Quer Trocar?

Carlos Moreira

Trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. Você já ouviu esta frase? Ela faz parte do conto Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, que está contido na coletânea de livros e estórias das Mil e uma Noites, preservadas na tradição oral dos povos da Pérsia e da Índia.

Aladim, um jovem chinês, órfão de pai, pobre, vivia a vagabundear pelas ruas. Um dia, um mago africano chegou de um distante reino e passou a observá-lo. Com uma estória falsa, ele foi solicitado a apanhar uma lâmpada velha, abandonada em um jardim, sob o pretexto de ficar rico e poderoso. Entusiasmado com a idéia, cumpriu a missão, mas foi abandonado na caverna escura porque se negou a entregar a lâmpada ao mágico antes de ser puxado para fora.

Desesperado, durante dias procurou sem sucesso uma saída. Entretanto, acidentalmente, acabou esfregando a lâmpada e, surpreendentemente, um gênio lhe apareceu. Ele era capaz de realizar todo e qualquer desejo para o seu possuidor. E foi assim que Aladim tornou-se um homem poderoso, rico, casou-se com a filha do sultão e passou a morar no palácio.

Após algum tempo, sabedor do sucesso de Aladim, o mágico retornou a China. As portas do palácio, disfarçado de vendedor ambulante, começou a anunciar em alta voz: “trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. A princesa, que desconhecia o segredo, achou aquela uma ótima oportunidade. Assim, trocou a lâmpada mágica por uma lâmpada nova, mas que não tinha poder algum. Imediatamente o mago acionou o gênio e ordenou-lhe que levasse o palácio com a princesa para terras distantes, deixando Aladim atônito, desesperado e sem absolutamente nada!

Tenho observado os dias em que vivemos, esta sociedade consumista, materialista que, cada vez mais, alimenta-se através da troca de coisas. Troca-se um casamento velho por um novo; uma profissão velha por uma mais rentável; um amigo velho por um outro que “abra” um novo network. É uma questão de oportunidade! No fundo, tudo que nos cerca perdeu o seu valor absoluto. O que importa agora é o que é relativo e como este relativismo pode nos atender.

Por isso é possível trocar caráter por jeitinho, amor por estabilidade, fidelidade por prazer, honestidade por comodidades, compromisso por omissão, troca-se tudo por qualquer coisa desde que se possa ganhar algo com isto. Até mesmo porque, quem pode prever o que uma boa negociação trará de benefícios? Não seria absurdo trocar um Deus antiquado, com princípios e valores “superados”, por outro moderno, tipo “gênio da lâmpada”, que nos assegurasse benefícios e vantagens aqui, agora, e isso sem precisarmos esperar pela eternidade, se é que ela existe? Como assim? Você já trocou?!      

Alguma nação já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas o meu povo trocou a sua Glória por deuses inúteis. O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água”. Jr 2:11 e 13. Pois é, já dizia George Courteline: “É mais fácil trocar de religião do que de café”.

A denúncia do profeta Jeremias poderia estar estampada no jornal de qualquer denominação cristã: das Histórias e Reformadas, as Pentecostais e Neopentecostais, passando, até mesmo, pela Igreja Católica; qualquer uma! Abandonamos a Deus, seus valores, seus princípios, sua ética, e trocamos tudo isto por um “prato de lentilhas”, por um estilo de vida mais “adequado” ao século XXI, mas adaptável às nossas necessidades e demandas. Assim, sincretizamo-nos com práticas das mais perversas, destruímos, em benefício próprio, a sã doutrina, agimos de forma reprovável e, cinicamente, fazemos como fez o povo de Israel dizendo: “por que nos ameaça o Senhor com todo este grande mal? Qual é a nossa iniqüidade, qual é o nosso pecado, que cometemos contra o nosso Deus?” Jr. 16:10

Abandonamos a fonte de água viva, que é Jesus – “vinde a mim e bebei” – a sua Palavra, o seu Espírito, o seu Evangelho, e passamos a beber água suja, armazenada em cisternas construídas por mãos humanas, cisternas que não podem reter o que trás a paz e faz o bem porque rompem-se, deixam vazar seu conteúdo, pois suas águas estão apodrecidas.

Por isso sucede-nos o que também se sucedeu ao povo de Israel: “agora, por que você vai ao Egito para beber água do Nilo? E por que vai à Assíria para beber água do Eufrates?”. Jr. 2:18. Temos de beber a água do “Egito”, que simboliza o mundo e seu sistema perverso, bebemos de seus valores distorcidos e nem nos apercebemos que eles estão nos matando, destruindo nossas famílias, vamos a “Assíria”, beber das fontes do paganismo, e assim nos apropriamos de “fogo estranho”, porque as fontes da vida que nos supriam secaram-se, esvaziaram-se, tornaram-se indisponíveis. 

Nunca foi tão fácil, em termos da sociedade humana, realizar trocas como em nossos dias. Podemos trocar tudo! O ferro de engomar quebrou, troca-se; o mouse do computador quebrou, troca-se; o carro está quebrado, troca-se; não está feliz no apartamento atual, troca-se; a faculdade é distante, troca-se; não está realizado no emprego, troca-se; o casamento está monótono, troca-se; a igreja não tem programas que te agradam, troca-se; o pastor é muito firme, troca-se; Deus não te atende, troca-se. O importante é você estar feliz! Por isso, vá trocando tudo até encontrar algo que lhe agrade!

É a cultura do descartável. Começa-se trocando coisas; depois, trocam-se valores; em seguida, princípios e, por fim, pessoas. Aí instaura-se em nossa consciência um mecanismos perverso que nos leva a amarmos as coisas e usarmos as pessoas. Saímos trocando, como se a vida tivesse se tornado um grande mercado público e tudo pudesse ser “comercializado”, não há limites nem restrições, não há regras, nem ética, nem nada, apenas a necessidade de se saciar o apetite da alma e de suas paixões.

Às vezes fico imaginando se Deus nos tratasse na mesma moeda. Já pensou se houvesse um jornal no céu, “A Tribuna Divina”?!. Como sereia abrir de manhã cedo a seção dos classificados e encontrar, com letras garrafais, o seguinte anúncio: Deus Troca! E abaixo, as ofertas...

"Troca-se um fulano que quer fazer por um outro que queira ser; a fulana maldizente por uma que seja adoradora; a cicrana fofoqueira por uma apaziguadora; um marido infiel por um que seja leal; um colaborador esporádico por um dizimista responsável; um atarefado por um comprometido; um legalista por alguém cheio da graça; uma boca suja pela língua de um salmista; ativistas por gente que ora; uma igreja com donos por uma em que Eu possa mandar; “apóstolos”, “bispos”, “patriarcas”, “evangelistas”, “missionários” e outras “entidades metafísicas” por gente humilde, simples, comprometida apenas com o ensino, o pastoreio e a profecia".

Apenas uma pergunta: Você trocaria?...

Carlos Moreira é culpado pelo que escreve. No “troca-troca” da vida escolheu perder muitas coisas e ficar com Jesus. Textos seus podem ser lidos no Genizah e também em A Nova Cristandade.



Sobre Cachaças e Guitarras


Eliel Vieira

Na universidade onde estou me graduando em Comércio Exterior em todo semestre os alunos elaboram em grupos trabalhos longos que envolvem todo o conteúdo aprendido nas demais disciplinas do semestre (os chamados trabalhos interdisciplinares). Há dois semestres atrás meu grupo escolheu como objeto de estudo uma empresa mineira exportadora de cachaça para a Europa.

Durante uma das entrevistas com o dono da marca da cachaça nos contou que a cachaça que ele vende para a Europa, e que é apreciada lá por ser diferente de todas as demais, não é feita por ele, mas em um alambique no sul de Minas que fabrica a mesma cachaça que podemos encontrar em qualquer botequim de nosso Estado.

“Onde está o segredo, então?”, perguntamos.

“Está na madeira onde a cachaça é envelhecida. Qual madeira que é e em quais condições deixamos a cachaça lá eu não posso falar.”, respondeu o dono da empresa.

Logo após me lembrar deste trabalho semestral e destas curiosidades que aprendi sobre o envelhecimento da cachaça eu me lembrei de outro diálogo interessante, que ocorreu há mais ou menos quatro anos, em uma roda de instrumentistas. Estávamos em um trailer comendo hambúrguer e conversando sobre música quando dois guitarristas começaram a falar sobre como o tipo de madeira na qual é feita a guitarra influi no timbre do som que ela emite. Eles falaram sobre um modelo de guitarra lançado no início nos anos 90, feinha, rude, mas cuja madeira é rara e excelente (talvez por seu envelhecimento, ninguém sabe ao certo), e que, por esta razão, é incrivelmente rara.

