A indústria do Carnaval e o seu Lado Devassa


 Alan Brizotti


Não é de hoje que já não existem festas legítimas: tudo é pretexto para o lucro!

O Carnaval não é cultura, não é diversão, nem brincadeira. É lucro, mercado, faturamento. Somente os muito iludidos ainda acreditam na fantasia (palavrinha constante nessa época), na "alegria" e no divertimento. O restante mais lúcido do mundo sabe que a palavra de ordem não é "alegria", mas prazer.

Rubem Alves faz uma distinção perfeita entre prazer e alegria:

"Prazer é a experiência do orgasmo puro. Pode ser produzido até por masturbação. Alegria é o que sente o amante na simples memória do rosto da pessoa amada. O orgasmo, como todas as experiências de prazer, uma vez acontecido, esgota-se. Não se deseja mais. Prazer é descarga. A alegria, ao contrário, não se cansa. A alegria, pela simples memória do rosto da pessoa amada, continua suavemente. A alegria é a experiência de união com o objeto amado. O prazer tem a ver com o corpo, e só. A alegria, ao contrário, é uma experiência de amor: o corpo em harmonia com o mundo".

Por isso acredito muito no que disse A W Tozer: "Há mais restauradora alegria em cinco minutos de adoração do que em cinco noites de folia".

O Carnaval é o perfeito retrato do capitalismo selvagem, tão odiado pelas "esquerdas" do mundo: de um lado os "foliões" e sua in$anidade desvairada, do outro, os figurões da grana, a indústria, o mercado, Mamom e seus sacerdotes, fazendo de tudo para tontear as cabeças a fim de esvaziarem os bolsos.

Até a Sandy virou garota-propaganda de uma cerveja chamada "Devassa", numa jogada de marketing que retrata perfeitamente os intentos da indústria do Carnaval: por dinheiro, qualquer um devassa. De tanto "pular" no Carnaval, os cérebros escorrem junto com o suor das avenidas.

Na Bahia é Carnaval o ano inteiro (inclusive com o tal "caranaval fora de época"). No eixo Rio-São Paulo é a paradoxal "escola de samba", que deveria se chamar escola-onde-seu-dinheiro-samba. Nos outros Estados, longe do olhar voluptoso das grandes agências do marketing e sua divisão de Brasis (o rico no sul e sudeste, e o resto pobre), fica um filhote híbrido de "cultura" local com a multidão perdida entre os que sobem e descem as ladeiras da inutilidade.

Não preciso nem dizer que o "mundo evangélico" (expressão extremamente correta: mundo mesmo!) sonhando com a grana arrecadada no Carnaval, tenta emplacar nos nossos quintais um "carnaval de Jesus", com escolas de samba imbecilizadas ou blocos carnavalescos carentes de senso, lugar e lógica. Ninguém merece!

A quarta-feira só é de cinzas para quem matou o salário na avenida, porque para os barões da mídia e do mercado, é um dia glorioso, onde mais uma vez, a trindade substituta funcionou perfeitamente: dinheiro, poder e sexo. O resultado dessa mistura é sempre o mesmo: o ano, agora, vai começar.

E ainda tem gente cantando: "não deixe o sambe morrer, não deixe o samba acabar..." Enquanto houver dinheiro nos bolsos, o samba não morre, quem morre é o sambista.



Alan Brizotti, rasgando fantasias no Genizah



O que a Igreja poderia aprender com o Carnaval?


Hermes C. Fernandes

Seria lícito tomar o desfile do Carnaval como analogia de nossa caminhada cristã? Certamente, a maioria dirá que não. Afinal de contas, o Carnaval é a festa pagã por excelência, onde, além de toda promiscuidade, entidades pagãs são homenageadas.

Eu poderia gastar muitas linhas tecendo críticas justas a esta festa em que tantas famílias são desfeitas, e inúmeras vidas destruídas. Porém hoje, quero pegar a contramão.

Por que será que os cristãos sempre enfatizam os aspectos ruins de qualquer manifestação cultural?

Se vivêssemos nos tempos primitivos da igreja cristã, como reagiríamos ao fato de Paulo tomar as Olimpíadas como analogia da trajetória cristã neste mundo?

Ora, os jogos olímpicos celebravam os deuses do Olimpo. Portanto, era uma festa idólatra. Os atletas competiam nus. Sem contar as orgias que se seguiam às competições. Sinceramente, não saberia dizer qual seria pior, as Olimpíadas ou o Carnaval.

Porém Paulo soube enxergar alguma beleza por trás daquela manifestação cultural. A disposição dos atletas, além do seu preparo e empenho, foram destacados pelo apóstolo como virtudes a serem cultivadas pelos seguidores de Cristo.

E quanto ao Carnaval? Haveria nele alguma beleza, alguma virtude que pudesse ser destacada do meio de tanta licenciosidade? Acredito que sim.

Embora jamais tenha participado, talvez por ter nascido em berço evangélico tradicional, posso enxergar alguma ordem no meio do caos carnavalesco.

Destaco a criatividade dos foliões, principalmente dos carnavalescos na composição das fantasias, dos carros alegóricos, do samba-enredo. Eles buscam a perfeição. Diz-se que o desfile do ano seguinte começa a ser preparado quando termina o Carnaval. É, de fato, um trabalho árduo que demanda muito empenho.

Se houvesse por parte de muitos cristãos uma parcela da dedicação encontrada nos barracões de Escolas de Samba, faríamos um trabalho muito mais elaborado para Deus. Buscaríamos a excelência, em vez de nos contentar com tanta mediocridade.

O desfile começa com a concentração. É ali que é dado o grito de guerra da Escola, seguido pelo aquecimento dos tamborins.

A concentração equivale à congregação. Nosso lugar de culto (comumente chamado de “templo” ou “igreja”) é onde nos concentramos e aquecemos nosso espírito. Porém, a obra acontece lá fora, “na avenida” do mundo.

Gosto quando Paulo fala que somos conduzidos por Cristo em Seu desfile triunfal. O apóstolo compara a marcha cristã pelo mundo às paradas triunfais promovidas pelo império romano. Era um espetáculo cruento, no qual os presos eram expostos publicamente, acorrentados arrastados pelas ruas da cidade. Era assim que Roma exibia sua supremacia, e impunha seu poder. Paulo toma emprestada a figura deste majestoso e horroroso evento para afirmar que Cristo está nos exibindo ao Mundo como aqueles que foram conquistados por Seu amor.

Muitos cristãos acreditam ingenuamente que a guerra se dá na concentração. Por isso, a igreja atual é tão em-si-mesmada, isto é, voltada para dentro de si. Ela passou a ser um fim em si mesmo.

A avenida nos espera!

