Dia 18 de dezembro acontece o Adoração Sem Fronteiras em São Paulo

"Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor". Apoc 2:4



Veja o vídeo! Vale a pena!

No próximo dia 18 acontecerá o Adoração Sem Fronteiras com o Pastor Adhemar de Campos e convidados. A expectativa é a de um despertamento espiritual que resgate valores eternos que, por alguns motivos, têm sido substituídos por valores humanos.

Idealizado pelo pastor Adhemar de Campos, ministro de louvor há anos e um dos pioneiros do movimento de adoração no país, pretende com essa iniciativa, resgatar a essência da adoração e do bom testemunho como sal e luz que devemos ser à serviço do Reino.

O Adoração Sem Fronteiras mais do que um evento é um projeto. A preocupação não é apontar erros mas sim tirar lições dos mesmos e oferecer soluções em Deus com a seguinte preocupação: O que podemos fazer para que as coisas melhorem ao nosso redor dentro e fora da igreja? Como podemos cooperar com esse objetivo?

Se você também acredita que precisamos ter visão e foco para que as coisas aconteçam, contribua com o valores de Deus plantados em você até que “todos cheguemos a unidade da fé” (EF 4:13) e voltemos ao primeiro amor. 

Nosso primeiro encontro será dia 18 de dezembro na igreja Bola de Neve Olympia, a partir das 19 horas. Estejamos juntos nesse dia. Muitas coisas poderão acontecer porque tudo é possível para aquele que crê!


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Perfume de Mulher



Hermes C. Fernandes

Perfume de Mulher é um filme americano rodado em 1992, dirigido por Martin Brest e estrelado por ninguém menos que Al Pacino.  Em busca de realizar um antigo sonho antes de morrer, um militar cego (Al Pacino) contrata um jovem e inexperiente estudante (Chris O'Donnell) para ajudá-lo a passar um fim de semana inesquecível em Nova York. O militar cego, que não deseja piedade nem tolera discordância, passa a criticar o comportamento do acompanhante. Porém, na viagem, aos poucos ele passa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.

A cegueira tirou todos os facínios do Coronel Slade, exceto o seu facínio por mulheres. Sem poder ver a beleza de uma mulher, o personagem de Pacino passa a ser seduzido por suas fragrâncias. Porém isso não é suficiente para que Slade queira continuar vivo, e é em torno deste eixo que a história do filme se desenrola, contando como um garoto introvertido do interior de Oregon influencia o decidido Coronel Slade.

Uma das cenas inesquecíveis é quando eles vão a um luxuoso restaurante, e o Coronel convida uma moça para dançar tango. Ela exita e ele lhe diz bombasticamente “Não se preocupe, o tango não é como a vida; você pode errar e continuar dançando.” Além de um ótimo olfato, ele adquire uma habilidade especial de superar limites. Diz-se que quando somos privados de algum de nossos sentidos, os outros tendem a se desenvolver mais.

As Escrituras estão cheias de referências a perfumes e especiarias. Dentre todos, nenhum tem o destaque dado à mirra. Esta é extraída de um arbusto espinhoso que cresce nas regiões desérticas, especialmente em África, em países como a Etiópia e a Somália. Tem sido usada, desde a antiguidade, para embalsamar corpos. Os egípcios, por exemplo, a usavam em suas múmias. Além de evitar o mal odor, a mirra tem ação bactericida, impedindo a ploriferação de fungos, vírus e bactérias. Ao ser ingerida serve como entorpecente, aliviando as dores e atenuando o contato com a realidade.

Nos tempos bíblicos a mirra era comumente usada para embalsamar os mortos. Por ser muito cara, era costume da família economizar o equivalente a um ano de trabalho para comprar a especiaria e guardá-la para ser usada por ocasião da morte de um de seus membros.

Também era usada pelos noivos na preparação do casamento. Ester teve que banhar-se em óleo de mirra por seis meses e em outras especiarias por mais seis meses antes de apresentar-se ao rei Assuero para ser escolhida como a nova rainha. (Ester 2:12).

Portanto, a mirra tem a ver tanto com casamento, quanto com sepultamento. Então, por que razão os magos vindos do Oriente a escolheram como um dos presentes do recém-nascido Jesus? Confira:

“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt. 2:11).

Que utilidade teria a mirra para um bebê?

Por mais mórbido que pareça, aquele perfume caríssimo era para ser usado no sepultamento de Jesus, e visava poupar Maria e José de um ano inteiro de trabalho. Talvez houvesse suficiente para usá-lo para embalsar tanto Jesus, quanto o resto da família.