Muito interessante de se observar nesses dois casos é a capacidade e a potencialidade que a madeira tem de influenciar e moldar a forma das coisas com as quais ela se relaciona (nesses casos, o gosto da cachaça e o som de uma guitarra), ao mesmo tempo de forma tão sutil (já que esta influência não é percebida pela maioria das pessoas) e importante (ao ponto de muito dinheiro em pesquisa ser investido para otimização dos resultados desta influência).

O estranho (e curioso) é que geralmente é a madeira que é moldada, e não quem molda. Sempre pensamos na madeira como algo que recebe uma forma, não como algo que ajuda a gerar uma forma. No caso do envelhecimento da cachaça, por exemplo, muitos veriam o barril de madeira onde a cachaça é estocada de forma totalmente passiva – ela foi moldada apenas para guardar a cachaça até ela ir para as garrafas. No caso das guitarras, muitos enxergam a madeira como um mero objeto necessário, porém coadjuvante, da guitarra como um todo. Porém, como vimos, em ambos os casos a madeira é uma responsável efetiva pelo teor da cachaça que as pessoas bebem e pelo som que as pessoas ouvem das guitarras.

Agora, pense como as coisas são muito parecidas, mas muito mesmo!, em nossa vida cristã, tanto pessoal como eclesiástica. Quantas vezes nós pensamos ser os influenciadores quando, no fim das contas, somos nós quem fomos os influenciados. Eu enxergo isto com muita clareza nos caminhos que o evangelicalismo brasileiro tem seguido de alguns anos recentes para cá.

Observe como a igreja evangélica brasileira caiu na armadilha de tentar influenciar o mundo e, no fim das contas, ela própria ser vergonhosamente influenciada. Tenho apenas 24 anos, mas lembro-me de uma época em que ser “evangélico” (na verdade, as demais pessoas usavam o nome “protestante” ao se referirem a nós) não era algo “legal”. Os católicos tinham muita aversão a nós evangélicos por afirmarmos que eles eram idólatras. Ao mesmo tempo havia um certo “ódio” pelos evangélicos serem, na época, pessoas de caráter, íntegras e, em comparação aos católicos, inteligentes e conhecedores da fé que eles tinham.

Eu me lembro desta época porque vivi um pedaço dela. Lembro de como minha professora e os meus amigos de classe olharam para mim com ar de reprovação quando eu disse que não havia sido batizado quando nasci e que, portanto, não poderia levar a foto deste evento para a escola. Ser “evangélico” era algo completamente contracultural.

Ficou nítido aos olhos de todos os observadores nestes anos como a igreja evangélica passou a desejar um espaço cada vez maior na sociedade e na mídia, com o intuito original de influenciar a mesma, e como ela fez uso de meios contráditórios ao Evangelho a fim de atingir tal objetivo.

Agora, o que se tornou o evangelicalismo brasileiro? Se tornou um segmento eclesiástico sem identificação bíblica, sem profundidade teológica, sem conhecimento daquilo que se crê, totalmente heterogêneo e heterodoxo, que muda a cada vento de doutrina que surge, que abraça tudo o que o mercado e a moda ditam, que incorpora à sua liturgia qualquer merda (desculpem-me, não consegui pensar em uma palavra mais apropriada) que artistas riquinhos inventam, que adota para si valores seculares e que quer, a todo custo e independentemente dos meios que sejam necessários, “salvar” almas (lê-se, aumentar o número de membros da igreja).

A cada dia que passa, por mais que eu tente me esforçar, as irônicas palavras de João Alexandre se identificam mais com minha vida. “Procuro alguém para resolver meu problema, pois não consigo me encaixar neste esquema.”

Já ouvi muitos dizerem que a tarefa dos mais lúcidos é fazer com que os cegos consigam enxergar. Em outras palavras, a tarefa dos que enxergam distorções é influenciar seus irmãos e fazer com que eles voltem ao caminho certo. Agora, é desanimador pensar nesta tarefa uma vez que os nossos irmãos evangélicos não querem de fato mudar, e é muito ruim se sentir o peixe fora do aquário que quer que todos mudem por causa dele.

Bem, no fim das contas, acho que não há conclusão nenhuma a ser escrita aqui, pois simplesmente não existe um “Guia prático sobre como influenciar sem ser influenciado”. Queria terminar dizendo que sou otimista, que Deus nos dará força e que eu ainda tenho esperanças, mas, sinceramente, não tenho. Aos que ainda sonham em salvar o Titanic do naufrágio, espero que esta reflexão análoga lhe seja muito útil.

Eliel Vieira, que toca guitarra, mas não bebe cachaça, postou suas reflexões no Genizah





Neuza Ypioka cai num balde do sobrenome e prevê a volta de Jesus.

Por Renato Vargens

Quando eu penso que as coisas estão mais calmas nos arraiais evangélicos, eis que surge uma profeteira marcando a volta de Jesus. Quem afirmou isso, foi a "apóstola" brasileira Neusa Itioka. Neusa é Fundadora e presidente do Ministério Ágape Reconciliação e foi "consagrada" ao denominado ministério apostólico em Agosto de 2002. Ela possui o bachareado em Teologia (Faculdade Metodista Livre), é também formada em Pedagogia pela USP e doutora em Missiologia pelo Seminário Teológico Fuller e desde 1988 vem atuando na área de Libertação, Cura Interior e Batalha Espiritual.


Bom, isto posto, a profeteira em questão, em carta enviada de Campo Grande, Mato Grosso, aos Cristãos, afirmou que após assistir a um filme vendido na internet, se preocupou a cerca do que seria uma Nova Ordem Mundial supostamente criada pelas 13 famílias mais ricas do mundo, estes seriam os Iluminates que junto com a ONU estariam trabalhando para acelerar a vinda do anti-cristo. Segundo ela, nos próximo 6 anos teremos tempos difíceis para os Cristãos, até a volta de Jesus em 2017 ou 2018, quando Cristo inauguraria “seu reinado do milênio”. Neusa Itioka também previu para os próximos anos a eliminação de 90% da população mundial.


A teoria de Neuza a cerca da volta de Jesus se baseia na profecia do Rabino Ben Samuel, morto em 1217, que teria dito que 2017 seria um ano especial para Israel.

A fundadora do Ministério Ágape também pediu muitas orações e jejuns, recomendou ler 20 vezes os dois livros de Tessalonicenses e alertou que muitos evangélicos não irão ter com o Pai devido a suas condutas, mudanças de opinião ou pouca dedicação a Deus.

Confira a carta na integra:


Amados no Senhor Jesus Cristo. Viemos para esta cidade, passar alguns dias como férias merecidas. Mas, na realidade, Deus tem nos direcionado a buscá-Lo. Estamos lendo a Palavra, para ouvi-Lo e nos fortalecendo em jejum e oração. Neste ano que está passando, 2010, uma das diversas coisas que fizemos foi de orarmos e trabalharmos para que princípios do reino fossem estabelecidos, através do novo governo. Mas, aparentemente o que se vê, é a tendência da iniqüidade se multiplicar. E assim como Igreja e como nação, teremos de enfrentar uma situação difícil aos olhos dos servos de Deus. Mas, mesmo assim glorificamos a Deus, por que Ele está em controle!! O Senhor reina, como diz o salmista. No meio de aparente caos, o Senhor está em perfeito controle. E, assistindo aos DVDs da NOVA ORDEM MUNDIAL, apregoado por vários líderes, especialmente, as 13 famílias mais ricas e poderosas do mundo, famílias essas que se colocam como dominadores do mundo, entendemos claramente, que o Brasil caminha a passos largos, pela agenda da Elite Mundial. O nosso governo adotou a agenda da Elite Mundial, chamada Iluminates, agenda essa adotada pela ONU, Organização das Nações Unidas. E, isto está acontecendo para acelerar a vinda de Anti Cristo. Assim, entendemos que tudo contra o que lutamos está dentro do programa deles: a dissolução de família; a aprovação do aborto; o infanticídio; agenda homossexual; a pedofilia; a educação sexual pervertida das crianças; a adoção da feitiçaria como uma das nossas raízes – cultura africana; eliminação de símbolos religiosos de toda repartição pública da nação; a tentativa de fazer do Brasil, um modelo light de socialismo; imposição de imposto às igrejas evangélicas; a supressão da liberdade religiosa e liberdade de expressão. E, esta insistência de se alinhar com nações que têm como alvo, a eliminação de Israel do mapa também está dentro desta visão. Perguntávamos, por que o nosso governo estava se conduzindo de maneira tão louca e irracional, desrespeitando a visão e a convicção mais conservadora da grande população brasileira e apresentando um programa diametralmente oposto ao povo evangélico que cresce cada dia, a despeito de todos os problemas que apresentamos. Hoje, entendemos que de fato está acontecendo. O nosso governo juntamente com outros é apenas marionetes na mão dos dominadores deste mundo. Diante de tudo isto, o que Deus tem falado é que neste futuro próximo, á partir de 2011, teremos momentos difíceis de tristeza, sofrimento e dor. E, para enfrentarmos esta situação, temos que buscá-Lo, em jejum e oração. Se até agora, trabalhamos muito, e, vamos ter de trabalhar mais. E, os verdadeiros guerreiros descobrirão o descanso espiritual, em meio a luta, pois a guerra é do Senhor. Ele nos deu armas: a espada do Espírito, com Palavra de Deus que se transforma em decretos poderosos; a tocha flamejante que se constitui de mãos ungidas que se levantam para guerrear; a revelação da estratégia de Deus. E, como apóstolo Paulo diz aos Tessalonicenses que conservemos a fé e confiança absoluta em Deus, na sua bondade ilimitada e no seu grandioso poder, em todas as circunstâncias, sejam de perseguição ou injustiça; que a nossa esperança na salvação prometida por Deus, seja constantemente renovada; e a nossa perseverança em seguir a Jesus Cristo, em meio ao sofrimento seja inabalável; e que o amor a Deus e para uns pelos outros seja algo transbordante nas nossas vidas. Recomendamos ao povo mais próximo que lesse 20 vezes a epístola, I e II. Deus nos disse, em recado pessoal que, para este tempo, a arma mais poderosa é o amor. Devemos receber o amor renovado de Deus, cultivá-lo, para que a força dele nos una, destruindo toda barreira entre os irmãos, para confrontamos o inimigo. A crise, a perseguição, as dificuldades vão mostrar, verdadeiramente, quem somos. Muitos continuarão a lutar e apregoar os valores do reino: a santidade, a obediência a Deus, a honra a Palavra, a verdade, a vida plena em Cristo; a expansão do reino, a missão da Igreja; a guerra espiritual, a libertação e a cura. Mas outros vão se conformar tanto com a Nova Ordem Mundial que vão se alistar ao programa de eliminação de 90% da população mundial, quer através de guerras, quer através de disseminação ilimitada das drogas; quer através do holocausto silencioso e imperceptível de milhões de abortos, sacrifício dos fetos no altar de Moloque; quer por destruição paulatina da família. Deus já nos ordenou que temos de nos arrepender, pela Igreja que dorme o seu sono da última hora, antes do aparecimento do Noivo. Este arrependimento consiste em chorar, agonizar e confessar por identificação os pecados dos líderes da Igreja que traíram a Noiva de Cristo: arrependemo-nos por aqueles que venderam a igreja; que a conduziram ao engano, que estabeleceram alianças direta e indiretamente com Nova ordem Mundial, através das alianças. Devemos nos arrepender pelo povo, idólatra dos seus líderes, ignorante da Palavra, que está sendo conduzido para o inferno, sem saber. O nosso arrependimento inclui também arrependimento por milhares de crentes que estão se direcionando ao inferno, estão brincando como seguidores de Jesus Cristo. O evangelho de Jesus Cristo que iniciava com o negar a si mesmo, foi substituído pelo Evangelho de engorda do EU e da prosperidade barata, de construir os seus impérios e a busca do paraíso na terra. O arrependimento pela idolatria do ministério, da reputação, da fama e do sucesso a qualquer preço, está deixando o povo susceptível ao engano e a cegueira espiritual que o leva a seguir falsos pastores, mestres, profetas e apóstolos, o que Jesus Cristo havia nos advertido, há muito tempo. É bom lembrar das revelações que o Senhor trouxe a 7 jovens da Columbia, USA, em 1996, de que no inferno, no pior lugar de maior tortura, quem se encontram são os que, um dia conheceram a Deus e que pregaram uma coisa, mas viveram outra, se contradizendo. De acordo com alguns estudiosos e profetas e incluindo o rabino Ben Samuel que profetizou, que provavelmente, em 2017 ou 18, o Messias Jesus estaria inaugurando o seu reinado do milênio. Sim, de acordo com os acontecimentos, a figueira que representa Israel floresceu em 1947 e o Senhor disse que, a geração que assistiu o florescimento não passaria, até que todas estas coisas acontecessem. Uma geração dura 70 anos. De 1947 mais 70 anos corresponde a 2017. ( Lc. 21; 29-33) Aparentemente, o Messias está para voltar, logo e logo. Você e eu poderemos estar no meio desta igreja que sobe ou fica. Pois uma parte participou da boda do cordeiro, mas a metade não, de acordo com a parábola de dez virgens (Mt. 25:1-12) e de acordo com Apocalipse 12, a mulher , a Igreja deu a luz um menino que foi arrebatado e a mulher teve que ir para o deserto. Seremos a igreja que vai para o deserto ou faremos parte do filho que vai ser arrebatado, por Deus. Portanto, quando virmos estas coisas acontecendo, devemos levantar as nossas cabeças por que estará próxima a nossa redenção. E, de acordo, com a sua Palavra, continuamos a trabalhar muito, orando e profetizando a transformação das nossas famílias, igrejas, vilas, bairros, cidades e nações. Que você seja vitorioso, segundo os planos de Deus, neste 2011. Veremos a bondade de Deus, o seu poder e a sua misericórdia pelo povo de Deus, em meio aparente caos. Pois Ele Reina.

Comentando o TEXTO:


Sinceramente eu não sei como essa senhora consegue criar tantas bobagens e heresias. Ora, fundamentar suas percepções em profecias descabidas e alucinógenas é de uma sandice inigualável.


Lamentavelmente alguns dos denominados evangélicos são profissionais na arte de fabricar mitos e lendas. Aliás, vamos combinar um coisa? Essa senhora precisa de acompanhamento pastoral. Ao afirmar que o inferno está lotado de crentes, Neusa por si só propaga a velha heresia de que o crente em Jesus pode cair da graça. Além disso, fundamentar a volta de Cristo em achismos esquizofrênicos é demais da conta. Para piorar a situação a profeteira tem a cara de pau em afirmar que a base para sua visão escatológica se encontra na profecia de um rabino.


Pois é cara pálida, parece que alguns dos evangélicos têm vocação para ghostbusters, mesmo porque, vêem o diabo em tudo que é lugar. Alias, assusta-me o fato de que o adversário de nossas almas receba tanta atenção por parte dos cristãos.


Caro leitor, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado as Escrituras. Ora, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Soma-se a isso o fato de que para os cristãos a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos profetas e profetisas desta geração.


Isto posto, faço minhas as palavras do reformador alemão Martinho Lutero: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo oque preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir"



Renato Vargens é amigo do Genizah



Danilo comenta:

Se beber, não profetize. KKKKK

Esta doida é a maga madrinha da Bola de Neve. Ela é a responsável por boa parte da doutrina da igreja que está virando seita. Quero ver agora os irritadiços que comentaram aqui terem a cara de pau de defenderem esta doida de pedra.

E ai Rina, vai passar a virada do fim do mundo no Hawai? Não duvido nada que ele começe a vender ingresso para o fim do mundo...

Genizah, por outro lado pode dormir tranquilo, afinal, como muitos sabem e a barra de pesquisa do blog não nega, aqui somos todos iluminatis... Uahraaaaaaa! Bruuuuu!

Titulo Original Alterado



A NATUREZA DO AMOR A CRISTO







Antônio Carlos Costa é pastor das igrejas presbiteriana da Barra e Cidade (Rio e Niteroi) e colaborador do Genizah



A percepção de que as instituições religiosas são corruptas aumenta, afirma a Transparência Internacional

Um dado que chama atenção na pesquisa divulgada pela Transparência Internacional nesta quinta-feira (9), apontando o nível de percepção da corrupção em todo o mundo, diz respeito às instituições religiosas. Em 2004, 28% dos entrevistados disse achar que a corrupção afetava as instituições religiosas. Em 2010, o número subiu para 58%.

Para Alejandro Salas, diretor da Transparência Brasil nas Américas, o resultado “está aberto a interpretações”. “Eu penso que os escândalos que atingiram a religião, especialmente a Igreja Católica nos últimos anos, por exemplo, os abusos de menores por parte de membros da Igreja, o que não é a corrupção como conhecemos, digo em relação a subornos, mas diz respeito a uma má conduta”, disse Salas.

