“Não estou no mercado gospel e não pretendo estar”: Gladir Cabral
entrevista
Gladir Cabral
Artedechocar: Em 2009 foi lançado o DVD Casa Grande, um trabalho diferenciado tanto pela formatação de cenário, textura musical e letras recheadas de imaginário, poesia e celebração a vida. O que vem por aí no próximo DVD? Alguma outra novidade podemos aguardar?
Gladir Cabral: O
primeiro DVD foi uma surpresa que ocorreu em minha vida, um presente de
Deus. Não desejei nem planejei realizá-lo. Fui procurado pelos amigos
da Luz para o Caminho, que fizeram a proposta. Não tenho planos para
outro DVD e talvez essa experiência nunca mais venha a se replicar.
Tenho vontade, sim, de gravar outro CD, voz e violão, algo bem simples e
despojado, mas ainda não tenho persepectiva de como isso venha a
ocorrer.
Artedechocar:
Músicas como “Casa Grande” e “Terra em transe” trazem abordagens
interessantes sobre questões sociais, de meio ambiente. Na sua ótica, o
que torna uma música cristã, mesmo que esta trate de assuntos seculares?
E como você relaciona adoração e música?
Gladir Cabral: Seguindo
uma tradição Reformada, não vejo fronteiras definidas que separem
atividades sagradas e mundanas. A vida cristã é um todo indivisível.
Minha fé em Cristo está diretamente ligada à minha vida familiar,
profissional, pessoal e social. Vivo segundo o princípio de Colossenses
3.17: "Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome
do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai". Portanto, não
há compartimento desvinculado do Reino de Deus em meu viver. Dessa
maneira, quando canto sobre o meio ambiente ou sobre os dilemas da
escravidão humana, faço-o tranquilamente, tentando ver todas as coisas
sob a ótica da fé em Cristo. A partir de Romanos 12, entendo a vida, em
todos os seus variados aspectos e tensões, como um serviço de adoração a
Deus. Nesse sentido, todas as minhas canções estão diretamente
relacionados a esse "culto racional", no seu sentido mais amplo,
existencial, histórico, corporal. Entretanto, nem todas as canções são
litúrgicas no sentido convencional, visto que não são diretamente
relacionadas a uma parte da liturgia tradicional ou mesmo contemporânea.
Mesmo as que não são "litúrgicas", costumo cantá-las em minha Igreja,
quando prego, geralmente para ilustrar uma parte da mensagem ou em algum
outro momento do culto.
Não
há música cristã, há cristãos que fazem música. Um cristão pode cantar
vários gêneros musicais, ler vários poemas, contar histórias, parábolas,
romances. Se um cantor secular, sem qualquer experiência pessoal com
Deus, canta "Amazing grace" para um filme de Hollywood, ele está
cantando só uma música popular. Se um cristão sinceramente canta
"Amanhã, vai ser um novo dia, da mais louca alegria...." e a enche de
plena significação, essa canção deixou de ser só uma música pop. Para
mim, o grande critério para avaliar uma canção popular ou qualquer forma
de arte feita por cristãos é saber até que ponto ela reflete, abriga ou
transmite os valores do Reino de Deus. Às vezes, a mensagem cristã pode
estar explícita na letra, outras vezes ela pode estar implícita. Tudo
depende da hora em que se canta, do local e para quem se cantam as
canções.
Artedechocar: O Cristão pode tocar secularmente? Você o faz?
Gladir Cabral: Como disse, não creio na dicotomia religioso vs secular.
Entendo a profissão de músico como digna para ser seguida por qualquer
cristão, seja numa banda militar, numa orquestra sinfônica, num grupo de
jazz, num estúdio, etc. Entretanto, certos ambientes são potencialmente
perigosos para qualquer pessoa e a longo prazo podem trazer danos à
saúde e à vida familiar. Conheço muitos músicos que tocam na noite, mas
estabelecem limites, seguem princípios sobre o que tocar, até quando e
em que ambiente. Muitos deles não fazem o que gostam e admitem as
dificuldades. Acabam tocando um repertório pobre, por obrigação, e não o
que gostariam de tocar.
Eu
não sou músico profissional, sou professor. Ser professor hoje é tão
difícil quanto ser músico. Na verdade, qualquer profissional cristão em
qualquer área enfrentará dilemas éticos, conflitos, lutas, provações e
correrá riscos. E creio firmemente que é preciso que haja cristãos
comprometidos com o evangelho de Cristo tocando na noite, nas feiras,
nos hotéis, a fim de darem testemunho do evangelho. Isso não é nada
fácil.
Artedechocar: Ao
que notamos, a relação “imaginação/criação” e “Deus/igreja” passa por
uma crise séria no Brasil. Gostaria que explanasse um pouco sobre a
relevância da criatividade na vida cristã e na igreja baseado em sua
experiência de vida.
Gladir Cabral: A
imaginação é uma dimensão importante da vida humana. O Criador nos fez
com essa capacidade criativa. Todos os inventos que hoje utilizamos em
nosso dia a dia foram um dia imaginados na cabeça de alguém e depois
viraram projeto. Sem imaginação, não há transformação da realidade, não
há alegria, não há vida. A própria Escritura foi feita utilizando o
recurso da imaginação: histórias, parábolas, poemas, canções...
Precisamos redescobrir o valor da imaginação em nossa prática cristã
cotidiana, na comunicação do evangelho, na arte, na vida diária. Há um
grupo de cristãos nos Estados Unidos que desenvolve um projeto muito
interessante em relação ao uso da imaginação na leitura das Escrituras,
sob a liderança do músico cristão Michael Card:
http://www.biblicalimagination.com.
Artedechocar: Já
são sete Cd’s, um DVD, belas canções, mesmo assim dificilmente
encontraremos Gladir Cabral nas paradas do “Sucesso Gospel”. Queria que
falasse um pouco sobre seu posicionamento no mercado fonográfico, seu
público, sua arte, seus sonhos.
Gladir Cabral: Não
estou no mercado gospel e não pretendo estar. A música em minha vida é
vocação, ministério. Para mim as canções são parte de minha vida e de
minha atuação no mundo como ser humano e como servo de Deus, não são
produtos a serem vendidos, rotulados, comprados, etc. Estou tranquilo em
relação a isso. Vou levando desse jeito, ocupando espaços que me cabem,
aceitando convites para pregar e cantar nas igrejas, universidades,
colégios, interagindo com as pessoas via web e pessoalmente.
Artedechocar: Quais foram as suas influências musicais, e queria que citasse alguns nomes atuais que você tem por referência.
Artedechocar: Quais foram as suas influências musicais, e queria que citasse alguns nomes atuais que você tem por referência.
Gladir Cabral: Minhas
influências musicais foram muitas e não tenho como lembrar de tudo o
que ouvi e que me influenciou ao longe da vida: a música caipira, os
hinos antigos, os Beatles, Bob Dylan, Chico Buarque, Gil, o Clube da
Esquina, Beto Guedes, Milton, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Victor Jara,
Vencedores por Cristo, Jorge Camargo, João Alexandre... Quem mais? Não
dá para nomear. Na música popular contemporânea, há muita gente fazendo
coisas belíssimas: Mônica Salmaso, Lenine, Sara Tavares, Dulce Pontes...
Não ouço rádio. Quando que me interesso por um músico, pesquiso e passo
a ouvi-lo.
Artedechocar: Com que perspectiva você avalia a igreja brasileira atual, e a música evangélica em geral.
Gladir Cabral: Não
há igreja brasileira atual, há igrejas brasileiras. A realidade é muito
complexa e não dá para generalizar. Ninguém representa a Igreja
brasileira hoje. Ninguém pode falar em nome dela. Temos um amontoado de
movimentos, instituições religiosas, denominações, seitas mil... Cristo
não pode ser confundido com isso tudo. Hoje em dia até mesmo o título de
evangélico não quer dizer nada. Por exemplo, eu não me sinto
representado pela chamada bancada evangélica em Brasília. Aliás, não quero qualquer vinculação com eles. Sou cristão, e só. Sou pastor reformado, e só.
A
música chamada evangélica também está na mesma confusão. Não gosto de
música gospel. Ela não me diz nada, não me toca. Respeito quem a faz,
mas não consigo ouvi-la e muito menos cultivá-la. Gosto dos hinos
antigos. Gosto de música não comercial, gosto do artesanal, do pessoal,
do autêntico. Gosto de música popular brasileira em seu sentido amplo e
verdadeiramente popular, não no sentido que a mídia rotula.
