As opções que não usamos
Zé Luís
As coisas poderiam ser muito diferentes.
Se você tivesse tentado mais, ou desistido quando deveria.
Se nunca tivesse se envolvido e chegado onde chegou, ou se tivesse abraçado a causa quando tudo parecia irremediavelmente perdido.
Se tivesse feito aquele curso, ou quem sabe tivesse feito o curso correto, e não aquele cursinho “meia-boca” que chegou a fazer, mas nunca te levou a nenhum lugar.
Há quanto tempo descreve seu conhecimento do inglês como "intermediário", ou que seu conhecimento em informática não passa do "básico", apesar dos milhares de conselhos que isso seria melhor para sua carreira?
Há quanto tempo descreve seu conhecimento do inglês como "intermediário", ou que seu conhecimento em informática não passa do "básico", apesar dos milhares de conselhos que isso seria melhor para sua carreira?
Se jamais tivesse começado aquele romance, e tido aquele filho, ou talvez, se tivesse casado com aquele seu grande amor, que inexplicavelmente não deu certo. Já imaginou se tivesse se empenhado mais em sua vida profissional ao invés de ter escolhido viver aquele namoro que resultou nesse casamento que sempre parece beirar o fracasso?
Se tivesse aquele tempo para raciocinar, quando foi questionado repentinamente. Talvez, se estivesse mais calmo, ou até, ao invés disso, tivesse respondido em outro tom, mais ríspido, ou mesmo não ter dado resposta alguma. Se não tivesse se irado a ponto de fazer o que fez
Precários, se fossemos mais esforçados e extrapolássemos os limites impostos à nossa alma pelo meio em que vivemos. Talvez a escolha da religião, ou mesmo tivesse a coragem de não tê-la. Ser ateu ou membro do Islã? Repensar suas opções sexuais e ver para onde isso te levaria. O que poderia ter sido diferente?
Se somos livres, por que estaríamos sujeito a escolhas que parecem definir nosso próprio destino de forma tão irreversível?
Um cristão tem recursos para saber, por exemplo, que um rico é rico por escolha de Deus (e prestará contas desta benção pela forma que usou a dádiva), já que, o que teve êxito trabalhou o mesmo, ou até menos, que um pobre para chegar onde chegou. Sabe também que enganoso é o coração do ser humano, e o que hoje é certeza, amanhã não será mais, o que é lúcido e claro pode ser tão obscuro e louco noutro tempo, que haverá quem diga que um nunca foi o outro. Se conhece o Salmo 73, entenderá que o destino do soberbo, que é grande entre os homens e faz desse poder fonte de desgraça alheia, terá sua existência repentinamente riscada da vida, como se nunca tivesse existido.
Quem leu Eclesiastes sabe que não há nada de novo debaixo do sol, e que tudo que aí está, está fadado ao seu próprio destino, cabendo ao homem coisas simples, como temer a Deus nos tempos onde Ele parece não poder nos alcançar, e que. se há uma pequena chance de mudar o destino que temos para o que sonhamos, isso está em Deus.
Se um cristão não sabe disso, faz mau uso do que lhe foi entregue para conhecimento: entregou seu entendimento - e sua liberdade - a outros, para que esses digam-lhe o que pensar. Escolheu não pensar, seguindo o exemplo daquele que vive um destino satisfatório, na esperança de ter o mesmo.
Este cristão não entendeu que, apesar das milhares de milhares de pessoas, que pelos séculos dos séculos viveram, nessa ou noutra dimensão, ele ainda é único, e deve buscar pessoalmente no Criador seu destino, e Nele ter suas respostas.
Talvez você não goste muito do que vai saber. Paulo, por exemplo, apanhou muito em seu apostolado, sendo degolado no fim de seu ministério. Estevão ganhou como aplausos de seu sermão, uma saraivada de pedras, Pedro uma cruz em X, Tiago, decapitado, muitos cristãos foram lançados aos leões.
Curiosamente, muito daqueles que usaram da escolha de negarem sua fé para permanecerem vivos, pensavam angustiados: e se eu tivesse a coragem de morrer pelo que eu acredito?
sábado, 6 de agosto de 2011
Carlos Moreira“…e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram”. Mc. 5:14-15
Creio, todavia, que, das duas uma: ou ele foi viver sua vida em paz com Deus e com seus semelhantes, ou virou “testemunheiro profissional”, ou seja, passou a ganhar oferta para sair anunciando que um dia tinha sido um possesso perigoso, mas, agora, era apenas um ex-endemoninhado. Tatuagem na alma só sai se a alma for ressignificada em Jesus. Do contrário, as marcas permanecerão por toda a vida.
Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele posta aqui no Genizah e também na Nova Cristandade.
Tatuagem na Alma
Carlos Moreira
Acho curioso quando afirmarmos com bastante convicção as palavras de Paulo de que “se alguém está em Cristo é uma nova criatura; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo”. É que esta é uma frase impactante, chamativa, serve como “marketing” cristão, mas, em nosso meio, ela é falsa, caricaturada e, porque não dizer, preconceituosa.
A Igreja “vende” para as pessoas a idéia de que Cristo as aceitará como são, mas, na realidade, elas sempre serão vistas com as “marcas” que trouxeram “estampadas” em si mesmas, “marcas” produzidas pela existência, tatuagens na alma, marcas que não desaparecem facilmente.
“Crente” adora testemunho; alguém falando que fez isso, aquilo, pintou e bordou é algo que faz um auditório vir abaixo. Quanto mais miséria houver na vida do sujeito, mas ovacionado ele será. “Glória a Deus!”. Todavia, mal sabe o pobre coitado que essa “tatuagem” que ele carrega em seu ser jamais será dissociada de sua narrativa pessoal.
Todo “testemunheiro profissional” é “ex” alguma coisa: ex-viciado, ex-alcoólatra, ex-homossexual, ex-prostituta, ex-presidiário, ex-maconheiro, creia-me, a lista não tem fim...
Depois de certo tempo, a pessoa perde sua identidade pessoal e passa a ser apenas o ex-alguma-coisa. Pior do que isso é o fato do dito cujo não conseguir compreender sua nova realidade em Cristo, ou seja, ele não discerne seu novo estado, não se percebe como é, Nova Criação, alguém que recebeu uma folha em branco para poder escrever uma história nova, ressignificar a vida, e não um ex-... com uma folha corrida cheia de desgraças e misérias!
O caso do endemoninhado gadareno é bem típico. O cara era uma fera, um monstro, maluco de pai e mãe, possesso do capeta. Naquela região, não havia quem não tivesse pavor dele. Todavia, simbolicamente, ele era a projeção do inconsciente coletivo daquela gente que queria rebelar-se contra a dominação a qual estava sujeita há vários séculos. Ele era o “mocinho” e o “bandido” ao mesmo tempo, assustava e encantava, pois ninguém podia detê-lo, subjugá-lo ou questioná-lo de seus atos.
Quando aquela criatura desencontrada de si mesmo se encontrou com Jesus, imediatamente “seus” demônios foram expulsos. Mas aquela não era uma possessão comum, pois o gadareno ao ser questionado sobre quem era, afirmou: "somos muitos", somos uma legião, e fez um pedido: "não nos mande embora do país".
Aquela potestade espiritual atuava naquela região há, talvez, milhares de anos. Ela conhecia todos os contornos sócio-histórico-culturais que estavam inculcados na mente e na alma daquela gente e era justamente isso que lhe dava subsídios para manipular aquelas vidas.
Naquele exato momento, do ponto de vista histórico, havia uma legião romana habitando aquelas terras, mas, antes dos romanos, muitas outras legiões já haviam passado ali. O gadareno era, então, uma espécie de representação espiritual da dominação histórica que naquelas terras sempre existiu.
Fato é que Jesus esbarrou com aquele “condenado” naquela manhã e ele, liberto de seus dramas e dores, de seus medos e temores, teve seus grilhões destroçados pela força do poder libertador do Senhor. O que aconteceu em seguida, é algo quase arquetípico.
Enquanto Jesus ainda estava naquele lugar, o ex-endemoninhado – olha o “ex” aí – apareceu de banho tomado, barba feita, cabelo cortado, roupa limpa, alma pacificada, consciência restaurada, coração de "carne", um novo ser! E aí, o que aconteceu?
Bem, o povo daquele lugar ao ver o “ex” transformado em “sou”, pois em Cristo não há passado, mas apenas presente – o bem-aventurado é aquele que é – decepcionado por não ter mais a sua disposição o espetáculo do “monstro” que a todos punha medo, pediu educadamente a Jesus que se retirasse dali.
Não sei como seguiu a vida daquele homem. Pelas Escrituras percebo que ele pediu a Jesus para segui-lo, mas o Senhor o mandou dar testemunho ali mesmo do que Deus fizera em seu favor.
Creio, todavia, que, das duas uma: ou ele foi viver sua vida em paz com Deus e com seus semelhantes, ou virou “testemunheiro profissional”, ou seja, passou a ganhar oferta para sair anunciando que um dia tinha sido um possesso perigoso, mas, agora, era apenas um ex-endemoninhado. Tatuagem na alma só sai se a alma for ressignificada em Jesus. Do contrário, as marcas permanecerão por toda a vida.
Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele posta aqui no Genizah e também na Nova Cristandade.
TV Globo incitando odio aos pastores?
Mais um capítulo da novela "Os Gays e a Igreja". Agora na GLOBO!
PLIM X PLIM
E eu achando que com protagonistas da qualidade deprimente de Sinta Malacraia, Jean Aeorowillys e Jair BOZOnaro o destino deste enredo era ser mais um dramalhão mexicano...
Pero que si, pero que no... Escapamos de um destino certo no SBT (logo depois da novela "Valadete, a feia") e já estamos na GLOBO!
05 de agosto de 2011
Diante de muita barulheira na blogosfera cristã e na blogosfera gay, a diretoria decidiu reduzir drasticamente a participação do casal gay na trama e suavizar a catequese - o que foi o estopim para a militância gay acusar a Globo de obscurantismo.
O fato é que, segundo A Revista Veja, esta novela é a trama global que mais apresentou personagens gays e personalidades alternativas. Segundo declarou um diretor da Globo: "Mostrar diversidade afetiva faz parte do nosso senso de responsabilidade social. Denunciar o preconceito, mais ainda. Fazer merchandising de uma determinada orientação sexual, não." Então, tá. Acreditamos.
