orçamento do Executivo, por
meio das emendas, com prefeitos e empreiteiras.
Ainda conforme o depoente, um homem identificado apenas como
"Fabrício" frequentava o gabinete do parlamentar, mas não era
funcionário: "Houve uma oportunidade em que Fabrício chegou muito
eufórico na sede do gabinete, cumprimentou a todos e entrou direto na
sala do deputado", relata.
A porta da sala de Bruno ficou entreaberta. "Então, eu ouvi ele
(Fabrício) dizer ao deputado José Antonio Bruno: ?Deputado, tá aqui a
emenda?. Ato contínuo eu vi Fabrício entregar nas mãos do deputado um
maço..."
Zé Bruno, como é conhecido, exerceu mandato no período 2007-2010.
Deixou o Legislativo estadual em março passado. Hoje se dedica à
Resgate, sua banda musical. Ele é guitarrista e vocalista. O ex-deputado
nega a acusação. "Não faço isso", afirmou.
Porém, ele próprio disse suspeitar que um assessor da Casa
identificado apenas como "Cremonesi" participasse de negociações para a
venda de emendas.
A resposta de Zé Bruno
Site do Zé Bruno, via Pavablog
‘Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló e filho do diabo’
Uma matéria
envolvendo meu nome que foi publicada no Jornal O Estado de S. Paulo
nesta manhã de terça feira, 04/10/2011, dá conta de que uma pessoa por
iniciais C.A.A.V. declara ter presenciado em meu gabinete em 2009, uma
cena na qual eu receberia dinheiro em notas de R$ 100,00 provenientes de
acordos de venda de emendas parlamentares. Respondi ao Jornal que este
fato nunca aconteceu, nem sabia de tal denuncia pela corregedoria, ou
seja, não fui notificado.
Em primeiro lugar uma pessoa que faz tal coisa desonesta, não o faz
de forma aberta, dentro de sua sala, dentro da Alesp com sua porta
aberta, além de desonesto me acusam de ser ignorante, não sou nem uma
coisa nem outra.
Em segundo lugar, o ônus da prova é de quem acusa, aguardo as provas
de tal fato. Meu mandato terminou em 14 de março deste ano, portanto
minhas declarações de imposto de renda, o fechamento das contas do
gabinete e minha declaração de bens antes, e depois do mandato são
públicos.
Por fim a pessoa denunciante com estas iniciais e que consta nos
documentos, e que na matéria se diz um pastor, que trabalhou comigo, só
existe um. Não tive acesso aos autos, mas creio ser Carlos Alberto Alves
Vianna, conhecido como Bispo Carlinhos. Ele se apresenta como pastor
autônomo de maneira falsa, ele é Bispo da Igreja Renascer e parte
integrante de sua diretoria como um dos dez conselheiros. Foi exonerado
por não comparecer no dia a dia de trabalho.
É feita a acusação, enviada a um jornal, e um email do Yahoo que tem o
nome falso da Casa da Rocha foi criado, e está sendo enviado a todos os
membros da Igreja Renascer e recebido por muitos de nossos membros,
contendo o link da matéria a meu respeito, evidente tentativa
desesperada de manchar meu nome.
Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló, filho do
diabo, através das redes sociais e comentários de duplo sentido em meios
de comunicação ligados à Igreja Renascer desde meu desligamento. Isso é
fato.
Diuturnamente as acusações de que em meu mandato havia desonestidade
eram feitas por pessoas ligadas à Igreja Renascer. Tentativas outras de
utilizar a mídia já foram feitas, tenho provas e apresentarei
judicialmente. No momento oportuno serão divulgadas.
Não me preocupa o depoimento de outras pessoas que comigo trabalharam
e que eram ligadas à Igreja Renascer, são testemunhas tendenciosas. Os
funcionários que não eram evangélicos e os que eram de outras Igrejas e
que não estão debaixo de tal influência podem atestar meu comportamento.
Lamento que você irmão tenha que passar por tal dissabor proveniente de pessoas que com estas atitudes demonstram seu caráter.
Quem acusa deve demonstrar a prova das acusações, como isso não
acontecerá, ingressarei judicialmente contra o acusador por Calúnia e
Difamação para reparação dos danos a mim causados.