Ouço
com muita atenção e prazer o som de Jorge Camargo, Gerson Borges, João
Alexandre, Stênio Marcius, Nelson Bomilcar, Aristeu Pires, Vencedores
por Cristo, Diego Venâncio, Silvestre Kuhlmann, Vencedores, Glauber
Plazza, Fabinho, Vencedores, Carlinhos Veiga, Rubão, Roberto Diamanso,
Sal da Terra, Alma e Lua, Aline Pignaton, Banda de Boca, Gerson Samuel,
Crombie, e muito mais gente que não citei. Fora do Brasil, acompanho os
passos de Michael Card, Sara Groves, Phill Keaggy, Andrew Peterson...
Artedechocar: Gladir,
desde já queremos agradecer pelo carinho que fomos recebidos e pela sua
disponibilidade. Que Deus possa te abençoe grandemente. Alguma
consideração final a fazer?
Gladir Cabral: Muito
obrigado pelo convite. Embora a música seja uma dimensão importante da
minha vida, há outra parte que amo também profundamente: o silêncio.
Costumo silenciar meu coração em oração. Esse
exercício tem me ensinado muito a ouvir a voz do Senhor, a esperar, a
aquietar o coração. Estar aos pés do Senhor, como fez Maria, é a melhor
parte (Lc 10.38-42).
Mais em http://www.gladircabral.com.br/site/
Aldo Bertoni, o apóstolo do sexo
por Johnny T. Bernardo
A Igreja Apostólica Santa Vó Rosa é a mais nova igreja “evangélica” a ser alvo de denúncias do Ministério Público de São Paulo, que há pelo menos dois anos segue os passos de seu primaz, o Bispo Aldo Bertoni que enfrenta acusações de abuso sexual de seguidoras e enriquecimento ilícito. Outras igrejas, como a Congregação Cristã no Brasil e Sinos de Belém também já frequentaram os meios de comunicação com denúncias semelhantes.
Fundada em 1954 por Eurico Mattos Coutinho, Odete Corrêa Coutinho e Vó Rosa, a Igreja Apostólica possui 25 mil seguidores espalhados por duzentos templos pelo Brasil. Com sede no Tatuapé, zona leste de São Paulo, a IA tem na figura da Santa Vó Rosa sua principal fonte de inspiração e adoração. Ela se referia a si mesma como “O Consolador” prometido por Jesus em João 14. 26, como consta no livro “O Consolador nos Fins dos Tempos”, pág. 104. Em outro livro, “O Espírito Santo de Deus e o Consolador”, pág. 129, encontramos a seguinte declaração sobre a autoridade da Vó Rosa.
“Todo o conhecimento da doutrina e a organização da igreja, Jesus nos deu através da Santa Vó Rosa, pois durante dezesseis anos foi Ela constantemente arrebatada ao Céu em espírito, a fim de aprender o que era necessário e útil para o preparo da Igreja. Assim, através dEla tomamos conhecimento da vontade do Pai quanto à organização da Igreja e grande parte da doutrina.”
Em 1976, então com 76 anos, Vó Rosa veio a falecer vítima de um acidente de trânsito. Ainda em vida, indicou seu sobrinho Aldo Bertoni como seu substituto a quem lhe deu toda autoridade para agir em seu nome. Ao assumir a presidência, Bertoni tornou-se a autoridade máxima e indiscutível da IA, a quem não se pode questionar ou inquirir.
“Esclarecemos que a Santa Vó Rosa não fala por intermédio de mais ninguém a não ser pelo seu sucessor, e não se manifesta em qualquer corpo, mas usa somente a quem preparou. Igualmente dizemos que esta igreja não é dirigida através de visões de quem quer que seja, a não ser pelas concedidas por Ela ao seu representante.” (O Espírito Santo de Deus e o Consolador, pág. 130).
Há pelo menos 35 anos Aldo Bertoni comanda a Igreja Apostólica com mãos de ferro subjugando seus membros a um fanatismo que beira quase ao escravismo, despertando os mais diversos sentimentos, desde amor até o mais puro ódio e aversão. Entre os que se opõem ao seu trabalho, estão mulheres que afirmam terem sido “vítimas” de abuso sexual praticados por Bertoni em sua casa ou escritório. Em recente matéria sobre o assunto, o Domingo Espetacular (Rede Record) revela que Bertoni oferecia cura de doenças em troca de sexo, e cita alguns casos.
“Uma delas, que preferiu não se identificar, disse que foi falar com ele, para “pedir a oração, pedir ajuda pra ele, pra pedir pelo meu marido, aí ele falou que não”.- Falou assim pra mim: "não, o deixa ele morrer que aí pelo menos você fica pra mim"Com Claudete, o drama foi outro. Desesperada com a doença grave da filha pequena, procurou Aldo Bertoni em 2008.- Eu queria falar com ele pra pedir oração, acreditava que ele podia interceder por nós.Ela diz que entrou em uma sala pequena usada só para as reuniões particulares. Aldo, então, trancou a porta.- Ele pegou e falou “e essa dorzinha que você sente aqui?” E já veio e colocou a mão no meu seio. Aí eu peguei e falei pra ele, “mas eu não sinto dor nenhuma no meu peito”, e aí ele falou: sente sim e foi aí que ele começou a me abraçar, me beijar pescoço, na boca, desceu a mão e começou a passar em mim. E ele falava assim “olha nos meus olhos, olha para os meus olhos. E aí fui ficando muito nervosa e não conseguia sair dele.Ela disse ainda que Bertoni ameaçou até matar o marido dela.- Ele fez a proposta para eu largar do meu marido, que ele ia me dar tudo. [Que eu] abandonasse tudo, que ele ia cuidar de mim.Assustada, ela fugiu para nunca mais voltar.- Eu dediquei 35 anos da minha vida a ele; precisava de ajuda espiritual, oração. Poxa vamos te ajudar... Ele quis abusar de mim, sabe...”
A reportagem também menciona a suspeita de enriquecimento ilícito e que o bispo possui oito armas registradas em seu nome. Procurado, Bertoni não quis se pronunciar. Um pastor da igreja Nilson Bittencourt saiu em defesa do bispo e ameaçou de processo quem denegrir sua imagem.
Johnny T. Bernardo é jornalista, apologista e colaborador do Genizah
Seria possível determinar o modelo de tamanho ideal de uma igreja?
Walter McAlister
?
Seria possível determinar o modelo
de tamanho ideal de uma igreja?
Existe uma fórmula que possa ser
seguida para ter uma igreja grande e
ao mesmo tempo espiritualmente saudável?
Não. O pastor tem de entender que Deus deu a ele dons, e esses dons contêm também um certo alcance. Existem aqueles que têm dons que dão alcance para pastorear 50 pessoas e ele será julgado e galardoado por sua fidelidade àquele talento que lhe foi dado. Outros têm capacidade de organizar e dirigir bem uma igreja de dois mil membros. Nada há de errado com isso. Mas um não é melhor do que o outro. Não se pode comparar, quantificar o valor do seu ministério. Ele tem de ser fiel naquilo que sabe fazer. Há pastores cujo ministério é pastorear um grupo pequeno de pessoas. Se fizerem isso com paz, alegria e um profundo senso de missão, essa é a medida.
!
Ou seja: igrejas
pequenas não são
sinônimo de fracasso!
Absolutamente! Cerca de 95% das igrejas são pequenas, em termos atuais. Uma igreja com 500 membros é muito grande, é muita gente. O que temos de entender é que cada igreja serve a um propósito, não existe um modelo ideal de igreja. Há pessoas que precisam de uma pequena comunidade, que se sentem intimidadas por uma grande comunidade. Outros se sentem muito à vontade em grandes comunidades, lidam bem com isso. O importante é nunca perder a dimensão humana da igreja. A pessoa nunca deve se tornar uma estatística. Existe uma igreja nos Estados Unidos cujos membros são classificados como “unidades financeiras”. Isso para mim é uma abominação, algo extremamente brutalizante; faz da pessoa um objeto. A igreja é a união das nossas histórias, das nossas narrativas. Não somos absorvidos por uma massa disforme. Somos indivíduos altamente valorizados por Cristo. A Igreja precisa se organizar dentro desse entendimento.
Nunca antes na história deste país: Filme cristão no CINEMARK
Este é um marco: Um filme cristão tratando de ORAÇÃO nos grandes circuitos brasileiros, promovido pelo Cinemark e, ainda por cima, um filme argentino, risos.
