Escola em Realengo: Tanto Luto!

Ariovaldo Ramos
Rio de Janeiro, Escola Municipal Tasso da Silveira, jovem, de 23 anos, invade escola, onde estudou, e atira nos alunos, a maioria entre 7 e 14 anos. Mata e fere muitos., até que, atingido por um policial, se suicida.
Quantos matou, quantos feriu? Se fosse apenas uma criança já seria muito, tanto que nenhum número esgotaria. Quantos seres humanos tombam de uma forma ou de outra quando um ser humano é abatido? E quantos, por isso, não terão oportunidade de existir?
Começam as perguntas sobre o porquê. Como um ser humano faz algo assim? E corre-se atrás das explicações.
Como um ser humano pode ser capaz de tal atrocidade? É a pergunta que ecoa. Como? Ouço e me pergunto: do que estamos a falar?
Só os seres humanos fazem isso com a sua própria espécie: franco-atiradores; homens-bomba; Treblinka; Auschiwitz; Guantanamo; Sistema Presidenciario Brasileiro; Carandiru; Torres Gêmeas; Revolução Cultural Chinesa; Política Stalinista; Hiroshima;  Nagasaki; Ruanda; Serra Leoa; Kosovo; Incêndio de Ônibus com passageiros ou Fuzilamento de Seres Humanos colocados dentro de um ônibus! E mais quantas guerras e atrocidades poderiam ser enumeradas? Só seres humanos fazem isso!
Só os seres humanos se sentem seguros, apenas, quando podem matar o próximo. Só os seres humanos chamam a isso de paz.
Quantas doenças ou religiões ou ismos teremos de evocar para dar sentido às barbáries humanas?
O que há por detrás de tanta barbárie? Nós: Seres humanos. Nós!
Ao chorar por essas crianças, choramos também por nós, por todos nós indistintamente. Precisamos perceber que nosso grande desafio somos nós mesmos. Perceber que há maldade em nós. Precisamos cuidar melhor de nós. Precisamos de zelo pela dignidade humana; de acesso a saúde em todos os sentidos, desde sempre: de uma escola onde um garoto estranhamente diferente possa ser ajudado enquanto é tempo.
Precisamos que todo o esforço não seja para, meramente, melhorarmos na vida,  mas, para que a vida melhore em nós.
O que me consola é saber que Deus, segundo Jesus de Nazaré, está lutando por nós, o gênero humano. Que tanto luto não mate a esperança.



Keep Walking by Faith




Montagem  usando o uma foto do Jeremy Camp e o slogan do whisky Johnnie Walker. Papel de Parede 1366 x 768. No Mero Cristianismo



Gizus, eu também quero! Esta fila não anda não?!

No último 03 de abril, um membro doou um Peugeot 407 zero quilômetro para a Igreja Renascer em Cristo. O mimo custa aproximadamente 160 mil, o modelo completo.

De acordo com o apóstolo Estevam, o procurador, ops membro, procurou a bispa Sônia e por livre e espontânea vontade entregou-lhe o carro. "A bispa veio chorando e me falou que um jovem doou um peugeot 407 zero". Parece que o carro já veio como IPVA pago, um conjunto de malas Hermès no porta-mala, um chaveirinho da Gucci com a letra "S"e um adesivo na trazeira  "Deus é Fiel", rs.

Em fevereiro (você devia ler), foi uma BMW último tipo, toda toda, que faz até cafuné e custa mais 390 mil! Chegou um camarada e no meio de um culto deu o carro para o apóstolo. Disse que Gizuz mandou. E, como Gizuz mandou, Estevam tomou posse na horinha!

Diante das diversas hipóteses levantadas na matéria linkada acima e da gritaria do povo na internet e na Renascer, o apóstolo disse que ia rifar a BMW, coisa que não rolou ainda porque o mimeógrafo da Renascer está quebrado, de maneira que não deu pra fazer as rifas... Mas já está combinado, que assim que a assistência técnica do aparelho aparecer e resolver o problema do alcool, sim, porque mimeógrafo de igreja não bebe,  o sorteio acontece. O apóstolo, pessoalmente, escreveu uma carta para a empresa.

E enquanto Gizuz não retoma o milagre, o carro segue sendo visto nos jardins... ai ai.

Já o pessoal da Receita Federal, este está de olho neste "avivamento automobilístico" e já está pensando em taxar milagre com IPVA celestial, isto valendo para veículos apostólicos de terra, água e ar.

Mas isto fica para a conta derivativa do capeta. Mercado futuro. Por hora, painho e mainha já estão de carro novo... 

Agora, muito cá entre nós, quem sou eu para ficar reparando nos milagres de Gizuz, mas que o negócio tá ficando mais fraquinho, isto tá... Ah, se o Danese vê isto... Nem subia e nem descia... Tô achando que  quando o meu milagre chegar vai ser, no máximo, um fuscão preto! Tem dó Gizuz!


Apóstolo Estevam, o senhor é um fanfarrão!






Com informações da Folha Renascer.net e do X9



Eu amo os gays profundamente!




Mais uma levada genial do Manoel dC



Batistas em defesa da sã doutrina: O Obelisco

Paulo Cesar Borges Vasconcelos


Representantes da denominação Batista de todo o país estavam presentes na realização da 91ª Assembléia da Convenção Batista Brasileira (CBB), que aconteceu entre os dias 21 e 25 de janeiro de 2011 no estádio Caio Martins, na cidade de Niterói (RJ). 

Durante a 12ª Sessão desta assembléia, realizada na terça-feira dia 25, de 19h30 às 22h, foi exibido um filme promovendo as comemorações dos 140 anos do trabalho batista no Brasil. O vídeo de autoria da Convenção Batista Brasileira, com o apoio da Convenção Batista do estado de São Paulo, tinha o objetivo de convidar todo o povo batista para participar das comemorações que serão realizadas no dia 10 de setembro de 2011, na cidade de Santa Bárbara D´Oeste. 

Três pastores batistas e o prefeito da cidade do interior do estado de São Paulo são os protagonistas do convite. Mas uma grande polêmica se iniciou quando irmãos de igrejas batistas no estado do Rio de Janeiro tomaram ciência de que o vídeo continha o anúncio da inauguração, em nome da denominação, de um obelisco por ocasião da data festiva. O vídeo que originalmente tinha 5 minutos e 17 segundos de duração, aparentemente não causou nenhuma reação negativa dos presentes à 91ª Assembléia da Convenção Batista Brasileira (CBB). Distraídos ou desinformados do significado do objeto, ninguém percebeu o que estava prestes a ser realizado em nome dos mais de 1.200.000 mil batistas do país.

Primeira capela batista em território nacional
A reação no meio do povo se iniciou duas semanas após o término da Assembléia da CBB. Surgiram movimentos espontâneos em todos os cantos. Batistas do estado de São Paulo se uniram a irmãos do Rio de Janeiro e iniciaram uma onda de protestos. A adesão de batistas de outros estados deu mais volume aos protestos como nunca se viu antes. 