ATUALIZAÇÃO
Quem pensa que esta cena é a pior da cartilha de catecismo gay da Globo, engana-se. Segundo a Revista Veja Ed 2227, a direção da emissora deu um basta nos responsáveis pelo folhetim por estarem pesando demais a mão na militância gay na trama.
Nos próximos capítulos a mãe do filho que "saiu do armário" iria aceitar alegremente o namorado de seu filho e até servir café da manhã para os dois pombinhos na cama. A partir daí, a primavera gay na TV iria se transformar em proselitismo aberto.
O fato é que, segundo A Revista Veja, esta novela é a trama global que mais apresentou personagens gays e personalidades alternativas. Segundo declarou um diretor da Globo: "Mostrar diversidade afetiva faz parte do nosso senso de responsabilidade social. Denunciar o preconceito, mais ainda. Fazer merchandising de uma determinada orientação sexual, não." Então, tá. Acreditamos.
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| Ironia e sacasmo sou eu! |
Esta passando da hora dos pastores proporem ao congresso uma lei contra PASTORfobia!
Genizah
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
F5
Ricardo Feltrin
Esta fazenda é do Capeta e estes fazendeiros são uns indecentes, diz bispo da Universal
Bispo da Universal manda fiéis ignorarem "A Fazenda 4"
F5
Ricardo Feltrin
A direção da Record está sob ataque de bispos da Igreja Universal. Segundo esta coluna apurou, o bispo Romualdo Panceiro, rival de Honorilton Gonçalves (vice da Record), está aconselhando fieis da igreja a não assistir “A Fazenda 4″. Panceiro também estaria fazendo a cabeça de Edir Macedo, para que ele proíba uma quinta edição do programa.
Dentro da Universal, o grupo de Panceiro é rival declarado do grupo de Gonçalves. A pressão de Panceiro pode ser a causa primordial que levou Edir Macedo a anunciar que os fieis deveriam fazer um “jejum de informação”, que começou anteontem e vai durar até o dia 21. Os fieis devem se abster de ter contato com qualquer tipo de mídia (TV, rádio, jornal e internet).
Panceiro tem abertamente dito a fieis que o programa “jamais deveria ir ao ar”, e que (ele) “vai contra tudo o que a gente prega e ensina”. Ele chama os participantes de “ignorantes indecentes”. Panceiro se recusa a falar com jornalistas. Ele é hoje o segundo em hierarquia na Universal e foi apontado por Macedo em sua biografia como seu “herdeiro espiritual”. É ele também quem cuida da relação econômica entre igreja e emissora (leia-se: quem assina o cheque).
Sob ataque, a direção da Record, por sua vez ataca a direção de “A Fazenda”, exigindo saber o porquê de o ibope estar decepcionante. Nesta semana, o custoso reality show da emissora caiu para a média de 11 pontos, acendendo o alerta. Cada ponto vale por 58 mil domicílios sintonizados.
A Record não revela quanto custa a produção de cada edição do reality.
A primeira edição do programa marcou 14 pontos de média. A segunda desabou para 10. A terceira foi a de maior sucesso, com média de 15 pontos. Já “A Fazenda 4″ marca 12 pontos de média até o episódio de ontem.
Cobrados pela cúpula da emissora, os responsáveis pela escolha de elenco se eximiram, dizendo que não havia outras alternativas.
Comentários
por Danilo Fernandes
Panceiro é uma benção que já foi pego em vídeo oferecendo prêmios de viagem aos pastores que arrecadassem mais em certa campaha de ofertas. O vídeo foi censurado pela Universal. Confira.
Trata-se de um servo de mamon. Um escolhido (do capeta). Nesta matéria da FOLHA (por isto o vídeo segue disponível) ele imita o seu patrão e faz sua própria versão do vídeo "como roubar".
Dito isto, a propalada hipótese de que existe na IURD uma turma comandada Panceiro que é a favor da moralidade e exige o fim da atração A Fazenda 4, eu só tenho a dizer o seguinte:
O líderes da IURD acha que todo mundo é burro, só porque eles estão acostumados a lidar com aquela gente menos abonada de inteligência que os seguem como fiéis?
Convenhamos! Nosso ouvido não é penico!
O negócio ai é simples: Desde sempre houve oposição à deslavada hipocrisia subjacente à existência de uma TV erguida com o dinheiro de ofertas religiosas no intuito de construir um instrumento de proclamação da Palavra ter, de fato, um conteúdo em nada diferente das TVs seculares. Pior! Em muitos casos, a baixaria corre mais solta na dita TV evangélica!
E quem faz esta oposição? Alguns poucos fiéis providos de um nível básico de raciocínio lógico e alguns pastores da seita que estão fora da panelinha lucrando com a TV Record.
Se você fosse um fiel da Universal (desculpe, só uma hipótese para fins de retórica) e tivesse doado “o seu tudo” em uma daquelas fogueiras santas da década de 90 feitas para comprar os estúdios desta TV “abençoada”, como você se sentiria vendo sua oferta financiar a exibição de imagens eróticas e palavreado chulo de uma dúzia de modelos sensuais falando de sexo em trajes sumários entre goles de bebida em festas de embalo?
Não a toa, enquanto não se resolve o imbróglio, é melhor os fiéis não assistirem a programação de TV que os seus bispos botam no ar com o seu dinheiro e que surja alguém de dentro da seita para dar aquela reprimenda paraguaia, que alivia a culpa e logo se esquece.
A volta do Pastor Chuchu: Como deixar de tomar surra do diabo!
Nosso pregador favorito dá mais uma lição nos pregadores gospi e inaugura a hermêutica da surra sem Gizuz. Saiba como evitar doenças reais e imagínárias com a prática gospi.
Genizah
“Refrigereco” Espiritual

Por Luiz Leite
É maravilhoso, ocorre-me, o fato de que a Palavra de Deus é comparada com a água nas Escrituras. Como toda verdade é paralela (sempre há equivalentes no mundo natural para ilustrar as coisas no mundo espiritual) vale a reflexão. Assim como devemos tomar água (natural) limpa para suprir as necessidades do nosso corpo físico, deveríamos de igual forma “tomar” água espiritual, também limpa, para suprir as necessidades do nosso espírito.
Há pessoas que tomam pouquíssima água para suprir suas necessidades físicas; Estudos sugerem que tomemos um copo de agua (200 ml) por hora! É uma necessidade orgânica. Infelizmente, só deixamos para tomar água quando estamos com sede (o sistema já está em estado crítico). O paralelo espiritual também nos revela situação semelhante. O Salmo primeiro diz-nos que aquele que medita na Palavra “de dia e de noite” é bem aventurado. Muitos só lembram da bíblia e arranjam tempo para beber da água espiritual aos domingos; Há ainda aqueles que nem podem ser chamados de crentes “domingueiros” porque nem mesmo observam uma frequência dominical às suas igrejas!
Há pessoas que “bebem” pouquissima água; em seu lugar tomam COCA COLA, refrigerantes em geral… talvez tenham se cansado de beber a velha água em seu estado natural. Segundo os cientistas a água está zanzando por aí há cerca de 12 bilhões de anos!!! Curiosamente a molécula da água é uma das mais resistentes no universo! mas por parecer tão monótona facilmente esquecemos de como a mesma é vital… inventamos assim outras águas, variamos, colorimos, adoçamos…
Espiritualmente não é diferente. Ao invés de beberem da fonte das águas límpidas, muitas pessoas arranjam substitutivos… os “refrigerecos” espirituais! Esses “refrigerecos” são aquelas práticas religiosas desprovidas de conteúdos, rituais da tradição morta, repetições de rezas, penitências, mantras… confissão inválida de uma fé que não se traduz por compromisso.
Pois os refrigerantes são agradáveis ao paladar, mas devastam a saúde! De igual forma uma espiritualidade pautada pela desmazelo tambem agrada a alma, mas avassala a vida espiritual!! Voce está entendendo onde quero chegar?? O problema é que as pessoas não creem de fato que os refrigerantes fazem mal à saúde, assim como nao acreditam que a sua religiosidade fria e ocasional, bem como sua espiritualidade desengajada, poderá lhes causar qualquer dano sério…
Voce é daqueles que prefere o refrigerante à água?? Voce é daqueles que, ao abrir a geladeira procura primeiro se há algo docinho para beber quando está com sede?? voce é daqueles que dá à água um papel secundário no seu dia a dia?? Se for assim no plano natural então voce precisa de tomar medidas sérias a respeito! Caso seja assim também no plano espiritual, então a coisa se torna mais urgente e voce está em sérios apuros!
Jesus disse: “Quem têm sede venha a mim e beba!” e ainda, “quem beber da água que eu lher não terá sede para sempre”. Não entupa o seu espírito com “refrigerecos” espirituais! Converta-se a Jesus. Dirija-se à fonte e beba da água da vida!
Há pessoas que tomam pouquíssima água para suprir suas necessidades físicas; Estudos sugerem que tomemos um copo de agua (200 ml) por hora! É uma necessidade orgânica. Infelizmente, só deixamos para tomar água quando estamos com sede (o sistema já está em estado crítico). O paralelo espiritual também nos revela situação semelhante. O Salmo primeiro diz-nos que aquele que medita na Palavra “de dia e de noite” é bem aventurado. Muitos só lembram da bíblia e arranjam tempo para beber da água espiritual aos domingos; Há ainda aqueles que nem podem ser chamados de crentes “domingueiros” porque nem mesmo observam uma frequência dominical às suas igrejas!
Há pessoas que “bebem” pouquissima água; em seu lugar tomam COCA COLA, refrigerantes em geral… talvez tenham se cansado de beber a velha água em seu estado natural. Segundo os cientistas a água está zanzando por aí há cerca de 12 bilhões de anos!!! Curiosamente a molécula da água é uma das mais resistentes no universo! mas por parecer tão monótona facilmente esquecemos de como a mesma é vital… inventamos assim outras águas, variamos, colorimos, adoçamos…
Espiritualmente não é diferente. Ao invés de beberem da fonte das águas límpidas, muitas pessoas arranjam substitutivos… os “refrigerecos” espirituais! Esses “refrigerecos” são aquelas práticas religiosas desprovidas de conteúdos, rituais da tradição morta, repetições de rezas, penitências, mantras… confissão inválida de uma fé que não se traduz por compromisso.