À frente vai a comissão de frente, seguida pelo carro alegórico abre-alas. Compete aos componentes dessa comissão a primeira impressão.

A comissão de frente da igreja de Cristo é formada pelos que nos precederam, que abriram caminho para as novas gerações. Não podemos permitir que caiam no esquecimento. Também são os missionários, que deixam sua pátria para abrir caminho em outros rincões. Grande é sua responsabilidade, e alto é o preço que se dispõem a pagar para que o Evangelho de Cristo chegue à populações ainda não alcançadas. Paulo fazia parte da comissão de frente da igreja primitiva. Chegamos a esta conclusão quando lemos o que escreveu aos coríntios: “Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem” (2 Co.10:16). Ele preferia pescar em alto mar, e não aquário dos outros.

A Escola de Samba é dividida em alas, cada uma com fantasias e carro alegórico próprios. Porém, o samba-enredo é o mesmo. O que é cantado lá na frente, é sincronicamente cantado na última ala da Escola. A voz do puxador do samba, bem como a batida harmoniosa da bateria, ecoando por toda a avenida, garantem esta sincronia. Não pode haver espaços vazios entre as alas. Há harmonia até nas cores das fantasias. Ninguém entra na avenida vestido como quiser. Imagine se as variadas denominações que compõem o Corpo Místico de Cristo se relacionassem da mesma maneira, respeitando cada uma o espaço da outra, porém dentro de uma evolução harmoniosa. No meio do desfile encontramos o casal de porta-bandeira. Eles exibem orgulhosamente o pavilhão da Escola. Seus gestos e passos são cuidadosamente combinados, para que a bandeira receba as honras devidas.

É triste verificar o quanto a bandeira do Evangelho tem sido chacoalhada, pois os que a deveriam ostentar, são os primeiros a desonrá-la com seu mal testemunho.

Os cristãos primitivos se dispunham a pagar com a própria vida para que seu testemunho de fé fosse validado e o nome de Cristo fosse honrado.

Ao término do desfile chega o momento da dispersão. É hora de partir, levando a certeza de que todos deram o melhor de si. Alguns saem machucados, com os pés sangrando, com as forças exauridas. Mas todos saem alegres, esperançosos de que sua escola seja a campeã. Aprenderam a sublimar a dor enquanto desfilam. Ignoram o cansaço. Vencem os limites do seu corpo. Tudo pela alegria de ver sua escola se sagrando campeã. Mas no fim, chega a hora de tirar a fantasia, descer dos carros alegóricos, cuidar das feridas nos pés. Mesmo assim, ninguém reclama.

Todos estamos a caminho do fim do desfile. O momento da dispersão está chegando, quando deixaremos este corpo, nossa fantasia, e seremos saudados pela Eternidade. Que diremos nesta hora? Não haverá novos desfiles. Terá chegado o fim de nossa trajetória? Não! Será apenas o começo de uma nova fase existencial. Deixaremos nossas fantasias, para nos revestirmos de novas vestes celestiais. Falaremos como Paulo em sua carta de despedida a Timóteo:

“...o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm.4:6b-8).

Aproveitemos os instantes em que estamos na avenida desta vida, celebremos a verdadeira alegria, infelizmente ainda desconhecida por muitos foliões, e que não terminará em cinzas.

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



O tamborim Evangélico


Eduardo Martins

É terça-feira de Carnaval no Rio de Janeiro e um caminhão de som para na esquina da Avenida Presidente Vargas com Rio Branco. No epicentro da mais tradicional folia de rua carioca, o bloco evangélico Cara de Leão, do Projeto Vida Nova, esquenta os tamborins. Do alto do veículo, o pastor Ezequiel Teixeira acompanha atentamente a movimentação lá embaixo. Contrariando o senso comum, ele encara o carnaval como uma oportunidade de evangelizar. O pastor se apega a passagem da Bíblia que diz “Ide e pregai o evangelho a toda criatura”. Como a única coisa que o versículo não determina é o tempo para se fazer a pregação, Ezequiel aproveita para pregar até fora da hora.

Com o microfone em punho, ele acerta os últimos detalhes pondo 2500 fiéis em ordem. “Porta-Louvor, mais pra frente…”, de cetim brilhante nas cores azul e branco, a porta-bandeira puxa o mestre-sala pela mão. Carregam o estandarte e um sorriso encabulado após o aviso que ecoou em 12 mil watts de som.

“Ala da Ilusão, liberte-se!”, ao comando de Ezequiel cerca de cem jovens, todos de preto, espalham-se de um lado ao outro da avenida. Levam garrafas vazias de cerveja, canudos de papel imitando cigarro e placas com frases de efeito, tal como “O mundo jaz no maligno” e “O salário do pecado é a morte”. Eles são os “iludidos” que dão nome à ala. Mais adiante estão os demônios, que por algum motivo tem a cabeça coberta por meia-calça. Na comissão de frente, um Lúcifer magro que lembra mais o coringa de um baralho.

Antes de iniciar o desfile, uma ligeira pausa para oração, depois, um minuto de silêncio. Com o relógio dourado à altura dos olhos, Ezequiel acompanha ansioso o movimento do ponteiro. Terminado o tempo, dá a largada. “Atenção, Bloco Cara de Leão! Vamos lá, povo de Deus! Chegoooou… a horaaa… GLORIFICA, CAVACO!”

A bateria ataca com força, fazendo vibrar as fachadas de vidro dos bancos, escritórios e lojas. Na falta de samba no pé, os crentes agitam os braços.

“O povo que andava em trevas
Viu uma grande luz
E sobre os que habitavam na região da morte
Resplandeceu a luz…”

Do lado de fora do bloco, várias pessoas com as mãos dadas formam um cordão de isolamento, protegendo a evolução dos componentes pela avenida. Um dos elos da corrente é Renato Vieira, 28 anos, morador de Belfort Roxo. Ele participa do bloco há seis anos e diz que nunca foi muito fã de carnaval, mesmo antes de entrar para a igreja. “Como nunca bebi, sempre achei uma festa sem graça”. Abruptamente Renato encerra o papo voltando para o batente porque cinco bate-bolas embriagados ameaçam invadir seu pedaço. Mas com os braços enlaçados a outros irmãos, ele afasta os desordeiros. “Toda atenção é pouca”, diz.

Atrás da barraca de cachorro quente, o vendedor recebe uma oração de cabeça baixa. Mão estendida, a pastora Tânia Silva, de Itaipuaçu, faz um louvor. Seu trabalho é quebrar maldições. Por sua natureza pagã, provocante, estimuladora dos prazeres terrenos, para Tânia, o carnaval é obra do diabo. Confessa que já se divertiu muito em anos anteriores, no entanto, desde que se converteu, nunca mais caiu na folia.