Como visto no site do produtor do filme:
Com a mesma visão do Grupo CanZion – edificar o reino de Jesus Cristo nas nações da terra – nasce em 2009 Canzion Films, uma nova empresa da família Canzion que inicia suas atividades na tela grande com o filme “Poema de Salvação”, filmado em locações argentinas.Há alguns anos, Marcos Witt, fundador do Grupo Canzion, sentiu-se motivado a incursionar na arte do cinema devido ao seu grande impacto na sociedade e na cultura. É por essa razão que há cinco anos Marcos Witt convidou Arturo Allen a se unir à grande família Canzion.Arturo Allen, produtor de mais de 70 vídeos musicais e dos curtas-metragens “Bandeira Branca” e “Não se renda”, está à frente dessa nova divisão, com a qual o Grupo Canzion inicia oficialmente sua nova etapa na cinematografia.O filme “Poema de Salvação”, inspirado na vida de Pablo Olivares, trata sobre o poder da oração, apresentando uma mensagem de salvação e arrependimento.
Sinopse
Pablo Olivares é um menino talentoso e inquieto,
nascido em uma família cristã. Sua mãe, Carmem, dedica todo seu tempo a
educá-lo de acordo com os princípios bíblicos, cultivando nele desde
pequeno o amor pela música. Roberto, seu pai, dedica-se principalmente
aos negócios, mantendo-se distante da vida de Pablo.
Diante da ausência emocional de seu pai,
Pablo se junta com amigos que o apresentam ao mundo do rock’n’roll e ele
começa a se sentir atraído pelo ocultismo. Sua habilidade para a música
se torna evidente e embora Carmem acredite em seu talento, o rock é uma
questão que ela não apoiará.
A dor da ausência paterna e a rejeição de
sua mãe a seus sonhos fermentam no jovem um ódio que lentamente se volta
contra sua mãe e a religião que ela professa. Levado por sua ambição de
vencer na música, Pablo decide fazer um pacto com o diabo.
Carmem tenta de tudo para restabelecer o
relacionamento com seu filho e, fiel a seus princípios, ora
incessantemente por ele durante quatorze anos. O constante confronto
entre Pablo e sua mãe logo deixa de ser uma questão meramente familiar e
se transforma em um campo de batalha pela alma do jovem. Um drama
inspirado em uma história real, filmado em Buenos Aires, Argentina.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Por Marcelo Lemos
Pergunte aos hereges: Desde quando a Bíblia é autoridade moral?
Por Marcelo Lemos
Imagine a cena. Ele chega à Ilha da Fé e depara-se com a Igreja Corrupção, cujo discurso é pela santidade de vida, mas seus líderes são o exato modelo a não se seguir. Mas há algumas vozes reformistas, de gente que pensa ser necessário unir o discurso a prática. Vozes que se valem das Escrituras Sagradas para tais protestos em prol da ética e da santidade. O recém-chegado se impressiona, imagina que tais protestos sãos justos, e ele decide verificar nessa tal de “Escritura” o que ela tem a ensinar aos cristãos.
Não me apedreje, querido leitor, sou apenas o narrador da saga. Mas, vejam, quando ele decide ir as Escrituras seu problema não termina, apenas começa. Ansioso por preceitos morais elevados ele se depara com pecadores como Abraão e Ló. O primeiro, que não pensou duas vezes ao mentir sobre sua esposa, é chamado nosso “pai na fé”; o segundo, que não apenas titubeou ao entregar suas filhas aos homens de Sodoma, é chamado de “justo”. Seria a Bíblia, de fato, um manual confiável de valores morais? Se com tantos pecados estes homens acharam graça aos olhos do Senhor, quem nos dá o direito de criticar os líderes religiosos do nosso tempo?
Aluísio Maia é leitor do Genizah, seu depoimento nos deu a base para a viagem literária acima. Ele desabafa:
“Devo confessar que sou muito fã do seu site, que desmascara as sacanagens que acontecem no meio cristão, para não dizer palavras mais pesadas para descrever isso. Fui membro de uma dessas igrejas e hoje me sinto puramente envergonhado nessa lama de proselitismo, hipocrisia, falácia, opressão e mais algumas "cositas a más" que me deixaram frio, gelado na verdade, em relação ao evangelho. O problema é que, no início, realmente tentei não olhar para os homens e "focar" na cruz e na mensagem do evangelho, mas cara, a podridão desse meio é tão grande que me enojou a tal ponto que a minha ética, arraigada no âmago de minha criação não deixou que eu me aproximasse de nenhuma igreja.
Daí começei a estudar e encontrei histórias como a de Ló... Daí eu lhe pergunto: se nem na própria bíblia há ética e coesão, o que dirá nas instituições. Como ser cristão sem referências concretas? Aliás, tenho a impressão que o que o homem toca vira maldição...ou não?”.
O questionamento acima é o de muitos, e muito utilizados por céticos e críticos da Bíblia; afinal, se a Bíblia é o padrão perfeito de moralidade, como pode ela mesma conter uma coletânea incrível de pecados e atrocidades cometidas pelos eleitos de Deus? Há duas formas de responder a este questionamento, uma direcionada aos céticos, e outra mais apropriada aos cristãos em dúvida.
Primeiro, vamos ao que o cristão precisa saber. O fato de a Bíblia relatar os deslizes morais dos eleitos não depõe contra a sua autoridade divina, mas a favor. Porque a Bíblia nunca ensinou que os cristãos seriam perfeitos, antes, ela mesma adverte que os cristãos estão sujeitos a pecar. Se um cristão peca, não depõe contra a autoridade das Escrituras, antes estabelece tal autoridade. O meu pecado depõe contra mim, mas confirma a Palavra de Deus.
Assim, é ilógico usar o pecado dos cristãos para negar a veracidade do Cristianismo, ou mesmo para rejeitar ou diminuir a autoridade moral da Lei de Deus. O pecado dos eleitos faz parte da cosmovisão cristã, portanto não pode contradizê-la. Que problema há que a Bíblia relate os deslizes morais dos eleitos de Deus, então? Nenhum. Mesmo assim pode soar estranho que ela trate tais pecadores como “justos”, não é mesmo?
Tal estranheza também se alimenta de uma objeção que ignora as Escrituras, e por isso, sequer existe. Pois a relação entre Deus e o homem não é descrita nas Escrituras como sendo “meritória”, mas por Graça. Este equívoco se dissolve como gelo ao sol diante da história do Sacerdote Josué. O profeta Zacarias nos conta uma visão na qual está o sacerdote diante de Deus, com suas vestes sujas, sendo acusado pelo próprio Satanás. Diante das acusações de Satanás, o Mensageiro do Senhor diz:
“Então falando este, ordenou aos que estavam em pé diante dele, dizendo: - Tirai-lhe estes trajes sujos. E a Josué disse: - Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de trajes festivos. Também disse eu [Zacarias]: - Ponham-lhe sobre a cabeça uma mitra limpa. E Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça uma mitra limpa” (Zacarias 3.1-5).
Não há nenhum problema em que a Escritura chame pecadores de “justos”, pois Deus não justifica o homem como base em méritos. Ora, se a justificação dos salvos é por Graça, e não por méritos, o fato de serem pecadores não depõe contra as Escrituras, antes, também a confirmam. Novamente: como usar o pecado dos eleitos contra a Bíblia, se ela é a primeira a nos dizer sobre ele? Pecado que atinge a todos, inclusive os mais graduados em suas fileiras, como atesta Tiago, irmão do Senhor: “Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas!”(S. Tiago 3.1-2).
É justamente quando os cristãos se acham melhores, que os descrentes riem, e o testemunho cristão é prejudicado. Quando atribuímos a nós mesmos algum grau de justiça pessoal, o mundo enxerga toda a nossa hipocrisia e tolice. Sim, somos justos, somos santos, e os incrédulos são ímpios e condenáveis; mas apenas porque Deus perdoou nossos pecados, e cobriu nossa iniquidade: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto!” (Salmos 32).
Ah, é! Faltou contar como responder aos céticos. Bem, se você estiver com pouco tempo para dialogar mais extensamente, peça ao cético que assista ao filme “Um Retrato Para Dorian Gray” – se ele tiver dois neurônios funcionando no cérebro, entenderá o recado. Para o cético (ateu, agnóstico, ou qualquer outro) a moral é coisa meramente subjetiva, e é sempre mutável e relativa. E gostam de enfatizar isso chamando os cristãos de retrógrados que baseiam sua vida em uma cosmovisão que é... digamos... primitiva, ultrapassada! Claro, eles são homens modernos! Homens que chegaram a um nível maior de iluminação intelectual, onde se aprende que não existe “a Verdade”.