Pois os refrigerantes são agradáveis ao paladar, mas devastam a saúde! De igual forma uma espiritualidade pautada pela desmazelo tambem agrada a alma, mas avassala a vida espiritual!! Voce está entendendo onde quero chegar?? O problema é que as pessoas não creem de fato que os refrigerantes fazem mal à saúde, assim como nao acreditam que a sua religiosidade fria e ocasional, bem como sua espiritualidade desengajada, poderá lhes causar qualquer dano sério…
Voce é daqueles que prefere o refrigerante à água?? Voce é daqueles que, ao abrir a geladeira procura primeiro se há algo docinho para beber quando está com sede?? voce é daqueles que dá à água um papel secundário no seu dia a dia?? Se for assim no plano natural então voce precisa de tomar medidas sérias a respeito! Caso seja assim também no plano espiritual, então a coisa se torna mais urgente e voce está em sérios apuros!
Jesus disse: “Quem têm sede venha a mim e beba!” e ainda, “quem beber da água que eu lher não terá sede para sempre”. Não entupa o seu espírito com “refrigerecos” espirituais! Converta-se a Jesus. Dirija-se à fonte e beba da água da vida!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quem entre nós tem coragem de orar assim?

Levi Bronzeado
Foi uma oração lida recentemente por acaso, na Internet, que me levou a escrever este ensaio. Há muito tempo já vinha refletindo sobre o “amor” interesseiro, sobre o amor condicionado a determinados paradigmas, que se tornaram jargões no meio evangélico. Percebi no meu meio de convivência a quase unanimidade expressa naturalmente através da seguinte assertiva: “Se não fosse a promessa do céu, e o medo de ir para o inferno, eu estaria no mundo gozando o que ele tem de ‘bom’, estaria ‘pintando e bordando’ ”, como se diz na gíria popular.
A bela e significativa oração de Rabia (mulher Iraquiana - 800 DC), resumiu para mim tudo que eu sempre queria dizer, que há tantos anos estava latente dentro de mim, e eu não conseguia passar para o meu interlocutor, pois não tinha sabedoria ou palavras para expressar convenientemente essa “Grande Verdade”. Algumas vezes que tentei expressar o meu ponto de vista sobre este tipo de “amor” que para existir necessita de uma troca, fui muito mal compreendido.
Gostaria que todos, sem exceção, deixassem as resistências ou parcialidades de lado, para refletir de forma acurada sobre o alto valor metafórico implícito na oração que se segue:
"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”. (Rabia 800 D.C.)
Imediatamente após ler essa interessante e sábia oração, me veio à lembrança a Parábola do “Bom Samaritano”. A oração de Rabia trouxe para bem perto de mim a figura do Samaritano (excluído da sociedade). Samaritano, como os demais, considerado por muitos como um ser da pior espécie. No entanto, moveu-se de “ÍNTIMA COMPAIXÃO”, porque não dizer “AMOR” prestando imediato socorro a um homem que havia sido assaltado, despojado e espancado, e que jazia quase morto a beira da estrada (Lucas 10: 30 à 37).
Não me passa, nem nunca passou pela minha cabeça, que aquele ato de AMOR executado pelo Samaritano estivesse vinculado a alguma coisa em troca. O samaritano excluído e marginalizado viu naquela cena a imagem de si próprio refletida no espelho de sua consciência.
Não! Não! Não tenho nenhuma dúvida, que se houve uma oração por parte do “Bom Samaritano”, foi uma oração idêntica à inspirada por Deus no coração da sua serva “Rabia”.
Amor ao próximo é a maior prova de adoração a Deus (quem fizer a um desses a Mim o faz). Sim, é possível amá-Lo sem pensar em recompensa ou castigo ─, que me perdoe o meu irmão Paulo de Tarso.
Mil vezes acreditar nesse tipo de amor (do Bom Samaritano), do que se render ao “amor” que barganha, que busca os próprios interesses, através de um “pragmatismo gospel” que mais parece um MERCADO de coisas, supostamente apresentadas como sagradas. Esse espírito de mercado vem de muito longe, pois os filhos de Zebedeu, à época de Cristo, queriam negociar o Reino de Deus, pedindo assentos à direita e à esquerda do Seu Trono. Cuidavam que se devesse servir a Deus por algo que não é Ele mesmo.
Em resumo, a história do “bom samaritano” se converte hoje naquilo de mais emblemático que Cristo deixou para os que querem entender que no relacionamento humano, o AMOR não pode estar atrelado a CONDICIONAMENTOS ou TROCAS. ELE É DE “GRAÇA” MESMO.
A compaixão, de que foi portador aquele samaritano foi espontânea e íntima. Compaixão que não tem esses atributos é pura exibição ou representação. E como qualquer representação, está presa aos falsos valores das estratégias mercadológicas.
***
Ensaio por: Levi B. Santos
Guarabira, 26 de Novembro de 2008
Em Ensaios & Prosas
A bela e significativa oração de Rabia (mulher Iraquiana - 800 DC), resumiu para mim tudo que eu sempre queria dizer, que há tantos anos estava latente dentro de mim, e eu não conseguia passar para o meu interlocutor, pois não tinha sabedoria ou palavras para expressar convenientemente essa “Grande Verdade”. Algumas vezes que tentei expressar o meu ponto de vista sobre este tipo de “amor” que para existir necessita de uma troca, fui muito mal compreendido.
Gostaria que todos, sem exceção, deixassem as resistências ou parcialidades de lado, para refletir de forma acurada sobre o alto valor metafórico implícito na oração que se segue:
"Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso. Mas se eu te adorar pelo que Tu és, não escondas de mim a Tua face”. (Rabia 800 D.C.)
Imediatamente após ler essa interessante e sábia oração, me veio à lembrança a Parábola do “Bom Samaritano”. A oração de Rabia trouxe para bem perto de mim a figura do Samaritano (excluído da sociedade). Samaritano, como os demais, considerado por muitos como um ser da pior espécie. No entanto, moveu-se de “ÍNTIMA COMPAIXÃO”, porque não dizer “AMOR” prestando imediato socorro a um homem que havia sido assaltado, despojado e espancado, e que jazia quase morto a beira da estrada (Lucas 10: 30 à 37).
Não me passa, nem nunca passou pela minha cabeça, que aquele ato de AMOR executado pelo Samaritano estivesse vinculado a alguma coisa em troca. O samaritano excluído e marginalizado viu naquela cena a imagem de si próprio refletida no espelho de sua consciência.
Não! Não! Não tenho nenhuma dúvida, que se houve uma oração por parte do “Bom Samaritano”, foi uma oração idêntica à inspirada por Deus no coração da sua serva “Rabia”.
Amor ao próximo é a maior prova de adoração a Deus (quem fizer a um desses a Mim o faz). Sim, é possível amá-Lo sem pensar em recompensa ou castigo ─, que me perdoe o meu irmão Paulo de Tarso.
Mil vezes acreditar nesse tipo de amor (do Bom Samaritano), do que se render ao “amor” que barganha, que busca os próprios interesses, através de um “pragmatismo gospel” que mais parece um MERCADO de coisas, supostamente apresentadas como sagradas. Esse espírito de mercado vem de muito longe, pois os filhos de Zebedeu, à época de Cristo, queriam negociar o Reino de Deus, pedindo assentos à direita e à esquerda do Seu Trono. Cuidavam que se devesse servir a Deus por algo que não é Ele mesmo.
Em resumo, a história do “bom samaritano” se converte hoje naquilo de mais emblemático que Cristo deixou para os que querem entender que no relacionamento humano, o AMOR não pode estar atrelado a CONDICIONAMENTOS ou TROCAS. ELE É DE “GRAÇA” MESMO.
A compaixão, de que foi portador aquele samaritano foi espontânea e íntima. Compaixão que não tem esses atributos é pura exibição ou representação. E como qualquer representação, está presa aos falsos valores das estratégias mercadológicas.
***
Ensaio por: Levi B. Santos
Guarabira, 26 de Novembro de 2008
Em Ensaios & Prosas
Título Original "ÍNTIMA COMPAIXÃO versus MERCADO GOSPEL"
Ex-Ronaldinha, ex atriz pornô vira pastora evangélica e admite que namorou Fenômeno por interesse
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| Viviane 2011 - pastora. |
Viviane Brunieri abriu o coração e revelou que nunca amou de verdade o
Fenômeno: "Foi um namoro por interesse. Eu sonhava em entrar no mundo
televisivo, ser famosa, queria ter dinheiro. Eu optei pelo mundo da fama
e paguei um preço bem alto".
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| A Vivi dos tempos da "bola". |
Em 2008, viciada em drogas e
passando por dificuldades financeiras, Viviane entrou para a indústria
pornográfica e virou garota de programa. "Eu estava morando no Japão, aí
veio a proposta através de um agente aqui do Brasil pelo Orkut. A
proposta na época resolveria todos os meus problemas e de outras
pessoas! Mas todo dinheiro que vem fácil, vai fácil, gastei tudo.
Depois dos filmes comecei a receber muitas propostas para fazer programas. Sei do risco que corri de pegar HIV dormindo com empresários, gente conhecida, desconhecidos, não tenho vergonha de falar porque já me arrependi.", desabafou a modelo ao “TV fama”.
Depois dos filmes comecei a receber muitas propostas para fazer programas. Sei do risco que corri de pegar HIV dormindo com empresários, gente conhecida, desconhecidos, não tenho vergonha de falar porque já me arrependi.", desabafou a modelo ao “TV fama”.
A mudança na vida da ex-Ronaldinha começou há 2 anos. De volta à
Perúibe, sua cidade natal, Viviane recebeu um "sinal divino" e começou a
fazer um trabalho social com moradores de rua: "Hoje temos mais de 30
ex-moradores de rua num abrigo. Temos uma casa só pra eles, onde eles
almoçam, jantam, tomam banho, é um lugar de muita paz".
Além do
trabalho social, Viviane passou a pregar na Assembléia de Deus Vida
Nova. "Agora estou cursando faculdade de teologia, mas em 2010, 1 ano
após eu estar firme nos caminhos do Senhor recebi uma missão para a
honra e glóra do Santo Nome do Senhor, tive um encontro verdadeiro com o
Senhor Jesus".
É como eu disse antes: a água do estúdio da plaboy é "benta", quem passa por ali, dá uns cinco anos, vira crente.
A Ponte
Carlos Moreira
“O grande do homem é ele ser uma ponte e não uma meta”. Nietzsche.
Tenho refletido ultimamente que quanto mais conectado se torna o mundo mais isoladas ficam as pessoas. Não é a toa que o escritor francês André Malraux afirma que somos a “civilização da solidão”. Não obstante, é bem provável que a grande maioria afirme justamente o contrário, pois é fato que estamos vivendo em meio ao fenômeno das grandes interações humanas que ocorrem nas redes sociais.
