As Testemunhas de Jeová sob ataque





por Johnny T. Bernardo



Presente na Bulgária desde 1938, as Testemunhas de Jeová estão sob constante ataque de grupos nacionalistas, como o BMPO, que no dia 17 de abril promoveu um protesto na cidade de Mar Negro de Burgas, quando manifestantes invadiram o pátio do Salão do Reino e feriram cinco adeptos, em um protesto que durou aproximadamente 15 minutos. Na ocasião, era realizada a Reunião do Memorial da Morte de Cristo.

Em um comunicado à imprensa, o BMPO declarou que “as testemunhas de Jeová são uma seita perigosa e que precisa ser abolida da Bulgária”. Ainda segundo o comunicado, “se o Estado não tomar medidas contra as religiões não – tradicionais e perigosas, os confrontos como o de Burgas irão continuar.”




O movimento anti – testemunhas de Jeová teve início por volta de 2009, quando a Igreja Ortodoxa da Bulgária declarou apoio ao partido nacionalista BMPO que em outubro do mesmo ano realizou uma marcha na cidade de Dobrich quando do Congresso Internacional das Testemunhas de Jeová - Dobrich é o principal centro de atuação das TJs no pais e onde a entidade mantém um centro de ensino. Os manifestantes – algo em torno de 100 contra os 600 que participavam do Congresso – exibiam cartazes com os dizeres “fora seita” e “não mexam com nossos filhos”.

Para além dos protestos, as Testemunhas de Jeová também tiveram de travar uma guerra jurídica contra o governo que as impedia de atuar como pessoa jurídica; somente em 1998, após a intervenção de um advogado francês, a Organização conseguiu seu registro oficial. O principal motivo da demora na liberação é a recusa desta em permitir que seus adeptos façam transfusão de sangue e sirvam ao exército.

Um dos compromissos firmados pela Organização em 1998, foi a não – imposição de dogmas que ferem a Constituição Búlgara, que permite aos seus cidadãos o livre – acesso a todos os meios necessários para sua sobrevivência. Os integrantes do BMPO, entre eles o diretor Emil Velinov, acusa as TJs de não cumprirem o Acordo de 1998 e com isso justifica os protestos. Em uma coletiva realizada em 21 de abril de 2011, os três principais integrantes do partido defenderam uma mudança na lei que proíba as Tjs de atuarem no país.

Suspeita

Os principais lideres das Tjs na Bulgária são suspeitos de estelionato e enriquecimento ilícito. O que despertou a atenção da mídia naquele país – e especialmente dos nacionalistas – foi o alto padrão de vida apresentado pelos anciões, explicito em suas limusines e SUVs. O Só Besove.br cita uma publicação da Sentinela de 01 de novembro de 2004, cuja chamada “As maneiras pelas quais você pode doar” (em tradução livre), explica:

“Doações voluntárias podem ser enviadas para o Departamento de Contabilidade de Ramos, no seguinte endereço: Testemunhas de Jeová, Bel. Tsar Boris, III 227, Sofia 1618, ou uma conta bancária como forma de pagamento seguindo o caminho completo. Jóias e outros objetos de valor também podem ser doados. No entanto, tais doações devem vir acompanhadas de uma breve carta informando que são irrevogáveis”.

Na página do Só Besove há um fac-símile da Sentinela na qual o leitor pode conferir (embora em Búlgaro) os detalhes da chamada.





Johnny T. Bernardo é apologista e colabora com o Genizah







Eu quero uma teologia que sorri

Alan Brizotti


Perguntaram a um professor de teologia na Alemanha: “Jesus alguma vez sorriu?”, e ele respondeu: “Se ele sorriu não sei, mas sei que mudou a minha vida e, hoje, eu posso sorrir” .

Imagine a vida sem o barulho irresponsavelmente maravilhoso de uma gargalhada. Imagine o desenrolar humano sem a magia de uma tarde onde a gente ri de qualquer coisa. Sem a correria tresloucada das crianças, invadindo o “espaço sagrado” da sala onde os adultos conversam as mesmas chatices de sempre.

Ainda bem que podemos sorrir. Não somos escravos de uma existência cinza. Quem não gosta de uma história engraçada? Que atire a primeira pedra quem nunca tirou um sarro de alguém. Você já riu de si mesmo após uma queda? Já rolou de rir? Por que será que o cristianismo alimenta uma espiritualidade sisuda?

Fazer teologia também pode ser sinônimo de algo prazeroso. Não preciso trancar meu coração para falar do Deus que me ama. Não preciso fechar as janelas da alma para que a luz que há em mim fique aprisionada. Não posso ver a teologia como carcereira de uma intelectualidade doída. É libertador encontrar alegria no ato mágico de pensar.

A própria imagem que se tem do teólogo sugere um indivíduo estranho: barbudo, velho, sisudo, óculos espessos e, ao falar, uma irritante mania de dificultar o entendimento com palavras estranhas, chatas e cansativas. Não é assim que se define um teólogo? Existe alguma imagem da alegria numa reunião teológica? Onde está o humor no exercício teológico?

Com esse artigo, quero provocar sorrisos. Que você leia sem expectativas extremas, apenas como quem lê uma história engraçada ao lado de uma criança. Já fez isso? Esse artigo não é um tratado teológico (Deus me livre!), é uma travessura de um coração inquieto. Não quero meu nome como sinônimo de cansaço, mas como símbolo de sorrisos. Como disse um pastor amigo (e engraçado): “Eu sei que não sou imortal, mas faço o possível para ser inesquecível” . Uma das melhores maneiras para ser inesquecível é gerar a alegria genuína em cada encontro.

De antemão, agradeço sua paciência e generosidade. Não deve ser fácil olhar para o universo da teologia – que tanto andou de mãos dadas com a rigidez – e propor o baile alucinante da alegria, mas (eu amo o “mas”) é magistral ter a opção de mudar. Se você me oferecer a chance de tentar, posso mostrar-lhe um outro caminho...

Como disse Northcote Deck: “Um cristão sem alegria é um difamador de seu Senhor”.

Sorria! Teologia não é só para os “cara fechada”

Conta-se que um teólogo perdeu-se na selva africana. De repente, um grupo de canibais o aprisiona. O chefe da tribo, preparando-se para o “almoço” diz: “Finalmente, vou provar essa famosa sopa de abobrinhas!”