O grande problema do relativismo é que ele destrói a si mesmo, pois ao criticar qualquer coisa, ao fazer qualquer juízo de valor, ele se transforma em sua antítese! Ora, se alguém me diz que não existe a verdade, significa que até mesma a afirmação “não existe a verdade” não pode ser verdadeira. Assim, o incrédulo cai por terra sem ter sequer conseguido justificar racionalmente qualquer objeção.
Por exemplo, alguns incrédulos nos questionam sobre a acusação de que a Bíblia promoveria genocídios. Já demonstrei a tolice de tal acusação algumas vezes. Mas, ainda que a acusação fosse verdadeira, caberia ao incrédulo nos dizer a justificativa racional que ele tem para afirmar que “genocídio” é algo imoral. Ora, o incrédulo não pode nos dar uma base racional para isso, já que segundo ele, não existe “verdade”. E se estamos diante de um incrédulo materialista, que entende o mundo como um grande processo evolutivo, ainda podemos lhe demonstrar que os mais variados tipos de violência (estupro, assassinato, genocídio, etc) foram muito benéficos para a “evolução” da raça humana – pois seriamos regidos pela “lei do mais forte”.
Neste ponto da discussão o incrédulo provavelmente irá apelar para o “senso comum”. Ele irá argumentar que a sociedade evoluiu, e hoje chegamos a um consenso diferente, e por maioria de votos tais atrocidades , que são naturais segundo sua própria visão de mundo, foram consideradas imorais. Basta que o cristão lhe diga: “Tudo bem! Mas isso me diz apenas o que você e seus pares pensam sobre aquele ato, mas não me diz nada sobre o que aquele ato é. E sabemos que o que você pensa não é verdade, pois a Verdade não existe!”.
Em síntese, o incrédulo não possui qualquer base racional para questionar o que for nas Escrituras, pois ele mesmo não tem qualquer base racional que justifique sua própria moralidade. De fato, a moral de um incrédulo está baseada na moralidade cristã (ele vão querer me linchar por isso, mas é a verdade!). Costumo dizer que todo incrédulo é matricida, pois ao desejar a morte da cosmovisão cristã ele deseja a morte de quem lhe deu a luz.
De modo que, nem um cristão em crise, ou mesmo um incrédulo pode questionar a Escritura como sendo o Padrão Divino para a ética e a moralidade. E nem podem usar os maus exemplos listados nas Escrituras para justificar os erros que hoje se comentem. Além disso, o fato de pecados serem chamados de “justos” não é empecilho a apologia que realizamos. Muito pelo contrário.
É verdade que os heróis da fé, apesar de seus erros, foram justificados por Deus; mas é igualmente verdadeiro que eles sofreram as punições temporais de seus pecados. Abraão, Ló, Isaque, Davi, Salomão, etc., todos eles conheceram na pela esta advertência do Evangelho: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Galátas 6.7).
E o evangelicalismo brasileiro tem semeado muito... na carne. Mais dia, menos dia, o Brasil irá ceifar os frutos... da carne.
O poço não tem fundo: Rosana Gospel, Bom para dar para a sogra!
A cantora Rosana, que bombou na década de 80 ao som de seu estilo "brega" romântico se converteu e hoje frequenta uma Igreja Batista da Zona Oeste do Rio de Janeiro.Uma das mais cantaroladas e conhecidas canções de Rosana até hoje, a versão 'Amor e Poder' de 'The power of love', foi alterada para uma versão gospel feita pela própria cantora. Agora no lugar da frase "como uma deusa...", a nova letra encorpada na melodia diz "com o meu Deus, eu vou além..."
Já em 2010 a versão "Com o meu Deus" foi regravada pela cantora gospel Claudia Valente em seu álbum 'Nascer de novo' e foi disponibilizada no canal youtube, como um vídeo, no qual ela e Rosana interpretam juntas a canção:
Mesmo depois de sua conversão confessa, a ex-estrela da década de 80, Rosana foi fotografada cantando em uma boate GLS no Centro do Rio de Janeiro, em seu repertório na noite de 29 de julho, não faltou seu grande e talvez único sucesso: "Como uma deusa, você me mantém... E as coisas que você me diz, me levam além..."
Letra da versão gospel de "Amor e Poder (Como uma Deusa)" de Rosana, conhecida como "Como o Meu Deus"
Eu vejo teus olhos
Seguro em tuas mãos
Eu ouço a tua voz
Eu sinto a tua unção
Eu reconheço que tudo vem de Ti
Por isso te agradeço por tuas bençãos sem fim
Com o meu Deus eu vou além
Além do que eu posso ver, imaginar
Aqui neste lugar
Há somente o rei
Que é maravilhoso
Tão poderoso acima de toda a lei
Com o meu Deus eu vou além
Além do que eu posso ver, imaginar
Além do que eu posso ver, imaginar
Tão perto de Ti Senhor eu ei de estar
A fim de proclamar do fundo do meu ser
Teu amor e poder
Um Deus que nos restaura
Um Deus consolador
Um Deus do impossível
Um Deus de amor
Fonte: Gospel+
A decoração do local do show (é igreja? teatro? Desculpe não sei mesmo, sem ofensa!) parece inspirada em night club! Fala sério! Coisa bregaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Foi o Terra Nova quem decorou?
Os atabaques batem o maior ponto de macumba, né não?
E esta Claudia Valente... Putz! Desafina horrores! Não dá para aguentar 5 minutos.
Minha filha, já que você diz que vai tão além como o seu "deus", pega o 179 e vai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas vai quieta que o povo não merece!
Copa do Mundo poderá bater recorde de prostuição, pedofilia e tráfico humano
Durante a época da Copa do Mundo da Alemanha, organizações de direitos humanos previam que 40.000 mulheres (muitas menores de idade) seriam traficadas para dentro daquele país para atender à demanda de prostituição. O número estimado para o mesmo evento na África do Sul, no ano passado, também foi de 40.000 mulheres. Apesar de ninguém poder confirmar números exatos, demonstra uma tendência terrível!!!
Quantas serão traficadas durante a Copa
de 2014 e as Olimpíadas de 2016 aqui no Brasil? Muito destes números vão
depender da nossa postura como Missão e Igreja.
Com isso em vista, em Belo Horizonte
teremos um evento muito significativo de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2011.
Estamos aproveitando o aniversário de 25 anos da nossa base para promover o
Congresso Pare com o Tráfico Humano e o seminário Combate
ao Tráfico Humano em parceria com David Batstone e sua equipe da
organização NotforSale. Então, venham para Belo Horizonte ser treinados
para reconhecer, denunciar e intervir em situações de tráfico, especialmente de
mulheres. Venham e participem deste congresso e seminário.
domingo, 4 de setembro de 2011
Silas Malafaia diz que fala por Deus e afirma: “blogueiros são filhos do diabo”.
Por Paulo Siqueira
A Deus (ao verdadeiro!) seja toda a honra e toda a glória para sempre.
O Pr. Silas Malafaia, no programa da semana passada (pois nessa
semana ele está reprisando pela enésima vez a profetada gospel do Morris
Cerullo), incitou os sites e blogs apologéticos, que criticam sua
famigerada Teologia da Prosperidade, a postar o vídeo onde ele chama os
blogueiros de “filhos do diabo”.
Pois bem, Silas, abaixo está o vídeo. Apesar de tristes por um pastor se deixar comprar pelos ensinos heréticos da teologia da prosperidade, que nada têm a ver com o Evangelho puro e simples de Jesus Cristo, ficamos felizes por saber que somos reconhecidos como diabos (adversários) dos profetas de Mamom, dos fariseus pós-modernos, dos lobos que ensinam as ovelhas a entesourarem na terra, a colocarem seus corações nas bênçãos materiais, ao invés de buscarem unicamente, e sem maiores interesses, a Jesus.
Pois bem, Silas, abaixo está o vídeo. Apesar de tristes por um pastor se deixar comprar pelos ensinos heréticos da teologia da prosperidade, que nada têm a ver com o Evangelho puro e simples de Jesus Cristo, ficamos felizes por saber que somos reconhecidos como diabos (adversários) dos profetas de Mamom, dos fariseus pós-modernos, dos lobos que ensinam as ovelhas a entesourarem na terra, a colocarem seus corações nas bênçãos materiais, ao invés de buscarem unicamente, e sem maiores interesses, a Jesus.