Ainda assim, penso diferente... Somos seres sociais, não virtuais. Precisamos de trocas que se dêem para além do teclado e da tela do computador; necessitamos de abraço, afago, carinho, toque, sensações.
Tenho observado as interações que os seres humanos travam em seu cotidiano. Raramente elas são pessoais, íntimas ou intensas. Na sua grande maioria, estão marcadas pelo formalismo, pela impessoalidade e até pela frieza.
Bem afirmou o filósofo dinamarquês kierkegaard que existimos em meio a um baile de máscaras. Nossos gestos, palavras e pensamentos mais se parecem com uma representação, um ensaio, algo que nos remete ao teatro e não a vida real.
Somos “forçados” a realizar tantas interações “mecanizadas” num único dia que já não nos preocupamos mais com o que as pessoas estão sentindo ou mesmo quem elas são! Por isso, não se assuste se você estiver numa reunião, tratando de negócios, enquanto alguém bem próximo está chorando. E isso ainda não será o pior... A grande tragédia será você, sequer, perceber!
Paralelamente, também é verdade que nós, dificilmente, somos percebidos em meio aos nossos sentimentos e necessidades. Não raro converso com pessoas que parecem me escutar, mas, de fato, estão apenas me ouvindo. Em alguns segundos o que eu expressei vai desaparecer, será deletado, expurgado da mente, não terá a chance de chegar nem perto do “coração”.
A questão é tão grave e profunda, e nós temos nos apercebido tão pouco, que já nem nos preocupamos mais com o fato de não termos com quem “nos abrir”; precisamos pagar um profissional para nos escutar! Ninguém sabe o que se passa em nossas almas, freqüentemente, nem mesmo nosso(a) companheiro(a). Estamos vivendo a “existência epidérmica”, onde tudo é superficial e rasteiro. Só o nosso travesseiro conhece nossos dilemas, contradições, inquietações medos e dores.
Na verdade, nossas “trocas” têm se tornado neurotizadas pela quantidade de opções que possuímos. Estamos diante do computador e, de repente, soa um “apito”: “plim!” – acaba de chegar um e-mail. Outro “zunido” vem em seguida: é alguém no Facebook nos chamando. De repente, a conversa que era apenas com uma pessoa, já se desenrola com três ao mesmo tempo! Fica até difícil articular o pensamento. Mais um toque sai da máquina: agora é alguém que seguimos postando algo no Twitter. Há, e não esqueçamos dos avisos que chegam dos blogs que acompanhamos e da necessidade de dar uma “olhadela” no Orkut para ver se alguém deixou algum recado.
“Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. A afirmação de Jesus expressa bem o seu propósito existencial: ser uma ponte! Ele quer nos re-conectar não somente a Deus, mas a nós mesmos e ao nosso próximo.
Se você prestar atenção, verá que Jesus sempre agiu como ponte. Ele era a ponte entre a desgraça e a misericórdia, entre a calamidade e a libertação, entre a doença e a cura, entre a deformação e a integridade do ser, entre o caído e a redenção, entre o perdido e a salvação. Foi assim com a prostituta, com os dez leprosos, com o cego de Jericó, com o endemoninhado gadareno, e tantos outros... Ser "ponte" entre gente, esse era o "negócio" de Jesus".
Parafraseando Lenine, essa “...ponte não é de concreto, não é de ferro, não é de cimento...”, a “ponte” que viabilizou tudo isso habitou entre nós em carne e sangue e, por causa dela, toda inimizade foi desfeita, eu e você podemos nos re-ligar novamente a “Fonte”. Sim, mesmo vivendo em meio à sociedade da informação, há certo tipo de “conexão” que nenhum cabo ou conector pode realizar, mas apenas a aceitação do sacrifício do Cordeiro mediante o arrependimento trazido a consciência pelo Espírito Eterno.
Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Ele posta aqui no Genizah e também na Nova Cristandade.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um dos mais recentes sucessos de Rita Lee faz uma comparação entre o amor e o sexo. Segundo ela, o amor é cristão, enquanto o sexo é pagão. Embora expresse o senso comum, trata-se de um equívoco. Sexo é cristão! Tanto quanto o amor. E Deus não o inventou apenas para procriação, nem mesmo apenas para o prazer. Há muito mais em jogo. E para refletir sobre isso, trago parte de um texto escrito por John Piper, célebre pensador e pregador americano. Vale a pena conferir:
Sexo é pagão ou cristão?

Um dos mais recentes sucessos de Rita Lee faz uma comparação entre o amor e o sexo. Segundo ela, o amor é cristão, enquanto o sexo é pagão. Embora expresse o senso comum, trata-se de um equívoco. Sexo é cristão! Tanto quanto o amor. E Deus não o inventou apenas para procriação, nem mesmo apenas para o prazer. Há muito mais em jogo. E para refletir sobre isso, trago parte de um texto escrito por John Piper, célebre pensador e pregador americano. Vale a pena conferir:
Sexo e a Supremacia de Cristo
A Sexualidade é Designada por Deus como uma Maneira de se Conhecer a Deus mais Completamente.
Deus criou seres humanos à Sua imagem – macho e fêmea Ele os criou, com capacidades para prazeres sexuais intensos, e com um chamado para compromisso no casamento e continência na vida de solteiro. [1] E seu propósito em criar seres humanos com individualidade e paixão foi assegurar que houvesse linguagem e imagens sexuais que apontassem para as promessas e os prazeres do relacionamento de Deus com o Seu povo e de nosso relacionamento com Ele. Em outras palavras, a razão última (não somente a única) por que somos sexuais é para tornar Deus mais profundamente conhecível. A linguagem e as imagens da sexualidade são as mais gráficas e as mais poderosas que a Bíblia usa para descrever o relacionamento entre Deus e o Seu povo – tanto positivamente (quando somos fiéis), como negativamente (quando não somos).
Como tornar nossa sexualidade santificada, satisfatória e para o louvor de Cristo? De todos os meios que funcionam, eu mencionarei apenas dois.
Primeiro, conhecer a supremacia de Cristo esclarece tanto a alma que sexo e seus pequenos prazeres tornam-se tão pequenos quanto eles realmente são.
Almas pequenas fazem pequenos prazeres terem grande poder. A alma, como é, se expande para abrigar a grandeza de seu tesouro. A alma humana foi feita para ver e desfrutar da supremacia de Cristo. Nada mais é grande o bastante para expandir a alma como Deus planejou e que também faça pequenos prazeres perderem seu poder.
Imensos céus estrelados visto de uma montanha em Utah, quatro nuvens movendo-se em um espaço aparentemente sem fim em Montana, posicionar-se na beirada da mais profunda depressão do Grand Canyon – tudo isso pode ter um papel maravilhosamente suplementar no crescimento da alma, pela beleza. Mas nada pode tomar o lugar da supremacia de Cristo. Como Jonathan Edwards disse, se você abraça toda criação com boa-vontade, mas não Cristo, você está infinitamente solitário. Nosso corações foram feitos para serem alargados por Cristo, e toda a criação não pode substituir sua supremacia.
Minha convicção é que uma das maiores razões pelas quais o mundo e a igreja estão mergulhados em luxúria e pornografia (homens e mulheres – 30% da pornografia da internet atualmente é vista por mulheres) é que nossas vidas são intelectual e emocionalmente desconectadas da infinita e assustadora grandeza para o qual fomos feitos. Dentro e fora da igreja, a cultura ocidental está se afogando em um mar de trivialidade, superficialidade, banalidade e falta de bom senso. Televisão é trivial. Rádio é trivial. Conversas são triviais. Educação é trivial. Livros cristãos são triviais. Estilos de louvor são triviais. É inevitável que o coração humano, que foi feito para ser preenchido da supremacia de Cristo, mas que está se afundando no mar do entretenimento banal, procure pela melhor solução natural que a vida pode oferecer: sexo.
Portanto, a cura mais profunda para nossos vícios infelizes não são estratégias mentais – e eu acredito nelas e tenho minhas próprias. A cura mais profunda é ser intelectual e emocionalmente preenchido pela infinita, eterna e imutável supremacia de Cristo em todas as coisas. É isto que significa conhecê-lo. Cristo comprou este dom para nós ao custo de sua vida. Portanto, eu digo com Oséias: Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.
Finalmente, a outra visão que eu gostaria de mencionar é que este conhecer Cristo serve para salvar nossa sexualidade do pecado, e isto nos fortalece nos sofrimentos.
Conhecer tudo o que Deus prometeu para nós em Cristo, tanto agora quanto na eternidade vem com uma alegria sempre crescente, liberta-nos da compulsão de que nós devemos ignorar a dor e maximizar nosso conforto neste mundo. Nós não precisamos, e nós não ousaremos. Cristo morreu para fazer nosso futuro eterno radiante com a supremacia de sua glória. E a forma que ele utiliza para isto acontecer agora é: sofrimento, mas com o coração pleno de alegria no caminho do amor.
Extraído do texto "Sexo e Supremacia de Cristo" de John Piper, via Monergismo
COMO SE TORNAR UM PREGADOR " FAMOSO "
Altair Germano
Pensando naqueles que não puderam acompanhar
diariamente os módulos do curso de maior "sucesso" na blogosfera cristã
“Como se tornar um pregador famoso”, segue abaixo todo o conteúdo do
mesmo, juntamente com a sua conclusão.
APRESENTAÇÃO
Estaremos ministrando com exclusividade, um curso destinado a todos aqueles que sonham com o estrelato, como pregadores do evangelho.
O curso é gratuito. Basta clickar no blog e sua inscrição será feita automaticamente.
Todos os dias será postado um módulo do curso. Se você perder algum módulo, poderá acessar posteriormente os arquivos do blog e atualizar-se.
Depois de terminado o curso, se você não se tornar famoso, não nos responsabilizaremos.
O método que adotaremos já foi, e ainda é observado por muitos pregadores famosos da atualidade. Se deu certo para eles, pode dar certo para você também!
Divulgue e participe!
MÓDULO 01
A humildade é fundamental no início da carreira de um candidato ao "estrelato" como pregador.
Num primeiro momento, aceite o máximo de convites para pregar.
Pregue em igrejas grandes, médias, pequenas, ricas, pobres, no centro, nas favelas, nos morros, nos sítios, na capital, no interior. O que vale é pregar, não importa onde.
Se for o caso, você pode até se oferecer para pregar (sempre com um ar de humildade, não esqueça).
Se levar jeito, os convites tenderão a se multiplicar.