Se você é teólogo, por favor, não fique com raiva de mim. Aliás, lembre do perdão! O legal de conversar com teólogos é que dá para apelar para as Escrituras! Comecei esse capítulo com a anedota acima, pois ela traduz muito bem o que se pensa sobre o discurso teológico sem alma. Aquele amordaçado pelas palavras vazias. Aquele que os mais simples costumam atacar: “a letra mata!”. Mata mesmo, de tédio.

Não há nada mais chato do que ficar ao lado daqueles indivíduos que passam o tempo todo falando de si mesmos, suas conquistas acadêmicas, seus títulos, suas “descobertas”. Gabriel Perissé chama esse tipo de “PhDeus”, como o professor que falava, falava, referindo-se às conferências que ministrara, aos artigos que publicara, às premiações que recebera, às inúmeras viagens que fizera... Depois de meia hora monologando, suspirou, e disse ao amigo:

- Mas vamos falar agora um pouco de você, meu caro... O que achou do meu último livro?

A tribo dos “cara fechada”

Fui criado numa igreja de caras fechadas! Tudo era pecado! Tudo era aterrorizante. Lembro de, ainda criança, perceber a ausência de sorrisos. Era estranho ouvir falar de um Deus da alegria, mas observar a fúria que habitava os discursos e a tristeza que morava nos olhos. Alguém disse que “virtude sem alegria é contradição”. Aquela era uma igreja bastante contraditória.

A tribo dos sem-sorriso ainda é grande. É a espiritualidade azeda. Uma espécie de teologia do rancor. Quanto mais pálido, mais santo. Quanto mais enjoado, mais poderoso. Quanto mais rude, mais crente. Esse “mais” é sempre menos. A maior alegria de um “cara fechada” é matar a alegria dos outros. Essa é a espiritualidade da guerra, onde o que interessa é amontoar destroços. Onde está a alma nisso?

Uma radiografia

Essa tribo possui algumas características sui generis:

Nunca brincam com os filhos: gente “santa” demais para brincar. Não perdem tempo com a família. Não sabem do que seus filhos gostam, a cor preferida deles, o que fazem aos sábados. São pais ausentes, a igreja consome todo seu tempo e energia. São mães oprimidas, que vivem numa tensão absurda entre os dogmas pesados de suas tradições e a leveza criança de seus filhos. Uma família sem alma.

Reclamam de tudo: Existe algo pior do que um indivíduo que reclama o dia todo? Quando está sol, é um suplício. Quando está frio, só a graça! Quando chove, é perseguição divina. Quando não chove, é maldição! Essa tribo não tem o dom da gratidão, pois é escrava da frustração. Reclama porque não encontra sentido para ser e viver, sua dor é não conferir significado à sua angustiante existência.

Sofrem da síndrome do imã: Tudo gruda neles! Maldição pega. Olho gordo pega! Macumba pega! Por isso, vivem de campanha em campanha. Vigília em vigília. Fazem votos, bebem água ungida, tomam banho de óleo da unção. Andam no corredor do sal grosso. Só falta colocar um galho de arruda atrás da orelha. São imãs existenciais de coisas ruins. E para piorar: eles acreditam piamente que isso é contagiante!

São profetas do caos: Só profetizam tragédias. Basta um olhar e pronto! Lá vem desgraça! Dependendo dos trejeitos, caras e bocas, a coisa é bem ruim. Se você tiver em casa alguma boneca de sua filha, ou boneco de herói do seu menino, vai ser a ilustração perfeita para a mensagem subliminar (música de suspense). Eles nunca profetizam bênçãos, pois partem de um raciocínio: você não está santo, portanto, sem chance, não há bênção para você!

Vivem em guerra com a beleza: Não suportam pessoas bonitas. Os “santos” de caras fechadas só usam roupas “simples” (leia-se “horríveis”), alguns chegam a usar, numa única noite, todas as cores que possuem em seu famigerado “depósito” de roupas. É a síndrome da caixa de lápis de cor existencial. Eles não conseguem perceber Deus no belo, apenas encaram qualquer tipo de beleza como “o começo do terrível”, portanto, um monstrinho que deve ser destruído!

Detestam a palavra sexo: A simples menção da palavra já é suficiente para causar calafrios e deixar seus rostos avermelhados (de raiva e vergonha). Mesmo inconscientemente, jogam toda a “culpa” do sexo em Adão e Eva safadinhos no Éden. Para eles, sexo é somente para a procriação (de preferência com todas as luzes apagadas e nenhum gemido!). Fogem do prazer como Elias de Jezabel (para ficar bíblico), não suportam o fato de que Deus criou o sexo, aliás, tentam todos os malabarismos “teológicos” para abafar essa gostosa verdade!

Teresa de Ávila orou: “Das devoções tolas e dos santos de cara fechada, ó Senhor, livra-nos” . Tenho feito essa oração ultimamente. Não precisamos alimentar essa teologia azeda, essa espiritualidade da feiura, esse evangelicalismo retorcido. O que nos torna evangelho é o que é bom e novo, “boas novas!” Eu quero uma teologia que sorri!

Vícios de uma religiosidade da fúria

No âmbito do cristianismo, para não assumirmos que temos vícios, utilizamos uma gama gigantesca de eufemismos: manias, herança do tempo de pecado, “velho homem”, “Adão que insiste em não sossegar”, “espinho na carne”, e por aí vai... O problema é que sim, temos vícios! E não são poucos. Quanto mais legalista um “cara fechada” for, mais vício ele terá. É uma lógica quase inquebrável.

Vamos observar alguns dos vícios dessa religiosidade da raiva:

O vício da investigação: Esses investigadores divinos sabem tudo da vida alheia. Conhecem todos os “podres” de todo mundo, menos os deles! São especialistas em detectar deslizes. Se você tiver próximo de um erro, meu caro, eles já sabem! É o dom de re-velar (já que eles vão matar mesmo...). Essa espiritualidade à lá Sherlock Holmes, é responsável pela irritabilidade que muitos possuem quando o assunto é igreja. São especialistas na vida alheia, 007 da espiritualidade do oculto (hoje, antenada, transforma-se em “orkulto”, a “revelação” que usa o Orkut).

O vício da miséria: É a síndrome do coitadinho! Uma falsa humildade que chega a beirar o absurdo. Alguns chegam ao cúmulo de descuidar da higiene pessoal (aí não há demônio que resista mesmo). Certa vez ouvi uma senhora orando: “Senhor, eu sou pior que o verme que se arrasta pelo chão, eu sou pior que os piores”. Fiquei pensando: e a transformação? E a mudança de vida? E a vida abundante (Jo. 10.10)? Eu posso até ter sido horrível, mas Cristo mudou minha vida, de modo que agora sou nova criatura (II Co. 5.17), filho amado do Pai. Essa espiritualidade mendiga é, no mínimo, esquisita. Sinto muito, mas não tenho vocação para ser indigente da teologia.