Segundo o diretor, a pesquisa não aborda os motivos que levam as pessoas a ter uma determinada opinião, mas ele acredita que outro fator importante para esse aumento é a associação, considerada por ele equivocada, de religião e terrorismo. “Provavelmente também, apesar de não ter elementos científicos, acredito que os acontecimentos envolvendo o Islã também estão relacionados a esse aumento”, afirmou Salas.

Na pesquisa geral divulgada hoje, 50% dos entrevistados afirmaram que associam a corrupção à religião. No Brasil, a religião é a penúltima instituição à qual os brasileiros associam a corrupção. De 1 a 5, considerando 5 o nível máximo de corrupção, a nota dada às instituições religiosas foi 2,5, atrás apenas do Exército, com 2,4.

O Relatório Global de Corrupção 2010 entrevistou mais de 91.000 pessoas em 86 países e territórios, entre 1º de junho e 30 de setembro de 2010.

FONTE: UOL



Receba do varão??? Receba esta unxão! Oh! Mistério!




É auto-explicativo. Mais uma aberração do baixo gospel. Um reduto do nosso meio que já tem até nome: MACUNGOSPEL.







Pão, vinho e relacionamentos

Rubinho Pirola

                                      Acordei hoje pensando na dificuldade que temos nas nossas relações.

Como se já não fosse fácil administrarmos a nós mesmos, as nossas ligações com essa alma indomesticável, difícil de controlar ou gerir, ainda temos os desafios com os outros (e esses, consigo mesmos).

Hoje me lembrei também e sequencialmente da mesa da ceia, da comunhão, da eucaristia, ou seja lá que nome demos ao que Cristo nos ensinou a fazer, anunciando a Sua morte até que Ele venha novamente - o partir do pão e o beber o vinho.

Ali há muito que se diga. Uma das mais misteriosas ordens que Ele nos deixou, fica mais clara, quando logo no início da instrução do como Paulo orienta-nos a fazer, vemos que isso está relacionado ao comer coletivo, fazendo da mesa não uma fonte de satisfação, de prazer particulares ou pessoais, mas de modo plural, com outros, com os meus iguais.

Pensando hoje no pão, me lembrei que ele é o símbolo do serviço por excelência, muito mais quando referido ao corpo de Cristo - o seu serviço às minhas necessidades e carência, ao fato dele ter sido moído para resolver o meu problema...

Lembrei-me também do vinho, símbolo da justiça de Deus que agradou em, ao "moer" Jesus (usando o termo bíblico) fez cair sobre a terra, a vida que foi oferecida por paga à ira do Divino contra toda a perversidade de nós homens que trocamos a verdade pela injustiça.

Assim, hoje cedo, meditei no quão mais fácil fica deixar de lado as ofensas, ou tudo aquilo que julgo não terem feito por mim, por todo o serviço que julguei merecer dos outros, dos atos, dos benefícios que não me dirigiram, ao me lembrar que Cristo cumpriu-os todos, oferecendo-se qual pão, de trigo moído, sovado, representativamente naquela cruz maldita. A surra que mereciam, isso levou Cristo em seu lugar.

E como também me ajuda a perdoar às injustiças cometidas contra mim, e não só, ao me lembrar do sangue, aquele do inocente, do "Cordeiro de Deus", feito castigo por mim - e no que toca às minhas relações - pelos outros todos (que particularmente julgo merecerem punição!).

Quando sair daqui para o meu dia, vou com a alma mais leve e mais animada a continuar a andar, com o suave gosto do perdão oferecido (sem até que mo tenham pedido!).

Quando me lembro que tudo o que me deviam, foi pago naquela mesa em que Cristo foi o ofertante e o prato principal, me lembro também que posso perdoar. Assim, justamente, como fui igualmente perdoado.

Um bom dia. E perdoem-me pela ausência. As lutas dos meus dias - nos últimos meses - me tem afastado de muita coisa de que gosto. Inclusive vocês.

"...Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. " 1 Co 11:24


Rubinho é sócio-atleta do Genizah



Ateus lançam campanha em ônibus no Brasil


A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) lançou um comunicado sobre sua nova campanha:

A partir do dia 13 de dezembro de 2010, ônibus com mensagens a respeito de ateus, ateísmo e religião circularão em duas capitais brasileiras.

A iniciativa da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos apresenta quatro mensagens que expõem um pouco do que pensam os ateus. É mais um passo dado pela entidade para o reconhecimento dos descrentes na sociedade como cidadãos plenos e dignos. São 10 ônibus em Porto Alegre, financiados por um único doador paulista que prefere permanecer anônimo, e 5 ônibus em Salvador, financiados com recursos da entidade e outros doadores.

A campanha dos ônibus não procura fazer desconversões em massa. Nossos objetivos são conseguir um espaço na sociedade que seja proporcional aos nossos números, diminuindo o enorme preconceito que existe contra ateus, e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas, que só existe quando o Estado é verdadeiramente laico – o que está muito, muito longe de acontecer.

Contexto

O lançamento da campanha ocorre pouco depois de o Ministério Público Federal ajuizar ação civil pública contra o jornalista José Luiz Datena pedindo retratação de suas afirmações ofensivas contra ateus. Datena já é alvo de um inquérito civil aberto pelo Ministéiro Público Estadual e uma investigação criminal na Delegacia de Crimes de Racismo e Discriminação, em São Paulo, requerida pela Atea.

As iniciativas de autoridades públicas em defesa dos ateus, embora tenham sido provocadas pela Atea e outros ateus indignados, são inéditas no país e constituem marcos importantes em nossa luta por direitos. Recentemente a Atea exerceu direito de resposta em dois grandes jornais do país com relação a um par de artigos de Frei Betto relacionando tortura ao ateísmo militante.

Enquanto isso, nos EUA os American Atheists veicularam um outdoor em Nova York celebrando a razão. Quatro grandes organizações de ateus norte-americanos lançaram em outdoors, ônibus, trens e em jornais e revistas a maior campanha de divulgação ateia já veiculada, segundo relato da American Humanist Association. No Canadá, o Centre for Inquiry está lançando a campanha “Alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias”, com anúncios em ônibus, eventos educativos e discussões online. Inspirado na famosa citação de Carl Sagan, o material compara Jesus ao pé-grande, OVNIs e outras entidades do mesmo calibre.




Ministério da Educação distribui DVD gay infantil!


Kit Gay para alunos conterá um DVD com uma história aonde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade


Jamierson Oliveira


Confira o corajoso protesto do deputado Jair Bolsonaro, no plenário da Câmara dos Deputados, discurso breve e preciso por meio do qual o parlamentar mostrou toda sua indignação diante de uma proposta que beira a insanidade se não fosse diabólica: um kit para enfiar goela abaixo de nossas crianças – nas escolas públicas e privadas.


Irmãos, não vos enganeis! Esta é uma operação orquestrada por uma horda de demônios. Podemos esperar, que esta será a maior batalha da Igreja nesses tempos finais, uma luta maior que do que foi o comunismo no século passado!

Enquanto isso, a maioria de nós não gosta de debater a questão, se omite, preferindo o silêncio e o anonimato. Esse tem sido o comportamento da maioria dos líderes evangélicos para não se desgastar, ou ser processado. Ou, quando foi a última vez que você ouviu seu pastor falar com coerência e sabedoria no púlpito da sua igreja, ou nos programas de tv e rádio? Ainda por este ponto devemos ao Silas Malafaia pelos seus insights nos seus programas e até em outros, como no "Programa do Ratinho".

Agora, incrível mesmo é ver até evangélicos se expressando favoravelmente sobre o assunto. Com frases escorregadias tipo: “Não podemos forçar nada, Deus nos deu o livre-arbítrio”; “Assim como evangélico quero respeito, acho que os gays também tem esse direito” e outras colocações do gênero. Mas vale lembrar a história, que no início a própria igreja evangélica (ou parte dela) apoiou o regime nazista, e deu no que deu.

E a dita bancada evangélica? Bem, isso já é história pra boi dormir...

PS: Estou preparando uma matéria de capa para a revista APOLOGETICA CRISTÃ (www.revistaapologetica.com.br). Abordarei questões éticas, históricas e teológicas. Também denunciaremos todos os absurdos da agenda gay e do governo PT e Cia! Aguardem!