A Deus (ao verdadeiro!) seja toda a honra e toda a glória para sempre.
“Vós fazeis as
obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de
prostituição; temos um Pai, que é Deus. Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus
fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de
Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a
minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por
pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi
homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há
verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio,
porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade,
não me credes.” – Jo 8.41-45
Realmente, em alguns pontos concordamos, porém é preciso lembrar que dentro da tradição de Israel havia vários tipos de profetas: os profetas pagos, aqueles que eram pagos para profetizar mentiras direcionadas pelas vaidades dos reis de Israel; os falsos profetas, que surgiam em meio ao povo com falsas profecias, para enganá-lo, porém sucumbiam com suas próprias palavras; e o outro tipo eram os profetas do Deus Altíssimo, que traziam as verdades de Deus, não importando o que isso lhes custaria. Profetizavam contra os reis, contra a sociedade, muitos perdendo a vida, porém significam a boca de Deus em meio ao povo.
Outro ponto é a questão de que Deus é juiz, e é nesse ponto que devemos ter grande temor. Esse blog está firmado no princípio de que Deus tudo vê e tudo sabe, e é Nele que confiamos como verdade absoluta. Realmente, um dia todos nós seremos julgados diante do Trono Daquele cujo nome é o único digno de louvor e glória, e é a isso que tememos.
Mateus 7 deixa claro que, na mesma medida em que julgarmos, seremos julgados. Gálatas 6 também nos diz que de Deus não se zomba, e que o homem colhe o que planta. Baseados nisso é que combatemos as heresias e os falsos profetas de nossa época. Porém, jamais nos esquecemos de que a Igreja de Cristo tem sua responsabilidade para com o mundo, responsabilidade essa que tem sido negligenciada pelos pregadores da teologia da prosperidade, teologia essa fundamentada em princípios puramente terrenos, pois a prosperidade bíblica não compartilha com as vaidades humanas.
Prosperidade cristã é fundamentada em três princípios:
1) responsabilidade social: é preciso que a Igreja produza cristãos com uma fé cidadã, ou seja, uma fé que responda às necessidades dos seres humanos no mundo, uma fé que enxergue a fome, a pobreza, a destruição da vida pelas guerras, que reconheça a destruição do planeta e que tenha, acima de tudo, o compromisso com a vida, a vida em abundância que Cristo prometeu, não produzida para a vaidade, mas sim na essência do Evangelho, que é o amor ao próximo, e isso vem totalmente contrário à teologia da prosperidade, pois nela a verdadeira essência está no Eu, produzido na cegueira e na busca desenfreada dos tesouros deste mundo;
2) responsabilidade com o Reino de Deus: essa responsabilidade é de todos aqueles que reconhecem no mundo seu verdadeiro papel como membros de uma Igreja, que deve responder ao clamor do mundo em suas necessidades essenciais, que são salvação, libertação do pecado e transformação do caráter de todo aquele e aquela que se coloca diante de Deus, e tem sua vida transformada de dentro para fora, através do Evangelho de Cristo Jesus. Essa transformação não é para os deleites, mas sim para que o Reino de Deus seja estendido ao mundo, provocando nele transformações de vidas. Esse é o papel dos políticos, dos professores, dos líderes, ou seja, de cada cristão: ser sal e luz para o mundo que caminha em trevas;
3) responsabilidade com a verdadeira missão da Igreja: amar os seres humanos como Deus nos amou, pois o texto áureo da Bíblia nos diz que Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou Seu Filho para que o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Essa é a mensagem central do verdadeiro Evangelho de Cristo, e essa é a boa-nova da Igreja para o mundo.
E essa é nossa bandeira, é a nossa teologia, que prega a soberania de Deus, contrária e acima de toda vontade humana. Podemos ser chamados de “filhos do diabo” ou até mesmo de “fariseus”, como já fomos chamados por uma multidão na Marcha para Jesus de 2010, mas temos a consciência de que lutamos contra a realidade do mundo, pois lutamos pela liberdade moral, pois não somos escravos do pecado e nem escravos das leis humanas.
Sabemos que incomodamos, mas incomodamos pois não somos levados por qualquer vento de doutrina. Não nos deixamos sucumbir pelas vaidades do mundo, pelos tesouros dessa terra, motivados por ouro e prata desse mundo. Não nos deixamos influenciar por jatinhos, carros importados, roupas de grife, mansões e toda a pompa que os tesouros desse mundo podem dar. Somos proclamadores da Igreja invisível de Cristo Jesus, que está além dos tesouros dessa terra.
Somos a voz que clama no deserto, que clama alto “raça de víboras, arrependei-vos, pois vos é chegado o Reino dos céus”. Essa é a mensagem de todos e todas que crêem no Evangelho puro e simples.
Realmente, eu creio que o Justo Juiz julgará a todos, e é nisso que meu coração crê, que muito em breve, todos e todas daremos conta de cada palavra.
“… onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” – 2 Co 3.17
Realmente, em alguns pontos concordamos, porém é preciso lembrar que dentro da tradição de Israel havia vários tipos de profetas: os profetas pagos, aqueles que eram pagos para profetizar mentiras direcionadas pelas vaidades dos reis de Israel; os falsos profetas, que surgiam em meio ao povo com falsas profecias, para enganá-lo, porém sucumbiam com suas próprias palavras; e o outro tipo eram os profetas do Deus Altíssimo, que traziam as verdades de Deus, não importando o que isso lhes custaria. Profetizavam contra os reis, contra a sociedade, muitos perdendo a vida, porém significam a boca de Deus em meio ao povo.
Outro ponto é a questão de que Deus é juiz, e é nesse ponto que devemos ter grande temor. Esse blog está firmado no princípio de que Deus tudo vê e tudo sabe, e é Nele que confiamos como verdade absoluta. Realmente, um dia todos nós seremos julgados diante do Trono Daquele cujo nome é o único digno de louvor e glória, e é a isso que tememos.
Mateus 7 deixa claro que, na mesma medida em que julgarmos, seremos julgados. Gálatas 6 também nos diz que de Deus não se zomba, e que o homem colhe o que planta. Baseados nisso é que combatemos as heresias e os falsos profetas de nossa época. Porém, jamais nos esquecemos de que a Igreja de Cristo tem sua responsabilidade para com o mundo, responsabilidade essa que tem sido negligenciada pelos pregadores da teologia da prosperidade, teologia essa fundamentada em princípios puramente terrenos, pois a prosperidade bíblica não compartilha com as vaidades humanas.
Prosperidade cristã é fundamentada em três princípios:
1) responsabilidade social: é preciso que a Igreja produza cristãos com uma fé cidadã, ou seja, uma fé que responda às necessidades dos seres humanos no mundo, uma fé que enxergue a fome, a pobreza, a destruição da vida pelas guerras, que reconheça a destruição do planeta e que tenha, acima de tudo, o compromisso com a vida, a vida em abundância que Cristo prometeu, não produzida para a vaidade, mas sim na essência do Evangelho, que é o amor ao próximo, e isso vem totalmente contrário à teologia da prosperidade, pois nela a verdadeira essência está no Eu, produzido na cegueira e na busca desenfreada dos tesouros deste mundo;
2) responsabilidade com o Reino de Deus: essa responsabilidade é de todos aqueles que reconhecem no mundo seu verdadeiro papel como membros de uma Igreja, que deve responder ao clamor do mundo em suas necessidades essenciais, que são salvação, libertação do pecado e transformação do caráter de todo aquele e aquela que se coloca diante de Deus, e tem sua vida transformada de dentro para fora, através do Evangelho de Cristo Jesus. Essa transformação não é para os deleites, mas sim para que o Reino de Deus seja estendido ao mundo, provocando nele transformações de vidas. Esse é o papel dos políticos, dos professores, dos líderes, ou seja, de cada cristão: ser sal e luz para o mundo que caminha em trevas;
3) responsabilidade com a verdadeira missão da Igreja: amar os seres humanos como Deus nos amou, pois o texto áureo da Bíblia nos diz que Deus amou o mundo de tal maneira, que enviou Seu Filho para que o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Essa é a mensagem central do verdadeiro Evangelho de Cristo, e essa é a boa-nova da Igreja para o mundo.