Na calçada, o morador de rua usando uma bermuda presa apenas por um alfinete de fralda, traga o cigarro com indiferença. Bumbos, caixas, cuícas, pandeiros, repiques, passam ruidosamente a poucos metros de sua cama de papelão, e ainda assim, é como se um continente os separasse. Uma desavisada catadora de latas, usando sacos plásticos no lugar de sapatos, se anima com o batuque e tenta aderir ao bloco. Logo é barrada. Sem esmorecer ela abre um sorriso ébrio, depois volta a sua rotina de revirar lixeiras atrás de alumínio.

Um dos organizadores do bloco Cara de Leão é o pastor Alexandre Rodrigues, de 36 anos. Ele tem os cabelos grisalhos, bem aparados, óculos de aro fino e um olhar pacífico que lhe dá um ar confiável de gerente bancário. “Nossa missão é chegar no limite do profano para resgatar essas almas”, defende. Nas contas do pastor, a pregação mostrando que a verdadeira felicidade não dura só quatro dias tem dado certo. “Cerca de sessenta por cento dos que estão aqui no desfile, se converteram por causa do bloco”, diz ele.

Enfim, o Cara de Leão chega ao seu destino: a Cinelândia, onde nessa altura a diversão pega fogo e o “hino-enredo evangelístico” é recebido com estranheza. “VÂMO BOTAR CAMISINHA!”, provoca Júnior, um mulato parrudo, com vestido de alcinha e bolsa de couro a tiracolo. A seu lado, Vilson, fantasiado de índio americano, gargalha desafiando a reprovação dos evangélicos.

Se o Carnaval é realmente a festa do profano, a praça é o que o pastor Alexandre e os outros pastores chamariam de fundo do inferno. A avenida é o território livre de bêbados, mulheres em trajes provocantes e foliões seculares. Pressentindo o enfrentamento, mais uma vez Ezequiel pede a palavra. Todos levantam as mãos numa prece contínua. Há um frenesi no ar. Talvez seja a mesma agonia de uma tropa que caiu numa emboscada. Ele segura o microfone, ajeita os óculos escuros no alto da testa e parece pronto para a guerra.

“Venha para frente, meu irmão. Saia do seu lugar. Não tenha vergonha de pedir uma prece. Você que está precisando, você que passa dificuldades. O Senhor quer te ajudar”, diz Ezequiel. A resposta veio em bate-pronto: “Volta pra igreja, car@#%&!”. A ofensa alcoólica rasga a oração como se fosse uma gilete. No entanto, o pastor não se abala e alguns foliões mais dóceis se rendem aos pedidos abaixando a cabeça.

Nas esquinas da praça, os protestos insistem. “Vai pro retiro!”, esperneia um deles. Coagido pelas inúmeras provocações, Ezequiel apela para um minuto de silêncio em prol da paz no mundo. Milagrosamente o pedido surte efeito e a multidão emudece. É como se o pastor agarrasse a massa carnavalesca pelos chifres e dominasse a situação. Por um breve momento foi assim. Até que, nos segundos finais, um vendedor percebeu que aquela era a melhor hora para divulgar sua promoção: “Ó, três Skol, cinco real!”.

Logo em seguida marchinhas são cantadas aqui e acolá, e o ambiente carnavalesco volta a prevalecer na Cinelândia. Mas Ezequiel já está satisfeito, a parafernália de som é desligada e o desfile encerrado. Entre os fiéis da Vida Nova há o sentimento de dever cumprido. Após percorrer centenas de metros num desfile atípico, resistindo a tentações de toda ordem e pregando a palavra do Senhor na adversidade, o único bloco evangélico do Rio de Janeiro se dissipa. O Carnaval já terminou para eles, que saem em grupos a perder-se de vista pelas ruas do centro, como um rebanho de ovelhas voltando para seu cercado.


Publicado em Revista Zé Pereira Na edição 3 de Genizah Almanaque
Título original já publicado aqui: Samba Suor e Oração

O autor da matéria não é evangélico. Contudo, achei muito legal este testemunho "visto de fora". Eu, pessoalmente, simpatizo muito com a proposta da evangelização em plena folia, se a mesma for criativa, acolhedora (nunca provocadora) e edificante, sem contudo jamais se confundir com o ambiente à sua volta. O pessoal retratado na matéria, ao que parece, foi muito bem em seu esforço. Mesmo uma opinião "de fora" reconhece o bom trabalho. Parabens ao grupo!



Carta Aberta do Rei Momo às Igrejas



Hermes C. Fernandes

Gostaria de expressar minha gratidão por deixarem a cidade inteiramente entregue ao meu reinado. Acho que refugiar-se num retiro foi a melhor coisa que vocês poderiam fazer durante o período carnavalesco.

Estou muito à vontade. Não se preocupem com as almas perdidas, eu cuidarei de cada uma delas pessoalmente, garantindo-lhes muita folia, seguida de tristeza sem fim. Confetes sucedidos de cinzas, fantasias em vez de vestes de louvor, espírito abatido em vez de alegria perene.
Eu deveria condecorar vocês! Seus pastores são meus heróis. O que seria do carnaval se vocês continuassem por aqui, nos importunando, com suas igrejas abertas para receber meus súditos? Prefiro vê-las com as portas fechadas... assim, pelo menos, tenho a cidade inteira ao meu dispor.
Desejo que vocês se divirtam durante o retiro. Ouço dizer que alguns de vocês aproveitam para aprontar as suas... Já até liberei alguns enviados especiais para garantir certa medida de libertinagem lá.
Meninos... comportem-se! Ou pelo menos, finjam isso.
Às vezes penso que a diferença entre meus súditos e eles é que meus súditos tiram as máscaras durante o carnaval, eles não.
Parabenizem seus líderes! Muitos deles me desdenham, mas servem ao meu primo Mamom. Ou vocês nunca pararam pra pensar que é mais barato pular carnaval do que pagar por um retiro desses?
Ah... já ia me esquecendo. Agradeço também àqueles que montaram seus próprios blocos, segundo eles, com o propósito de evangelizar durante a minha festa. Bobos esses meninos! Eles têm mais de trezentos dias do ano para isso, mas preferem colocar o bloco na rua justamente quando ninguém está disposto a ouvi-los. Muitos deles aproveitam a boa justificativa pra matar saudade do mundo...
Tem uns chatos aqui que insistem em manter a igreja aberta, e ficam de plantão para atender aos foliões... Quem eles pensam que são? Ousam desafiar o meu reinado? Eles caminham pelas avenidas esboçando um olhar misericordioso e um sorriso discreto. Agem como se fossem agentes secretos de outro reino invadindo meu domínio. Preciso tomar cuidado com esses, pois são perigosos, subversivos e extremamente nocivos.


Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



A BBB evangélica (sic) Janaina afirma que vai posar nua e acredita em vidas passadas



Esta semana foi  lançamento da nova fase do Almanaque Genizah (conheça o novo portal)assine .

Contudo, um fato marcante se colocou no centro da nossa atenção: 

Nós estamos tomando surra de pau de marmelo (e sem camisa)  por conta da matéria de capa sobre Chico Xavier, onde, entre outras coisas, afirmamos que o mesmo não era cristão, a sua doutrina era demoníaca, contrária as Sagradas Escrituras em muitos aspectos, a começar pela doutrina da reencarnação e a comunicação com os mortos.

Sendo o nosso mailing 99.99% formado de cristãos evangélicos, ficamos surpresos quando recebemos mais de 300 e-mails de pessoas se declarando crentes e defendendo Xavier. Uns tão somente irados por tocarmos no ungido morto, que não pode se defender. Outros afirmando que ele era cristão e estava no seio de Abraão. Pois foi assim que o "pastor" nos escreveu!
 
Obviamente Chico não era cristão, quanto a não poder se defender porque está morto (risos), ora porque o tinhoso não manda recado escrito, ou ele só sabe escrever daqui para lá? 

Quando eu fui ao twitter informar que havia crentes (e não poucos) acreditando em doutrinas espíritas as pessoas reduziram a presença do fenômeno.

Pois esta semana a Janaína do BBB11 ao ser eliminada da casa... 

>>> Já avisando que não assisto o programa, tão somente vi a notícia e as afirmações da jogadora me interessaram, pois se tratava de uma evangélica (sic).  

Deu entrevista aos jornalistas nas instalações da Rede Globo, na Zona Oeste do Rio. 

Entre muitas coisas relativas ao programa e ao jogo, o que não nos interessa aqui, a ex-BBB afirmou o seguinte: 

1) Deu detalhes sobre a sua fobia por palhaços, fato revelado durante o reality. A doença é até bem conhecida e atende pelo nome de  coulrofobia.

2) Revelou ser evangélica praticante.

>>>>  Com tantos palhaços nos púlpitos, esta moça deve sofrer (piada pronta, desculpe). 

3) Afirmou crer em vidas passadas, o que segundo ela, poderia explicar o seu medo de palhaços.

Quero fazer um ensaio na praia, no mar.

E a partir dai disse o que toda a modelo evangélica anda dizendo na mídia (não há mais nem suspiro de Ohhhh!) 

4) Esta louca para transar com o namorado. Prioridade número um para ela após sair.

5) Quer fazer um ensaio fotográfico pelada no estilo selvagem (sic). 

Finalmente, a modelo e passista de escola de samba esclareceu que o motivo de não ter bebido no confinamento, não tem nada haver com a sua religião: “Eu nunca fui de beber muito mesmo, não. Gosto de bebida de menina, com leite condensado, vodca... Bebida doce”. A mulata vibrou também com a notícia de que a X-9 Paulistana, escola de samba da qual é princesa, já tem uma fantasia separada para ela. 


Os números de evangélicos declarados no CENSO 2010 precisa ser muito ponderando, se o objetivo é obter a quantificação de uma população que afirma ter na Bíblia a sua expressão de fé e conduta e, principalmente, tem conhecimento, em primeira pessoa, daquilo que nela está escrito.





O buraco




Testemunhas de Jeova conseguem que a justiça feche site que denuncia seu passado tenebroso.

 
Embora documentado, site foi acusado de difamação
 
Em outubro de 1921, em sua publicação "A Idade de Ouro", a religião TJs (Testemunhas de Jeová) incitou os fiéis a usarem “seus direitos como cidadãos americanos para abolir para sempre a prática demoníaca das vacinas”.

Em julho de 1929, a mesma revista afirmou que “[os negros] são uma raça de serviçais. Não há no mundo um serviçal tão bom quanto um bom serviçal de cor”.

Em junho de 1933, na Alemanha, um grupo de fiéis da TJs escreveu o documento "Declaração de Fatos" e uma carta pessoal com elogios a Hilter.

Em dezembro de 1968, a Despertai!, também da TJs, publicou que transplantes de órgãos, incluindo o de córneas, eram canibalismo.

No dia 21 de fevereiro de 2011, na segunda-feira retrasada, um ex-TJs anônimo informou que, por determinação judicial, estava tirando do ar o site Índice TJ, que relatava em detalhes esses e outros fatos tenebrosos da história da religião.

A Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, da TJs, tinha entrado na Justiça contra o ex-fiel com a alegação de que o site divulgava “conteúdo difamatório e calunioso”, embora, ali, tudo esteja aparentemente documentado, com citações de publicações da própria religião.

O Índice TJ foi criado em 2004 para apresentar a religião de uma perspectiva crítica. Seu dono começou a ser pressionado em julho de 2010, quando recebeu uma petição da sede mundial da religião, em Nova York, e das filiais da Alemanha e Canadá para que desativasse o site. O que incomodou mais a TJs teria sido a divulgação de 200 cartas, algumas delas consideradas confidenciais.

A sentença pelo fechamento do site não é final, porque cabe recurso, mas o dono do site desistiu dos tribunais.  É de supor que, se levasse a luta judicial adiante, ele acabaria sendo beneficiado pelo direito constitucional de livre expressão.

A maioria dos 800 artigos do Índice TJ continua na internet, agora no endereço http://www.indicetj.info/. Trata-se de um "espelho" (cópia) feito pela internauta que se identifica como “thegirl”.

Ali há depoimentos extraídos da imprensa de pessoas que teriam sofrido as consequências dramáticas dos equívocos da religião, como o de um menino que ficou cego de um olho porque não pôde fazer transplante de córnea.


Vítimas das crendices da TJs




Com informação do blog Zion’s Watch Tower e do http://www.indicetj.info/.








Pastor boneca vira pastor ULTIMATE FIGHT

Deve ser o clima de carnaval. Zoaram com o pastor que dava pancada nas irmãnzinhas...

A heresia invade os fliperamas, risos. Direto do bloco das bonecas: El Pastor ULTIMATE FIGHT!







Fora da Caixinha

Fernando Ortega

Eu quero amar a Deus fora da caixinha.

Fora da caixinha instituição. Fora da caixinha teórica. Fora da caixinha de achismos, quilômetros fora da caixinha legalista.

Se as pessoas o fazem no domingo eu quero começar a me arrepender na sexta e na segunda conseguir tirar meu extrato do banco e agradecer, sincera, por não ser escrava do dinheiro. Ainda na quarta-feira vou acordar com o frescor da misericórdia pulsando no céu da boca. E no sábado, na esquina da frustração, vou dar meia volta, pular o meio fio e cair de joelhos na frente de um trono onde eu encontro curativo, abraço, e graça, em tempo oportuno… seja esse tempo outono, verão, segunda ou sábado.