Deram-se início os contatos com líderes da denominação em São Paulo. Eles foram informados que o anúncio do obelisco estava tendo grande rejeição e causando indignação, visto que o obelisco tem clara conotação pagã e tem a sua origem relacionada à adoração de antigos deuses egípcios. Irmãos batistas fizeram contatos com líderes daquela região solicitando o cancelamento da inauguração do obelisco ao mesmo tempo em que o substituísse por algo que de fato pudesse ser representativo de todos os membros das igrejas batistas do Brasil. 

Foi contatado o pastor Ruben Nazareth dos Santos (aquele que anuncia o obelisco). A recepção foi furtiva. Ainda assim, o pastor Ruben afirmou que iria pensar no caso e dar um retorno. Igualmente foi contatado o pastor Elinaldo Lourenço da Silva (aquele último que aparece no vídeo). Também este pediu tempo para avaliar a questão. Nenhum dos líderes de São Paulo retornou os contatos feitos através de telefone ou correio eletrônico, e nenhum movimento foi feito para atender ao clamor dos batistas insatisfeitos. 

À medida que descontentamento crescia, a notícia varreu todo o território brasileiro. Foram envolvidos apologistas famosos no caso, detentores de veículos de grande penetração entre os batistas. Danilo Fernandes do Genizah fez matéria muito reproduzida no meio digital e foi criado o twitter @batistaspagaos. O Pastor Paulo Cesar PimentelDiretor do CPR – Centro de Pesquisas Religiosas http://www.cpr.org.br/ - ( que logo enviou um e-mail à liderança de São Paulo cobrando explicações) e o Dr. José Renato Pedroza do site SINCEROS (www.simceros.org/) que no dia seguinte colocou o vídeo no youtube denunciando a iniciativa da CBB e da CBESP.

Como conseqüência, através de diversos meios de comunicação seja telefone, blog, site, micro blog, Orkut, facebook ou correio eletrônico o povo batista de todas as regiões do Brasil se manifestou e registrou o seu protesto.

Pr. Sócrates Oliveira
Em 15 de março a liderança nacional toma ciência da gravidade do caso. A Convenção Batista Brasileira se pronunciou através do seu diretor executivo pastor Sócrates Oliveira de Souza. Ele informou, durante contato com líderes da cidade de Niterói, que o obelisco não seria erguido ou inaugurado. Disse ter ficado impressionado com o número de manifestações recebidas. Finalmente, disse que solicitaria a edição do vídeo oficial e ainda emitiria uma nota de esclarecimento a respeito. 

No dia 16 de março a Convenção Batista Brasileira emitiu uma nota de esclarecimento afirmando que “a Convenção Batista Brasileira não tem intenção alguma de construir um obelisco por ocasião dos 140 anos do início do trabalho batista no Brasil”. 

Imediatamente após ser a nota ser divulgada foi reiniciada a onda de protestos. Apesar de confirmar que o monumento não seria erguido, a nota insinuava que a rejeição do povo foi baseada apenas em rumores. Diz a nota em seu primeiro parágrafo: “Ao contrário do que afirmam alguns rumores que têm circulado pela internet....”. Os protestos se basearam desta vez nesta afirmação. Isto porque ao mesmo tempo em que o site oficial da Convenção Batista Brasileira exibia a nota de esclarecimento, o site oficial da Convenção Batista do Estado de São Paulo exibia o vídeo com o anúncio do obelisco. A contradição era explícita.

Os veículos de comunicação que noticiaram o assunto se sentiram atingidos por ter a sua credibilidade posta em dúvida. O texto da nota de esclarecimento emitido pela CBB os deixava sob suspeita por causa da insinuação de que se tratava de “rumores” Líderes de Rio de Janeiro solicitaram então à liderança da Convenção Batista Brasileira que editasse a nota. A nota foi retirada do ar no dia seguinte.

Baseado nos comentários postados por membros de igrejas batistas em centenas de sites e blogs, inclusive no site oficial da Convenção Batista Brasileira, muitos suspeitam que a idéia do obelisco tenha relação com a influência da maçonaria na denominação. 

Os batistas do Brasil, assim como outras denominações históricas, tiveram no início da expansão do Evangelho no país a presença de vários maçons entre seus obreiros e líderes pioneiros. Naquele tempo pouco se questionava esta relação. Hoje está claro que isto mudou. Baseado ainda nos fatos ocorridos em torno do tema e das reações dos membros da denominação, podemos afirmar que o ato colaborou para unir os batistas e estreitar os vínculos entre estes irmãos. 

O recado enviado às lideranças seja regional ou nacional é claro. A reação batista revelou um aspecto positivo que é a rejeição, em massa, de envolvimento com qualquer traço ou vestígio de paganismo em seu meio, seja intencional ou não. 

A denominação sai fortalecida deste episódio. Reflexões sobre o caso que ficou conhecido como “o obelisco batista” demonstra que estes irmãos estão dispostos a examinarem a sua História e fazer consertos onde forem necessários. 

Até o presente momento o presidente da Convenção Batista Brasileira não se pronunciou oficialmente sobre os fatos ocorridos. Atualmente o vídeo no site da CBESP é exibido já editado (foi retirada a fala referente ao obelisco).

A seguir o vídeo original preservado pelo Genizah 







A abominação está aos 03:50s (na fala do pastor Ruben Nazareth dos Santos - presidente da ABCLESP). Não confusão, dúvida ou engano possível. O teoria do boato de internet é coisa de assessor neófito.



Na íntegra a nota de esclarecimento emitida pela CBB:

Portal Batista - Nota de esclarecimento Escrito por Redação Qua, 16 de Março de 2011 11:49 - Última atualização Qua, 16 de Março de 2011 12:11 

Ao contrário do que afirmam alguns rumores que têm circulado pela internet, a Convenção Batista Brasileira não tem intenção alguma de construir um obelisco por ocasião dos 140 anos do início do trabalho batista no Brasil. 

O que haverá por ocasião desta data tão significativa é a realização de um culto de ações de graças a Deus, promovido pela Convenção Batista Brasileira em parceria com a Convenção Batista do Estado de São Paulo, na cidade de Santa Bárbara d'Oeste (SP). 

Desde já, todo o povo batista está convidado a participar deste evento, cujos detalhes logo serão divulgados. Em Cristo, Sócrates Oliveira de Souza Diretor Executivo Convenção Batista Brasileira

Autorizamos a reprodução deste conteúdo única e exclusivamente se a fonte for citada como Convenção Batista Brasileira e com a inclusão do link para www.batistas.com



Paulo Cesar Borges Vasconcelos é militar e batista.

Genizah 


Alguns comentaristas entraram aqui com palavrões (eu deixei um para que vocês vejam) dizendo que afinal é só um obelisco, coisa pouca, com tanta apostasia por ai nos preocuparmos com isto.
Eu digo apenas o seguinte: Tem muita porcaria por ai mesmo e um obelisco pagão, uma estátua de santo,  um mapeamento espiritual, um ato profético, pode até parecer pouco para alguns... 
Mas é a igreja BATISTA. A nossa igreja BATISTA. Quem quer esculhambação tem outras opções por ai. Porteira arrombada... sabe como é. Entra boiada. Tudo o que os Batistas fazem é botar o pé na porta da apostasia. Antes todas as denominações fizessem assim. A situação geral seria outra. Portanto, meus parabens aos irmãos que não cedem um único centímetro à apostasia e não deixam, nem mesmo seus líderes, tomarem o caminho errado.
Danilo Fernandes



Cristãos em defesa dos homossexuais


Hermes Fernandes


Ficou escandalizado com o título do artigo? 