O vício do extremismo: Esse tipo de gente é altamente extremista. Não suporta o fato bíblico de que precisamos ser pastoreados. Eles sentem-se donos absolutos de sua conduta. Não respeitam ninguém, pois, segundo suas convicções ninguém está acima deles. São tão santos que não precisam de rédeas. Seu extremismo flui para outras áreas: denominacionalismo ferrenho, teologias de alfaiate e cabeleireiro, rodas de capoeira eclesiástica (mais conhecidas como “vigílias de poder”), jejuns que beiram o suicídio (a tentativa de “quebrar o recorde” de Jesus, o objetivo é ficar uns quarenta e dois dias em jejum). Essa é a anorexia da espiritualidade. Quanto mais pálido, mais santo. Quanto mais amarelinho, mais angelical!

São tantos vícios que vicia só em escrever! Essa teologia do vício é fruto de uma espiritualidade drogada. Uma sensação de que só o pico me confere significado. Leonardo Boff escreveu que “o problema da droga, não é a viagem, mas o retorno, quando não se suporta mais a realidade, e precisa viajar novamente” . Esse evangelicalismo furioso (espiritualidade Al Qaeda) gera indivíduos cada vez mais perturbados, infelizes e chatos. Vou tomar um café (será que é vício?)

Eu quero uma teologia que sorri. Uma teologia que não precise fazer caras e bocas, mas somente deleitar-se na reflexão que encontra a graça – e sorri. Quero apontar para uma intelectualidade da leveza, do abraço, do afeto. Uma cara de criança esperta que contagia e conquista, um convite para o encontro com o belo, o perfeito o santo.


Chega dessa teologia amarga. Nem sabor de mel, nem de fel, mas sim o abençoado caminhar do equilíbrio. Sorria!



Alan Brizotti é sócio-atleta desta trupe sorridente e subversiva do Genizah



Malafaia trollando a Ana Paula Valadão no Twitter


Pois é, Malafaia, como sempre, sendo Mala!


Passou a tarde disparando tweets para os papas da gospelândia sobre a questão do STF, PL 122 e outras preocupações homoafetivas de crente.

Pois toda vez que um megastar de Gizuz se recusava a retweetar suas mensagens de mobilização, o Mala caia de pau na em mensagens hostis, publicas e privadas.

Sobrou para os Valadões. Ana Paula mandou dizer que estava viajando e o Mala trollou geral!

Tadinha da bichinha,caiu nas graças do Silão! Vocês já sentiram que os anjos massagistas vão ter de fazer hora extra! Haja stress.

E por falar em bullying virtual, quem está levando um HOMÉRICO é o próprio Silas e por conta dele, os crentes - nós!

Os grupos de defesa dos direitos dos gays criaram as sequintes hashtags que entraram no trending topics mundial:



#UNIAOhomoafetiva 

#todoscrentechora

#chupamalafaia

#chupabolsonaro

#chupacrente


Obviamente, pelo volume de twittadas, não foram os gays os responsáveis únicos pela avalanche no twitter. Parcela grande da sociedade parece ter aderido a causa.

O STF, provavelmente, foi influenciado por pesquisas de opinião sobre o tema, não divulgadas ao público em geral. Esta turma não dá ponto sem nó.

Certamente, ficamos todos tristes, não apenas pela certeza de estarmos indo contra a vontade expressa de Deus, mas por ver uma sociedade que se divide. As manifestações sobre estes e outros assuntos tem gerado francas demostrações de hostilidade aos evangélicos.

Culpa de quem?

De todos.

Da nossa parte, a principal, pois somos discípulos de Cristo e devíamos saber mais e fazer melhor, escolhendo lideranças capazes de conduzir estas questões da forma que Cristo conduziria.

Eu acho uma lástima que venhamos a permitir que pessoas como o Malafaia ganhem espaço por conta deste tema. Fico arrepiado, sendo crente, em ser associado a esta figura, colado a este esteriótipo. Me parece óbvio que ele não tem nem preparo e nem credibilidade nesta condução. Acima de tudo, Malafaia não segue a estratégia de Deus, como veremos a seguir. Sem isto, não há possibilidade de vitória em Cristo, sem trocadilho.


É claro que ação dos cristãos em defesa dos valores bíblicos não pode se dar seguindo a mesma cartilha de ação de qualquer mobilização ou lobby político.

O Evangelho nos aponta a direção do Amor.


Se partimos para o confronto agressivo, perdemos ao começar. Nosso Pai não nos deu este exemplo, porquanto não há de nos dar vitória desta forma. Nunca deu. Cruzadas são natimortas.

Estamos na falta de líderes evangélicos de moral ilibada capazes de nos representar a este nível.

Oremos ao Senhor por Sua misericórdia e para que se levantem outras lideranças nacionais que não nos envergonhem tanto.

Ver uma sociedade dividida é triste.  Somos separados, mas a nossa separação é apenas espiritual. Temos obrigações misionárias e a responsabilidade de ser a diferença neste mundo.

Ver o Evangelho achincalhado é muito pior e mais doloroso do que uma causa perdida.

As causas passam, o Amor transforma. Ele nos transformou!

Não foram as leis e convenções que nos fizeram santos. Foi o Amor de Deus que nos atingiu por meio do Evangelho do Reino que a nós foi pregado.

O Espírito de Deus nos levou ao arrependimento. Não foi o Congresso Nacional que nos redimiu por meio de uma lei e nem o presidente nos salvou por decreto.

Jesus é o único que decreta em nossa vida!

Os cristãos viveram durante o primeiro século em uma das mais opressoras sociedades, onde ser cristão dava cana, dava morte. A pornografia grassava nos muros das cidades, os bacanais eram feitos com as portas abertas às vistas de crianças. O homossexualismo era mais aceitável do que o cristianismo e, veja a grandeza da operação do Espírito de Deus na Igreja.

Contemplem os homens daquela geração.

Os cristãos daquele tempo mudaram o mundo e não foi porque se isolaram ou atacaram o meio de vida de outros.

Guardaram a Palavra, sim. Arrependeram-se dos seus pecados, sim.

Mas sairam do saleiro, pregaram o Amor e mudaram o mundo.