Reflexão de Ed René Kivitz sobre o caso Rafinha Bastos - Wanessa Camargo
Os loucos, os tolos e os deuses
Ed René Kivitz
Limite para liberdade soa como contra senso. Mas não é. A razão é
simples: dividimos o mundo com mais de 6 bilhões de pessoas. Quem leu
Freud sabe disso: “a civilização descreve a soma integral das
realizações e regulamentos que distinguem nossas vidas das de nossos
antepassados animais, e que servem a dois intuitos, a saber: o de
proteger os homens contra a natureza e o de ajustar os seus
relacionamentos mútuos”. Em outras palavras, para sobreviver num
universo hostil, cujas forças da natureza espalham sofrimento e
desolação, e em meio às gentes dominadas por paixões e com tendências à
violência, o ser humano precisa engolir o sapo de aceitar limites à sua
liberdade. Não é sem razão que muita gente vive com ânsias de vômito.
A questão, portanto, é distinguir quais são os tais limites à
liberdade que devem ser aceitos daqueles contra os quais devemos nos
rebelar. Há os que escolhem a própria consciência como paradigma único:
eu sou assim; faço o que quero; não admito negociar meus valores; não me
submeto a regras idiotas; não me curvo às autoridades; me recuso a
manter minha consciência nas fronteiras do socialmente aceitável e
politicamente correto. Muitos desses foram loucos, ou rebeldes sem
causa, idiotinhas vendendo a alma pelos seus 15 minutos de fama, alguns
tantos movidos pelos demônios dos infernos, e outros inescrupulosos
prepotentes, coisa de mau caratismo mesmo. Mas não há como negar que
muitos desses que pensaram e viveram fora da caixa foram profetas
construtores de novos paradigmas de civilização, personalidades à frente
de seu tempo que hoje reverenciamos, e um deles até hoje é considerado
Deus – Jesus de Nazaré. Esses últimos tinham em comum que quase nenhum
escolheu ser quem foi, quase todos lutaram com todas as forças tentando
negar o que eram e, com uma exceção, jamais imaginaram que no futuro
ocupariam a prateleira das personalidades inspirativas da humanidade.
Quem acredita que é, quase sempre não é.
A maioria dos mortais, entretanto, escolhe viver nos limites da média
dos valores consensados por suas respectivas sociedades. Os lúcidos
questionam os valores coletivos à luz de seus valores pessoais e aceitam
o fato inevitável de que o jogo comunitário exige três passos para
frente, dois passos para trás, e humildemente submetem suas convicções
particulares ao crivo coletivo, acreditando que no conflito e no debate
das ideias, a média dos valores consensados vai sendo qualificada no
esforço de todos pelo bem comum.
Os limites às liberdades individuais são definidos, portanto, pela
média dos valores consensados por uma sociedade. Cada sociedade tem seus
valores considerados sagrados ou intocáveis. Em 2005, o
jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou as 12 caricaturas
intituladas “Os rostos de Maomé” que, em janeiro de 2006, foram também
publicadas na revista norueguesa Magazinet. A polêmica foi
grande e os grupos islâmicos radicais protestaram com veemência o fato
de alguém ousar fazer humor com Allah e Maomé. O mesmo acontece com a
comunidade judaica que legitimamente protesta contra o desrespeito à
memória do Holocausto, e com os negros que corretamente se ofendem com
as piadas de cunho racista. Mas no Brasil sobram anedotas com o Cristo
crucificado. A diferença é clara: cada sociedade tem sua média
consensada de valores considerados sagrados, seus níveis de tolerância
para as diferentes maneiras como podem ou devem ser tratados, e sua
índole peculiar que permite maior e menor flexibilidade na manipulação
de seus afetos. Essa é a razão porque os brasileiros somos capazes de
chorar o luto dos nossos ídolos e contar piadas a respeito deles ao
mesmo tempo. Ayrton Senna recebeu tanto o melhor do nosso riso quanto de
nossas lágrimas.
Mas uma coisa não se pode negar. Quando alguém cruza a linha e
resvala, ainda que irresponsável e displicentemente, no que é
considerado sagrado e intocável por uma sociedade, qualquer que seja
ela, a resposta é imediata e contundente. O comentário de Rafinha Bastos
a respeito de Wanessa Camargo e seu ventre materno extrapolou os
limites aceitáveis. No Brasil, você pode contar piada sobre Jesus, José e
Maria, mas não pode fazer graça com pedofilia. Quem não respeita
limites impostos pelo consenso para a sua liberdade, cedo ou tarde acaba
crucificado. O tempo se encarrega de mostrar se o morto será esquecido
como louco, sepultado como tolo, ou adorado como Deus.