Pois muito mais escandalizados ficaram os detratores daquela mulher pega em flagrante adultério, quando desarmados pela pergunta de Jesus. 

Que Deus é contrário ao adultério, não pode haver qualquer dúvida. Ele corrompe relações, destrói lares, e de quebra, destroça a alma. Jamais encontraremos Jesus dizendo uma só palavra em apoio a este tão danoso pecado. Entretanto, lá estava Ele, se entromentendo em questão alheia, em defesa de uma adúltera. 

Seu argumento foi imbatível: Quem não tivesse pecado, que se atrevesse a atirar a primeira pedra. Não duvido que alguns dos que se dispunham a executá-la sumariamente, haviam tido caso com ela. Talvez, o  que os motivasse fosse uma espécie de “queima de arquivo”. Outros sequer a conheciam, mas em nome da moral e dos bons costumes, carregaram-se de pedras. Todos, porém, tinham algo em comum: o pecado. Nem todos eram adúlteros, mas alguns eram corruptos, outros difamadores, alguns mentirosos, outros dissimuladores, e por aí vai… Jesus os desmonta! 

Mas será que valia a pena expor-se daquela maneira por uma despudorada? 

A bem da verdade, Jesus nunca se preocupou com a opinião pública. Se fosse hoje, alguém o classificaria de liberal, ou qualquer outra categoria humana. Do ponto de vista do marketing, defender aquela mulher era cometer suicídio. Sua popularidade cairia. Sua moral seria questionada. Sua imagem maculada. 

Às favas com a imagem! Muito maior valor tinha aquela vida! 

E se fosse hoje? Se Jesus flagrasse um homossexual prestes a ser linchado, Ele igualmente o defenderia?
Os ‘puritanos’ dirão que não! 

Bicha tem mesmo é que morrer!” Dá pra acreditar que já ouvi isso da boca de gente que diz servir a Deus?
Defendemos o direito dos fetos à vida, mas somos insensíveis ao ponto de não defendermos o mesmo direito para os homossexuais. Em vez disso, preferimos nos entrincheirar contra a comunidade gay, apontando o seu pecado, e nos fazendo o seu inimigo número 1. Há, inclusive, razões políticas para isso. Boa parte dos deputados que formam a bancada evangélica foi eleita em cima da “ameaça” do que eles chama de ditadura homossexual. 

Enquanto isso, o número de homossexuais assassinados em nossas cidades cresce drasticamente.
Será que um ativista gay pararia pra ouvir nossa mensagem, enquanto nos posicionamos contra suas reivindicações? 

Não estou aqui afirmando que tais reivindicações sejam justas ou não. Caberá à sociedade com um todo julgá-las. 

Mas talvez, se fizéssemos manifestações que denunciassem a violência sofrida por eles, ganharíamos seu coração, e assim, eles se disporiam a nos ouvir. 

Semelhante àquela mulher adúltera, os homossexuais já têm muitos acusadores. Que nos posionemos ao lado de Jesus para defendê-los, em vez de ao lado de seus detradores para persegui-los! 

Não estou, com isso, endossando seu estilo de vida. Assim como Jesus não endossou o adultério. Pecado é pecado, e ponto. Não há o que negociar. Porém, quem estabeleceu uma hierarquia para os pecados foi a religião, não Jesus. A prática homossexual é tão pecaminosa quanto mentir ao declarar seu imposto de renda. Antes de apedrejá-los, pense nisso. 

O que os gays precisam é de alguém que os ame, os acolha, em vez de acusá-los e rechaçá-los. 

Creiam-me. Não estou aqui buscando ser politicamente correto, nem tentando fazer proselitismo. 

Possivelmente este artigo desagradará tanto a gregos, quanto a troianos. Porém, minha consciência se tranquiliza por saber que estou saindo em defesa da vida, e não de uma prática ou de uma agenda política. 

Não posso me calar enquanto a cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil por conta de sua opção sexual. Ora, se a prática homossexual é pecado, a homofobia também o é. 



Hermes Fernandes é um dos mentores da subversão Reinista do Genizah



Terra Nova tem os outros apóstolos aos seus pés

Nós já abordamos algumas vezes esta obsessão por HONRA no Ministério Internacional da Restauração, ou MIR 12, como é conhecido. Uma doutrina que é a base da sustentação administrativa de uma estrutura  eclesiástica dispersa, como é a celular e que só agora está sendo reconduzida à comunidades, por questões relacionadas ao controle financeiro, claro.

 Quem honra não sai da cadeia de comando, assim disse o "sinhô".

 Em matéria recente (AQUI ) falamos da importância econômica das peregrinações aos eventos nacionais e internacionais para a cúpula do movimento e, apesar das negativas dos participantes do MIR nos "comentários" à referida matéria, eis que apresento o site da nova administradora deste rico mercado cativo de encontros e viagens tremendas. http://www.tngroup.com.br/novo/index.php


Na essência, o MIR12 é hoje uma grande franquia, com direito a treinamento, marca, assistência local e, claro, royalties em pirâmide. É a nossa Amyway da salvação.

Busca-se cada vez mais a dependência dos franqueados (lideres células, grupo de células e etc.) do franqueador, Terra Nova S/A.

- Agora atenção:  Quem peidou?
Viagens constantes para eventos onde o franqueador é honrado, encontros com percentuais nas taxas, viagens internacionais e a cobrança dos royalties (ops, ofertas) em pirâmide garantem os lucros.

Um arquivo de ministrações  prontas (e de sucesso comprovado) ao dispor de todos os níveis de liderança, treinamento intenso, encontros e eventos formatados em todos os níveis,  técnicas aprovadas de evangelização com material farto e atualizado,  fonte inesgotável de novidades, modismos e demostrações de poder para a "crentada", vivências com o grande líder e muitas facilidades de comunicação garantem a fidelização ao esquema por parte de uma "pastorzada" que sonha com renda alta e poder. Todos querem a formula do sucesso ministerial e, neste caminho, relativizam o evangelho proclamado.

Um dos grandes segredos do sucesso do esquema é o próprio Terra Nova, reconhecidamente muito carismático. Suas viagens são constantes. Terra Nova foi um dos primeiros grandes ministérios da nova safra a comprar o seu jato.

Nesta fase da consolidação de seu poder, é preciso que sua figura messiânica fique gravada na mente de cada participante de célula Brasil afora como um semi-deus que dá cobertura espiritual a todos. Na teologia do G12, crente é de papel e não aguenta 5 minutos na chuva sem o guarda-chuva apostólico.

Mainha me deu.
Neste processo, não se foge de idolatria do líder. Nem do sectarismo extremo.

G12, MIR12 estão longe de ser apenas um modelo de crescimento de igrejas. Não há outra denominação cristã apresentando linguajar,  liturgias, práticas e costumes tão diferenciados dos demais grupos. Para muitos, uma seita em todos os termos.