Olhemos a nossa geração. A cada dia mais isolada do mundo. A cada dia, menos diferença faz. Suas grandes preocupações atuais são buscar isolamento, proteger seu mundinho e atacar à faca os que são diferentes.

A poucos é dada a ideia de levar a Palavra e o Amor.

Pois foi assim que foi feita a mudança desde o princípio.

O resto é consequência da ação do Espírito de Deus.

Seguindo esta receita, não há como errar. É promessa de Deus.




Graça e paz,

Danilo Fernandes






Genizah vai ao Papo de Graça com Caio Fábio


Pois é galera a chapa vai esquentar!
A carroça vai perder o freio na banguela!
Saia da frente vendilhão!


Caio Fábio convidou a turma do Genizah para comparecer no Programa de TV papo de Graça. Vamos falar sobre apologética bem humorada e comentar os resultados da pesquisa o Crente e o Sexo realizada em parceria com a AKNA SURVEY.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em matéria da Almanaque Genizah deste mês e a gravação do programa será na terceira ou quarta semana de maio. Em breve divulgamos.

Programa e pesquisa prometem muito!

Sem mais,

O Síndico,

Danilo Fernandes



Grand Theft macedo






Dica do@profkbrito




Qual a serventia do culto cristao?


 Marcelo Lemos


A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração” (Colossenses 3.16).


Estou lendo um livro bem interessante, Worship Whithot Dumbing-Down, de Peter Toon, cujo subtítulo poderia ser traduzido como “Conhecendo Deus através da Liturgia”. Uma obra deliciosa, bem escrita, e com um grande embasamento teológico. Estritamente falando é um livro voltado para os cristãos anglicanos dos Estados Unidos. Trata-se de uma critica bem embasada a respeito dos desmandos litúrgicos da hoje chamada The Episcopal Churc (TEC), marcada em anos recentes pelo liberalismo teológico, anglo-catolicismo e uma nova ética “cristã” sobre a sexualidade humana (no que, infelizmente, tem sido seguida bem de perto pela mais tradicional denominação anglicana brasileira). No entanto, o coração das reflexões do livro pode ser aplicado não apenas a nós, anglicanos, como a todos os cristãos comprometidos com um culto centralizado em Cristo.

Falta Cristo em nossos cultos. Acredito que uma parte dos meus leitores, seja qual for a agremiação cristã, concordará com essa afirmação. ‘Conhecendo Deus através da liturgia’ é uma sinopse que raramente pode ser aplicada aos nossos serviços dominicais de adoração. Daí o livro de Peter Toon conseguir me encantar. Apesar de ele falar sobre uma realidade denominacional bem definida, sua mensagem parece ter sido escrita para a Igreja Brasileira.  Logo no primeiro capítulo ele diz que a nova geração de crentes não pode saber (avaliar) que há um “declínio” na adoração cristã, pois nunca chegou a conhecer algo melhor. Em outras palavras, eles entendem que tudo está bem, não diferenciam entre o “bom” e o “ruim”, pois o “bom” nunca lhes foi realmente apresentado.

Não se aplica isso a nossa realidade? Por acaso um adorador “extravagante” aceita a acusação de não existir Cristo em sua adoração?  Aceitam os místicos com suas garrafas de água consagrada sob o braço, que sua religiosidade é paganismo travestido de fé cristã? Pelo que temos visto a resposta é um sonoro “não”. De fato, eles acham que tudo está bem, são incapazes de identificar o erro por nunca terem tido contado com algo melhor.

Não estou dizendo que algo melhor não exista hoje. Existe. No entanto, a maior parte dos cristãos atuais não o conhece, seja por terem sido cristãos meramente professos, seja por já terem ingressado na Igreja pela porta dos modismos teológicos e litúrgicos. Para eles tudo é normal, e se sabem algo sobre o que é mais elevado, tomaram o “mal por bem” e o “bem por mal”; isso tamanha sua incapacidade de fazer tal julgamento. E, o pior, onde ainda vemos um culto cristocêntrico e bíblico, a invasão dos modismos é tão violenta, que provavelmente a próxima geração conhecerá menos ainda o assunto que estamos discutindo nesse texto...

“Pode-se dizer que eles estão envolvidos no que podemos chamar de atividades de lazer religioso. Eles não vêm primeiramente para alargar seus horizontes, para cultivar uma mentalidade espiritual e celestial, para ser contestados pela Palavra do Deus vivo, para ponderar sobre a natureza e os atributos de Deus, para ver a profundidade e magnitude de seus pecados e a surpreendente e abundante misericórdia Deus, em Cristo Jesus para eles, ou para serem chamados a uma vida cotidiana consagrada, no temor e no amor do Senhor. Ao contrário, estão ali para satisfazer algum tipo de curiosidade espiritual ou moral... Estão ali para se auto afirmarem, para serem aceitos, para sentirem e descobrirem a autoestima, e aceitarem que são filhos de Deus!” (Peter Toon, adaptado do texto inglês).

O novo culto não se parece muito com o antigo? A mensagem não está muito bem camuflada? Tão perfeito é o disfarce que muitos não se dão conta do perigo. Faz-nos pensar na melhor forma de cozinhar um sapo vivo: aquecendo a frigideira lentamente, até cozinha-lo por completo.  “Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (I Coríntios 5.6).

Se fatiarmos o pensamento de Tonn iremos descobrir o que, na opinião dele, deve ser o culto cristão, no qual, por meio da liturgia, podemos ter um encontro com Cristo.

1) O culto cristão deve “alargar horizontes”. Em outras palavras o culto cristão dever visar sempre a edificação do corpo de Cristo, com aprendizado intelectual e espiritual. Na verdade não sei se podemos separar essas duas coisas. A cada culto devemos aprender mais sobre Cristo, o Pecado, a Redenção, e assim por diante. Têm nossos pastores a mesma preocupação de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27) que havia no coração do apóstolo S. Paulo? Tem no coração das nossas ovelhas a mesma disposição que havia em Beréia (Atos 17.11)?

2) O culto cristão deve cultivar a vida espiritual. Ou, “cultivar uma mentalidade espiritual e celestial”, nas palavras do autor. Infelizmente não temos uma noção muito precisa do que é ser espiritual. Quase sempre imaginamos o homem espiritual como um ser místico, dotado de poderes extraordinários ou qualquer coisa inatingível aos demais. Ao contrário, a Bíblia nos apresenta a vida espiritual como sendo aquela guiada pelo Espírito Santo, ou seja, que produza as qualidades do Fruto do Espírito Santo. Definindo numa frase, o homem espiritual é aquele que obedece aos mandamentos do Senhor. Obedecer a Cristo é o lema central daquele que vive no Espírito.

“Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamento do Senhor!” (I Coríntios 14.37)“Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual – para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus!” (Colossenses 1.9,10)“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (I Pedro 2.5).

Estamos sendo instruídos em nossos serviços de adoração a sermos “casa espiritual” e “sacerdócio Santo”? Ou, ao contrário, temos nos deixado convencer que “vida espiritual” é “romper em fé, andar sobre as águas e dar um grito de júbilo”? O que realmente sabemos sobre o que é se um homem [ou mulher] espiritual?

3. O culto cristão deve confrontar o homem com a Palavra de Deus. Nas palavras do autor, “contestados pela Palavra”. Não temos a impressão que em lugar de confronto nos deparamos com bandeiras brancas em muitos de nossos cultos? Não nos parece que no lugar de Voz Profética temos ouvido “palavras proféticas”, de profetas autoproclamados? Onde esconderam a Cruz e sua Mensagem? Onde esconderam o Cristo e Sua Cruz? Quando dissociaram o Espírito dos seus Frutos? Onde se declarou guerra entre a Fé e a Razão?

De fato, não temos a impressão de ser cada vez mais raro encontramos um Púlpito onde sejamos confrontados com as grandes verdades da Religião Cristã? Como diz Peter Toon, não estamos ali, no culto, a fim de “ponderar sobre a natureza e os atributos de Deus, para ver a profundidade e magnitude de seus pecados e a surpreendente e abundante misericórdia Deus, em Cristo Jesus, ou para seremos chamados a uma vida cotidiana consagrada, no temor e no amor do Senhor”.   Para que, então? Domingo após Domingo, nos colocamos sobre bancos a fim de alimentarmos nosso ego com mensagens que poderiam ser encontradas, a preço bem menor, em qualquer livro de Paulo Coelho.

Talvez nossa geração considere o culto do “passado” – prefiro dizer, “de sempre” – algo maçante e antiquado. Contudo, ele nos livra da maior de todas as desgraças que já se abateu sobre o Cristianismo: a ausência do Evangelho.

“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma” (Jeremias 6.16).





Marcelo Lemos, do Olhar Reformado para o Genizah.





Mamãe disse que era bonitinho e o menino acreditou. Rap de Jesus!

Considerando que que o Senhor não faz acepção de pessoas, rola uma chance de não fazer de louvor também... So We hope, auh auh









Dica do @fagnet do Humor na Faixa



EVANGELIOPOLY! O jogo do crente vitório$o em Gizu$!


Este você não pode perder!

O jogo de monopólio ficou para trás! A geração eleita de Gizuz joga EVANGELIOPOLY!

Com EVANGELIOPOLY você pode viver todas as emoções de ser um evangelista de Gizuz famoso! Conquistar palácios, fazer milagres, vender unções a 900 reais e até ter a sua própria “briba”.

Melhor ainda! Sua esposa pode escrever uma e vender! Oh Vitoriosa!

Seja Malaveia, Pedir Maiscedo, Morris Cerrullo, Joel, bispa perua e tantos outros.

Você começa como um Malcon Infeliciano lá na vila tatu, ou como um obscuro pastor num gueto de New York, ou dono de uma capela sobre rodas em Las Vegas, ou ainda como obreiro da IURD. Mas Gizuz muda a sua vida e de fogueira santa em fogueira santa, de propósito em propósito as unções de sua vida crescem cada dia mais e logo você troca seu blog por um programa de rádio!

Escolha entre os mais famosos tele pastores do mundo e viva “la vida loca com gizuz”!!!
Compre jatinhos, construa catedrais e torça para tirar aquela carta que de dará a unção do semi-deus!

Cuidado para não ser pego com dólar na Bíblia ou na calcinha! Do contrário, para sair da cadeia, só botando a culpa no cão!

Derrube o ministério dos outros e conquiste muitos pontos extras de milagres!

Arrisque! Venda a sua alma, rasgue a sua Bíblia e apóie o aborto ou a boiolagem na igreja e conquiste o seu mercado!

Não espere mais! Seja um apóstolo da prosperidade já!




P S: Em breve estará a venda a expansão do jogo EVANGELIOPOLY “os fariseus”! Com este “mod” você poderá ser um fariseu moderno, de igreja ou de blogosfera! Já pensou? O que faz a sua cabeça? Um destrambelhado blogueiro cristão fariseu, um fofoqueiro de igreja ou uma “bola de fogo” virtual? 

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM MAIO DE 2009



Plano B

por Zé Luís

A proposta para o pequeno grupo – doze pessoas, entre músicos, cantores e gente do grupo de dança, todos amadores - foi revelada só naquele momento, uma hora antes do início do culto.

O que era para ser um momento de descontração, acabou por tornar-se uma angustia nervosa. Eles se preparavam para ouvir do preletor, reunião que precedia o culto, algo corriqueiro: um estudo sobre a importância da música no contexto da liturgia, a relação da descendência levítica em torno dos atuais músicos, a incontestável presença da dança na bíblia (sem esquecer de Miriã ou Davi)...

Alguns se prepararam para trazer questionamentos sobre o atual estado da aparelhagem, ou a necessidade de investimentos em coisas relacionadas, como estudos sobre harmonia, canto, entonação de voz, outra bateria, encordoamento para as guitarras.

Uma decepção.

O preletor explica que pensou sobre todas essas coisas, mas ao pedir a opinião para quem realmente o culto seria direcionado, tirou a seguinte conclusão:

“Cresci numa casa onde a garagem foi transformada em um centro de umbanda, e eu particularmente, antes de meu encontro com Cristo, fui ogan, aquele sujeito designado para tocar atabaques, fazendo destes toques e cânticos – chamados pontos – invocação às entidades. Existe um ponto para cada entidade, assim como um tipo de batida para cada uma das alas destes espíritos. Não existe celebração nessa religião sem que esses espíritos venham...”

Os presentes olhavam, sem entender onde esse assunto levaria, não estavam ali para ouvir pela centésima vez sobre as origens religiosas daquele irmão que há anos conheciam. Ele continuou:

“Pois bem: é inconcebível que venhamos a um culto onde invocamos alguém que se comprometeu a estar onde dois invocarem-no e não esperarmos que Ele realmente esteja. Hoje, esse culto será dirigido pelo Espírito, esperemos que ele nos conduza..."