E essa é nossa bandeira, é a nossa teologia, que prega a soberania de Deus, contrária e acima de toda vontade humana. Podemos ser chamados de “filhos do diabo” ou até mesmo de “fariseus”, como já fomos chamados por uma multidão na Marcha para Jesus de 2010, mas temos a consciência de que lutamos contra a realidade do mundo, pois lutamos pela liberdade moral, pois não somos escravos do pecado e nem escravos das leis humanas.
Sabemos que incomodamos, mas incomodamos pois não somos levados por qualquer vento de doutrina. Não nos deixamos sucumbir pelas vaidades do mundo, pelos tesouros dessa terra, motivados por ouro e prata desse mundo. Não nos deixamos influenciar por jatinhos, carros importados, roupas de grife, mansões e toda a pompa que os tesouros desse mundo podem dar. Somos proclamadores da Igreja invisível de Cristo Jesus, que está além dos tesouros dessa terra.
Somos a voz que clama no deserto, que clama alto “raça de víboras, arrependei-vos, pois vos é chegado o Reino dos céus”. Essa é a mensagem de todos e todas que crêem no Evangelho puro e simples.
Realmente, eu creio que o Justo Juiz julgará a todos, e é nisso que meu coração crê, que muito em breve, todos e todas daremos conta de cada palavra.
“… onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” – 2 Co 3.17
Fonte: As pedras clamam
Ótima resposta do Paulo.
Silas Malafaia segue acusando e ofendendo, com palavras de baixo calão, em seus programas de TV e shows, os blogueiros cristãos opositores da teologia da prosperidade.
Silas Malafaia age como um gangster que usa o seu poderio de comunicação para atacar irmãos que defendem o Evangelho genuíno em pequenos sites de internet.
TV NACIONAL X bloguinhos.
Desta vez, como verdadeiro anti-cristo, aproveitou a multidão de pessoas formada para ouvir o Evangelho para, mais uma vez, humilhar e ofender, no mais alto grau, os irmãos humildes que lhe fazem oposição ao discordar da venda de indulgências e da mercantilização da salvação.
Covarde! Usurpador!
Usou o dinheiro de tantos fieis a ele confiado para pregar o Evangelho para ofender aqueles que fazem a defesa da sã doutrina, combatendo a doutrina de demônios pregada por ele e pessoas como Murdock, Cerullo e outros cães.
Na penúltima vez que fez isto, na TV Band, foi explicito ao se referir ao Genizah.
Silas Malafaia está desesperado.
Age como satanás que sabendo estar derrotado, estrebucha e espuma ódio pela boca.
Todos estão vendo como a sua renda esta caindo.
Suas derrotas nas disputas por horários de TV se empilham.
É esculhambado pela parcela pensante da Igreja, e isto é só o começo da sua derrocada.
Age como satanás que sabendo estar derrotado, estrebucha e espuma ódio pela boca.
Todos estão vendo como a sua renda esta caindo.
Suas derrotas nas disputas por horários de TV se empilham.
É esculhambado pela parcela pensante da Igreja, e isto é só o começo da sua derrocada.
Eu ainda não publiquei uma resposta às ofensas dirigidas a mim, em rede nacional, por este cidadão. Estou em oração sobre o assunto.
Aguardo a direção do Senhor.
Danilo Fernandes
sábado, 3 de setembro de 2011

Ao entrar no Universo que Ele mesmo criou, Deus Se tornou parte integrante dele. Reflita um pouco comigo: Ele comeu nossa comida, bebeu de nossa água, respirou nosso ar.
Nos cerca de 12 mil dias em que caminhou entre nós, Ele interagiu com o ambiente à Sua volta, e assim o santificou. A água que Ele consumiu passou por Seu organismo, e foi devolvida. O ar que Ele respirou passou por Seus pulmões, e foi devolvido à atmosfera. Tudo o que Ele ingeriu, foi digerido.
Átomos que pertenceram ao Seu Corpo ainda estão entre nós. Por causa de Sua Encarnação todo o Cosmos foi sacralizado.
Por isso, podemos afirmar que a criação como um todo passou a ter valor sacramental. Além do batismo e da Santa Ceia, temos um terceiro sacramento: o Cosmos. E tudo por causa da Encarnação.
Daí a razão pela qual Paulo atribuiu valor eucarístico à criação:
“Porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças (originalmente, “eucaristia”), porque pela palavra de Deus (pelo logos divino que Se encarnou), e pela oração, é santificada” (1 Tm. 4:4-5).
A criação perdeu sua profanidade decorrente do pecado, e adquiriu, através da Encarnação de Deus, um valor sacramental. Por isso, na visão que teve, Pedro foi advertido a não chamar de impuro aquilo que Deus havia purificado, nem mesmo os animais reprovados pela Lei para o consumo humano.
Agora, além de possuir um Corpo Místico, a saber, a Igreja, Cristo também possui um Corpo Cósmico. Com Sua ressurreição, Ele abarcou em Si mesmo toda a realidade, tanto a espiritual, quanto a material (Ef.1:9-10; Cl.1:19-20). Nada ficou de fora do escopo de Sua obra, iniciada na Encarnação, consumada na Cruz, e confirmada na Ressurreição, e plenamente manifestada no final das Eras. Assim como a roupa que Jesus usava resplandecia enquanto Seu rosto se transfigurava, em breve, todo o Universo se transfigurará, e revelará a glória de Deus nele latente, para que, finalmente, “Deus seja tudo em todos” (1 Co.15:28).
À luz disso, que tratamento não deveríamos dispensar à criação? Que cuidado não deveríamos ter para com o meio ambiente? Quem colabora pela sua destruição, está abrindo feridas no Corpo Cósmico de Cristo.
Quem ama o Criador, cuida da criação.
Eucaristia e Meio Ambiente

Hermes Fernandes
O que mais me chama a atenção na Encarnação é nova fase que ela deflagra na relação entre o Criador e a criação.
Ao entrar no Universo que Ele mesmo criou, Deus Se tornou parte integrante dele. Reflita um pouco comigo: Ele comeu nossa comida, bebeu de nossa água, respirou nosso ar.
Nos cerca de 12 mil dias em que caminhou entre nós, Ele interagiu com o ambiente à Sua volta, e assim o santificou. A água que Ele consumiu passou por Seu organismo, e foi devolvida. O ar que Ele respirou passou por Seus pulmões, e foi devolvido à atmosfera. Tudo o que Ele ingeriu, foi digerido.
Átomos que pertenceram ao Seu Corpo ainda estão entre nós. Por causa de Sua Encarnação todo o Cosmos foi sacralizado.
Por isso, podemos afirmar que a criação como um todo passou a ter valor sacramental. Além do batismo e da Santa Ceia, temos um terceiro sacramento: o Cosmos. E tudo por causa da Encarnação.
Daí a razão pela qual Paulo atribuiu valor eucarístico à criação:
“Porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças (originalmente, “eucaristia”), porque pela palavra de Deus (pelo logos divino que Se encarnou), e pela oração, é santificada” (1 Tm. 4:4-5).
A criação perdeu sua profanidade decorrente do pecado, e adquiriu, através da Encarnação de Deus, um valor sacramental. Por isso, na visão que teve, Pedro foi advertido a não chamar de impuro aquilo que Deus havia purificado, nem mesmo os animais reprovados pela Lei para o consumo humano.
Agora, além de possuir um Corpo Místico, a saber, a Igreja, Cristo também possui um Corpo Cósmico. Com Sua ressurreição, Ele abarcou em Si mesmo toda a realidade, tanto a espiritual, quanto a material (Ef.1:9-10; Cl.1:19-20). Nada ficou de fora do escopo de Sua obra, iniciada na Encarnação, consumada na Cruz, e confirmada na Ressurreição, e plenamente manifestada no final das Eras. Assim como a roupa que Jesus usava resplandecia enquanto Seu rosto se transfigurava, em breve, todo o Universo se transfigurará, e revelará a glória de Deus nele latente, para que, finalmente, “Deus seja tudo em todos” (1 Co.15:28).
À luz disso, que tratamento não deveríamos dispensar à criação? Que cuidado não deveríamos ter para com o meio ambiente? Quem colabora pela sua destruição, está abrindo feridas no Corpo Cósmico de Cristo.
Quem ama o Criador, cuida da criação.
Minha Gente
Ariovaldo Ramos
Jesus pergunta aos seus alunos, o que o povo pensa dele, como o ser humano por excelência, o Filho do Homem.
Os alunos responderam que o povo (1) o comparava com João, o batista; com Elias; com Jeremias; ou com algum dos profetas.