Jameirson é editor das revistas Povos e Apologética e é colaborador do Genizah



Teriam o Pai e o Filho aparecido ao fundador do mormonismo


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Fernando Galli
Se você perguntar aos mórmons qual foi o maior evento ocorrido na terra desde a ressurreição de Jesus Cristo, ficará surpreso com a resposta deles. Dirão: Foi o aparecimento do Pai e do Filho a Joseph Smith Jr. em 1820. Os mórmons narram esse acontecimento com uma convicção incrível. Para eles, é uma crença central e inquestionável. Mas será mesmo que a Bíblia apoiaria tal suposta aparição? O que dizem os profetas e livros do mormonimo De acordo com o Guia para Estudo das Escrituras, publcado no final do Livro de Mórmon, faz-se a seguinte declaração:
"Em 1820, Deus, o Pai, e Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith e ele ficou sabendo que nenhuma das igrejas da Terra era verdadeira." - Livro de Mórmon. Guia para Estudo das Escrituras. Verbete "SMITH, JOSEPH, JR, página 202. Edição Brasileira de 1995.
Refutação apologética-evangelística - Perceba que o motivo pelo qual o Pai e o Filho teriam aparecido a Joseph Smith foi dizer a ele que todas as igrejas estavam erradas. Se realmente alguém apareceu a Joseph Smith, falou uma tremenda mentira a ele. Jesus disse a Pedro que "as portas do inferno não prevalecer[iam] contra a igreja de Jesus". (Mateus 16:18) Isto significa que sempre, em qualquer momento da história do Cristianismo, haveria a Igreja de Jesus composta por cristãos convertidos a Ele. Por isso, Jesus disse que estaria com os discípulos até a consumação do século. (Mateus 28:20) perguntamos aos mórmons: Teria Jesus falado de uma igreja que deixaria de existir e seria derrotada pelo inferno durante 1720 anos, desde o ano 100 até 1820? Isso prova de que o Pai e o Filho não apareceram a Joseph Smith, pois é impossível que Deus minta. (Hebreus 6:18) Seria muito bom que pudéssemos raciocinar com os mórmons que a Igreja de Jesus Cristo verdadeira não são placas denominacionais, pois não era essa igreja que Jesus falava em Mateus 16:18. Então, prepare-se, e seja paciente. a Bíblia diz que Jesus foi dado à Igreja (Efésios 1:22), que Jesus é o cabeça da Igreja (Efésios 5:23) e que Jesus amou a Igreja e se entregou por ela. (Efésios 5:23) Que Igreja seria essa? Uma institutição, uma placa denominacional? Não, pois Jesus se entregou, ou morreu, por pessoas. Assim, quem aceitou a Jesus como seu Salvador faz parte desta verdadeira Igreja, e não igreja-denominação.

A forma como os "profetas" mórmons descreveram esse suposto acontecimento reflete como muitos são levados por fábulas, contos, relatos de visões - tudo isso muito característico no mundo das seitas. Veja o que um de tais profetas declarou:
"Tal aparecimento glorioso de Deus, o Pai, e seu Filho Jesus Cristo [...] é o maior evento conhecido neste mundo desde a ressurreição do nosso Senhor." - BENSON, Ezra Taft, Church News, 23 de dezembro de 1967, página 12, em Inglês.
Refutação apologética-evangelística - A Bíblia diz que ninguém jamais viu a Deus, mas quem revelou Deus foi o Deus Unigênito, Jesus Cristo. (João 1:18) De acordo com o próprio Deus, morreríamos se o víssemos. (Êxodo 33:20) Assim, Jesus se fez homem para revelar o Pai. Por isso dizia: "Quem vê a mim, vê o Pai." (João 14:9) Perguntamos aos mórmons: Deus teria aberto exceção a Joseph Smith? Para isso, Deus teve que diminuir sua glória, para que Joseph Smith pudesse resisti-la? Na verdade, sabemos que os mórmons crêem que o Pai e o Filho são personagens de carne e ossos, como nós. Observe:
“Na Trindade há três pessoas distintas: Deus, o Pai Eterno; seu Filho, Jesus Cristo e o Espírito Santo. Cremos em cada um deles. As revelações modernas nos ensinam que o Pai e o Filho têm corpos tangíveis, de carne e ossos, e que o Espírito Santo é um personagem de espírito, sem carne nem ossos.” – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 211, verbete TRINDADE.
Então, para um deus que tem corpo tangível de carne o ossos, fica fácil aparecer para quem ele quiser. Todavia, os Mórmons precisam explicar, se o deus deles é de carne e ossos, por que o Livro de Mórmon narra sobre os Zoramitas (grupo apóstata, que negava a Cristo) orarem a Deus confessando que Deus foi é e será um espírito para sempre, sendo que Alma não condenou em lugar nenhum esses dizeres? Veja como isso é verdade no texto ao lado, extraído do Livro de Mórmon, citação de Alma 31:15-17. Daí, comparamos esse texto com a declaração de James E. Talmage, membro do Conselho dos Doze Apóstolos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias e a idéia de Deus já é expressa totalmente diferente:
"A imaterialidade de Deus [...] está em desacordo com as Escrituras e é absolutamente negada pelas revelações da pessoae dos atributos de Deus. [...] Nós afirmamos que negar a materialidade da pessoa de Deus é negar a Deus; pois uma coisa sem partes não possui o todo, e um corpo imaterial não pode existir." - TALMAGE, James Eduard. A Study of Articles of Faith (Salt Lake City, Utah: The Church ofJesus Christ of Latter-day Saints, 1977), página 48.
Alguns mórmons poderão dizer que o texto de Alma 31:15-17 está se referindo a uma oração do grupo apóstata chamado Zoramitas e que, por isso, não se pode dar créditos a essa oração. Embora o capítulo 31 realmente esteja falando sobre como Alma observou esse grupo apóstata negando a Cristo, crendo num falso conceito de eleição e fazendo orações pré-estabelecidas, não vemos em momento algum, no livro de Alma e muito menos no restante do Livro de Mórmon criticar-se ou refutar a crença dos Zoramitas de que Deus é, foi e será um espírito eternamente. Qualquer leitor ponderado perceberá que Alma condena o orgulho dos Zoramitas, que usavam ornamentos de ouro e se diziam escolhidos (Alma 31:28), e que adoravam ao deus deles de uma forma jamais vista, ou seja, subir numa plataforma e dizer as palavras na foto acima em Alma 31:15-17. Mas a pergunta é: Será que somente os Zoramitas diziam que Deus é Espírito? Não! Segundo o Livro de Mórmon, até mesmo Aarão disse isso. Veja no quadro ao lado, a foto do texto em Alma 22: 9, 10. Trata-se de uma pergunta que um rei teria feito a Aarão se Deus seria "aquele grande Espírito". Aarão diz que sim, e pergunta ao rei se ele acreditava que Deus era o Grande Espírito que criou todas as coisas. O rei responde SIM ("acredito que o Grande Espírito" criou todas as coisas" - Alma 22:11), e decide orar àquele deus crido pelos mórmons. Então, perguntamos: Que "deus" é esse? Ele é espírito, mas é de carne e ossos? Perplexo com essa flagrante contradição, pois um apóstolo mórmon escreve que Deus é um ser material, e o Livro de Mórmon diz que Deus é espírito, procurei investigar como os mórmons definem "espírito". Ao descobrir isso, percebi a profundidade do erro mórmon ao definir o Deus da Bíblia. Sobre espírito, afirmam:
"Espírito é a matéria, porém mais fina e pura que os elementos ou a matéria mortal." – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 72, verbete Espírito.
E como na foto ao lado, no livro Doutrinas & Convênios 131:7, 8, escrito por Joseph Smith, vemos que um espírito, que é a matéria mais refinada e pura, "só pode ser discernido por olhos mais puros." Este é um conceito aberrante sobre espírito. Que definição é essa de matéria mais fina? Onde foi que arrumaram isso? Outras perguntas também nos vêm à mente: (1) Se, conforme o texto ao lado, somente quando nossos corpos forem purificados poderemos ver que o espírito é todo matéria, significa que Joseph Smith já havia sido purificado quando viu o Pai e o Filho? (2) Como Joseph Smith, antes de ter se tornado sacerdote, poderia ter visto o Pai, se ele mesmo escreveu no livro Doutrinas & Convênios 84:21, 22 que "sem as ordenanças e a autoridade de sacerdócio [...] nenhum homem poderia ver o rosto de Deus, o Pai, e viver"? Que conflitante é a doutrina mórmon! Para evangelizar os mórmons e refutá-los com amor sobre essa questão da suposta aparição do Pai e do Filho a Joseph Smith em 1820 é importante saber duas heresias que eles crêem, sobre o espírito e sobre a natureza de Deus. São elas:
"Espírito. A parte do ser vivo que existe antes do nascimento mortal, que vive no corpo físico durante a mortalidade e que existe depois da morte como ser separado, até a ressurreição." – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 72, verbete Espírito. “A Igreja proclama essa verdade eterna: Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser.” – Regras de Fé, James E. Talmage, 1983, p. 389.
Perceba que o "pai" e o "filho" que apareceram a Joseph Smith não tem nada a ver com o Deus Todo-Poderoso, mas são personagens que eram espíritos, vieram aqui na terra para morrer, e retornaram ao mundo espiritual (da matéria mais fina e pura). E dizem que Deus já foi como nós e nós podemos ser deuses também. Então, onde começa o erro? Por acharem que Deus foi como um de nós, nascido de relação sexual, não porque Jesus veio morrer por nós, mas porque todo espírito um dia nascerá aqui na terra e voltará a ser um espírito, ou seja, uma matéria mais fina e pura. Assim, qual a superioridade entre o deus dos mórmons e o que os mórmons supostamente se tornarão no que chamam de exaltação (ou salvação)? Nenhuma! Por isso, o deus deles pode aparecer e ser visto. Ele é como um de nós e nós seremos como ele. E a contradição aumenta quando lemos no Livro de Mórmon, em Moroni 8:18, que Deus é imutável! Se é imutável, por que precisou vir morrer para ser um deus assim como cada mórmon precisará morrer para ser um deus?
Quem, então, apareceu a Joseph Smith? 
Para ser sincero, eu não acredito que alguém tenha aparecido a Joseph Smith. Na verdade, creio que a probabilidade de que ninguém, de fato, apareceu a ele seja de 90 por cento. Talvez, você me replique: "Mas o Diabo se transforma em anjo de luz". (2 Coríntios 11:12) Todavia, eu sei que o Diabo teria sido mais inteligente em ter feito isso. Quando estudo o modo como ele se manifesta nos aparentes casos de lembranças de vidas passadas, sei que o método dele é bem superior! Apesar de ser apenas o meu ponto de vista, o qual deve ser respeitado, creio que essa visão tenha sido mais um produto da imaginação fértil de um jovem adolescente buscando se encontrar, ou de uma visão produto de uma neurose. Dessa visão, teriam surgido idéias subsequentes para fundamentar uma nova doutrina, com simpatizantes que a endossaram e a estabeleceram. Talvez aí, sim, o Diabo tenha se aproveitado e enfeitado mais a "estória". Mas, admito uma pequena probabilidade de 10 por cento de o Diabo ter sido tão burro a ponto de inventar uma estória dessas. E o fato de o mormonismo estar crescendo assustadoramente não significa necessariamente que alguum ser espiritual, de matéria mais fina ou não, tenha realmente aparecido a Joseph Smith, em 1820. Creio que o Diabo usa mentiras dele e dos outros para surgir com novas heresias. Mas ao analisar, com todo respeito a pessoa do mórmon, todas as "estórias" que os mórmons contam para fundamentar suas crenças, chego a crer que o Diabo não cometeria tantas gafes, mas se aproveitaria de invenções ou de mentes com fé patológica para encrementar uma nova fé. De qualquer forma, precisamos evangelizar os mórmons. Que nosso amor por eles nos ajude a alcançá-los e que a verdade de Deus os liberte de tamanha fábula.