Estranhamente, o pânico desenhou-se nos rostos presentes, cochichavam entre eles:

-Co-co-como assim? - gaguejou um.
-Qual o problema de esperarmos que algo nasça em nossa alma de forma espontânea?
-Mas o culto vai estar cheio... gostaria de ter algo programado, um “plano B”...
-O problema do “Plano B” é ele virar a regra segura...
-Essa não entendi...-questionou uma das cantoras.
-Se as coisas não funcionarem, faremos o velho culto conhecido, certo?
-Isso...
-Eis a questão: façamos o culto com a fé de um umbandista que vem para ver a entidade incorporar em um médium e não sai decepcionado...
-Que comparação esdrúxula...- sussurrou um guitarrista. O preletor riu, concordando.
-Mas?... - a cantora voltou a questionar...e se Ele não vier?
-Se Ele não vier? Está no direito Dele...mas daí fica uma questão: desde quando cultuamos um Deus que não comparece ao seu culto? Para que serve esse tempo gasto se Ele não vier? Será que ainda conseguimos identificar se nosso objeto de louvor e adoração está presente, ou tudo não passa de cantorias e palestras sobre escritos de um livro antiguissimo?

Naquela tarde, o grupo decidiu correr o risco, e esperar que Deus manisfestasse sua presença na igreja. O risco estava em descobrirem que Deus já havia os deixado, e eles, que fizeram do plano B, principal plano e de uso cotidiano, se aparavoram com a possibilidade eminente de estarem sem Deus daz tempo.

Como foi o culto aquela noite? Como imagina que as coisas se desencadearam?

Independente disso, a resposta que você imagina se esse for um relato verídico - e é - só revela o que você pensa de um culto onde Deus é invocado de forma literal.





CGADB, MALAFAIA e a MALDITA CACHAÇA



O vício convencional e a crise de abstinência


Pr. Carlos Roberto Silva




Com referência ao depoimento veiculado em rede nacional de televisão no último sábado, fiquei muito triste, envergonhado e também preocupado com o que vi e ouvi.  A princípio, sem palavras, mas agora, creio que posso avaliar com maior equilíbrio.

Quando as convenções foram comparadas à “cachaça” da qual os pastores participam e não conseguem largar, no meu entender foi mais uma força de expressão, quando o autor manifestou um sentimento pessoal, baseada na sua própria participação em todos esses anos de filiação, ou seja, com paixão e viciado nela.

Não duvido que, assim como o preclaro pastor que isso pronunciou, haja muitos outros que também participem dessa mesma forma, mas com todo o respeito, isso não pode ser atribuído a coletividade dos ministros filiados a uma convenção e, ao final, ele mesmo admitiu isso, quando disse que tem muita gente boa por lá que nada tem a ver com isso, mas é muito bom que se ressalte isso.

Quanto aos erros, propositais ou não, vícios de liderança e administração, utilização do sistema em benefício próprio, castração de novas lideranças e outras mazelas que o sistema produz, sou totalmente concorde com ele e creio ainda que a luta jamais vai parar. Luta pela erradicação ou mesmo inibição de tais atitudes, as quais considero grave pecado.

Sabemos perfeitamente que convenção não é Igreja, mas mesmo na Igreja quando se trata do quesito instituição, a associação de poder, administração, dinheiro e status, existem aqueles que lutam para se perpetuar, e os que lutam para se apoderar do comando.

Quando estão fora do poder, lutam pela democracia e denominam como ditador quem lá está. Quando assumem, se autodenominam homens escolhidos por Deus e ainda não existe alguém que possa substituí-los, nesse caso, aqueles que não estejam contentes, logo são taxados como rebeldes que se insurgem contra os “ungidos do Senhor”.

Nas convenções, em tese pelo que vejo, presumo que alguns dos envolvidos chegam a gastar fortunas para alcançarem seus propósitos, e pasmem, para assumirem cargos que legalmente não lhes dará um só centavo de retorno. Amor pela obra? Que assim seja! Glórias ao Senhor se assim for, mas se não...Misericórdia...

Ora, se temos a Cristo como nosso Mestre, não deveria ser assim, mas pelo jeito isso não é coisa nova no evangelho, começou há cerca de dois mil anos, quando Jesus ainda andava com seus discípulos na terra. O foco de Jesus era as pessoas e o reino de Deus, mas o dos discípulos era o poder temporal, infelizmente. Jesus precisou repreendê-los muitas vezes por isso. Disputavam entre si sobre quem seria o maior e até se implicavam quando outros fora do seu grupo faziam milagres e pregavam o evangelho. Para eles o nome de Jesus era uma espécie de marca patenteada pertencente somente a eles. A mãe dos filhos de Zebedeu chegou ao cúmulo de pedir a Jesus para que seus dois filhos tomassem assento nas cadeiras ao lado do Mestre, e mais, fez isso sem qualquer escrúpulo na frente dos demais discípulos, o que desagradou aos outros dez, criando tal animosidade entre eles, o que ensejou que o Senhor precisasse apaziguar a situação. Isso prova que todos estavam de olho nas duas cadeiras. Com vêem “a briga é velha”.

Hoje, a diferença entre igreja e convenção é que, na primeira, o caminho mais curto e objetivo de se ir á forra é a rebelião e a divisão, o que particularmente repudio, mas nas convenções (algumas, não todas) ainda existe a possibilidade democrática da alternância do poder e aí a disputa se arrocha a todo vapor e então, meus amados, quem pode mais chora menos.

No princípio das nossas convenções assembleianas no Brasil não era assim. Mesmo que houvesse uma disputa dura, ao final havia concordância e submissão, nisso também concordo com o nobre pastor. Hoje, a vida também continua, porém, infelizmente com brigas, intrigas, acusações e atitudes dignas de uma política secular, onde existe situação e oposição. Lamentável. Mesmo no mundo secular, quando a política é composta por homens maduros e comprometidos com o coletivo, existem pilares mínimos que são mantidos, no sentido de que não sejam prejudicadas, a governabilidade, a unidade e a saúde das instituições.

Em nosso caso, amados, agora que a “carroça já descarrilhou ladeira abaixo, em alta velocidade e o pior de tudo na banguela”, salve-se quem puder. É necessário muito equilíbrio e espírito cristão para se navegar no meio dessas elites.