Eu conheci algumas pessoas que foram evangelizadas no MIR  ou G12 e que, passando a uma denominação tradicional, simplesmente não se encaixaram.

 Inferno Saqueado

E ressalte-se que a maioria esmagadora dos G12zitas é formada por ex-membros de igrejas evangélicas, o que nos leva a questionar seriamente o grande apelo do inferno saqueado.

Mas que "inferno" é este que anda sendo saqueado pelo MIR 12 e G12, se a maioria esmagadora dos novos encontristas eram membros de igrejas evangélicas? A mim me parece mais uma ferramenta de crescimento envolvendo a guerrilha e o saque furtivo de membros de uma igreja evangélica por uma seita.


Das duas uma, ou só há salvação no G12, que inaugurou a igreja de Cristo, ou estamos sendo  (as demais igrejas) alvo de uma matilha de 12 tribos de lobos que ataca as ovelhas  em nosso aprisco.

Fogo e Paixão

Cursinho do Murdock
Silas Malafaia, no tempo que tinha bigode e era pastor sério defendia esta mesma tese. Hoje, fez as pazes com Terra Nova. Há dúvidas se Malafaia segue lendo a Bíblia (a normal, não a financeira), mas tenho certeza que ele lê Sun Tzu War, o livro milenar da Arte da Guerra dos chineses. Ali aprennde-se a lidar com um general que cresce: Combate inicial. Se o general continua a crescer no seu meio, melhor a associação, pois é certo que temos o que aprender com ele. Eu não  sei se Silas Malafaia aprendeu algo com Terra Nova, mas anda faturando alto nos eventos do MIR onde é figura constante. Além de ter vendido para Terra Nova a dupla inferneja Murdock & Cerrullo. Teve comissão?


E não pensem que os g12zistas nos têm em alta estima. Para eles, evangélicos fora do movimento são  crentes tipo "C". Para ganhar novo status, aceitar a Jesus é  condição menor. É preciso participar dos encontros sofrer toda a lavagem cerebral e processo regressivo e receber doses duplas de energéticos emocionais. Contar seus pecados mais podres para todos, escrever as transgressões e atirar o papel na fogueira. Dai, perdoa-se a todos a que por ventura lhe tenham feito mal na vida, incluindo Cristo (Pode?) e não satisfeitos ficam o quanto podem de braços abertos, para sentir um pouco da dor de Jesus.

E informo: Após o primeiro encontro tremendo a maioria diz que nasceu de novo, agora são cristãos de verdade, etc. Antes eram cristinhos....

Estão proibidos de revelar a experiência a outros, tudo o que podem dizer é: Foi tremendo.


A doutrina do MIR 12 (e G12) é coisa complexa. Em um primeiro exame (afora o linguajar  peculiar e as questões  relacionadas ao crescimento), saltam aos olhos versões  bem particulares dos entulhos da "batalha espiritual" e da "teologia da prosperidade". Há toda uma  mistureba  com conceitos especificos do grupo tais como honra, visto aqui, e outros modismos redundando em um sarapatel diferente do  de outras denominações e ministérios que adotaram combinações especificas destes entorpecentes teológicos da década de 80.

Jogando Batalha Naval com o capeta
Ele tira os demonios da esquina dela.

Os G12zistas adotam técnicas de regressão para a descoberta de maldições hereditárias e submetem seus membros a vivências de libertação. Não só uma. Repetem a tolice periodicamente livrando o néscio, a cada rodada, de mais profundas e perigosas desgraças. E, neste ponto, mais do que em qualquer outro grupo conhecido, a autoridade do apóstolo se faz mais fundamental, incentivando o membro a desejar encontros em esferas regionais e nacionais. Tem maldição que só patriarca, rivotril, dólar e jejum tiram!

Contudo, um dos aspectos mais marcantes da seita é a importância dada ao mapeamento territorial para desvendar os demônios entronizados em determinada área geográfica. Uma mistura de marketing de distribuição com demonologia, digo isto porque é coisa comum fazer estas análises em comércio varejista.

Em geral, segue-se a cartilha da Neusa Itioka (e de seu professor) que manda que ao se iniciar a tomada de certo território para Jesus, antes é necessário expulsar a entidade entronizada naquele local. A bizarrice funciona como um tipo de batalha naval da família Adams. Pega-se o mapa do local vai se rezando quadrado a quadrado. Reza braba, a tal da oração de batalha. - Praça tal! Oh labarachuias... Ops, água. - Rua tal!  Oh sinhô dus exercitus... Água. Beco tal. Pow! Pegou o rabo de um tranca rua.  Segura ele anjo Gabriel, vem tazendo... Pronto: Ai os doidos vão lá e botam o exu para correr, amarram, embrulham pra presente.. vai saber.
O lastimável é que não há base biblica nenhuma para tal procedimento e, se você for ver, no próprio ministério do Senhor Jesus, a banda não tocou este bolero. Ele já chegou, sem mapa e sem reza braba e retirou os capirotos do gadareno, que pediram penico, no caso, para ir para os porcos... Se lascaram os exu palmeireses, como sabemos. Foram dar no mar da segunda divisão. Agora, me digam: Com o  "território limpo e cheiroso", o povo por um acaso pediu para Jesus tomar posse do pedaço? Não!  Pediram, na maior delicadeza e tato, pra o Senhor vazar! Ou seja, isto tudo é estorinha para malandro se dar bem!

E o negócio fica ainda mais sinistro quando acontecem coisas nestes processos, que já me foram relatadas, incluindo: Urinar nas fronteiras do território da célula para marcar território, ungir com óleo as ruas, rios e mares e muito mais. A teologia por trás da marcha para Jesus é exatamente esta.

Moças pegam no manto do apóstolo, rapaz vira a cara.
Some-se a isto, todo um conjunto de técnicas de indução e lavagem cerebral que fazem parte dos tais encontros tremendos da seita. São vivências envolvendo humilhação pública, confissão de intimidades, privação de alimento e sono e outras técnicas  com consequências piores. Neste ponto, é peculiar o uso de referências vetero-testamentárias aos rituais de passagem, o que vai além das chamadas práticas judaizantes. 

Já as práticas judaizantes, que no atacado envolvem idolatria de arcas da aliança, "mitologia de tabernáculo" e adoção de festas judáicas, no varejo do MIR12 temos um diferencial forte em relação a outras denominações que encorajam ou adotam estas práticas, tais como: IEQ, Universal, Bola de Neve e Sara Nossa Terra, entre muitas. No MIR 12 o sentido principal das festas é mantido, contudo colado a "doutrina da seita" e a dinâmica de seus encontros e a sua gíria peculiar. As festas sempre se atrelam a metas de produtividade de grupos (crescimento) e a honra ($$$)  ao Apóstolo.

Na seita, os líderes são pressionados ao máximo para o cumprimento de metas  financeiras e de crescimento e esta "honra" é entregue justamente nas festas. Mesmo os membros menos graduados na cadeia de comando são compelidos a participar (os investimentos com passagens e estadias são altos e feitos em agências credenciadas pelo apóstolo) sob pena de humilhação entre seus colegas de células. Alguns, coitados, chegam a imaginar que perderão sua salvação se não atendem ao chamado do Patriarca.