MÓDULO 02
Nosso segundo módulo tratará sobre a mensagem que será pregada.
No começo, seja o mais simples e objetivo possível.
Muitos pregadores que já alcançaram o sucesso, iniciaram sua trajetória contando seu testemunho de conversão, associando a este, a mensagem da palavra de Deus.
Seja o mais bíblico possível. Textos de difícil interpretação ou polêmicos, nem pensar.
Se você pregar algo que "cheire" a heresia, vai se queimar logo no início da "carreira".
No próximo módulo trataremos sobre a aparência do pregador.
MÓDULO 03
Simplicidade.
Essa palavra expressa muito bem a maneira como o pregador, candidato a "fama" deve se apresentar.
Cabelos bem cortados, higiene pessoal impecável, roupas não extravagantes bem passadas, sapatos engraxados, são requisitos desejáveis.
Nada de grife (marca) famosa (pelo menos por enquanto), isso pode constranger seu público ainda muito humilde e pobre.
Procure sempre a discrição, fazendo o possível para que sua imagem não tire a atenção da Palavra.
Sua imagem é seu cartão de apresentação, e a primeira impressão geralmente é a que fica.
No próximo módulo estudaremos sobre "gratificações" ou "ajudas de custo".
MÓDULO 04
No início da caminhada rumo a “fama”, quando for convidado para pregar, não estipule nenhum valor de cachê, oferta, ajuda, ou como queira chamar.Se ao final do culto, nem a gasolina ou passagem lhe derem, não faça cara feia, não reclame, nem questione. Abra um sorriso largo e diga que se precisarem, você estará pronto para retornar e pregar novamente.Tenha paciência, pois chegará o tempo dos bons “cachês”!No próximo módulo trataremos sobre cartões de apresentação e apostilas.
MÓDULO 05
Já está na hora de confeccionar um "cartão" de apresentação e algumas apostilas.
APRESENTAÇÃO
Estaremos ministrando com exclusividade, um curso destinado a todos aqueles que sonham com o estrelato, como pregadores do evangelho.
O curso é gratuito. Basta clickar no blog e sua inscrição será feita automaticamente.
Todos os dias será postado um módulo do curso. Se você perder algum módulo, poderá acessar posteriormente os arquivos do blog e atualizar-se.
Depois de terminado o curso, se você não se tornar famoso, não nos responsabilizaremos.
O método que adotaremos já foi, e ainda é observado por muitos pregadores famosos da atualidade. Se deu certo para eles, pode dar certo para você também!
Divulgue e participe!
MÓDULO 01
A humildade é fundamental no início da carreira de um candidato ao "estrelato" como pregador.
Num primeiro momento, aceite o máximo de convites para pregar.
Pregue em igrejas grandes, médias, pequenas, ricas, pobres, no centro, nas favelas, nos morros, nos sítios, na capital, no interior. O que vale é pregar, não importa onde.
Se for o caso, você pode até se oferecer para pregar (sempre com um ar de humildade, não esqueça).
Se levar jeito, os convites tenderão a se multiplicar.
MÓDULO 02
Nosso segundo módulo tratará sobre a mensagem que será pregada.
No começo, seja o mais simples e objetivo possível.
Muitos pregadores que já alcançaram o sucesso, iniciaram sua trajetória contando seu testemunho de conversão, associando a este, a mensagem da palavra de Deus.
Seja o mais bíblico possível. Textos de difícil interpretação ou polêmicos, nem pensar.
Se você pregar algo que "cheire" a heresia, vai se queimar logo no início da "carreira".
No próximo módulo trataremos sobre a aparência do pregador.
MÓDULO 03
Simplicidade.
Essa palavra expressa muito bem a maneira como o pregador, candidato a "fama" deve se apresentar.
Cabelos bem cortados, higiene pessoal impecável, roupas não extravagantes bem passadas, sapatos engraxados, são requisitos desejáveis.
Nada de grife (marca) famosa (pelo menos por enquanto), isso pode constranger seu público ainda muito humilde e pobre.
Procure sempre a discrição, fazendo o possível para que sua imagem não tire a atenção da Palavra.
Sua imagem é seu cartão de apresentação, e a primeira impressão geralmente é a que fica.
No próximo módulo estudaremos sobre "gratificações" ou "ajudas de custo".
MÓDULO 04
No início da caminhada rumo a “fama”, quando for convidado para pregar, não estipule nenhum valor de cachê, oferta, ajuda, ou como queira chamar.Se ao final do culto, nem a gasolina ou passagem lhe derem, não faça cara feia, não reclame, nem questione. Abra um sorriso largo e diga que se precisarem, você estará pronto para retornar e pregar novamente.Tenha paciência, pois chegará o tempo dos bons “cachês”!No próximo módulo trataremos sobre cartões de apresentação e apostilas.
MÓDULO 05
Já está na hora de confeccionar um "cartão" de apresentação e algumas apostilas.
Com relação ao cartão, comece com o título "CONFERENCISTA", isto impressiona.Na primeira viagem para outro estado (mesmo que você resida numa fronteira) mude o título no cartão para "CONFERENCISTA INTERESTADUAL", e assim sucessivamente até alcançar o status de "CONFERENCISTA INTERNACIONAL".
As
apostilas (e quem sabe alguns CD's) vão lhe ajudar a cobrir algumas
despesas pessoais.No próximo módulo: a formação teológica do
"CONFERENCISTA".
MÓDULO 06
Títulos acadêmicos são interessantes. Dá um certo ar de credibilidade e ajuda na melhora do "status".
O candidato a "fama" como pregador, deve fazer um curso de teologia, se possível um mestrado e doutorado, mesmo se depois de ficar famoso acabe se auto-proclamando Doutor em Porcaria.
No próximo módulo "Quando chega a fama, o que fazer?".
MÓDULO 07
A essa altura, depois de colocar em prática as orientações dos módulos anteriores, com uma boa dose de paciência e sorte, a fama certamente já estará batendo em sua porta. Daí em diante se torna necessário mudar alguns hábitos e posturas. Lembre-se sempre que você não é mais um "Zé Ninguém".
1. Convites
Lembra-se daquela história de aceitar o máximo de convites possível e de pregar em qualquer igreja, independente do tamanho ou condição social? Pois bem, esqueça. Pregador famoso não aceita qualquer convite (que deve passar agora por sua secretária), nem prega em qualquer igreja ou lugar. Se lhe convidarem para pregar em Camboriú, faça charminho e diga que vai dar uma olhada na agenda.
2. Pregação
Se pregar ou ensinar uma "heresiazinha" não vai ter problema algum. Agora você já tem uma "legião" de fãs, discípulos, adeptos, etc., que morrerão e matarão por você. Suas heresias para eles são "verdades absolutas", acima da própria Bíblia sagrada. Pregue sobre teologia da prosperidade, vitória financeira, amarre ou mande os demônios para longe (mesmo eles não indo), faça um ar de agressividade, cara feia, isto impressiona. O que vale é o que você diz. Você é o "cara"!
3. Aparência
Capriche no visual excêntrico. Faça plásticas no rosto, ajeite o cabelo, faça a sobrancelha, abuse na maquiagem, use ternos extravagantes (amarelo vermelho, rosa, etc.), sapatos também. Use apenas roupa de grife (Armani, Broksfield, Polo, etc.). Jogue no lixo suas convicções passadas. Não ligue para quem lhe chamar de "moderninho", de "mauricinho" da fé, etc. É mera intriga da oposição.
4. Cachê
Quanto ao cachê, você agora é quem dita as regras. Manter um status de pregador famoso custa caro. Estipule o seu preço, exija os melhores vôos, hotéis e restaurantes. Não dê moleza. Convidar pregador famoso não é para quem quer, é para quem pode.
5. Publicações e Produções
Apostila e CD é negócio para pobre. Escreva livros, grave DVD's, crie um site na internet, tenha o seu próprio programa na TV. Você agora é uma "marca" lucrativa.
6. Formação Acadêmica
Chame todos os seus títulos acadêmicos de "PORCARIA DE NOME". Apesar de ser uma grande hipocrisia de sua parte, seus discípulos vão gostar de ouvir isso, principalmente os frustrados e incultos. Abuse de arrogância quando falar de teólogos (apesar de você ser um).
7. Liderança das igrejas e convenções
Não se dobre diante de "presidentes" de igrejas ou convenções. Não se intimide com ninguém. Quando a coisa apertar, use sua oratória e jogue o povo contra a liderança. Desafie os pastores na tribuna da igreja (ou pela TV), isso dá um certo ar de "autoridade profética".
Se qualquer grupo ou pessoa "pegar muito no seu pé", lhe incomodar com duras críticas, mande-os "PARA O QUINTO DOS INFERNOS", chame-os de hipócritas, opositores da "grande obra" que você está realizando. Mande vê, sem pena, sem dó e sem ética!
CONCLUSÃO DO CURSO
Amados, o curso “como se tornar um pregador famoso” (ou um "fenômeno"), trata-se de um retrato crítico de uma dura e triste realidade vivenciada pela igreja evangélica no Brasil e no mundo.
Muitos jovens e homens de Deus, chamados e capacitados pelo Senhor para o Ministério da Palavra, acabaram cedendo ante as tentações proporcionadas pela “fama”, influenciados por alguns pregadores que estão ocupando espaços na mídia, em grandes eventos evangélicos, mas que se distanciaram da simplicidade e humildade, características indispensáveis na vida de um “servo” de Deus.
Esses “astros luminosos dos palcos da fé” ou "fenômenos" começaram bem, mas se desviaram do salutar modelo bíblico (2 Tm 4.5). Adotaram uma postura arrogante, relativizaram valores, semearam heresias, contendas e insubmissão, afrontaram líderes, e arrebanharam para si multidões de meninos alienados e massificados (Ef 4.14).
Querido irmão, se o Senhor Jesus te chamou para ser um pregador e ensinador de sua Palavra, faça isso com temor e tremor (1 Co 2.3), não confie em suas habilidades de oratória (1 Co 2.4), não busque para si a honra e a glória que só pertencem a Deus.
Para os que são admiradores daqueles que assim agem, deixo também uma palavra de reflexão:
Não apóie a sua fé em sabedoria (ou mera sutileza) de homens (1 Co 2.4-5)
Agradecemos as manifestações de apoio, ao mesmo tempo que pedimos desculpas para todos que ficaram confundidos com os nossos reais propósitos.
Com lágrimas nos olhos, e com um coração ardendo em zelo pela causa do Mestre,
Um abraço e a paz do Senhor!