Não podemos esquecer que, a Igreja é o alvo de tudo, a evangelização e salvação dos pecadores nossa missão principal, a volta do Senhor a nossa esperança e o céu o nosso futuro.

Pegando ainda um “gancho” nas palavras do nobre pastor, essa “cachaça convencional” tem que ser apreciada com muita moderação e, ao que parece ele exagerou na dose, pois agora que decidiu largar e está tentando se recuperar sofre uma séria crise de abstinência, com visíveis sintomas de nervos à flor da pele.

No caso do vício da cachaça, literalmente, o sujeito decidiu deixá-la, mas fica olhando a garrafa, não bebe, mas cheira o líquido.

No caso do vício da convenção, o pastor sai, mas não se esquece dela, não vê mais sentido em participar, mas fica olhando de longe, largou para não se envolver, mas mesmo assim gasta o precioso tempo do seu programa televisivo para falar dela.

Meu Deus... Que vício é esse?

Pelo jeito vamos ter que criar casas de recuperação para pastores viciados em convenção, de todos os lados. Lá dentro os profetas de Deus vão se acertar!


Que Deus tenha misericórdia de nós! (estou incluso e com muito temor)




Pr. Carlos Roberto Silva é editor do ótimo blog Point Rhema
Lembrando que Pr. Carlos Roberto nada tem haver com a imagem e o título deste artigo, 
Genizah é quem esculhambou o negócio, para variar, rs.



Genizah penetra no 12º Congresso de Resgate da Nação do Terra Nova!

Coisa cristalina meu raio de luz meu amanhecer

Claro que não fui eu! Nem ninguém aqui da turma! Afinal, somos subversivos, mas não somos loucos! Genizah contou com um informante, que naturalmente deverá ter a sua identidade mantida em segredo. A ele, demos o codinome amoroso de: Mister M (ir) 12.

Humm... Quem peidou?
Com o Mister M (ir) 12 já são sete os nossos X9 em comunidades dadas ao mover estranho, com farta produção de heresias. Isto sem contar os ex-integrantes, que não são poucos. Isto aqui é praticamente um MI 6 - On Her Majesty's Secret Service Gospel, a serviço da apologética nacional. Na R$nasc$r, na Snow flakes, na Malafiolândia, No defronte ao sofá e onde mais eu não conto, nosso time de agentes infiltrados em altos escalões trata de nos fornecer munição para a divulgação e refutação de heresias que, eles próprios querem por amor aos seus irmãos afastar de seu convívio.

Foi ali apóstolo!
Mas voltando ao assunto em pauta...

Para quem não tem intimidade com as viagens do MIR 12, o 12º Congresso de Resgate da Nação foi lá Porto Seguro, pois segundo o Terra Nova esta cidade é considerada o útero do Brasil, devido ao descobrimento ter acontecido lá. Os habitantes da cidade mais chegados a uma micareta, praia e cerveja dizem que nesta época do ano o útero do Brasil virá o %!# do Brasil, fazendo referencia à parte menos nobre da anatomia circunvizinha... 
 
Foi não Paipóstolo! Que nada oO!

Segue o relatório do Mister M (ir) 12

Antes de qualquer coisa, o que fica logo muito claro é que o Renê Terra Nova é um líder nato. [NOTA DO EDITOR: Dom de quase todos os 171]. Qualquer coisa que ele falava levava a plateia ao delírio. Sua voz empolgada conduzia o público emocionalmente. Creio que se ele gritasse que o São Paulo é um time profético no outro dia apareceriam muitos com a camisa do time e a maioria passaria a torcer paro o tricolor.

Te amo fia! Depois nois conversa...

O primeiro dia foi o mais decepcionante, pois quem pregou foi Cindy Jacobs, considerada profetiza. Nem é possível dizer se o que ela falou é bom ou ruim, pois tinha uma portuguesa traduzindo que era um horror. Era mais fácil reconhecer palavras em inglês (e não sou bom de inglês) que entender as palavras da tal portuguesa. 

Kaiser patrocina até micareta gospel
No meio da pregação vi muita gente saindo, indo para a área de consumo (que apesar de ter todas as cadeiras da Kaiser não servia a referida cerveja, nem crente bebe aquilo, risos). O louvor neste dia ficou a cargo do Kleber Lucas. 

 Outro preletor foi Jonh Kelly que falou sobre as características do homem de bem. Foi uma boa palavra, com base bíblica, sem invenção de moda, mas foi uma palavra muito aberta, com um foco muito abrangente. Felizmente serviu para aliviar o momento anterior.


Pede pra ofertar 02!

Um dos 12 do Rene, um apóstolo de Manaus no estilo do Valdemiro Santiago sem chapéu deu uma palavra de oferta. Na verdade foi um crime, ou contravenção penal, coação moral irresistível. O sujeito já subiu no altar falando que iria ofertar R$ 100.000,00, isto mesmo, cem mil reais e que tinha como missão levantar 200 mil em dez minutos, que este foi o alvo estabelecido para ele. Claro que não demorou só 10 minutos; foi uma hora de massacre para os meus ouvidos. Já ouvi palavras de oferta de arrepiar, mas esta bateu o recorde. O tal apóstolo, depois de invocar os outros apóstolos a darem R$ 10.000,00 e não conseguindo a quantidade de pessoas para ofertar o que queria, começou a tentar jogar a plateia contra os outros apóstolos dizendo:

'Apóstolo Fulano, o que tua igreja vai pensar de você se você não subir aqui, não é igreja??? Chama o apóstolo Fulano!'.

Uma miséria. Acho que até o Danilo ia ter pena dos pobres dos apóstolos do Rene Terra Nova naquela hora. [NOTA DO EDITOR: Não ia não! Apóstolo que come pedra sabe o Terra Nova que tem! ].

Ato profético da fila para a oferta.

Não satisfeito, começou a pior parte: começou a chamar nominalmente algumas pessoas dizendo: "fulano de tal, sobe aqui e traz tua oferta. Se você não pagar eu pago". No cúmulo do constrangimento e querendo a tal honra que é tão querida e idolatrada neste meio, os tais subiam, creio que achando que 10 mil é menos que a vergonha que já tinham passado.

Cumprido o valor, abriu oportunidade para os que queriam dar mil reais e aí foi mais uma turma, visto que iriam subir no altar também, mas ficar atrás dos que deram 10 mil. Foi realmente constrangedor, senti vergonha alheia. Neste dia o louvor ficou a cargo do Cris Duran, que já tinha um esquema armado para cantar na cidade num evento público por conta das festividades do descobrimento do Brasil e aniversário de Porto Seguro.