Profetas, estes três, representantes, respectivamente, do juízo, da ira e do castigo de Deus.
Jesus, então, sem fazer comentário sobre a opinião popular, pergunta aos seus alunos, o que eles diziam dele.
Pedro responde: O Senhor é o Messias, o Filho do Deus Vivo!
A magnífica resposta de Pedro: O Senhor é o Ungido, que os profetas anunciaram que viria para nos libertar, e o Senhor é o Filho do Deus do Universo! O Senhor é o Libertador, e o Senhor é o Deus, também! O Senhor é o Rei Ungido do Salmo 2, e o Senhor faz parte de Deus, em Deus há mais de uma pessoa, e o Senhor é uma delas! O Senhor é Deus que veio em carne e osso para nos libertar!
E Jesus diz a Pedro: Pedro você é um homem feliz!
Você sabe isso porque o meu Pai, que é e está, infinitamente, além de qualquer criatura, contou para você, nenhum ser humano contou ou o poderia contar para você, e não tem nada a ver com nenhuma capacidade humana que você possa ter.
Eu vou reunir um povo em torno dessa verdade. A gente, para quem, a exemplo do que fez a você, o Pai contará quem eu sou.
Essa gente será salva por mim e me adorará: se arrependerá de ser diferente de mim, na sua natureza, no seu relacionamento com o Pai, no relacionamento consigo mesmo, no seu relacionamento com o próximo e com toda a criação; e permitirá que o Espírito Santo a transforme (a pessoa e a comunidade) em gente como eu; essa gente entregará a si e a tudo que pensava ter (uma vez que tudo é do meu Pai) a mim; e viverá por mim e para mim.
Essa minha gente não morrerá para sempre, porque eu a ressuscitarei no último dia, e essa minha gente, no dia a dia, atacará e derrotará todas as manifestações da morte: nas relações da sociedade; na política; na economia; na religião.
Essa minha gente demonstrará e ensinará o significado da palavra justiça, como fruto do direito.
Minha gente viverá junta, será a minha presença na história, como um corpo, através do qual me manifestarei; será uma comunidade planetária e solidária (formada por muitas comunidades locais), demonstrando o que é viver sob o reinado de meu Pai. Deixando claro que o Homem à imagem e semelhança do DEUS é a unidade humana.
E tudo isso, Pedro, começará com uma mensagem que você pregará, e que será reproduzida por muitos em todos os cantos e nações do planeta, abrindo o Reino do Céu para a humanidade, falando de mim, A PALAVRA, para que a fé venha aos seres humanos que, por graça do Pai, derem ouvidos. E então virá o fim, ou melhor, o recomeço em estado glorificado e imune à queda.
©ariovaldoramos
Em outras palavras
1 Os contemporâneos de Jesus perceberam que Jesus falava sério de coisas sérias.
O povo ouvia Jesus, reconhecia que ele tinha autoridade como nenhum outro, e viu e recebeu os milagres de Jesus, mas não o reconheceram. Por algum motivo, o Pai não lhes apresentou o Filho.
A relação do povo com Jesus foi da admiração ao utilitarismo, houve uma época em
que Jesus não podia mais descer do barco, porque as pessoas descobriram que
bastava tocar em Jesus para ser curado e pulavam nele (Mc 3.9,10)
O pirulito batista quebrou!
Não haverá Obelisco Batista.
Está confirmado.
A ideia do obelisco foi mesmo sepultada.
A ideia do obelisco foi mesmo sepultada.
Para a Celebração dos 140 anos da Primeira Igreja Batista em Solo Brasileiro, na cidade de Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo – entre os dias 08-10 de setembro – o lançamento da pedra fundamental do Marco Histórico anteverá a construção de um monumento em formato de PÚLPITO.
Muito embora este detalhe não constasse do aviso no site da CBB, o devido esclarecimento foi dado, por telefone, pelo autor do post no site oficial da Convenção Batista Brasileira, Pr. Danilo Barboza, a um dos interlocutores que vem acompanhando o caso do “pirulito’ desde o início.
Ontem, em comentário ao post no site da CBB, o próprio pastor Barboza confirmou a intenção da organização do evento de erigir um “púlpito” e lamentou a impossibilidade de ter o novo monumento pronto para as celebrações.
Aliviados, agradecemos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Carlos Moreira
“Já enfrentei muitas dificuldades na minha vida. A maioria delas nunca existiu” Mark Twain.
Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e, por isso, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo, ou intentavam fazer, não dava certo.
Com o avanço da psicologia a patologia pôde ser cada vez mais estudada e, em 1978, surgiu à designação “auto-sabotagem”, estabelecida pelos psicólogos Steven Berglas e Edward Jones, os quais haviam feito pesquisas neste campo com comprovado resultado científico.
De forma simplista, quem sabota a si mesmo não consegue usufruir das dinâmicas da vida que geram alegria e prazer porque, cada vez que elas surgem na existência, vêm associadas a um profundo conflito com as crenças primordiais do sujeito. Em síntese, é como se alguém tivesse tudo para ser feliz e, de alguma forma, conseguisse arrumar um jeito para fugir da felicidade. É o famoso “medo de ser feliz”. Mas, como já citava Dostoievski, “A maior felicidade é saber por que se é infeliz”.
Do ponto de vista clínico, a psicopatologia é tão grave que pode provocar obesidade, depressão, cardiopatias, transtornos de ansiedade, pensamentos suicidas, diabetes e, em casos mais graves, até a auto-mutilação, que é quando a pessoa cria flagelos físicos em si mesma para se punir.
Apesar de parecer algo bizarro – não esqueçamos que se trata de uma doença – quem se auto-boicota sente prazer pelo desprazer, ou seja, quanto mais a vida se torna difícil, através de situações adversas e portadoras de sofrimento, tanto mais a pessoa se satisfaz, chega a ter prazer em ser maltratada ou sentir dor. É uma reação provocada pelo inconsciente que faz com que o sujeito sinta atração por tudo o que produz destrutividade, um comportamento ativado por uma forte negatividade e um complexo de inferioridade crônico.
Como bem citou Kelly Young “O problema não é o problema – o problema é a atitude com relação ao problema”. A grande maioria dos “dramas” da alma humana, como a auto-sabotagem, tem cura, mas exige determinação e, particularmente neste caso, uma mudança significativa em hábitos e atitudes.
Nas Escrituras nós encontramos um caso que, ao meu ver, aplica-se ao que estamos falando. Trata-se do aleijado do tanque de Betesda, descrito no capítulo 5 do Evangelho de João. Sua atitude de auto-sabotagem fica muito clara quando Jesus lhe pergunta: “queres ser curado?”, e ele responde: “Senhor, não tenho quem me coloque no tanque”. Era o paradoxo de quem desejava a cura e, ao mesmo tempo, tinha medo dela. A pergunta de Jesus era objetiva, a resposta do aleijado subjetiva. A questão é que já havia se instalado em sua alma, pelas dores e pelo tempo, os mecanismos inconscientes de auto-sabotagem.
Quando Jesus encontrou-se com aquele homem, que se arrastava por aquela casa de agonia havia 38 anos, ele “scaneou” sua alma, discerniu todas as suas desconformidades e doenças. Seu aleijão já se projetara do físico para o emocional, por isso, duas coisas eram necessárias ser feitas: 1- Jesus precisou quebrar o “padrão de pensamento” daquele moribundo – “levanta-te, toma o teu leito e anda”; 2- com a mudança instantânea das crenças subjacentes que haviam se acumulado em sua alma ele finalmente liberou a fé necessária para ser curado.
Os psicoterapeutas são unânimes em afirmar que o processo de cura para este tipo de doença emocional passa, irremediavelmente, pela tomada de consciência de que, não só estamos nos auto-sabotando, como também dos danos que tais atitudes demandarão. Eles descrevem que, quando o paciente descobre os “padrões” que estão embutidos nestes “mecanismos intra-subjetivos”, torna-se possível reformular a matriz cognitiva de valores e crenças que desencadeia as atitudes destruidoras. Como bem afirmou Albert Schweitzer: “A maior descoberta de uma geração é que os seres humanos podem mudar sua vida modificando seus pensamentos”, ou, como disse o apóstolo Paulo, numa outra “versão”, “transformai-vos pela renovação da vossa mente”.
Não raro tenho encontrado na caminhada pastoral pessoas com este tipo de problema. Elas precisam ser amadas e tratadas, entendidas e confrontadas. O processo de cura, nesses casos específicos, necessita do apoio do trinômio: psicoterapia, ação medicamentosa e discipulado.