EXPOSIÇÃO DE I TIMÓTEO: O CHAMADO PARA O MINISTÉRIO PASTORAL




Antônio Carlos Costa é pastor das igrejas presbiteriana da Barra e Cidade (Rio e Niteroi) e colaborador do Genizah



Cantadas Gospel ( INFALIVEIS )

Esse post é um serviço de utilidade pública evangélica. Você que está solteiro e querendo se arranjar, aqui está a solução! Escolha uma cantada abaixo e aplique na sua Igreja ou no próximo evento evangélico que você participar. Se você quiser colaborar, é só comentar e acrescentar a sua. Se eu gostar, reproduzirei no meu blog dando os devidos créditos.

Boa sorte na conquista!!!

Surian




“Oi Gatinha G12. Na hora de queimar pecados lá no Encontro, lembre-se do pecado de ainda não namorar comigo!!”

“Oi gatinha emergente. Posso ir na sua casa montar um blog diferente e superior à Igreja e ao Cristianismo com você?”

“Oi gatinha sem igreja, vamos fazer uma reunião de oração no meu quarto?” (via @kel_smagga )

“E aí gatinha neopenteca! Gastei 5 mil reais na campanha de 7 sextas com 12 paipóstolos. Você TEM que ficar comigo agora!!”

“Oi gatinha da Penteca conservadora, seu bigode é mó benção. Que tal darmos um glória juntos qualquer vigília dessas??”

“Oi gatinha Arminiana, Deus quer nós dois juntos, mas Ele não pode fazer nada se você não deixar. Dá uma força pra Ele, mina!!”

“Oi gatinha Calvinista, posso me achar a elite protestante junto com você??”

“Oi gatinha penteca, que tal a gente suricantalanabanaia qualquer dia desses??”

“Hey você, gatinha teologicamente neoliberal, com nojinho dos evangélicos. Quero ser seu “Dramin” teológico!!”

“Hey gatinha teísta aberta (teologia relacional), Deus quer saber se você vai namorar comigo..” (Colaborou @armandomarcos)

“Senhor, que menina gatinha. Pena que não é crente. Vou lá evangelizar! Faz assim, você fica com a alma, o que sobrar é meu, ok?”

“Você acredita no amor de Deus?
- Claro, irmão!
- Então fica comigo , pelo amor de Deus?!” (By Marcos)

“Hey, gata, Entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura” (By Deiner)

O varão: -Olá varoa linda, se eu te der um beijo você vai me bater? (Do Stoll)
A irmã: -Claro.
O varão: Então bata bem devagarzinho...


O varão: -Olá, boa noite, posso me sentar á seu lado?  (Do Stoll)
A cobiçada: -Pode sim, mas tem outros lugares melhores aqui na igreja.
O varão: -Que nada, é por que esse pastor aí sempre pede para pegamos na mão da pessoa do lado, olharmos nos olhos e falarmos que o amamos, daí não poderia perder essa chance...

"Oi gatinha Presbiteriana liberal, já que estamos predestinados a felicidade eterna, vamos pular a cerca?" (Do Clóvis)

Me chama de arrebatamento que eu te levo até o céu! (Do Jhonata)

Varoa, se vc vier a mim de maneira nenhuma te lançarei fora.

Surian coletou, testou e sugeriu aos encalhados do Genizah





Deixamos tudo e Te seguimos. O que ganhamos?

L. Rogério

Para quem vive numa sociedade capitalista, justificar um investimento é a coisa mais comum do mundo. Aqueles que trabalham na área comercial sabem que ressaltar os benefícios de bens e serviços é primordial em qualquer proposta de negócios.

Embora o evangelho não precise de justificativas para existir, muitos cristãos ainda tentam defender a sua causa por meio do anúncio de suas "vantagens":

"Ah... nesse fim-de-semana mais de 100 pessoas foram curadas em minha igreja. E na sua?" - "Ah... na minha, fizemos a campanha das causas impossíveis e profetizamos que mais de 100 saíram com a carteira assinada" - "Já na minha, o pastor profetizou a bênção do 'Cem Vezes Mais' e tenho fé que também receberei!"

Infelizmente, a matemática do evangelho capitalista de 100 vezes mais tem sido pauta de muitas reuniões cristãs. As vantagens são evidentes, afinal, quem não quer uma fé que recompense com tamanha rentabilidade? É sempre bom lembrar que o que Jesus disse foi que receberíamos cem vezes tanto em relacionamentos nessa nova comunidade chamada Reino e, pasme, que tudo isso também viria acompanhado de perseguições (Mc.10.29,30).

Aliás, esse toma-lá-dá-cá em algumas igrejas é tão explícito que a liderança convida aqueles "humildes servos" que desejam ofertar altas quantias a irem à frente receber uma oração especial (seja lá o que isso for). A cena é patética: os vitoriosos, de frente para a igreja, de cabeça baixa, mãozinhas sobrepostas e aquele ar de piedade como quem diz: "Fazer o quê, eu sou bondoso, né!?" (rs). Só falta um violino com uma triste melodia.

"Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa." - Mateus 6.2

Mas a pergunta que dá título à essa mensagem veio do próprio Apóstolo Pedro: "Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?" (Mt. 19.27). E embora Jesus já tenha respondido a questão, muitos cristãos ainda tentam ajudá-lo, complementando aquilo que Ele teoricamente "esqueceu": "Venha para Jesus e fique livre de todos os seus problemas", "Aceite Jesus e seja curado de todas as suas enfermidades", "Só Jesus pode lhe fazer prosperar!". Porém, como disse meu amigo Paulo César Baruk: "Deus não tem o dever de suprir nossas expectativas, mas tem o prazer de suprir nossas necessidades"

Veja, a Bíblia já nos deu garantia de que nossa obra tem recompensa (II Cr. 15.7). Os galardões foram garantidos pelo próprio Mestre (Lc. 6.23). Paulo, porém, nos dá um ideia da verdadeira motivação dos galardões quando diz: "...não corro como quem corre sem alvo." (I Co. 9.26). Creio que galardão ou qualquer tipo de recompensa seja apenas um lampejo do porvir. Uma brisa de esperança que sopra da Cidade Celestial. Uma luz no fim do túnel para lembrar-nos que estamos no caminho certo. Esse prêmio, porém, nunca será nosso alvo. O alvo é Cristo!

Que em nome de Jesus possamos servi-Lo com alegria de coração sem nos importarmos com recompensas ou vantagens. Que deixemos de anunciar um evangelho de investimentos, implorando aos perdidos que o aceitem. Afinal, o próprio Senhor virou para uma multidão que o seguia e disse: "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?" (Lc. 14.28). É como se Ele dissesse: "Tem certeza que quer me seguir?"

E lembre-se: Se Deus nos desse o que merecíamos, estaríamos perdidos!



Entrevista exclusiva com ex-bispo da Universal, Renato Suhett



Recentemente, deparei-me com um comentário feito pelo Bispo Renato Suhett num vídeo da série "Cá entre nós..." em que questiono a posição do Bispo Edir Macedo a favor do aborto. Confesso que cheguei a desconfiar que aquele comentário poderia ter sido feito por um fake usando seu nome. Em poucas palavras, Renato Suhett alega que a posição heterodoxa de Macedo em questões com aquela foi uma das razões que o teriam levado a romper pela segunda vez com a Igreja Universal. Resolvi, então, escrever um artigo expressando minha opinião pessoal sobre a pessoa e a trajetória desta polêmica figura. Pouco tempo depois, Renato Suhett me adicionou no Twitter e marcamos um dia para conversar via Skype. Contou-me sua história e o desejo que tinha de expor suas razões e motivações, uma vez que uma onda difamatória já corria pela internet. Sugeri-lhe, então, que fizéssemos uma entrevista, que segue abaixo, logo após uma pequena biografia.

Renato Suhett nasceu em Niterói em 19/01/61, filho de Irineu Lima e Genicy Suhett, casado com Diana Sousa Suhett. Formado em Literatura/Português, com mestrado e doutorado pela UERJ. Músico profissional, guitarrista, compositor, cantor, tendo gravado, até o momento, 12 discos em português e 6 em espanhol. Ingressou na vida cristã aos 20 anos, na Igreja de Nova Vida em Alcântara e Botafogo, ainda no tempo do saudoso Bispo Roberto MacLister. Depois conheceu a IURD, e seis anos depois, aos 26 anos, tornou-se no Bispo do Brasil. Estou Teologia Livre na VINDE, com o Reverendo Caio Fábio. Formado em Teologia pela Faculdade da Assembléia de Deus em Mesquita (RJ). Pela IURD, desempenhou seu ministério em vários países, entre eles, Estados Unidos, Portugal, África do Sul, Argentina e México.

HF - Tendo chegado ao posto de segundo homem mais forte da Igreja Universal, e Bispo responsável pelo Brasil, o que o motivou a deixá-la da primeira vez?

RS - Foram muitos os motivos, porém, o principal foi quando, em reuniões de bispos e líderes, a igreja decidiu constituir um partido político e usá-lo como instrumento principal para galgar o poder. Eu sempre estava em contra desse pensamento, pois todo cristão consciente sabe que o Reino de Deus é o nosso fator determinante de qualquer mudança e que n'Ele está todo o poder de que poderíamos necessitar, pois trata-se do poder do nosso Deus. Quando eu via a igreja buscando alcançar o poder por meios exclusivamente humanos, vi que já não havia lugar para mim aí. E foi isso mesmo que aconteceu... Eu fui "auto-exilado" para a Califórnia, estive em Los Angeles e em San Diego por três anos, e a IURD acabou caindo nessa rede que todos já sabem... tiraram pastores e bispos dos altares, jogaram-nos na "cova dos leões"... mas não havia Deus para livrá-los. E vieram as lamentáveis e vergonhas ligações de bispos e pastores com os escândalos políticos que já sabemos... "sanguessugas", "ambulâncias", "jogos"... no que até resultou em prisões de homens que no início da igreja até foram usados por Deus... uma lástima. Enfim, foi essa troca de valores que me fez deixar, com tristeza, a igreja que tanto amei... nessa primeira vez.

HF - Depois de ser apontado pela revista Billboard (em sua edição internacional) como o maior nome da música cristã da América Latina, você pensou em algum momento dedicar-se exclusivamente à carreira musical?

RS - Não, proque nunca dei valor ao cantor, ao compositor, ou ao guitarrista Renato Suhett, mais do que ao Bispo Renato Suhett... Deus me mostrou desde o começo que o músico é quem seguiri ao Bispo e não o contrário... Na verdade, o músico que sou é apenas um apêndice do bispo que Deus, pela Sua misericórida e graça me ungiu. Creio que aqui vale ressaltar o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 11:27: "porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis".

HF - Enquanto liderava a IURD no Brasil, teve esperança de que ela pudesse mudar, isto é, tornar-se numa igreja mais bíblica e doutrinariamentie sadia?

Edir Macedo e Renato Suhett em concentração no Maracanã
RS - Sim. Aliás, essa era a minha meta: Colocá-la no que chamamos de "sã doutrina". Não por mim, mas pela direção do Espírito Santo. Era até mesmo um voto que eu tinha com Deus. Mas como um dia o Bispo Macedo me disse, aos gritos: - Graças a Deus que não deixei você mais como bispo do Brasil... Você ía acabar com a minha (dele) igreja, com o que eu quero para a Universal. Creio que não precisa dizer nada mais.

HF - Por que sua ênfase passou a ser a graça depois de sua saída da IURD?

RS - Ora, eu queria "exorcizar" tudo aquilo que havia visto e aprendido na Universal e fui buscar nessa antítese, um extremo que muito me custou, pois aí, eu erri, exagerei, creio mesmo que perdi a visão de Deus, neste afã de estar contra tudo o que dizia respeito a Universal... Aí eu errei e feio... Peço perdão a Deus e a todos que foram, direta ou indiretamente, atingidos por este erro. Sinceramente, a salvação é mesmo pela graça, é claro, é bíblico, mas não precisava que eu exagerasse tanto. Tirei a Ceia, o Batismo, deixei de expulsar demônios, etc. Esquecendo-me que essas coisas não são sugestões de Deus, mas ordens daquele é que o nosso Senhor Jesus Cristo. Errei, vacilei... Que bom que a misericórdia de Deus me contemplou. Sou um sobrevivente por esta misericórdia divina, com certeza...

HF - Em que momento você acha que seu ministério perdeu o ponto de equilíbrio em termos doutrinários?

RS - No afã de desdizer exacerbadamente tudo que era da Igreja Universal, acabei me desviando das diretrizes básicas do Senhor Jesus. Aí está o ponto... e como não, do orgulho de achar, na queda, que eu poderia falar o que viesse na minha cabeça, e que estava sempre certo. Meu Deus... que vergonha... Creio que todo líder deveria ter como lição obrigatória um vídeo do meu primeiro líder, Bispo Roberto McAlister, que inclusive está disponível no Youtube e que se chama "Orgulho". Neste vídeo, ele fala, pelo Espírito Santo, de tudo que devemos ponderar e refletir ao assumirmos essa função de liderar homens e mulheres na obra que é de Deus. Com isso, estou admitindo categoricamente que também pequei por orgulho.

HF - Qual a razão de você haver mudado radicalmente sua mensagem, passando a divulgar o esoterismo?