Antes dos atos proféticos, Rene faz um número de mágica com a espada ungida.

 Treze apóstolos e um segredo

No dia seguinte teve a melhor palavra, uma palavra escatológica e bíblica, sobre os sinais da volta de Cristo. Algo que me chamou a atenção foi a falta de empolgação da plateia quando o pregador declarava que a volta de Cristo está breve, que Cristo voltaria para buscar os seus. Sendo esta a razão da esperança do crente, ficou muito estranho o contraste de ver o público indo ao delírio com qualquer bobagem que o Terra Nova falava e não ter reação a algo tão importante e sério. Acho que o povo tava mais afim de ver  o retorno dos investimentos  das sementes render as mansões, carrões e viagens maravilhosos, e que Jesus venha lá pelos 40 anos de fartura gospel que tá de bom tamanho.

Eu quero o meu aqui Terra Nova! Aliás, uma frase típica do patriarca é "se você recebe esta palavra, diga alguma coisa e levante-se!!!"

Passado o rápido momento bíblico, para não faltar, houve mais um momento de constrangimento.Agora mais profissional.  O patriarca ministrou a oferta e disse que iria fazer um mover profético [NOTA DO EDITOR: No meu tempo, isto era bater carteira, mas segue o golpe seu patriarca] que nunca aconteceu antes, que ele nunca tinha visto. Disse que sentiu de Deus (vai saber qual) que 12 pessoas iriam ofertar 100 mil reais e que ele mesmo iria valer por dois, dando 200 mil.

CARA DE PAU! Pra ele é fácil dar o quanto quiser, pois o dinheiro vai voltar para o bolso dele mesmo!

Anjão, já sem a espada, inicia os atos proféticos. Este negócio de anjo... Tá na moda!.


Rene falou sobre o valor e o poder das primícias, patati, patata, sambarilove e não é que conseguiu não 12, mas 13 pessoas que deram 100 mil de oferta? [NOTA DO EDITOR: Um milhão e trezentos mil em 10 minutos! Chupa esta manga Malafaia! Tu ficaste 4 meses no ar com o show do milhão e não arrumou nem um prêmio de BBB!]

Como é praxe no ministério MIR, o que mais se busca lá é a honra e o patriarca declarou que os que deram os cem mil eram os primogênitos deste tipo de oferta e digno de honra maior e que todos os outros que viessem seriam depois deles. Aqueles eram os bam bam bam. [NOTA DO EDITOR: E a oferta da viúva que se lasque!]

O anjo sueco da Ana Paula Valação também comparece, mas não derruba ninguém.


O poderoso chefão

Na sexta foi a primeira aparição do Mike Murdock. Lembrei-me de uma luta do Tyson que em dois golpes o adversário caiu fulminado em nocaute. Murdock pegou o microfone, falou algumas palavras e depois disse: tragam a sua semente aqui à frente. Formou-se uma fila tão imensa que parecia distribuição de água depois de catástrofe, todos com seus envelopes para plantar suas sementes. Muitos foram posteriormente coagidos a levar tal oferta. Sem contar que ele chamou depois pessoas especiais que ofertariam 1000 reais.

Mais de 60 anjos comparecem ao evento prejudicando gravemente a oferta angelical, causando a revolta dos pastores de Gideões. Seria por isto que o anjo da Valadão era sueco? Faltou similar nacional?

No sábado aconteceu uma pregação bate-papo com o apóstolo Fábio Abud, e à noite foi a grande pregação do Mike Murdock. Uma coisa tenho que reconhecer, o sujeito tem o dom pra falar de dinheiro. Parece até que dorme todo dia com ele. O tal doutor falou sobre as sete decisões que vão decidir seu sucesso, teologia da prosperidade no mais puro grau.

O nome do congresso era: O Reino de Deus e o Princípio da Honra. Mas o que mais se falou foi sobre o honra. Aliás este é o foco 'literário' do patriarca ultimamente. Lançou tanto livro sobre honra que parece nome de novela mexicana no SBT: O DNA da Honra, O código da Honra, A Gênese da Honra e Korban, A Essência da Honra. Só faltou A Honra do Bairro e Simplesmente Honra.

Como não podia faltar,  teve o ato profético da arca, que foi prejudicado pelo carregador da direita, que embora ungido, tava morto de fome devido à inflação das ofertas.

E por falar em Korban, vai gostar de termo hebraico ou pseudo hebraico assim lá longe. Saia muito mais da boca do Terranova a palavra Yeshua que Jesus. Tudo bem que é a mesma coisa, mas é um tal de ser judaizante que tava dando nos nervos. Acontecia em conjunto com o congresso a ExpoResgate, uma feira de produtos, tipo uma mini ExpoCristã. Tinha até apóstolo lançando livro e dando autógrafo.

Arca passa pelas rodas dos escarnecedores, será que sobreviverá ao Genizah?

 Shopping 12

De curiosidade fui verificar o preço de algumas coisas:

Tinha buzina (shofar), o famoso berrante gospel, de 150 a 1500 reais e o kra jurava que a mais cara era usada pelos sacerdotes dentro do templo. Tinha também shofar para carregar óleo da unção trazido, diz a lenda, diretamente de Israel. Este eu nem quis saber o preço.

Rapaz erra ato profético e toma esporro do profeta!


Também fui assuntar o preço dos talits. Pensei: parece um caminho de mesa com uns babados nas pontas, deve ser baratinho. O único stand que vendia já não tinha nem pra fazer simpatia. Pela bagatela de R$ 250,00 foi possível para alguns felizardos serem os propriotários de um pano 'ungido' destes.

Bem no centro, com muito destaque, tinha a livraria do apóstolo-mor. Fui visitar e estranhei em ver livros do John Stott sendo vendidos lá. Mas estavam bem escondidinhos e tive que garimpar para encontrar.

Uma coisa é muito digna de elogio: Algumas encenações e o trabalho de palco, de figurino, do evento apresentado em si era de extrema qualidade, técnica e bom gosto (perdoem o Mister M (IR) 12.. Foi tremendo demais para ele!). Os caras são bons de teatro de revista gospel.

Eu até aproveitei diversas coisas neste congresso, aplicando o filtro do Espírito e corrigindo em minha mente as distorções a que alguns versículos foram submetidos. 

Amiguinhos, este Rene Terra Nova é pior que o Eufrazino! Será que eu tenho de pagar dízimo de cenoura?