Ora, afirmar isto não significa que estou eliminando o poder exclusivo que há no Sangue de Jesus para a remissão de pecados e a salvação para todo aquele que crer, mas apenas adicionando alguns elementos que julgo necessários em tais situações os quais pôs Deus a nossa disposição através do apoio da ciência. Nossa única regra de prática e fé são as Escrituras, e elas afirmam que é o arrependimento - mudança no pensamento seguida de mudança de comportamento - produzido pelo Espírito Santo, que nos conduz a convicção de pecado e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus. Isso reforça ainda mais o que afirmamos acima.
Deixo como ponto de reflexão final a frase de Frank Outlaw: “Cuide de seus Pensamentos, porque eles se tornam Palavras. Escolha suas Palavras, porque elas se tornam Ações. Compreenda suas Ações, porque elas se tornam Hábitos. Entenda seus Hábitos, porque eles se tornam seu Destino.”
Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele posta aqui no Genizah e na Nova Cristandade.
Auto-sabotagem: Eu Contra Mim Mesmo!
Carlos Moreira
“Já enfrentei muitas dificuldades na minha vida. A maioria delas nunca existiu” Mark Twain.
Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e, por isso, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo, ou intentavam fazer, não dava certo.
Com o avanço da psicologia a patologia pôde ser cada vez mais estudada e, em 1978, surgiu à designação “auto-sabotagem”, estabelecida pelos psicólogos Steven Berglas e Edward Jones, os quais haviam feito pesquisas neste campo com comprovado resultado científico.
De forma simplista, quem sabota a si mesmo não consegue usufruir das dinâmicas da vida que geram alegria e prazer porque, cada vez que elas surgem na existência, vêm associadas a um profundo conflito com as crenças primordiais do sujeito. Em síntese, é como se alguém tivesse tudo para ser feliz e, de alguma forma, conseguisse arrumar um jeito para fugir da felicidade. É o famoso “medo de ser feliz”. Mas, como já citava Dostoievski, “A maior felicidade é saber por que se é infeliz”.
Do ponto de vista clínico, a psicopatologia é tão grave que pode provocar obesidade, depressão, cardiopatias, transtornos de ansiedade, pensamentos suicidas, diabetes e, em casos mais graves, até a auto-mutilação, que é quando a pessoa cria flagelos físicos em si mesma para se punir.
Apesar de parecer algo bizarro – não esqueçamos que se trata de uma doença – quem se auto-boicota sente prazer pelo desprazer, ou seja, quanto mais a vida se torna difícil, através de situações adversas e portadoras de sofrimento, tanto mais a pessoa se satisfaz, chega a ter prazer em ser maltratada ou sentir dor. É uma reação provocada pelo inconsciente que faz com que o sujeito sinta atração por tudo o que produz destrutividade, um comportamento ativado por uma forte negatividade e um complexo de inferioridade crônico.
Como bem citou Kelly Young “O problema não é o problema – o problema é a atitude com relação ao problema”. A grande maioria dos “dramas” da alma humana, como a auto-sabotagem, tem cura, mas exige determinação e, particularmente neste caso, uma mudança significativa em hábitos e atitudes.
Nas Escrituras nós encontramos um caso que, ao meu ver, aplica-se ao que estamos falando. Trata-se do aleijado do tanque de Betesda, descrito no capítulo 5 do Evangelho de João. Sua atitude de auto-sabotagem fica muito clara quando Jesus lhe pergunta: “queres ser curado?”, e ele responde: “Senhor, não tenho quem me coloque no tanque”. Era o paradoxo de quem desejava a cura e, ao mesmo tempo, tinha medo dela. A pergunta de Jesus era objetiva, a resposta do aleijado subjetiva. A questão é que já havia se instalado em sua alma, pelas dores e pelo tempo, os mecanismos inconscientes de auto-sabotagem.
Quando Jesus encontrou-se com aquele homem, que se arrastava por aquela casa de agonia havia 38 anos, ele “scaneou” sua alma, discerniu todas as suas desconformidades e doenças. Seu aleijão já se projetara do físico para o emocional, por isso, duas coisas eram necessárias ser feitas: 1- Jesus precisou quebrar o “padrão de pensamento” daquele moribundo – “levanta-te, toma o teu leito e anda”; 2- com a mudança instantânea das crenças subjacentes que haviam se acumulado em sua alma ele finalmente liberou a fé necessária para ser curado.
Os psicoterapeutas são unânimes em afirmar que o processo de cura para este tipo de doença emocional passa, irremediavelmente, pela tomada de consciência de que, não só estamos nos auto-sabotando, como também dos danos que tais atitudes demandarão. Eles descrevem que, quando o paciente descobre os “padrões” que estão embutidos nestes “mecanismos intra-subjetivos”, torna-se possível reformular a matriz cognitiva de valores e crenças que desencadeia as atitudes destruidoras. Como bem afirmou Albert Schweitzer: “A maior descoberta de uma geração é que os seres humanos podem mudar sua vida modificando seus pensamentos”, ou, como disse o apóstolo Paulo, numa outra “versão”, “transformai-vos pela renovação da vossa mente”.
Não raro tenho encontrado na caminhada pastoral pessoas com este tipo de problema. Elas precisam ser amadas e tratadas, entendidas e confrontadas. O processo de cura, nesses casos específicos, necessita do apoio do trinômio: psicoterapia, ação medicamentosa e discipulado.
Ora, afirmar isto não significa que estou eliminando o poder exclusivo que há no Sangue de Jesus para a remissão de pecados e a salvação para todo aquele que crer, mas apenas adicionando alguns elementos que julgo necessários em tais situações os quais pôs Deus a nossa disposição através do apoio da ciência. Nossa única regra de prática e fé são as Escrituras, e elas afirmam que é o arrependimento - mudança no pensamento seguida de mudança de comportamento - produzido pelo Espírito Santo, que nos conduz a convicção de pecado e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus. Isso reforça ainda mais o que afirmamos acima.
Deixo como ponto de reflexão final a frase de Frank Outlaw: “Cuide de seus Pensamentos, porque eles se tornam Palavras. Escolha suas Palavras, porque elas se tornam Ações. Compreenda suas Ações, porque elas se tornam Hábitos. Entenda seus Hábitos, porque eles se tornam seu Destino.”
Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele posta aqui no Genizah e na Nova Cristandade.
Um Gizuz neopentecostal
Felipe Almada
Se
Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas
teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dizer que é
derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí
sim ele sairia. (Mt 4:1-11)
Se
Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da
montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento
Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4
vezes sem juros. (Mt 5:1-11)
Se
Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater
em uma de nossas faces, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado
que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem nos tivesse batido, pois “ai
daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42)
Se
Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de
cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas
reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre
o paralítico durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)
Se
Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e
distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o
peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50
dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de
suas enfermidades. (Jo 6:1-15)
Se
Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os
que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, mas sob
a sua gerência. (MT 21:12-13)
Se
Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus lhe pedissem um sinal,
certamente, ele levantaria as mãos e de suas mãos sairiam
vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta
dele que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo varão de
guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal
performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)
Se
Jesus fosse neopentecostal, nunca teria dito para carregarmos a nossa
cruz, ou para perdermos a nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos
para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que
todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)
Se
Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada
imediatamente, mas a teria convidado para a Escola de Cura para o
aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC
13:10-17)
Se
Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém
montado num jumento, mas em uma carruagem real toda
trabalhada com pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e César... Isto sem falar que o cortejo seria puxado pela cantora
Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre
Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Não! Marchariam
atrás da carruagem, enquanto os apóstolos contabilizariam os milhões de pessoas presentes na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15)
Se
Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não
ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele
continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia
Se
Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno
com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha
espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação
daquele jovem. (Mc 5:1-20)
Se Jesus fosse neopentecostal, o
texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma
agulha do que um pobre entrar no Reino dos céus” (Mt 19:22-24)
Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)
Se
Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar a sua cabeça e
moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e
teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)
Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado ao seu ministério. (Lc 19:1-10)
Se
Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém
fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria
a Igreja de Cristo Renovada.
Se
Jesus fosse neopentecostal, JAMAIS diria que no mundo teríamos aflições,
ao contário, diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas,
sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33)
Se
Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria
Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. Certamente, Se
Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem
por você...









