Moças tocam pandeiros dourados para chamar marido rico.
Ademais, o MIR12 caminha como poucos para  o uso de paramentos do judaísmo de múltiplas eras, inclusive a atual, o que confere a tudo um alto grau de nonsense.

Finalmente, nenhum outro grupo usa tanto a bobajada dos atos proféticos. Atos proféticos consomem mais de 50% do tempo das reuniões em grupos maiores da seita que é viciada pela busca do sobrenatural e, neste processo, a maioria não percebe o elemento patético presente nestas demonstrações públicas.

Ele tem um remelecho...

E não pense que a distância entre a sã doutrina e o sarapatel doutrinário do MIR12 se encurtará  com o tempo. Não! Se já não fosse o risco real de cada líder de célula, sem formação teológica, vir a se tornar um  defecador de doutrina, todos sofrem da cooperação alegre de Renê Terra Nova  que segue produzindo disparates teológicos a intervalos de hora. E saibam que não se trata de  um filosofar diletante.  Inventar  moda é,  antes de tudo, uma estratégia de sobrevivência. Renê despende grande esforço para manter a sua relevância junto a um rebanho disperso.

Reconheça-se: Se tem um líder de grande denominação que rebola para se manter no poder, este é Terra Nova. Rebola tanto que nem sei porque o Caio Fábio ainda não chamou ele de bundão... Vai chamar, vai chamar, risos.

Foi OxO até a hora da oferta, ai pegou.
Nos últimos dois anos, Terra Nova tem investido pesado para consolidar o seu papel de líder máximo da visão no país (e no mundo). Muitos G12zistas debandaram em busca da raiz do movimento - Castellanos - outros seguem no caminho da independência. A maioria foi seduzida pela máquina de Terra Nova, que além de pompa e circunstância, assiste aos lideres locais com "tecnologia" de crescimento em pirâmide, eventos formatados, orientação "teológica",  gestão financeira, e honra, honra, honra...

A doutrina da Honra maciçamente batida a cada nível da pirâmide garante que ninguém puxa o tapete de ninguém. No MIR, traidor é pior do que adultero, pedófilo alcoólatra, roubador de dízimo e bebedor de cerveja, tudo junto!

Amor Vira-Lata

Terra Nova ungiu dezenas de apóstolos e buscou eventos para ser reconhecido como o apóstolo dos apóstolos, ou patriarca.
A maioria reconheceu a sua liderança, alguns meio indecisos, como Ludmila Feber, que ao que tudo consta não faz mais parte do MIR. 

Rapaz apresenta o mastro apostólico
De toda forma, ficou esta doutrina da HONRA, em franco crescimento. O líder de célula, honra o pastorzinho, que honra o líder de multidões, o chefe de todos os doze, o sindico do prédio dos 144 e vai o até Renê Terra Nova, que supostamente deveria honrar a seu “deus”, mas não sei não, até porque HONRA no conceito terranoviano é: 

  • Grana;
  • Mise en scène incluindo danças, músicas e roupas de gosto duvidoso;
  • Testemunho choroso;
  • Objetos dourados, mantos com tecidos brilhantes, púlpitos cravejados de pedras preciosas, etc.  Um sonho de perua!

Ou seja, HONRA para o Renê é um tipo de carnaval da sapucai onde a escola dele sempre ganha, a plateia só aplaude a ele mesmo e a bilheteria, claro, é só dele! 

Só não tem a sacanagem do carnaval, mas é claro que se tem... É só para os olhos dele, risos.

E seguindo neste esquema que ignora o fato que devemos toda HONRA somente a Deus, os  participantes do MIR12, que volta e meia aportam por aqui, insistem que não há um pingo de idolatria nesta prática. E que o diga a fotografia abaixo, tirada no congresso do MIR em Araruama. 

Meu borogodó, uiWando de paixão.


Acima, temos o apostolo da região de Araruama (Inclui Búzios? Sempre quis ser apóstolo da Ferradurinha... Tá vago o campo, Renê?) rendendo honra ao  Patriarca Terra Nova, que lhe permite tocar a ponta do sapato de cromo alemão legitimo. 

 E segue a marcha dos tresloucados...



A Grande Colheita


França Antártica
Johnny T. Bernardo


No terceiro domingo de março de 1557, um pequeno grupo de crentes franceses se reuniram no Forte Coligny, na Baia de Guanabara (RJ) para a celebração da primeira santa ceia em território brasileiro. Coube ao pastor Pierre Richier conduzir a celebração. Doutor em Teologia e dois anos mais novo que João Calvino (seu professor em Genebra e mentor intelectual), Richier foi enviado ao Brasil a pedido do navegador francês Nicolas Durand de Villegaignon para auxiliar aos huguenotes radicados no Brasil e evangelizar os silvícolas fluminenses.

Embora cristão de confissão católica, Villegaignon foi o primeiro a receber a ministração da ceia. Ajoelhado num coxim de veludo, o governador do Forte, em voz alta, proferiu longas orações, rendendo graças a Deus por ter sido chamado dos negócios mundanos, entre os quais vivia por apetite e ambição, para a obra de preparar um lugar e morada pacífica para aqueles que estavam privados de invocar publicamente o nome de Deus em espírito e verdade. Rogou a Deus para que o sítio de Coligny e país da França Antártica se tornassem um inexpugnável refúgio daqueles que, com boa consciência e sem hipocrisia, ali se abrigassem para se dedicar à exaltação da glória de Deus. Ainda suplicou a Deus o afastamento do espírito de vingança e que ficasse livre dos apóstatas da religião. [1]

Simonton - Missionário presbiteriano
Por questões teológicas e influenciado pelas guerras religiosas que varriam a Europa, Villegaignon mandou estrangular e lançar na Baia de Guanabara cinco signatários da Confissão Fluminense: Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques Le Balleur. Apenas dois conseguiram escapar: André Lafon (por ser o único alfaiate da colônia) e Jacques Le Balleur (que fugiu para a vila de São Vicente e disseminou sua fé entre os nativos). Os demais entrariam para a História como os três primeiros mártires evangélicos das Américas. 

Apesar da perseguição e do domínio católico nas três décadas seguintes, a semente estava lançada. 

Em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, D. Pedro I proclamaria a Independência e dois anos depois daria liberdade de culto ao promulgar a Constituição de 1824. 

No mesmo ano, alemães fundariam a primeira comunidade luterana do Brasil. A cidade escolhida foi Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e teve como principal organizador o pastor Friedrich Osvald Sauerbronn. A próxima cidade alcançada foi São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Depois da Igreja Luterana, o Brasil viu o surgimento dos Congregacionais (1855), os Presbiterianos (1859), os Metodistas (1867), os Batistas (1882) e os Episcopais (1889). 

Fundadores da Assembleia de Deus no Brasil

No começo do século XX, entretanto, o Brasil seria palco do surgimento da maior força evangélica nacional: os pentecostais. Após participarem de uma reunião pentecostal na Rua Azuza, em Los Angeles, EUA, Daniel Berg e Gunnar Vingren desembarcaram em Belém do Pará e fundaram a que seria a maior igreja pentecostal brasileira – a Assembleia de Deus. 