Onde estão os ' Janires ' de hoje?
Antognoni Misael
Sempre que dou uma pesquisada na nossa música cristã de hoje em busca de algo novo tenho sempre a impressão de encontrar “mais do mesmo”. É sério! Não bastasse as centenas de comunidades ‘estilo louvor’, os famosos globais da Som Livre, a panelinha da MK – na ressalva, claro, da turma alternativa que se mantém na linha do Elo, Logos, VPC, João Alexandre, Jorge Camargo e todos dessa vertente – sinto bastante falta de gente criativa, irreverente e de peito aberto para enfrentar as engrenagens desse mundão. Então parei um pouco e pude me perguntar “onde estão os 'Janires' de hoje”?
Não sei vocês, mas sinto muita falta de artistas evangélicos que formem opinião pra essa imensa juventude do "gospel"; que provoquem a cabeça e mentalidade juvenil promovendo nessa gente uma adoração com entendimento. Noto que é tão comum ver muitos 'fãs' lotando shows e gravações de DVD’s da turma gospel, mas que, quando confrontadas com a dura realidade da Igreja e do Brasil, apenas reproduzem os atos e discursos “proféticos” dos seus ícones sem que se portem de forma inteligente diante do mundo e das pessoas. Então quando ouço os discos do Grupo Rebanhão e/ou Banda Azul (ambas de idealizadas por Janires) tenho a sensação de que retrocedemos.
Volto a me perguntar: “onde estão os 'Janires' de hoje”? Onde estão os que ironizam os políticos corruptos e os edônicos comerciais da TV? Onde estão os que parodiam os filmes e imbecilizam as novelas? Cadê os 'Janires' que falam das realidades, de sonhos, fracassos, frustrações, do pecado e da miséria, mas sem nunca esquecer de revelar o fulgurante contraste da estonteante luz, a indizível graça e a paz de Jesus Cristo? Gente, chega de 'astro Gospel' fazendo arquivo confidencial no Faustão e recebendo homenagem no Raul Gil!
Recordo que o Janires não era bem visto pelo "clero" evangélico da época. Era rejeitado pela roupa, cabelo, jeito de falar e seu estilo de música. Certa vez ao promover um evento em praça pública em São Paulo no intuito de tocar um rock pra evangelizar a turma descrente, foi surpreendido pelas lideranças de algumas igrejas evangélicas as quais (sob inspiração da ditadura) proibiram que seus membros presenciassem aquele louvor em via pública.
Gente, quando julgamos pela aparência perdemos a oportunidade de nos surpreender com a essência das pessoas - os que julgavam o Janires realmente não o conheciam - ele era um exemplo vivo de cristão autêntico.
Gente, quando julgamos pela aparência perdemos a oportunidade de nos surpreender com a essência das pessoas - os que julgavam o Janires realmente não o conheciam - ele era um exemplo vivo de cristão autêntico.
Num congresso de louvor que estive presente na cidade de Campina Grande-PB, ouvi do grande Paulão (do Grupo Logos) a curiosa história do dia em que o encontrou em um evento evangélico. Ele descreveu que viu um cara que se vestia bem diferente, roupa meio jogada, parecendo um hippie, com uma mochila de lado, sentado na escadaria do prédio e lendo um livro; ao achar aquela aparência fora dos padrões da época relutou em não julgar, e quando foi notado pelo próprio Janires, este rapidamente se levantou, ofereceu a paz do Senhor e um forte abraço. Paulão revelou que nos olhos daquele jovem via-se alegria e amor pelas pessoas; e aquele livro que o Janires atenciosamente lia na escada era uma Bíblia bastante gastada e cheia de anotações.
Janires era intenso. Em plena época de ditadura no Brasil, não se conformava com a repressão militar e as injustiças. Quando integrante do Rebanhão, mostrou sua crítica em "Casa no céu": "Lá não terá vizinho reclamando o aumento da gasolina", "Lá não terá buraco no meio da rua", "Lá não terá trombadinha nem trombadão desrespeitando os 80km/h fugindo da poluição". Às vezes direcionava sua insatisfação aos próprios evangélicos. Na música "Etc e tal" disse: "Embaixo da ponte as pessoas roubando e matando... em cima da ponte...crentes tranquilamente se achando no direito de ficar descontentes com Deus, não comprou carro novo não”... Na sua composição mais conhecida, "Baião", fez uma análise da situação social do planeta: "Sem Jesus Cristo é impossível se viver nesse mundão, até parece que as pessoas estão morando no sertão, é faca com faca, é bala com bala, metralhadoras e canhões, até parece que a faculdade só tá formando lampiões... e o dinheiro anda mais curto do que perna de cobra”...
Pelo que li e ouvi daqueles que viveram próximo Janires, descobri que ele não andava ansioso com a vida, não se apegava a fama e a bens materiais. Quando morreu, ficou de legado apenas algumas roupas e seus equipamentos musicais. Um ex-integrante do Rebanhão, Paulo Marotta, confidenciou o seguinte :
"Janires não era um homem comum. Ele não se preocupava em casar, constituir família, arrumar um bom emprego, comprar isso ou aquilo, essas coisas que têm tanta importância para nós. Vivia do que produzia. Sua música, seu artesanato: camisetas e impressos em silk-screen. Frequentemente recebia ofertas, às vezes muito boas, mas sempre achava alguém que precisasse mais do que ele daquele dinheiro. Assim como recebia, dava generosamente".
Onde estão os Janires de hoje?
Publicado em Arte de Chocar. Dvulgação Genizah
Janires Magalhães Manso iniciou sua carreira no fim da década de 1970 com o Grupo Rebanhão, após gravar quatro discos com o Rebanhão, deixou a banda e foi para Belo Horizonte, lugar onde conheceu um novo time de músicos e juntamente com eles formou a Banda Azul com a qual gravou o disco Espelhos nos Olhos em 1988, porém morreu em um catastrófico acidente automobilístico, quando voltava do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, antes do lançamento do disco.
DISCOGRAFIA DO REBANHÃO: http://bandarebanhao.blogspot.com/p/discografia.html
terça-feira, 2 de agosto de 2011
”... Eu não deixei de pecar, até que
finalmente entrou em minha cabeça dura que eu já não sou uma pecadora...
Ora, a Bíblia diz que sou justa e não posso ser justa e pecadora ao mesmo tempo.
Tudo que me ensinaram a dizer foi: ‘Sou uma pobre e miserável pecadora’. Ora, eu
não sou pobre, nem miserável pecadora. Isso é uma mentira das profundezas do
inferno. Isso é o que eu era, antes de nascer de novo, e se continuo sendo isso,
então Jesus morreu em vão”.
JOYCE MEYER - PRESTÍGIO, LUXO , FORTUNA E HERESIA
Joyce é uma líder da
Teologia da Prosperidade, a qual como a maioria dos seus mestres, tem
transformado o sangue de Cristo em um líquido viscoso e dourado e este, por sua
vez, é cunhado em barras de ouro para enriquecer os pregadores e embalar em
sonhos dourados os que acreditam nessa teologia.
Infelizmente, nem
tudo que reluz é ouro... Conforme o provérbio popular, e os ensinos de
Joyce Meyer contêm algumas heresias embutidas e disso vamos dar alguns exemplos,
antes de delinear a vida faustosa que essa “mulher de Deus” tem usufruído graças
aos ensinos
que agradam os ouvintes e lhe rendem altos dividendos.
Joyce Meyer, como
Copeland e Haggin, não crê que Jesus tenha efetuado na cruz a completa
reparação dos nossos pecados, conforme a Bíblia ensina. Ela acredita e ensina
que Jesus precisou ir ao inferno e ser ali atormentado durante três dias, a fim
de completar a reparação dos pecados da humanidade:
“Durante o tempo em que Ele permaneceu no
inferno, o lugar para onde você e eu deveríamos ir, por causa dos nossos
pecados... Ele ali pagou o preço... Nenhum plano seria extremo demais... Jesus
pagou na cruz e no inferno... Deus levantou do Seu trono e disse aos poderes
demoníacos que atormentavam o Seu Filho impecável: ‘Deixem-no ir’. Foi então
que o poder da ressurreição do Deus Todo Poderoso entrou no inferno e encheu
Jesus... E ressuscitou dos mortos o primeiro homem nascido de novo.”
(“The Most Important
Decision You Will Ever Make: A Complete And Thorough Understanding of What It
Means To Be Born Again”, 1991, páginas 35-36 do original de Joyce Meyer).
Joyce continua:
“Não existe esperança alguma para ir ao céu, a não ser que se acredite de
todo o coração nesta verdade... Que Jesus tomou o nosso lugar. Ele se tornou o
nosso substituto e sofreu todo o castigo por nós merecido. Ele carregou todos os
nossos pecados. Ele pagou o débito... Jesus foi ao inferno em nosso lugar. Ele
morreu por nós” (p. 45 do mesmo livro)
Joyce Meyer declara
ostensivamente que não existe esperança alguma para se chegar ao céu, a não ser
que se acredite nesta “verdade” que ela está ensinando, ou seja, que Jesus
desceu ao inferno, sofreu nas mãos dos demônios e ali nasceu de novo. Isso é
pura heresia. Mas vejamos outra heresia contida em sua obra. Joyce se considera
impecável, conforme podemos escutar em sua fita de áudio intitulada: “What
Happened from the Cross to the Throne?”:
”... Eu não deixei de pecar, até que
finalmente entrou em minha cabeça dura que eu já não sou uma pecadora...
Ora, a Bíblia diz que sou justa e não posso ser justa e pecadora ao mesmo tempo.
Tudo que me ensinaram a dizer foi: ‘Sou uma pobre e miserável pecadora’. Ora, eu
não sou pobre, nem miserável pecadora. Isso é uma mentira das profundezas do
inferno. Isso é o que eu era, antes de nascer de novo, e se continuo sendo isso,
então Jesus morreu em vão”.
Contudo, a Bíblia
ensina na 1 João 1:8:
“Se
dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em
nós”. Quem
está mentindo: O Apóstolo João ou Joyce Meyer?
Como todo pregador
de heresias, Joyce admite que recebe parte dos seus ensinos dos próprios anjos.
Para ela e outros visionários a Palavra de Deus não é suficiente...
“Ora, os espíritos não têm corpos e,
portanto, não podemos vê-los. Mas eu creio que existem vários anjos aqui, esta
manhã, pregando para mim. Creio exatamente que, antes de fazer qualquer
declaração, eles se inclinam para mim e
me dizem ao ouvido o que eu devo
transmitir a vocês” (“Witchcraft and
Related Spirits - Fita de Áudio, Parte 1, 2A-27).