Se todo mundo faz questão de divulgar / RT suas boas obras pra receber a recompensa terrena da admiração dos homens, eu quero fazer escondida, pra só Deus ver. Pra então só Ele me recompensar, do jeito dEle, quando Ele quiser. Porque bons amigos mantém segredos.

Eu quero viver o amor de Deus fora da caixinha.

Se todo mundo ainda encara os cultos na igreja como um ritual, ou pior que isso, como um encontro social, eu quero andar como quem sabe que o véu foi rasgado e ir adorar a Deus com o meu melhor sorriso, celebrar a salvação, encher a boca do pão da Palavra e confessar de boca cheia que não tenho feito o suficiente para que meus irmãos não morram tanto de desnutrição. A pior desnutrição. A de amor.


Quero ser hoje melhor que ontem, melhor pra Deus e não melhor que meu irmão. Quero deixar o Espírito Santo me tornar sensível a ponto de enxergar a necessidade do meu próximo, e ajudá-lo ainda que ele não seja meu amigo íntimo.

Quando eu sentir vontade de chorar, além de deixar as lágrimas saírem sem culpa, também o farei com minhas palavras, sabendo que o meu Deus me entende, porque em Jesus Ele não veio ser crente. Veio ser humano.

A inspiração do Espírito vai tocar os meus cabelos junto com o vento, na fila do super mercado. Eu vou pegar uma caneta na bolsa e, mesmo sem entender tudo, vou anotar as palavras até então desconexas, no meu bloquinho amarelo. Junto com o troco vou sentir vontade de entregar pra atendente de caixa a minha anotação no papelzinho amarelo. Quando eu puxar o papel e ele se soltar da espiral, uma mágoa também vai se desprender de uma vez do coração da moça e naquela noite ela vai dormir sabendo que Jesus, criativo que só, ainda quer usar os tijolos pesados do seu passado, como degrau pra ela chegar mais rápido perto dEle.



No fim do dia, vou respirar fundo debaixo do chuveiro e sorrir. Vou sentir cada bolha no meu pé e dar uma gargalhada leve como inocência de criança. Vou deixar a água escorrer e fazer graça da casca graciosa que meu Pai emprestou pra alma morar. A condenação está indo pelo ralo e nos meus pulmões está entrando a alegria. Aquela que começa a nascer devagarzinho e cresce como um tornado. Aquela que só acontece quando consideramos a suficiência de Cristo.

Eu quero amar a Deus fora da caixinha e caminhar como quem acredita que Ele jamais, JAMAIS caberia ou se manifestaria de verdade dentro de caixas com dimensões programadas por alguém falível e pequeno como eu. Eu quero amar a Deus.

“Deus purificará a nossa consciência de obras mortas, pra servirmos ao Deus vivo!” Hb 9:14b



O texto é da Lenara que é colunista do Não Morda a Maçã, blog do Fernando Ortega, que escreve aqui no Genizah . Entendeu ou virou bagunça?



O DEUS DO RISO


Como os leitores já sabem, Iniciei neste blog uma série de posts que é voltada para o humor, onde conto casos hilários do meio evangélico. Batizei a série de Comédias da Vida Quase Real, sem nenhuma pretenção de ser ofensivo ou blasfemo ou de constatar científica e biblicamente os fatos ali narrados, ou de fazer uma hermenêutica e uma exegese rigorosa dos “fatos”, e nem tão-pouco passou por minha cabeça a idéia de menospresar as pessoas lá mencionadas de forma ofensiva.

Criei a série somente com a finalidade de contar situações engraçadas e inusitadas, fazendo uma crítica à ingenuidade e excesso de credibilidade do nosso povo.

Durante a elaboração dos argumentos aqui expostos, lembrei-me de um dialógo no fantástico filme O Nome da Rosa de Umberto Eco, quando Guilherme de Barskerville, o monge franciscano detetive é confrontado pelo velho Jorge de Burgos, o monge cego e austero, diante da risada inesperada de um monge copista no scriptorium da biblioteca do mosteiro, aonde estava havendo uma série de assassinatos misteriosos:

Irmão Jorge de Burgos:

- Um monge jamais deve rir! Só os tolos elevam a voz para rir!
- Espero quem minhas palavras não te ofendam, irmão Guilherme, mas é que ouvi pessoas rindo de coisas risíveis e lembrei um dos princípios da regra. Mas vós franciscanos, fazeis parte de uma ordem na qual vêem a alegria com indulgência, mesmo as mais importunas.

Irmão Guilherme de Baskerville:

- É verdade, São Francisco era dado ao riso.

Irmão Jorge:

- O riso é uma brisa demoníaca qque deforma os traços do rosto e faz os homens se parecerem com macacos.

Irmão Guilherme:

- Macacos não riem. O riso é característico dos humanos.

Irmão Jorge:

- Como o pecado! Cristo nunca riu!

Irmão Guilherme:

- Podemos ter assim tanta certeza disso? Nada nas Escrituras diz que ele riu, mas também não diz que não riu. Até os santos usaram da comédia para ridicularizar os inimigos da fé.
Quando pagãos mergulharam são Mauro num calderão de água fervente, ele ironizou reclamando que seu banho estava frio. O sultão colocou a mão na água e se queimou.

Irmão Jorge:

- Um santo imerso em água fervente não faz brincadeiras infantis. Ele reprime os gritos e sofre calado pela verdade.

Irmão Guilherme:

- Ainda assim, Aristóteles dedicou o Segundo livro da “Poética” à comédia como instrumento da verdade.

Irmão Jorge:

- Esse livro jamais existiu! A Providência não deseja que futilidades sejam glorificadas!

E por aí vai… mas esse diálogo do filme faz obrigatoriamente  vir à tona o assunto do humor, da alegria e  do riso na Bíblia. Faz-se constatar que doutrinas de homens criaram um fosso que dividiu a vida cristão, gerando a nefanda dicotomia agostiniana que separa o santo do sagrado. E infelizmente uma grande fatia do universo evangélico tem essa concepção estóica do bispo velho e cego do filme, uma visão gnóstica de que o cristão deve ser obrigado a viver como um abutre encurvado e sombrio, antipático, austero e sem graça.
Pergunto: Deus, o Criador do Universo, não tem senso de humor arguto e inteligente? E Jesus, o Homem Perfeito, realmente nunca se diivertiu, sorriu ou deu uma boa gargalhada?