Dos quase 30 milhões de evangélicos existentes hoje no Brasil, pelo menos 18 milhões são membros das Assembleias de Deus. Paul Freston chama esse período de “a primeira onda do pentecostalismo brasileiro”. Foi, de fato, a primeira onda que daria origem a inúmeras outras, como a Igreja de Cristo no Brasil (1932), O Brasil para Cristo (1950), Igreja Pentecostal Deus é Amor (1962) Igreja Cristã Maranata (1968) etc.

Ao chegar à década de 70 um novo movimento toma conta do Brasil: o Neopentecostalismo. Com denominações como a Igreja Universal do Reino de Deus (1977), a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e a Igreja Apostólica Renascer em Cristo (1986), a teologia da prosperidade e cura divina passam a fazer parte do universo religioso brasileiro. Através do uso maciço da mídia (principalmente da televisão) milhares de pessoas são conduzidas todos os dias para os templos neopentecostais, onde pastores treinados e pagos pelo ministério oferecem cura e prosperidade em troca de dízimos e ofertas – são “sacrifícios de fé”, dizem eles para multidões de almas carentes.

A primeira ceia protestante no Brasil
Em resposta, a Igreja Católica aderiu ao movimento conhecido nos EUA como Renovação Carismática e passou a copiar a liturgia e os cânticos evangélicos. Merecem destaque os padres Fábio de Melo e Marcelo Rossi que juntos reúnem multidões de católicos com letras como “Tem anjos voando neste lugar” e “Faz um Milagre em Mim”, ambos de autoria evangélica. 

Católicos tradicionais temem que tal aproximação possa desestruturar ainda mais a já fragilizada Igreja Católica, com a saída em massa de fieis para os arrais evangélicos – algo que aconteceu nos EUA, quando até então os católicos da Universidade de Duquesne eram conhecidos como “católicos pentecostais” (termo abandonado em 1974, para se diferenciar das demais igrejas evangélicas americanas). Insatisfeitos com a influência do Papa no movimento e contrários a dogmas como a “virgindade perpétua de Maria”, muitos deixaram o catolicismo e se converteram ao pentecostalismo evangélico.

Outro movimento que preocupa os católicos é o crescimento acelerado das chamadas “igrejas em células” ou “igrejas na visão de Bogotá”. Criada em 1991, em Bogotá, Colômbia, pelo pastor César Castelhanos Dominguez, o G12 (modelo dos 12) diz ter sido inspirado no trabalho desenvolvido pelo pastor David Young Sho, cuja igreja – a Full Gospel Church, na Coreia do Sul – é considerada a maior do mundo, reunindo perto de 600 mil pessoas. Em seu livro “Sonhas e Ganharás o Mundo”, Castelhanos revela detalhes da “revelação” profética que teria recebido diretamente de Deus em 1991.

"Em 1991, sentimos que se aproximava um maior crescimento, mas algo impedia que o mesmo ocorresse em todas as dimensões. Estando em um dos meus prolongados períodos de oração, pedindo a direção de Deus para algumas decisões, clamando por uma estratégia que ajudasse na frutificação das setenta células que tínhamos até então, recebi a extraordinária revelação do modelo dos doze. Deus me tirou o véu. Foi então que tive a clareza do modelo que agora revoluciona o mundo quanto ao conceito mais eficaz para a multiplicação da igreja: os doze. Nesta ocasião, ouvi o Senhor dizendo-me: vais reproduzir a visão que tenho te dado em doze homens, e estes devem fazê-lo em outros doze, e este, por sua vez, em outros doze.” [2]

Convicto de que o caminho estaria aberto, Castelhanos implantou o modelo dos 12 em sua igreja e, em pouco tempo, viu seus membros se multiplicarem com rapidez e novas igrejas tiveram de ser abertas para abrigar os novos crentes. Pelo menos mil pessoas se convertem toda semana na sede de Bogotá e em reuniões que passam de vinte mil no estádio municipal. São pelo menos 200.000 membros e 45.000 células em atividade em Bogotá, fazendo com que a Igreja de Castelhanos seja a maior da América Latina.

No modelo dos 12, cada membro da equipe é considerado um líder em potencial. O trabalho desse líder será de fazer está célula se multiplicar, através da escolha de outros doze. Estes outros doze trabalham visando à multiplicação, e assim sucessivamente. Um membro de uma célula pode ter uma segunda ou terceira célula, na escola ou no trabalho, visando o alcance de novas pessoas. Também são comuns os encontros. Para que um crente tenha êxito em sua vida, ele precisa passar por encontros, que são retiros espirituais de três dias, durante os quais são ministradas palestradas de cura interior, arrependimento e maldição hereditária.

No Canadá, onde o G12 foi recebido com entusiasmo pelas igrejas evangélicas, a unção de Toronto ficou conhecida no mundo inteiro pela maneira nada dogmática como seus membros manifestam a virtude do Espírito. Enquanto o dirigente ora e ministra a unção, as pessoas vão tombando, sendo amparadas por obreiros que se posicionam previamente atrás delas. Além da oração que provoca quedas, a Comunidade de Toronto notabilizou-se por outras manifestações, como a unção do riso, pela qual o fiel começa a rir descontroladamente durante as reuniões e o milagre do dente de ouro – que fez muito sucesso no Brasil nos anos 80. [3]

Trazida para o Brasil pelos pastores Renê Terra Nova, da Primeira Igreja Batista da Restauração de Manaus (AM) e posteriormente pela Sra. Valnice Milhomens, dirigente da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, com sede em São Paulo, a igreja em células ganhou guarida nos lares de milhares de brasileiros e já é uma das maiores autoridades do mundo no Modelo dos 12. Igrejas de pouco menos de 20 membros hoje contabilizam uma média de cinco a seis mil crentes que frequentam os cultos regularmente. Um exemplo de sucesso é a Igreja Presbiteriana Independente de Londrina, que desde 1998 trabalha na visão de Bogotá e conta hoje com cerca de três mil membros e pelo menos 85 células. Outra, a Igreja Batista Água Viva de Mauá (SP) já conta com três igrejas e centenas de multiplicadores que mensalmente formam novas células. Há ainda outros exemplos, como a Igreja do Evangelho Quadrangular, cuja adesão à visão de Bogotá se deu por intermédio do pastor Daniel Martins, o Ministério Fonte da Vida e a Igreja Videira do Rio de Janeiro.


Uma grande colheita

Destarte toda polêmica em torno de movimentos como G12, Neopentecostalismo e até mesmo de algumas igrejas pentecostais, os evangélicos são hoje uma força em ascensão no Brasil. Apesar de nova – com apenas 150 anos de existência – a igreja evangélica brasileira já possui cerca de 30 milhões de membros, espalhados pelas mais de 188 mil igrejas locais (protestantes, pentecostais e neopentecostais).