No blog do autor - divulgação Genizah
Seminário de Namoro Cristão - Não Morda a Maçã

"...tomem cuidado para não ficarem sozinhos..."
Essa é a frase dita em muitas igrejas para casais de namorados, mas será que é suficiente?
Namoro não é tema em muitas igrejas. Medo, tabús, não se sabe bem ao certo, mas muitos jovens ficam perdidos nesse assunto.
Essa é a frase dita em muitas igrejas para casais de namorados, mas será que é suficiente?
Namoro não é tema em muitas igrejas. Medo, tabús, não se sabe bem ao certo, mas muitos jovens ficam perdidos nesse assunto.
O pessoal do blog Não Morda a Maçã tem ministrado sobre o tema em diversas cidades do país de forma descontraída e com linguagem jovem e no próximo dia 29 de outubro, em Alphaville (Sâo Paulo), haverá outro seminário Não Morda a Maçã de Namoro Cristão.
- Para que fui formado?
- Qual é o propósito do namoro Cristão?
- Influência da mídia mundana
- E beijo, pode?
- DEUS confirma o namoro?
- Por que estou namorando? Por que quero namorar?
- Rejeição
- Como ser feliz no namoro/noivado/casamento?
- Sou muito novo pra namorar?
- Estou desesperada(o) pra namorar!!!!
- Qual é a diferença entre amor e paixão?
- Como eu sei se meu namoro é de DEUS?
- Posso namorar com alguém não cristão?
- 3 critérios para uma escolha abençoada!
- Como lidar com um namoro?
- Jesus, o vela
- O que é tanque do amor?
- Diferenças entre o Cérebro masculino e Cérebro Feminino
- 5 linguagens do amor
- Mulher precisa de Amor e o Homem de Respeito
Quando?
Dia 29 de outubro
Que Horas?
- Primeira palestra: 10h00 - 12h00
- Almoço: 12h00 - 13h00
- Segunda palestra: 13h15 - 15h00
- Pausa: 15h00 - 15h30
- Perguntas e Respostas: 15h30 - 16h30
- Pausa: 16h30 às 17h00
- Terceira palestra: 18:00 às 20:00
Onde?Local: Igreja Cristã Apostólica e Profética de Alphaville
Endereço: Av. Dr. Dib Sauaia Neto, 1150 - Alphavile/Barueri- SP
Clique aqui e confirme sua presença no Facebook
Como participar?
As inscrições serão feitas no local.
Quanto?
Evento gratuito
Tem estacionamento
O local tem estacionamento grátis e conta com lanchonete.
Veja um trecho do seminário ministrado por Fernando Ortega, falando sobre a diferença do Cérebro masculino e Cérebro Feminino:
Você que é líder de jovem e adolescente, participe e leve seus liderados!
Acesse:
www.naomordamaca.com
@naomordamaca
www.facebook.com/naomordamaca
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Thiago Fonseca e Michael Nasser colaborando com o Genizah
O episódio 9 de Fala Sério Varão trata dos abusos e idiossincrasias dos usos e costumes em algumas denominações evangélicas tradicionais. Doutrina de Homens e santificação. Textos-base: Colossenses 2.20-23 e 1 Coríntios 1.30
Usos e Costumes. Doutrinas de Homens. Fala sério varão!
Falta coragem
Rodomar Ramlow
Muitas pessoas compreendem como cristãos aqueles que seguem algum padrão
moral rigoroso. De fato, muitos evangélicos parecem ter o que dizer
apenas quando o assunto envolve sexualidade, bebida alcoolica ou drogas
(são contra, claro!).
Poucos se arriscam pensar por conta própria.
Facilmente caímos na tentação de apenas repetir os chavões de algum
líder mais eloquente. Nos tornamos, assim, um povo legalista e sem
proposta. Se tirarmos essa 'meia dúzia' de assuntos polêmicos acabaremos
sem nenhum cavalo de batalha para legitimar a nossa existência.
Política só entrou no debate cristão esse ano por causa da ameaça
envolvendo 'a moral e os bons costumes' (quase tudo relacionado à
sexualidade). Quando, na verdade, não precisamos fazer dessas coisas uma
discussão religiosa. Promiscuidade, encher a cara, fumar, usar outros
tipos de drogas é mais burrice do que uma questão de fé. Não precisa ser
cristão para perceber o que prejudica a si mesmo, o que faz mal à
saúde, o que é expressão de carência afetiva, basta um mínimo de
inteligência (Gálatas 6. 7).