Os matadores da alegria gostam de pensar que Deus é Deus irado, carrancudo, sempre mal humorado, que não tolera risadas ou senso de humor. Para esses estraga-prazeres de carteirinha, não se pode ser alegre, leve, descontraído, expontâneo, excluíndo a possibilidade de se usar do humor inteligentemente cáustico para evidenciar alguma crítica ou exortação indireta, e não se pode utilizar até das situações aparentemente trágicas para se abstrair o mais puro e fino humor utilizado para indireta e sutilmente divulgar a Verdade Deus, isso tudo, sem ser ofensivo, grosseiro e não querendo desmerecer a fraqueza alheia, em absoluto.

Esses tais jamais entenderão o significado de termos das Escrituras Sagradas como recrear-se (divertir-se), alegrar-se, regozijar-se, zombar, folgar, comprazer-se, deleitar-se, gozar, e por causa de suas mentes legalistas jamais divisarão certos lances da vida comum pela ótica do humor, antes permanecerão no deserto árido de seu rigor estóico de gente que não é feliz e não deixa os outros o serem.

Ora, Se Deus não tem humor apurado, então o que dizer do Salmo 2, quando diz:

"- O que habita nos céus, ri da aparente superioridade de força dos reis que contra Ele se insurgem. O Senhor se diverte à custa deles".
Se Deus não tem humor apurado o que dizer então de suas intervenções na história humana quando são marcadas, por vezes, com um fino toque de humor - como na história de Sara, que, ao entender-se grávida aos 90 anos, exclama:
"- Deus me fez rir e todos os que o souberem rirão comigo" (Gn 21,6).
Ou o que dizer do humor ácido do profeta Elias, quando desafia os profetas de Baal em 1Reis 18.27?
"Ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo:
− Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará”.
E se Jesus, o Filho de Deus não tem senso de humor, então que tal ler Lucas 13: 21, onde diz:
“Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espirito Santo”.

Se Jesus não tem senso de humor, então por que aceitava freqüenter banquetes e festas de casamento que duravam uma semana de alegria e diversão? Será que ELe, nessas horas ficava lá, no meio da festança, todo casmurro em um canto, com as mãos postas, olhar beatificado fixando o infinito como nos filmes de Hollyhood, portando a auréola característica das pinturas da Renascença? Não. Certamente que Ele se divertia a valer com os convivas nas danças e nas conversas descontraídas que rolavam soltas nessas ocasiões festivas, regadas a muito vinho e comida até dizer chega!

Se Jesus não tem senso de humor, então porque ele contou uma anedota em forma de parábola no meio de uma crítica fulminante direcionada aos fariseus e intérpretes da lei em Lucas capítulo sete:

"- A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes. Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos”.

Ou quando Jesus proferiu uma hipérbole revelando grande exagêro quando disse que era mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céu, não seria isso puro humor tragicômico?

Então me desculpem os reprimidos, os hermeticamente fechados em seus cercadinhos de regras e tabus, mas seguirei os passos de meu Deus e de meu Mestre, vivendo na liberdade consciente de ser eu mesmo, em meio a um mundo que é por si só perdido, desesperado e maligno, mas com a chance de ver a vida positivamente, sob a ótica do humor e temperada com muitas piadas, muitos cartoons e muitas gargalhadas.


Manoel é conspirador do Reino e cumplice nesta nossa subversão.



Edir Macedo: Prostituição e cachaça. E dai?





Estou sem palavras! Fazia tempo que eu não ficava assim, risos.
Eis ai grandes líderes da igreja! Servos fieis. Está na hora de evangelizar DENTRO da SEITA UNIVERSAL!





Adivinha quem foi visitar Neuza Itioka?




Vera Siqueira


Ontem foi o primeiro dos três dias de seminário de batalha espiritual no Ministério Ágape, da Ap. Neuza Itioka. Como cremos na simplicidade e pureza do Evangelho, onde não é preciso citar nominalmente cada demônio, encher a pessoa de óleo, não cruzar braços e pernas e muito menos confessar todos os pecados seus e dos seus antepassados para que os cristãos sejam libertos, fomos estender nossas faixas em frente ao ministério, na esperança de que o Espírito Santo complete a obra de esclarecimento e libertação daquelas vidas, tanto de pastores quanto das ovelhas que buscam o local.

Por volta de 18:45h estendemos a primeira faixa (do outro lado da rua, claro): “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Jo 8.36″. Acreditem se quiser: a simples menção desse versículo fez com que os pastores e intercessores saíssem a porta, demonstrando preocupação e nervosismo. Um de nós colocou-se ao lado do ministério, em frente a um comércio, com a intenção de distribuir panfletos aos que chegassem. Dois seguranças, um deles à paisana postou-se à nossa frente, com olhar intimidador e frases e risadas:

- Essa turma vai apanhar muito! Rá rá rá. Eles vão levar um pau!

- Você tá participando dessa palhaçada? (para o dono do comércio, por ele ter permitido nossa presença)

- Agora vai começar o show! (quando começamos a filmar)

Além dos seguranças, alguns pastores ficavam de um lado para o outro, com ar nervoso. Falavam ao telefone, chegavam perto de nós, voltavam, nos encaravam. De repente, uma pastora ou intercessora, sei lá, jogou óleo em nossa direção. Não nos acertou, mas sua intenção talvez fosse de nos “espantar” pelo poder do óleo. Aliás, todos que chegavam tinham que ser ungidos na testa e nos ouvidos antes de entrar no recinto. A explicação para esse ritual é de que, ungindo essas áreas, o fiel teria sua mente “liberta” para receber os ensinos deles, e os ouvidos “destampados” para ouvi-los. Mas aí fica uma dúvida: então não seria correto que todas as igrejas adotassem essa prática, para que os crentes absorvessem melhor as pregações? E em qual passagem bíblica Jesus, ou os apóstolos, ungem partes do corpo com esse intuito, de libertar de demônios?



Por volta de 19:15h chegou mais um pessoal do nosso grupo, e só então estendemos a faixa do “voltemos ao Evangelho puro e simples, o $how tem que parar”. Aos poucos ia aumentando o fluxo de fiéis, e os panfletos passaram a ser mais distribuídos. Um dos pastores falou “chama a polícia”, e coincidência ou não, um tempo depois uma viatura passou lentamente por nós, mas nem parou, só leu as faixas. Isso ocorreu duas vezes. Então começamos a filmar, mas com muita cautela, pois tudo indicava que, pela demonstração de truculência dos seguranças aliada ao expresso nervosismo dos pastores, pudessem tomar nossa câmera, ou fazer coisa pior. Por isso, pouca coisa foi filmada, mas será disponibilizada em breve, tão logo o Pablo conclua a edição do material.

Se o pessoal do Ágape ficou claramente incomodado com nosso protesto silencioso, a vizinhança demonstrou grande apoio. O comerciante ao lado nos permitiu estar lá, sendo inclusive muito gentil (e olha que estávamos lá panfletando, e são poucos os que gostam que panfletem em frente ao seu estabelecimento). Outros vizinhos perguntavam do que se tratava e elogiavam o movimento. Um rapaz portando flores ficou indignado quando soube da repressão que estávamos sofrendo: “se tivesse uns cinco bebendo cerveja, fazendo algazarra, ninguém faria nada. Como vocês estão falando da Bíblia, o pessoal fica com raiva”.