O avanço dos evangélicos brasileiros têm sido foco de debates intensos na TV e nos meios de comunicação em geral, como nas revistas Veja, Época e Superinteressante que em matérias de capa e na Internet exploram o tema ao máximo. Na matéria “Evangélicos”, a Superinteressante de fevereiro de 2004 abre a discussão com o lead: “Não dá mais para fingir que não vemos. Um a cada seis brasileiros já é evangélico – e o número continua crescendo. Se você quer entender o Brasil e antever o futuro, precisa antes saber como isso foi acontecer”. Em outra publicação, a revista Veja revela:

“O país mais católico do mundo está ficando cada vez mais evangélico. O resultado do censo demográfico no quesito religião, divulgado neste ano, mostra que mais de 15% dos brasileiros – um rebanho de 26 milhões de pessoas – são protestantes. É um porcentual cinco vezes maior que em 1940 e o dobro de 1980. Em estados como Rio de Janeiro e Goiás, o índice supera 20% dos habitantes. No Espírito Santo e em Rondônia, os evangélicos passam de um quarto da população. Esse ritmo indica que metade dos brasileiros poderiam estar convertidos em cinco décadas – um tempo mínimo quando se fala de avanço religioso”. [4]

Mais recente, a matéria “Os Novos Evangélicos” (edição comemorativa de 25 anos da revista Época), o autor Ricardo Alexandre dá destaque a um novo fenômeno que se alastra pelo Brasil: os crentes desigrejados. Trata-se de um movimento que começou nos EUA e logo se alastrou para o mundo, com livros como “Revolution” de George Barna (2005), Life After Church de Brian Sanders (2007) e Pagan Christianity? Exploring the roots of our church practices de Frank Viola (2008). Tais obras lançam a reflexão sobre a necessidade dos crentes deixarem suas igrejas e experimentarem um novo modelo de culto, em casas e em cafeterias onde todos os domingos pela manhã amigos se reúnem nos EUA para orar e meditar nas Escrituras.


Prós e contras

Não obstante o rápido crescimento dos evangélicos em nosso pais, ainda não temos motivos suficientes para festejar. Os dados são alarmantes. Pelo menos 1.133 municípios no Brasil contam com apenas 5% de evangélicos. Umas poucas cidades chegam a ter cerca de 30%. Existem cerca de três mil povoados sem presença evangélica no Amazonas. Em regiões como o interior do Nordeste e sul do Brasil, a presença evangélica permanece extremamente frágil e com números abaixo da média nacional. Apesar do esforço das mais de 100 agências missionárias brasileiras, ainda resta uma boa parte do país para ser alcançado – e isso também é uma realidade.


Referências Bibliográficas

1. Hack, “Sementes do Calvinismo no Brasil Colonial’’, p. 119;
2. CASTELLANOS, César Domínguez. Sonha e Ganharás o Mundo. São Paulo, SP: Palavra da Fé Produções LTDA, 1999.
3. A Polêmica do G12, Carlos Fernandes e Francisco Brandão, revista Eclésia, agosto de 2000, p. 20
4. Nação Evangélica, Veja, março de 2002






A PULVERIZAÇÃO DENOMINACIONAL PROTESTANTE


PERGUNTE AO PASTOR:

São tantas denominações protestantes... O que dizer a respeito?

Rev. Antônio Carlos Costa

O denominacionalismo é um mal protestante. Para sermos mais exatos, um mal protestante-americano, pois foi a partir dos Estados Unidos, com sua maravilhosa obsessão pela liberdade, que pequenas igrejas se separaram de grandes denominações protestantes, e tornaram o fenômeno do denominacionalismo presente no mundo inteiro.

O denominacionalismo resulta da quebra do monopólio da verdade que havia no século XVI -quando Martinho Lutero e os demais reformadores -, enfatizaram o direito de livre exame das Sagradas Escrituras por parte de qualquer membro da igreja de Cristo. O crente não teria que ficar a esperar a interpretação infalível do clero, a fim de conhecer o real significado da Bíblia.

Isso livrou a igreja de um terrível cativeiro. Representou a ruptura com a pré-modernidade. Homens e mulheres foram estimulados a não depender mais da autoridade de quem fala para se certificar da veracidade de uma proposição. Contudo, a subjetividade da interpretação de obra literária, associada ao orgulho humano, levaram o movimento protestante a se dividir em um número infindável de confissões teológicas.

Isso é um mal. Por que? Houve muita divisão em torno de pormenor doutrinário, levando a igreja a esquecer-se dos grandes motivos para se manter unida e lembrar-se dos pequenos motivos (injustificáveis) para se manter desunida.

Hoje, essa quebra do monopólio da Igreja Católica - que de uma certa forma não tinha com quem competir até Idade Média -, criou um verdadeiro mercado religioso, com cada igreja procurando apresentar o produto mais atraente para o consumidor - em detrimento da pureza do evangelho.

Valeu a pena a mudança operada pela reforma? Valeu. Não estamos mais nas mãos de um clero orgulhoso e muitas vezes desumano, capaz de adulterar o sentido da verdade, para desgraça espiritual de milhares de almas - incapazes de alçar sua voz contra a autoridade eclesiástica -, por causa da pretensa inspiração divina de homens falíveis. Essa ditadura do saber teológico é mais perniciosa do que a democracia intelectual protestante, porque esta deixa o espaço aberto para a constante reforma, enquanto aquela obstaculiza todo esforço de trazer a igreja de volta para a verdade revelada.


Rev. Antônio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra e presidente do Rio de Paz e colaborador do Genizah



VENHA O QUE VIER: MADUA OFERECE UM BOM FILME PARA A TRIVIA DO GENIZAH








A Mádua oferece um ótimo filme para quem acertar a TRÍVIA do GENIZAH desta semana!





Para participar do sorteio basta responder (deixando um comentário neste post) a seguinte, e muito dificil pergunta:


Quem foi o homem no relato bíblico que matou mais pessoas depois de morto, do que em toda a sua vida?
 

ENCERRADO em 27/04/11

O sorteio será entre os primeiros 50  leitores que responderem corretamente a pergunta . Não publicaremos nenhum comentário até termos 50 respostas corretas. Os participantes queiram deixar um e-mail para contato.

O sorteio será feito no RANDON.ORG . Os contemplados receberão o filme em casa diretamente da Mádua, sem despesas, em qualquer lugar do Brasil.
 



Venha o que vier


Com a mãe advogada e o pai professor, Caleb Hogan cresceu sabendo a importância de expor suas ideias, responsabilizar-se por seus atos e escolher o que é certo. Estando face a face com as realidades e legalidades do aborto enquanto sua mãe prepara-se para defender uma ação de grande importância diante do Supremo Tribunal – Caleb precisa decidir no que ele realmente acredita.

Se tiver um argumento pró-vida, contra o aborto, poderá perder a competição mais importante para ele – e o apoio de sua mãe. Se ele decidir segui-la, poderá ganhar o tão cobiçado prêmio... e a perda do coração de sua amiga de equipe, Rachel. Caleb pode ter a mesma convicção? Pode ele, ao mesmo tempo, ganhar o coração de Rachel?

Enquanto o acordo é a saída mais fácil, é também a mais perigosa.