Como todo pregador
de teologia ao gosto do ouvinte, Joyce Meyer tem uma legião de seguidores e na
entrevista abaixo veremos a quanto chegam o seu prestígio e sua fortuna. Eis uma
reportagem completa feita pelos repórteres americanos Carolyn Tuft (ctuft@post-dispatch.com)
e Bill Smith
(billsmith@pot-dispatch.com)
sobre a vida e riqueza dessa importante figura dos meios carismáticos, a qual,
aos 60 anos de idade, ostenta uma fortuna milionária como somente os pregadores
da fé/prosperidade
conseguem acumular.
Têm a palavra os dois repórteres supracitados.
Joyce Meyer garante que tudo que ela possui veio
diretamente dEle. Uma empresa internacional com capital de US$10 milhões; um
Sedan Mercedes Benz cinza prata de US$107 mil (do seu marido); uma casa
residencial de U$2 milhões e outras casas, (dos pais e dos 4 filhos) cada uma
avaliada no mesmo preço, tudo isso, segundo ela diz, constitui-se em bênçãos
vindas diretamente das mãos de Deus.
[N.T - Ou como está claro, dos bolsos dos iludidos pelo desejo de enriquecer
facilmente, seguindo a sua teologia]. Ela
diz que tem sido uma carreira admirável,
nada sem um milagre acoplado e sem um contador que dirige um dos maiores
ministérios televisivos do
mundo. Seu ministério espera arrecadar este ano
nada menos de US$95 milhões.
“Olhem ao redor”, ela disse aos
repórteres no mês passado, sentada atrás de sua escrivaninha, no 3º. andar do
edifício de escritórios do seu ministério, no Condado de Jefferson. “Aqui
estou eu, uma ex-dona de casa de Fenton, com uma educação do segundo grau...
Como poderia alguém olhar para isso e ver outra coisa que não fosse de Deus?”
Em muitos aspectos, Joyce Meyer é
uma Cinderela americana.
Descrevendo-se como tendo sido
sexualmente abusada, negligenciada e abandonada quando era uma jovem esposa [no
primeiro casamento], Mayer se transformou numa das mais famosas e bem
remuneradas pregadoras da nação americana. Ela obteve sua “prosperidade” por
meio da “fé”, que prega a milhões de pessoas. “Se você permanecer firme em sua
fé, vai receber o pagamento... Eu agora estou vivendo na retribuição”, disse
Meyer a uma audiência em Detroit...
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| Um dos aviões de Meyer |
Aos 60 aos de idade,
Meyer é uma avó, dirige o ministério junto com o marido Dave e os quatro
filhos, com as respectivas esposas. Todos da família, inclusive as noras,
recebem salários do ministério.
Mas, a maneira pela qual Meyer gasta o dinheiro
do ministério com ela e a família pode estar violando uma lei federal, dizem os
peritos em leis sobre impostos e taxas. Essas leis condenam os líderes dos
grupos religiosos e outros grupos beneficentes que usam o dinheiro arrecadado
para benefício próprio, aproveitando a isenção de impostos.
No mês passado, Wal Watchers, um dos grupos
observadores, entre os que monitoram as finanças dos grandes grupos cristãos,
foi convidado pelo International Revenue Service (IRS) para investigar
Meyer e mais seis pregadores da TV, a fim de verificar se o seu status de
isentos de impostos deve ser revogado.
Meyer e o seu advogado afirmam que ela está
cumprindo escrupulosamente as leis federais. Conforme a revista Christian
Life, Meyer é a mulher mais popular da América. No ano passado, ela foi a
preletora principal da Christian Coalition’s Road Victory, um
ajuntamento de alguns dos mais influentes líderes da política conservadora.
Hoje em dia, os seus shows na TV, suas conferências regionais e arrecadação de
fundos através do seu website, rendem em média U$8 milhões mensais. Desse total,
o ministério afirma que despende cerca de 10%, ou uma média de US$880 mil
mensais, com obras de caridade através do globo.
A estrela de Meyer tem brilhado tanto que até
ela mesma fica admirada. “Dave e eu nos sentimos quase como: será que esses
aí somos nós mesmos? Sentimo-nos como sendo as pessoas mais abençoadas e
honradas da terra!”.
Cada nação, cada cidade
O ministério de Meyer se estende por todo o
globo. De uma área de shows radiofônicos, em 1983, distante cinco minutos de St.
Louis, ele se expandiu por transmissão via satélite e pela Internet. Nos EUA, o
show de TV “Life in the Word” chega ao ar a 43 estados, através de canais
locais, desde Pembina, N.D., e Crowley, LA, até Boston, Detroit, Los Angeles e
St. Louis.
Meyer se tornou o modelo da dona de casa nas
áreas do Canadá, México, América do Sul, Europa, África, Austrália - uns 70
países ao todo, conforme está escrito na revista do seu ministério. Ela diz que
o ministério recebe 15 mil cartas por mês, somente da Índia. Em setembro, a
tradução do seu programa na língua árabe já começou com seis transmissões
diárias na rede de TV Life Channel, no Oriente Médio. Meyer espera usar a
rede de TV para levar a mensagem do Cristianismo a 31 nações islâmicas.
“Vocês precisam colocar em mente que pessoa
alguma jamais conseguiu fazer isso... quando uma mulher do Ocidente se apresenta
em trajes ocidentais pregando o evangelho de Jesus na língua árabe pode ser bem
interessante!”, disse Meyer. Ela e
seu marido afirmam que o ministério tem o potencial para atingir 2,5 milhões de
pessoas em cada dia da semana.
Apesar de tanto sucesso no ministério o casal
afirma que ainda tem muito trabalho para fazer. “Cada vez que nos sentimos
como se tivéssemos chegado ao ápice, Deus nos abre mais portas”, diz Meyer.
O recente slogan do casal, impresso em um poster
colocado no quartel general do ministério e nas flâmulas de suas conferências,
estabelece um objetivo ambicioso para o futuro: “cada nação, cada cidade”.
Seguidores fiéis e críticos ferozes
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| Uma das modestas propriedades de Meyer |
A pregação convincente e às vezes humilde de
Meyer tem angariado uma legião de seguidores, principalmente mulheres, que nela
vêem tanto uma ministra como uma amiga confiável. “Ela é tão prática... Ela
faz com que tenhamos a impressão de que ela é nossa irmã, que se relaciona e nos
compreende sem condenação e sem julgamento”, disse a motorista de ônibus,
Eva McLemore, de 43 anos, em uma das conferências de Meyer em Atlanta.
[N.T. - Aqui está o
segredo do sucesso de todo pregador que prega somente o amor de Deus, sem jamais
fazer qualquer advertência contra o pecado, ressaltando a necessidade de
arrependimento].
O estilo de Meyer tem angariado a crítica dos
que a consideram uma propagandista do carnaval do “fique-rico-depressa”, o qual
tem como único foco: conseguir o máximo de dinheiro do maior
número de pessoas no menor espaço de tempo.
Ole Anthony, líder da Trinity Foundation,
uma instituição religiosa de observação, situada em Dallas, diz: “Ela
pertence ao gênero típico dos tele-evangelistas que enriquecem à custa das
pessoas pobres a quem supõem estar ministrando”.
Além de ser uma pregadora carismática, Meyer é
autora de 50 livros sobre uma variedade de tópicos, desde livros de auto-ajuda,
sobre dietas e casamento até os mais profundos temas filosóficos. Dois dos seus
livros mais recentes - “Knowing God Intimately” (Conhecendo Deus
Intimamente) e “How to Hear From God” (Como Escutar Deus) - tratam da
edificação de um relacionamento com Deus, embasado na fé. Ela também vende fitas
de áudio e vídeo, em quantidade bastante para preencher várias páginas do
catálogo do seu ministério.
Meyer não se desculpa por oferecer os seus
livros e fitas e nem por solicitar, incansavelmente, em seu website, nos shows
da TV e em suas conferências, ajuda para o seu ministério, explicando: “Eles
não me dão a TV de graça... O evangelho é grátis, mas os seus meios de
divulgação custam caro!”
Uma inclinação pelas coisas bonitas
Meyer gosta de coisas bonitas e de gastar com as
mesmas. Desde um relógio francês de US$11 mil, no quartel general em Fenton, até
um barco Crownline de US$105 mil, ancorado em sua mansão de férias no Lago
Ozarks. Está claro que o seu gosto tende mais a Perrier [água mineral parisiense
de luxo] que para água da bica. “Você pode
ser um rico homem de negócios aqui em St. Louis e todo mundo vai achar isso
maravilhoso, mas quando você é um pregador, isso logo se transforma em
problema... Mas a Bíblia diz: “Daí e dar-se-vos-á”, Meyer disse.
O quartel general do ministério é uma jóia de
três andares construída em tijolos vermelhos, com um esmeraldino gramado na
parte externa, assemelhando-se a um luxuoso hotel resort. Construído há três
anos, ao custo de US$20 milhões, o edifício e os jardins são um perfeito cartão
postal, com canteiros de flores feitos à mão e belas alamedas para se alcançar
uma cruz iluminada. A entrada para o complexo de escritórios é ladeada por
bandeiras das nações já alcançadas pelo ministério. Uma grande escultura
representando a Terra está no alto do edifício, com uma Bíblia aberta, perto do
estacionamento. Do lato externo da entrada principal, vê-se a escultura de uma
águia pousada no galho de uma árvore, próxima a uma queda d’água artificial. Uma
mensagem em letras douradas saúda os empregados e os visitantes, na via de
entrada: “Vejam o que o Senhor tem feito!”
Umas 510 pessoas trabalham ali. O
escritório do ministério é igual a qualquer outro escritório comercial, onde os
funcionários abrem a correspondência; os contadores contam o dinheiro; os
editores empilham fitas de vídeo a serem enviadas para os clientes. O único
sinal de igreja ali dentro é uma capela, a qual permite exclusivamente aos
empregados o acesso à adoração. O edifício é decorado com pinturas e esculturas
religiosas e móveis de alta qualidade. Muitos desses, diz Meyer, foram
escolhidos por ela mesma.
Uma lista de acesso ao Condado de Jefferson
oferece um lampejo de muitos desses itens: um par de vasos de Dresden (US$19
mil); seis vasos de cristal da França comprados por US$18.500; uma porcelana de
Dresden pintada com a Natividade (US$8 mil); dois gabinetes originais
(US$5.800); uma porcelana com a
crucifixão (US$5.700); um par de vasos alemães
comprados por US$5.200. [Somente aqui temos mais de US$60 mil em peças
delicadas].