 Umas 19:30h resolvemos mudar a pessoa que panfletava para o outro lado, em frente a uma residência. Aparentemente, a maioria dos fiéis estava vindo daquela direção. Foi quando foi possível observar com mais nitidez o que ocorria na entrada do Ágape: a pessoa portando o panfleto era levada a entregá-lo nas mãos daquela pastora/intercessora que passava óleo nas pessoas. Assim, provavelmente ninguém teve acesso aos panfletos, que foram devidamente censurados pelo pessoal do Ágape, e devem hoje ter sido o combustível da “fogueira santa” deles.

Enfim, mesmo sabendo que os panfletos estavam sendo recolhidos, continuamos entregando. Sinceramente, demos graças a Deus, pois mais esse ato confirmou o caráter reacionário, autoritário, absolutista desse ministério, que se diz de “libertação”. Na verdade, o que fazem é o aprisionamento ao sistema religioso deles.
O site Discernimento Bíblico aponta, num artigo, as características de uma seita. Eu os incentivo a lê-lo integralmente, mas aqui destaco uma das características:

“Pode levar tempo para eles ganharem poder sobre o novo convertido, mas consequentemente acontecerá. Controle é entendido por subjugar e pode cobrir a maioria dos aspectos das vidas dos seguidores: códigos de vestuário, atividades, finanças, tempo, posses e relações. Eles podem ditar ao membro o que ver, o que fazer, qual é a coisa certa para dizer e como dizer. Podem ser experimentados vários graus de controle, de manipulação sutil até a ordenação descarada. Eles esperam obediência rígida dos membros sobre o tempo e atividades – envolvendo seus seguidores fisica e emocionalmente, drenando atividades e deixando pouco tempo para privacidade e reflexão, ou para questionar a sua autoridade. Esperando o momento para mostrar isso quando todos estão juntos, e tudo normalmente é feito em grupos.

O método de controle que é usado normalmente é o MEDO de desagradar a Deus, o líder ou ambos. Medo de rejeição, castigo, perda da salvação, perder o arrebatamento, indo para o inferno. Culpa, temor e intimidação são armas que mantém a lealdade e devoção ao grupo.

Intimidação e acusação são freqüentemente usadas. Por exemplo, qualquer questionamento a autoridade é tratado como rebelião, e não como confiança. Eles suprimem perguntas e as conformam ao comportamento do grupo. Eles desencorajam pensamento crítico ou racional e perguntas que eles responderão com comentários do tipo, “Satanás é a causa de toda a dúvida; ele está escondendo de você a verdade”, ou levará tempo para entender as profundezas de Deus. Pensamento crítico é desencorajado sendo chamado de orgulhoso ou pecador ou rebelde. Nenhum pensamento independente é encorajado.”

Tristemente, essa dominação cega é uma das armas dos ministérios de libertação e cura interior, inclusive do Ágape. Contraditoriamente, Jesus pregava a liberdade, e Paulo nos admoestava a sermos críticos dos ensinos religiosos (ser como os de Beréia). Para a Ap. Neuza Itioka e seus liderados, olhar para seus ensinos com olhar bereano é ser do diabo, e é um comportamento a ser combatido. Vozes bereanas, para esse e outros ministérios, precisam ser caladas a todo o custo, senão vai que as ovelhas passam a ter senso crítico também, e passam a buscar as verdades nas Escrituras, ao invés de confiar cegamente em seu “mentor espiritual”?

Enfim, por volta de 20:20h guardamos nossas faixas. Lá dentro, uma cantoria em volume altíssimo, acho que para libertar todos os quarteirões à volta. Só Deus para libertar de verdade aquela gente.

Em tudo isso, o que me deixou mais feliz é que fomos impedidos de fazer qualquer coisa. Os panfletos, que seriam nossa “arma” por citar alguns desvios doutrinários do Ágape, ao que parece não serão lidos por ninguém. Assim, se dos que foram ali buscar libertação, uns poucos conseguirem se desvencilhar das grossas amarras do misticismo e superstição gospel, o serão por total ação do Espírito Santo. A Deus, toda a honra e toda a glória para sempre.

Infelizmente, o $how está muito longe de parar. Mas somos persistentes, continuaremos nessa luta por amor a Cristo, mesmo sendo ultrajados pelos homens.



Vera Siqueira, como sempre, mandando muito bem. Conheça o site dela.


Nota de Genizah: Este é o folheto que o grupo tentou distribuir na porta do Agape FOLHETO



Edir Macedo e Juliana Paes no Bar da Boa!



A declaração de Edir Macedo dando conta de que ele têm o hábito de tomar cerveja, bem poderia se tornar uma oportunidade para abrirmos aqui um bom debate sobre o assunto, com a defesa das diversas posições sobre a questão do consumo de bebidas alcóolicas por crentes. 

Eu poderia até dar a minha opinião, risos. Mas para o bem do meu sossego, eu "chamo os universitários" e vou para a rede aproveitar o feriado, risos. 

Até porque, como o meu hábito é igual ao de Lutero, Calvino e Jesus, corro o risco de ser esculhambado, risos.

Agora sério: Acho que o fato de um líder evangélico brasileiro, em especial neopentecostal, confessar consumir bebida alcoólica tem muita relevância e, definitivamente, justifica um debate.

CONTUDO, EDIR MACEDO não é lidér evangélico, pois lidera uma seita que prega um evangelho falso, sem respaldo nas Sagradas Escrituras e é seguido, majoritariamente,  por pessoas que não tem na Bíblia a sua única regra de fé e conduta. A maioria segue e imita homens, os líderes da universal, e não ao Senhor. 

E se não vamos falar sério do assunto, só nos resta dar a declaração de Edir Macedo o único uso digno que lhe resta: ser MATERIAL PARA COMÉDIA. Eu creio que há pouca coisa que irrite mais os filhos das trevas do que serem alvos da mais deslavada esculhambação, tarefa que cumpro com deleite em se tratando deste enganador.


O que Genizah disse no TWITTER sobre a declaração de amor de Edir Macedo a cerveja :


  • BRAHMA assina contrato com a Universal para patrocínio dos cultos do Edir Macedo.


  • Edir macedo deverá substituir Zeca Pagodinho como garoto propaganda da Brahma.


  • Nova musica de abertura dos cultos da universal.




  • Record informa que o programa "Fala que eu te escuto" passa a se chamar    "Bebe que eu te aturo" com o patrocínio, claro, da Brahma!