Renato orando na Catedral da Universal em foto recente
RS - Foi uma tentativa de trazer um grupo, que a meu ver, nenhum igreja ainda o havia alcançado para Cristo (Desculpem-me se estiver errado): Os chamados esotéricos, espiritualistas (que não são os espíritas, candomblecistas, ou macumbeiros). Achei que poderia ajudá-los a chegar ao evangelho de Cristo, como se diz: "ganhá-los para Jesus". Mas já estava eu tão desacreditado pelos evangélicos, alienado, marginalizado, por meus ímpetos de orgulho, etc. E parece que a imitação foi tão "bem feita", que acabaram disseminando no meio evangélico que eu, de fato, havia me tornado exotérico. Imagine você em que confusão fui me meter... Creio que seria o caso do roto falando do esfarrapado. Eu não tinha condições espirituais mínimas, naquele momento, de encarar uma empreitada dessas... hoje até me faz rir, mas foi muito triste. Uma grande confusão, total, desordenada e completa. E eu ali... feito um bobo, acho que nem sabia mais quem eu era, o que era, ou para que estava vivendo... além de perder a visão, creio que perdi a noção e a razão. E veja que até hoje tem gente que me olha meio de lado, talvez pensado: esse homem esteve em "sociedades secretas", etc. Discretos ou indiscretamente... rsrs Desculpe, mas estou rindo de pensar a que ponto um homem chega de ridículo, quando perde a visão e a direção do Espírito Santo. "A minha alegria é o Senhor, que conheceu a minh'alma e não me rejeitou"... Só Deus mesmo para nos aturar... porque nem eu mesmo sabia mas quem era. Foi, simplesmente, horrível essa fase.

HF - Por que decidiu retornar à IURD?

RS - Aí vamos parar no outro extremo. Foi tanto exagero, exacerbações... que decidi voltar após ouvir um conselho de um amigo, homem de Deus (não sei se ele me autorizaria dizer seu nome, mas Gleiber de Andrade). Este homem me disse, estando eu no Rio de Janeiro: - Olha, Renato, o que você está fazendo com sua vida. Lembra de onde caíste, arrependa- te e volta. Considerei esta palavra, orei e o fiz literalmente: Voltei lá para catedral do Brás, achando que deveria ter caído, ou começado a cair por ali, quando ainda era o bispo do Brasil na IURD. Achando que a Universal havia mudado ( que duendes e fadas existiam, bem como o Papai Noel...rs). Mas na situação que estava, acho que valeu a experiência, pois voltei a ter contato com "algo", um mínimo residual do Evangelho pleno, creio eu.

HF - Em algum momento sentiu que seu testemunho foi usado para estancar o êxodo de membros da IURD para outras igrejas como a Mundial?

RS - Em todo tempo... rsrs Depois, lá na frente, estando no México e quando me mandaram de volta ao Brasil e o Romualdo me recebeu, não com aquele carinho do tempo do testemunho, mas de outro modo, e dizendo que o Bispo Macedo tinha outro plano pra mim, que não deveria estar mais no altar e sim ser um tipo de diretor ou gerente de uma rádio em Volta Redonda... e esquecer o altar. Aí a ficha caiu. Fui simplesmente um objeto de uso, quando do testemunho, para que outros não saissem mais e sofressem como sofri... Entendi tudo e vi que estavam tentando enterrar o que Deus me deu, e em vida (enterrar-me vivo). Óbvio que pulei fora, pois não havia mais lugar ali para mim. Muito menos nos dias de hoje. Saí de lá para entrar de vez no Reino de Deus, agora sim... não por mão do Bispo Macedo, nem de ninguém, mas de Deus mesmo. Que bom!

HF - Quanto tempo foi preciso para que retornasse ao púlpito?

RS - Fiquei um ano na "geladeira" no Brasil e trabalhei como pastor por dois anos no México, onde tive o privilégio de conhecer uma gente maravilhosa e muito aberta ao Evangelho. Só lhes falta este Evangelho verdadeiro e pleno. É, de fato, um campo a ser desbravado. Foi uma boa experiência, pois por dois anos tive que trabalhar como pastor sem nenhum auxiliar, fazendo quatro reuniões diárias. Aprendi muita coisa lá. Valeu muito e não me queixo de nada, principalmente por aquele povo tão sincero de coração que são os mexicanos.

HF - Por que resolveu deixar a IURD novamente?

RS - Porque entendi que o "cantado e decantado perdão ao filho pródigo" não passava de uma grande panacéia pra "brasileiro ou si lá quem ver". rs Ora, o Bispo me proibiu de pregar e queria que eu fosse um executivo... meio executivo de rádio...nem sei o que é isso. Meu objetivo é viver do e no altar do Senhor até o fim dos meus dias...

HF - É verdade que foi recebido pela Mundial?

RS - Não. Quando voltei estive com o apóstolo Valdemiro por uma vez e assisti a umas reuniões dele. Afinal, fui eu que, quando Bispo do Brasil, o consagrei a Bispo. Foi apenas um encontro de velhos amigos. Mas o ministério que Deus deu a ele é o dele, o meu tem outro perfil. E que Deus abençoe a ele muito, como também ao Bispo Macedo, e a todos da Universal, Mundial, Radial, Medial, Afinal, etc. e tal... rsrs em sério...

HF - Quais são suas expectativas ministeriais?

RS - Simplesmente e sinceramente ser um instrumento nas mãos de Deus para estabelecer as diretrizes do Seu Reino aqui, e "preparar o caminho para o Senhor", tendo sempre em vista que "Ele cresça e eu diminua". Na prática, evitar os erros do meu passado e aproveitar esta grande oportunidade que o Senhor está dando... Igreja de Jesus Cristo. Tudo muito simples, de acordo com o mandamento do Senhor Jesus: "Amar como Ele nos amou", curar os enfermos, expulsar demônios, batizar em nome de Jesus, buscar o Espírito Santo, realizar a Ceia do Senhor, não em memória, mas como celebração de Jesus Cristo vivo em nós, Sua Igreja!

HF - Pretende retomar sua carreira musical?

RS - Ah, com certeza que o cantor, o músico e o compositor vão de mala pronta junto com o bispo, é certo... Agradeço muito a paciência de todos para comigo, e ao irmão e amigo, Bispo Hermes Fernandes, homem de Deus, e a todos, que Deus os abençoe rica e abundantemente em Cristo Jesus!!!


* Todas as respostas são de inteira responsabilidade do Bispo Renato Suhett e refletem estritamente seu posicionamento.

Leia meu artigo sobre sua vida e trajetória aqui.



Ano novo, disposição nova!

Rubinho Pirola


Todo dia devia ser como a passagem de ano.

Tudo é o mesmo - a vida, a duração das horas, as circunstâncias todas... o que é novo, para além da sensação (e desejo) de encontramos diante de nós uma folha em branco à espera de um novo script?

Vamos para as celebrações com aquela alegria, a de comemos com os amigos, de desejamos a todos a nossa melhor expectativa e desejos, mas a rigor, logo todos nos damos conta que a coisa afinal, não era lá essa coisa. O que houve, foi só a empolgação de recomeçarmos!

Ainda me lembro dos meus inícios de ano na escola - cadernos novos, livros novos, uniforme novo, canetas, lápis... que contavam sempre com a minha determinação de ser-lhes mais atencioso e cuidar para que não se acabassem em rasgos, sujeiras... Mas com o passar dos dias, esse coração disposto e animado ia dando lugar à monótona experiência do caminhar sem atenção, empurrado pelas circunstâncias e o velho ia-se fazendo presente mais e mais, até a próxima "viragem de folhinha dos calendários".

Hoje me apercebo que o que era novo mesmo, era só a minha disposição de, em alguma maneira, ser um melhor mordomo do tempo, numa visão mais ampla do que simplesmente olhar e cuidar das coisas concretas, tangíveis, como os lápis e cadernos.

Tudo o que desejei nessa virada de ano, é olhar mais atentamente para as coisas pequenas, pros detalhes e cuidar para viver com intensidade o dia que vou passar, não importa se ele estará no início, no meio ou no fim do calendário da minha mesa.

Cuidar para amar mais intensamente, abraçar mais fortemente, guardar as amizades, expandir zeloso a minha afetividade, curtir mais cuidadoso o que me virá às mãos...

Hoje tenho a ideia que a eternidade, do que tanto nos fala as Escrituras, é muito mais que apenas um número incontável de dias, intermináveis, mas tem a ver com um único dia intenso, vivo e que nunca se acaba.

Como pode bem ser a nossa disposição. E essa, todos os dias! Aquela de não sermos movidos pelo "empurrar-com-a-barriga", o cumprir a tabela, o fazer só o mínimo, só o básico, olhar só para a superfície, para a casca e não para os interiores, pra moldura e não para o quadro. Olhar pro alto, ainda que obrigado, pelas demandas da vida pratica a olhar sempre pro chão.

E curtir a presença do Deus presente, que vive dentro e não fora de cada um de nós e que nos livrou do medo e do que é pequeno e do que nos limitava a visão.

É o que desejo aos amigos e irmãos. A você que sempre está próximo, mesmo que longe.

Feliz dia novo. Sempre!


"Mas agora temos sido libertados da lei, das regras e imposições, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra." Rm 7:6


Rubinho colabora com a zona no Gernizah