Quem acredita que ser cristão é estar numa eterna luta entre os 'do contra' e
os 'a favor' ainda não compreendeu nada. E, quem acha que o Evangelho
(boa nova) é sair da casa do pai (Lucas 15. 11) para se esbaldar à
revelia, entendeu menos ainda.
Um dos grandes problemas dos cristãos é
que ainda não compreendemos bem a centralidade do Evangelho. Ignoramos o
que significou a vinda, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Assim,
vivemos com uma idéia vaga do que acreditamos ser o reino de Deus.
Muitos se cansam de esperar e 'chutam o balde'. Quando na verdade, o que
menos deveriam fazer é esperar. O problema é que o que nos falta nem é
fé, compromisso, devoção, etc... Falta coragem.
Falta ousadia para
assumirmos de fato o Evangelho. Assim, seguimos em nossas leituras
seletivas da Bíblia. Colhemos aquilo que nos convém. Nos omitimos de um
estudo sistemático mais sério e profundo. Na verdade, queremos o light, o
consumismo burguês, as benesses da mesa do rei (Daniel 1. 5-8),
chafurdar na lavagem dos porcos... Esquecemos aquela ilustração básica
da folha seca (que o vento leva para onde quer) ou do peixe morto (que
se deixa levar pela correnteza). Sem coragem para assumir o Evangelho ou
deixar de vez a religião vinculada, criamos a nossa própria versão self service.
É claro! Sim, o pai deixou partir o filho mais moço (Lucas 15. 12).
Nenhuma religião deveria conduzir seus fiéis pelo cabresto (mesmo que
muitos fiéis assim o queiram!). O objetivo dos dons e do serviço cristão
é, entre outras coisas, "que todos alcancemos a unidade da fé e do
conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a
medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como
crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá
e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de
homens que induzem ao erro" (Efésios 4. 13, 14).
Do blog do autor. Divulgação Genizah
Mano Rodomar, estava escrevendo sobre isto. Achei o seu texto, deletei o meu. Disse tudo e disse melhor. Parabens!
Papa convoca protestantes históricos a se juntar aos católicos contra avanço pentecostal
O papa Bento XVI disse nesta sexta-feira que as igrejas
cristãs históricas estão "perplexas" e preocupadas com o avanço das
igrejas pentecostais, e convidou os protestantes a trabalhar junto com
os católicos para testemunhar a fé em um mundo secularizado.
Joseph Ratzinger fez esta declaração em um encontro com os
representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD) em Erfurt,
cidade onde Martinho Lutero (1483-1546) foi ordenado sacerdote católico
em 1507, antes de liderar a reforma protestante, em 1521.
Esta
viagem do Papa à sua Alemanha natal tem um caráter ecumênico. Foi por
vontade de Bento XVI que o encontro aconteceu no antigo convento onde
Lutero estudou. De acordo com o Papa, a única paixão e o centro da vida
de Lutero foi Deus.
Nesta sexta-feira o Papa defendeu que o mais necessário para o ecumenismo é não perder as grandes coisas que têm em comum.
"A coisa mais importante para o ecumenismo é que, pressionados pela
secularização, não percamos as grandes coisas que temos em comum,
aquelas que nos fazem cristãos e que temos como dom e tarefa", afirmou.
"Foi um erro ter visto majoritariamente aquilo que nos separa e não
ter percebido de forma essencial o que temos em comum nas grandes pautas
da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo",
acrescentou.
O Papa defendeu que os cristãos reconheçam a
comunhão como um fundamento imperecível. "Infelizmente, o risco de
perdê-la é real. Nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou
profundamente e continua mudando".
O Papa Ratzinger afirmou
que este fenômeno mundial de mudança traz um cristianismo com pouca
densidade institucional, pouca bagagem racional e pouca estabilidade.
Por isso, ele defende a obrigação de questionar o que permanece válido e
o que pode ser mudado na opção pela fé.
Após o encontro,
Bento XVI e os líderes religiosos protestantes farão uma celebração
ecumênica, quando um bispo evangélico lerá o salmo 164 na tradução feita
por Lutero, na qual expressa a vocação cristã comum para louvar a Deus.
O Papa fará uma oração para a unidade dos cristãos, e o presidente
do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch,
fará uma prece sacerdotal e recitará a oração do pai-nosso.










