  • Bebe que eu te aturo terá o formato de balcão de bar. Membros da IURD de cara cheia contam seus problemas ao barmam-bispo.

  • Cerveja ungida da "universete" é a BOA do carnaval. Juliana Paes se revolta.

  • Fogueira Santa quase vira tragédia devido ao bafo dos pastores. Fogo atinge o bar do templo e lambe o estoque de goró do bispo.
  


  • Edir Macedo cancela os planos de contruir o templo de salomão e abre o Bar da BOA gospel. O slogan é: Pare de sofrer, tome uma cerveja.

  •  E antes de encerrar o culto, vamos à saideira, amem gente?

  • Se você não dizimar, será sempre refém do fracasso, mas se você tomar todas antes de vir para a igreja, poderá esquecer que dizimou e dizimar outra vez semana que vem,  amem gente?

  • @andreribeirao disse:  Antes eu só tomava cerveja que dava uma dor de cabeça do diabo, mas agora que eu vim pra igreja e só tomo cerveja de deus  #BENÇA PURA


A senhora sofre, o senhor sofre... Doença, traição, miséria, depressão, suicídio, inveja. Pare de sofrer AGORA! Será amanhã. No templo Maior. Na avenida suburbana. Venha e traga a sua família...

Para a CHOPPADA DOS 318 garçons consagrados! Venha tomar todas conosco e leve para a casa a sua CANECA UNGIDA.












Pentecostal Barbudo no centro de SP; ou, Uma contradiçao explosiva


Por Marcelo Lemos

Encontrei o vídeo em uma comunidade do Orkut. Esclareço que o motivo de publicá-lo aqui não e criticar nossos irmãos pentecostais por sua crença nos Dons, mas sim, jogar um pouco de pimenta nos olhos dos legalistas fariseus, sejam ou não pentecostais.
 

Aproveito a deixa para transcrever partes de um artigo sobre Legalismo, que publiquei em meu blog pessoal a poucos dias: O Legalismo é diferente da Teonomia, e pode se manisfestar pelo menos de duas formas. Primeiro, o legalismo pode ser uma falsa Teonomia; refiro-me aqueles que obrigam a obediência a lei de Deus como um meio de se alcançar a Justificação. Ainda que as obrigações se mantenha apenas naquilo que é ordenado na Lei de Deus, trata-se de legalismo, já que se apega a uma salvação meritória, por obras.

Mas, há também, um segundo tipo de legalismo que rejeita a Teonomia, mas acrescenta um amontoado de regras morais que não podem ser encontradas nas Escrituras. O primeiro, apega-se a Lei de Deus como caminho para a Justificação; este, rejeita a Lei de Deus, mas acrescenta um monte de outras regras.

Aqui entram as mais incríveis listas de “pode não pode” presentes entre muitos evangélicos. Algumas regras são até bem intencionados, outras, parecem reflexo de mentes doentias... Mas, mesmo entre as “bem intencionadas”, tudo que existe é legalismo: proibições quando a cerveja, tabaco, mega-sena, nadar na praia, ir ao cinema ou teatro, e assim por diante.

Meu posicionamento nestas questões, é que faz muitos me tomarem por “liberal”. Nos 39 Artigos de Religião, confissão oficial do Anglicanismo, encontramos o seguinte princípio da Reforma Protestante: “A Escritura Sagrada contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma seja crido como artigo de Fé ou julgado como requerido ou necessário para a salvação” (Artigo VI). 

A Bíblia contém tudo o que é necessário para a salvação, de modo que aquilo que nela não se encontra registrado, não pode ser imposto como regra de fé ou de conduta para os crente. Claro, que posso, por exemplo, me abster (ou nao) de vinho ou tabaco, e julgar isso de grande proveito para meu bem-estar espiritual e físico, mas não posso impor a mesma regra aos demais, pois não se trata de mandamento escriturístico.

Isso não me torna um liberal, isso apenas revela minha intenção de pregar e viver uma moral genuinamente cristã, baseada na Bíblia Sagrada. Se alguém não pode condenar algum ato meu a luz das Escrituras, então não tem o direito de fazê-lo com base em qualquer outra coisa. 
E, ja que o titulo do nosso artigo faz referencia aos pentecostais, o que pode levar a generalizaçoes injustas, cito trecho de artigo publicado no Teologia Pentecotal, no nosso companheiro de subversao, Gutierres Siqueira: O respeitado teólogo James Packer lembra do absurdo que é uma igreja querer legislar costumes. Packer chama isso de “tabus comunais”:

"Esse ascetismo reacionário ainda sobrevive em alguns círculos na forma de tabus comunais sobre álcool, tabaco, teatro, dança, jogos, roupas elegantes, cosméticos e itens similares. Talvez tenha havido, e haja, boas razões para tais abstinências, em se tratando de decisão pessoal, mas tabus comunais tendem a entorpecer a consciência, em vez de avivá-la... O mundanismo foi definido em termos de quebras de tabus, e identificações de consequências mais amplasARC com os pecados da sociedade passaram despercebidas... O pietismo separa o mundo em vez de estudá-lo e procurar mudá-lo; é hostil ao prazer, em vez de agradecido por ele, temeroso de que o mundo adentre nossos corações montado nas costas do prazer"

Você pode observar que essas igrejas que legislam costumes, os tabus comunais, são as que mais têm brigas por cargos, disputas de poder, fofocas, intrigas e divisões. Elas são altamente mundanas e ainda posam de santas. A santidade passa longe desse clima de divisão. Jesus não suporta isso!



 E temos dito! Amem?
  
Marcelo Lemos, o barbudo ocasional do Olhar Reformado, em reportagem especial para a subversao do Genizah.



Serie Idéias de Camisetas para o Genizah (1)

Eliel Vieira


Eu comprei uma das camisetas lançadas pelo Genizah (o modelo "Cristão ama a cruz, não a carteira") e é impressionante como as pessoas lançam alguns olhares de reprovação enquanto as vêem. No fundo elas sabem que a mensagem da camiseta é verdadeira, então isto as deixa com mais raiva ainda.

Bem, estampar mensagens críticas em camisetas é uma forma muito inteligente de protestar contra algo, e uma forma muito eficaz. (Quem não se lembra das camisetas que o Romário usava por baixo do uniforme para criticar alguma coisa? Logo logo ele foi proibido.)

Pensando nisto, de forma completamente despretenciosa, resolvi elaborar (no Paint) algumas ideias de camisetas para o Genizah. Pode ser que estas ideias sejam aproveitadas (e o Rubinho crie aquelas imagens sensacionais que só ele sabe criar), ou pode ser que elas sejam publicadas aqui apenas como brincadeira.

Segue a primeira:



É auto-explicativa. Gostaram?