Duração: 93 Minutos
Áudio: Inglês/Português
Formato de Tela: Widescreen
Legendas:Inglês/Português
Gênero: Drama
















A Fila já Andou


Carlos Moreira

Hoje à tarde fui ao shopping; coisa rara. Tinha que comprar um chip para o iPad e aproveitei para pagar uma conta telefônica na lotérica. O que deveria ser uma comodidade tornou-se, na verdade, um suplício. A fila era enorme, gente se apertando de todos os lados num pequeno corredor por trás das lojas.

Depois de meia hora sem sair do canto, eu já estava “viajando”. Minha cabeça, definitivamente, não se encontrava mais naquele lugar. Ouvia ao fundo um “zumbido”, mas ele não podia me tirar do meu “transe”. Foi aí que senti uma “cutucadela” nas costas. Virei-me e vi uma senhora dizendo: “meu filho, preste atenção! A fila já andou”. De fato, a fila andara e eu não havia me apercebido.

Mas não foi só a fila da lotérica que andou... Em quase 30 anos de caminhada, percebo claramente que uma outra “fila" também andou, aquela que me conduz para dentro de mim mesmo. Hoje, constato com alegria que, enquanto caminhava, desconstruí muita coisa que foi “erguida” erroneamente. A verdade é que pouco sobrou... Às vezes releio textos ou mensagens de alguns anos e não os reconheço. “Minha teologia” mudou significativamente nos últimos anos. Dores, perdas e alguns fracassos me tornaram mais humilde, mais quebrantando, talvez, mais simples.

Lembrei do Roberto Corrêa: “o simples é o contrário do fácil”. É muito comum confundirmos simplicidade com simplismo. Ser simples é ser singular; ser simplório é ser medíocre. Tenho pavor da banalidade, da unanimidade. Meu grande medo na vida sempre foi não me tornar alguém, não chegar nunca a ser eu mesmo, não me encontrar comigo.

É por isso que Jesus me fascina! Ele sabia quem era, conhecia o significado de sua existência, compreendia as implicações de sua vocação, seu propósito, discernia o que tinha de fazer, por onde devia andar, com quem precisava se ajuntar. O estilo de Jesus era singular, inconfundível.

Diferentemente de outros mestres, como Platão, que fundou uma academia, ou Aristóteles, que fundou um liceu, Jesus não fundou coisa alguma. Aliás, foi peça fundamental para afundar tradições, dogmas, ritos e mitos do “sagrado” de Israel.

Jesus era desalojado, era como o Pai, “claustrofóbico”, não podia ser “contido”, “aprisionado”. Ia às sinagogas, mas nunca quis ser membro delas, rejeitou a tentação de ser sacerdote, passou ao largo da possibilidade de tornar-se “refém” do Templo, deixou de lado a politicagem do Sinédrio e fez caso das seitas judaicas. Para Jesus, aquilo tudo tinha cheiro de morte, era a religião das aparências, da performance, do embuste, o estelionato do ser.

Por isso a escola de Jesus era na rua, nas esquinas, nos becos das cidades, nas casas, nos ajuntamentos a beira mar, ao pé da montanha ou nas colinas. Seus alunos não eram filósofos letrados, nem rabinos eruditos, muito pelo contrário, entre seus discípulos não havia pessoas com “pedigree”, apenas gente que queria aprender a ser gente.

Se não, observe! Veja se os encontros mais significativos de Jesus não foram com a rafaméia: a prostituta que ia ser apedrejada, os 10 leprosos, Zaqueu o publicano, a mulher do fluxo de sangue, o cego de Jericó, o aleijado do tanque de Betesda, a mulher Cananéia, a viúva de Naim, o endemoninhado gadareno, e outros tantos anônimos, excluídos, oprimidos, perseguidos.          

Lembro da parábola das bodas... Os convidados eram pessoas “distintas”, “nobres”, gente de “importância”, de “destaque”. Mas todos tinham seus afazeres e fizeram pouco caso do convite. Aí o Rei mandou chamar a gentalha, os estorvos, os miseráveis e os bêbados. Se fosse hoje estariam na festa viciados em crak, transexuais, lésbicas, gays, agiotas, traficantes, aidéticos, deprimidos, flanelinhas, e outros “diferentes”. Fico pensando se eu teria a dignidade necessária para me sentar à mesa com essa gente. Talvez não...

Fato mesmo é que Jesus ora estava aqui, ora ali, outra ora sabe-se lá onde. Até seus discípulos, por vezes, o perdiam de vista. Ele era ser errante, não tinha onde reclinar a cabeça, não criava “raiz”, nem amarras, sua casa era o mundo! Quando você pensava que Ele estava vindo, já tinha ido. Para Jesus a fila sempre estava andando, a vida sempre estava fluindo. Mas, desgraçadamente, aquela geração não soube reconhecer aquela “visitação”.

Olho as pessoas nos nossos dias... Elas estão sempre insatisfeitas, reclamando, querem mais e depois mais, buscam a fixidez, o concreto, a segurança, a estabilidade. Enquanto perdem tempo com suas questiúnculas, "a fila anda", o sonho passa, a vida segue, o tempo voa. É gente insegura, gente ansiosa, gente ingrata, gente irresolvida, gente intemperante, gente que deixou de ser gente, gente que se dessignificou como gente, gente que desaprendeu a ser gente, tornou-se substrato de gente, gente partida, dividida, gente que já não é mais gente.   

Para quem chegou neste estágio, só tenho uma coisa a dizer: “a fila já andou”. Enquanto você se emaranhava com tantas questões fúteis, com tantos projetos inúteis, com tanta megalomania, “a fila estava andando...”. Havia nas esquinas da vida gente precisando de carinho, de afago, de uma mão estendida, de uma palavra de conforto, de uma ação de misericórdia, de uma atitude de solidariedade, de uma decisão corajosa, de uma posição assumida, de uma consciência renovada, de uma alma quebrantada, de um coração expandido. E você, onde estava? Onde eu estava?! Ah, nós estávamos nos templos, nas reuniões, nos encontros religiosos, nas vigílias, nos seminários, estávamos “fazendo a obra”! Mas que obra?! A obra de quem?!

Hoje à tarde eu quase adormeci naquela fila... Agora estou com medo de estar adormecido quanto à existência que me cerca, aos dramas que me rodeiam, as calamidades que acontecem a minha porta, na minha cara, na esquina da minha rua, na frente do meu trabalho, na ponte, na praça, pois nestes lugares é onde estão os bêbados, os mendigos, os gays, os travestis, os maconheiros, essa gente que eu tenho desprezo de olhar, aversão de ouvir, nojo de tocar, medo de sentir.

Entretanto, o grande paradigma em tudo isto é que são justamente estes que Jesus quer que eu convide para a “festa”, pois são eles os mais receptivos a Graça e ao Reino. Agora, se eu não me “tocar” quanto a isto, corro o sério risco de, em algum momento, ouvir dEle: “desculpe filho; "a fila já andou"; tive de usar outro em seu lugar, pois você estava muito ocupado com a sua obra”. Pense nisso...

Carlos Moreira é culpado por tudo o que escreve. Com medo de perder o "andar da fila" quer viver uma nova realidade de prática e fé. Ele escreve aqui no Genizah e na Nova Cristandade.