A decoração dos escritórios inclui uma mesa
redonda em malacacheta, de US$30 mil; uma cômoda antiga com tampo de mármore de
Carrara (US$23.000); uma estante de escritório de US$14.000; uma porcelana de
Dresden mostrando a Via Sacra (US$7 mil); a escultura de uma águia sobre um
pedestal (US$6.300), uma águia de prata comprada por US$5.000 e inúmeras
pinturas adquiridas ao preço de US$1mil e US$4 mil cada uma.
No interior do escritório de Meyer, está uma
mesa de conferência com 18 cadeiras, comprada por US$49.000. As obras de madeira
em seu escritório e no do seu marido custaram US$44 mil. O registro total da
propriedade pessoal do ministério apresenta uns US$5,700 milhões em móveis,
obras de arte, porcelanas, cristais e um equipamento de última geração em
maquinaria que enche os 158.000 metros quadrados do edifício.
[N.T. - Neste
complexo de tanta prosperidade caberiam nada menos de 3.160 apês iguais
ao da tradutora, a qual, até o momento, só conseguiu prosperar na GRAÇA!].
Até este verão, o ministério também possuía uma
frota de veículos no valor médio de US$440 mil. O assessor do Condado de
Jefferson tem-se empenhado para que o complexo e o seu conteúdo entrem no rol
dos impostos, mas até agora nada conseguiu.
Carros esporte e aviões de alto estilo
Meyer dirige um carro esporte conversível Lexus
SC, modelo 2002, avaliado em US$53 mil; seu filho Don, de 25 anos, dirige um
Sedan Lexus 2001, do ministério, avaliado em US$46 mil. O marido de Meyer
dirige um Sedan Mercedes Benz S 55 AMG e Meyer diz: “Meu marido gosta
muito de carros”. Os Meyers mantêm, no Aeroporto de Chesterfield, um jato
Canadair CL-600 Challeger, do ministério, o qual, segundo Meyer, vale US$10
milhões. O ministério emprega dois pilotos em tempo integral, para levarem os
Meyers às conferências ao redor do mundo. Meyer chama esse avião de “o salva
vidas” dela e da família: “Ele nos capacita em nossa idade a viajar
literalmente pelo mundo inteiro, a fim de pregar o evangelho... e com muito
maior segurança do que os vôos comerciais”.
A segurança é muito importante para Meyer, a
qual declara que já recebeu ameaças de morte. Ela tem uma divisão do ministério
dedicada à segurança. Seus oficiais usam pistolas; eles guardam o portão de
entrada do quartel general, mantendo lá fora quaisquer pessoas que não sejam
empregados ou visitantes convidados. O ministério comprou uma casa de US$145
mil, onde reside o chefe da segurança, sem pagar aluguel, a fim de que ele fique
próximo ao quartel general do ministério.
O composto familiar
O ministério também comprou casas para os
empregados principais. Desde 1999, o ministério tem
gasto pelo menos US$4 milhões em cinco casas para Meyer e seus filhos,
perto da Interstate 270 e da Gravois Road, no Condado de St. Louis, conforme
registrado no Condado. A casa de Meyer, a maior das cinco residências, tem
10.000 metros quadrados em estilo Cape Cod, com um anexo para convidados e uma
garagem com capacidade para oito veículos, a qual pode ser independentemente
aquecida ou resfriada. A propriedade de três acres tem uma grande fonte e um
lavabo alto, com vista panorâmica, uma piscina e uma casa anexa, onde o
ministério construiu recentemente uma sauna de banho de US$10 mil.
O ministério assume as despesas do uso,
manutenção e vista panorâmica das cinco casas. Ele também paga as
reformas. Os Meyers autorizaram a principal obra de reforma à custa do
ministério, logo
depois que o ministério comprou 3 das cinco casas.
Por exemplo, o ministério comprou uma casa,
nivelou o terreno e em seguida construiu uma nova casa no sítio, para a filha do
casal Meyer - Sandra - e seu marido, conforme registros no Condado.
Até mesmo os impostos da propriedade - US$15,629
anuais - são pagos pelo ministério. Meyer diz que este é um “bom investimento”
para o ministério e que ele mantém o custo da posse e manutenção porque a
família é ocupada demais para cuidar dessas tarefas.
“É duro demais ocupar-se com alguma coisa
quando se viaja tanto como nós viajamos”
, diz Meyer. Ela disse que as leis federais permitem que os ministérios comprem
habitações para os seus empregados, de modo que esse arranjo não viola qualquer
proibição aos benefícios pessoais. Ela disse ainda que a decisão de manter a
família reunida foi a maneira de construir uma barreira de proteção, a fim de
assegurar a todos maior privacidade e segurança. “Colocamos boas pessoas ao
nosso redor... Obviamente se eu tentasse esconder alguma coisa ou pensasse em
fazer algo errado, não residiria na esquina da Gravois e na 270...”
Seguro Irrevogável
Meyer diz que espera o melhor de onde ela mora
e, como é muito observada, o seu vestuário é talhado em alta escala na loja de
roupas do West County. Em suas conferências, ela sempre usa jóias com muito
brilho, inclusive um enorme anel de diamante que afirma ter recebido de presente
de um dos seus seguidores. Ela tem um cabeleireiro particular e, há alguns anos,
contou a alguns empregados que iria fazer um “lift” facial. Nem tudo é pago
pelo ministério.
No ano passado, os Meyers compraram um rancho
por US$500 mil, em frente a um lago, em Porto Cima, no quarteirão de um clube
particular de Ozarks. Algumas semanas depois, eles compraram dois jet-skis
idênticos e um barco Crownline de US$105 mil, pintado de vermelho, branco e
azul, o qual foi batizado de “Patriota”. No ano 2000, os Meyers também compraram
para os seus pais uma casa de US$130 mil, a poucos minutos de onde residem. Os
Meyers colocaram o carro Mercedes, a casa do lago e a residência dos pais num
seguro irrevogável, um arranjo que os peritos dizem que ajuda a protegê-los
de quaisquer problemas financeiros do ministério.
Meyer diz que não precisa defender-se do modo
como gasta o dinheiro do ministério. Ela diz: “Nós ensinamos e cremos
biblicamente que Deus deseja abençoar o povo que O serve; portanto, não há
necessidade de nos desculparmos porque somos abençoados.”
O pessoal de confiança
Para a maioria das pessoas, Meyer pode gastar o
dinheiro do ministério da maneira que lhe aprouver, pois o pessoal da diretoria
é escolhido a dedo. Esse pessoal consiste de Meyer, seu marido e os 4 filhos -
todos eles remunerados - além dos seis amigos mais íntimos do casal (Os oficiais
do ministério disseram que a filha Laura Holtzmann pediu demissão, mas nos
registros estaduais o nome dela ainda consta).
“Nossa família é de ajuda imensa para nós...
Jamais poderíamos fazer tudo isso sem ter alguém em quem pudéssemos confiar”,
diz Meyer.
Os membros do staff - Roxane e Paul Schermann -
são amigos tão chegados que durante mais de uma década residiram na casa dos
Meyers. O ministério empregou os dois como gerentes de alto nível e em 2001
comprou para eles uma casa de US$334 mil. Roxane e Paul Schermann já não
trabalham no ministério, embora Schermann continue como gerente remunerado da
divisão. Os Schermanns compraram a casa do ministério, pelo mesmo preço, em
janeiro.
Delanie Trusty, a contadora do
ministério, também serve como secretária da diretoria. A diretoria decide
como deve ser gasto o dinheiro do ministério. Os salários de Meyer e de
sua família são estabelecidos pelos membros da diretoria, que não são membros da
família nem empregados do ministério. O advogado de Meyer diz que os arranjos
concordam com os regulamentos do IRS.
“Nós certamente não gostaríamos de ter
inimigos nem pessoas desconhecidas na diretoria, pois isso não faria sentido...
Qualquer pessoa deseja ter uma diretoria a seu favor”,
disse Meyer. Os salários de Meyer, do
marido, dos filhos e respectivos cônjuges é um segredo que o ministério
recusa-se a revelar. “Não faço mais do que devo... E estamos definitivamente
dentro dos regulamentos do IRS”, disse Meyer.
...
Os seguidores continuam leais
Os seguidores de Meyer parecem não se preocupar
com o que ela gasta consigo mesma, do dinheiro do ministério. Em entrevistas com
alguns desses seguidores, em sua conferência em Atlanta, em Agosto, todos
disseram que Meyer os ajuda espiritualmente e, portanto, merece a sua riqueza.
William Parton, 32 anos, policial em Atlanta,
disse que as pessoas não deveriam se preocupar com o que Meyer faz com o
dinheiro e disse: “Eu acho que os Meyers estão fazendo o que Deus os
chamou para ser feito; eles têm os seus seguidores e as pessoas gostam de
ouvi-los, mesmo que seja apenas para efeito de entretenimento, exatamente como
fazem com os atletas do esporte, e eles merecem viver conforme os seus meios
lhes permitam viver”.
Michael Scott Horton, professor de teologia no
Westminster Theological Seminary, em Escondido, CA, disse que atitudes
como a de Parton são exatamente as de que tele-evangelistas como os Meyers se
aproveitam: “Essa pobre gente do povo deseja acreditar
que possui esse tipo de fé... a ponto de arriscar tudo para comprová-la,
conforme o ensino de um suposto homem de Deus que está diante dela”.
Nenhum dos seus críticos parece perturbar Meyer.
Ela garante que o seu sucesso material é um reflexo do seu compromisso com Deus.
Conforme ela mesma coloca, “a Bíblia inteira realmente tem uma só mensagem:
‘obedeçam-me, fazendo o que eu ordenar, e então serão abençoados’.” [N..T., Só esta
mensagem? E onde ficam as mensagens da cruz, do arrependimento, e do amor ao
próximo? Paulo diz em Gálatas 5:14:
“Porque toda
a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Será que um
evangelista que prega o espúrio evangelho da fé/prosperidade ama
realmente o próximo... OU simplesmente a sua conta bancária?]
Artigo “From Fenton to fortune in the name of God”
(“Joyce Meyer says God has made her rich”), Carolyn Tuft e Bill Smith
Traduzido por Mary Schultze http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Divulgação Genizah











