Mas o fato é que, se aquela mirra chegou a ser usada, não foi em Jesus. Se é verdade que Maria ficou viúva antes que Jesus fosse crucificado (o que explicaria a ausência de José na cena da crucificação), talvez parte daquela mirra tenha sido usada para embalsamá-lo.

A mirra, porém, não foi o único presente recebido por Jesus na ocasião de Seu nascimento. Muito tem sido dito sobre seu simbolismo, mas gostaria de propor uma interpretação alternativa (ainda que pareça pretensão de minha parte): O ouro aponta para Sua chegada, o valor de Sua encarnação, o início. O incenso aponta para Sua obra, e a extensão de Sua existência terrena, o meio. Assim como o incenso se consome à medida que vai queimando, Sua vida terrena seria gasta inteiramente na dedicação da obra que veio fazer. Já a mirra aponta para Sua morte, a consumação de Sua obra, o fim. Início, meio e fim. Criação, redenção e consumação.

Depois do episódio de Seu nascimento, deparamo-nos com a mirra novamente no episódio em que Ele é surpreendido por uma mulher que, sem pedir licença, quebra todos os protocolos, invade o recinto em que estava, e derrama-Lhe sobre a cabeça um precioso bálsamo. Percebendo que os discípulos a censuravam, e que Judas argumentava que aquele perfume poderia ter sido vendido e seu valor revertido para os pobres, Jesus sai em sua defesa e diz: “Deixai-a, por que a aborreceis? Ela praticou boa obra para comigo. Sempre tendes os pobres convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes. Ela fez o que pôde. Antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que em todo o mundo onde este evangelho for pregado, o que ela fez também será contado para sua memória”(Mc.14:6-9).

Esta mulher era ninguém menos que Maria, irmã de Lázaro, a quem Jesus ressuscitara poucos dias antes (Jo.12). No Evangelho de acordo com João, Jesus afirma: “Ela guardou este perfume para o dia do meu enterro”(Jo.12:7).

Pense comigo: aquele perfume custava 300 denários. Praticamente um ano de trabalho. Era economia de uma vida inteira. Considerado um bem da família, destinado a ser usado no embalsamento de seus membros. Era de se esperar que ela o tivesse usado em Lázaro, pelo menos a terça parte do perfume, já que sua família era composta de três pessoas. Se o tivesse feito, não haveria razão para que Lázaro cheirasse mal no quarto dia após seu sepultamento.

Em vez disso, ela o guardou para Jesus.

De acordo com o testemunho do próprio Jesus, ela se antecipou a prepará-lO para o sepultamento. O que significa isso?

Ao expirar na cruz, já era três horas da sexta-feira. O sábado judeu começa às seis horas da tarde. Portanto, faltavam apenas três horas. Pelos romanos, Jesus ficaria pendurado no madeiro sendo devorado pelas aves de rapina, como geralmente acontecia com os demais crucificados. Porém, havia um membro do sinédrio chamado José de Arimatéia que era Seu discípulo secreto. Foi por intercessão dele que Pilatos liberou Seu corpo para ser sepultado (Mt.27:57-60). A correria foi enorme. Um judeu não poderia fazer absolutamente nada no sábado, nem mesmo sepultar seus mortos, quanto mais embalsamá-los. Aproveitaram que havia uma sepultura nova que alguém esqueceu aberta próxima do lugar da crucificação. Só deu tempo de enrolar o corpo do Senhor em lençóis, fechar a sepultura com uma grande pedra e esperar até que o sábado passasse para que pudessem retornar com calma para os procedimentos normais, incluindo o embalsamento.

O texto diz que as duas Marias, entre elas a Madalena, seguiram José de Arimatéia e viram onde puseram o Seu corpo. A pressa delas em embalsamar Jesus era tão grande, que mesmo antes de começar o sábado, elas “prepararam especiarias e unguentos”, e ficaram esperando as primeiras horas do dia seguinte para prosseguir em sua empreitada (Lc.23:56). Elas devem ter pensado: Vamos ser mais rápidas do que José de Arimatéia. Quando ele chegar no domingo para embalsamá-lO, terá uma surpresa.

Outro personagem que entra nesta corrida é citado por João. Trata-se de Nicodemos, outro discípulo secreto de Jesus.  Segundo o relato de João, Nicodemos providenciou“quase cem libras de uma mistura de mirra e aloés” para embalsamar Jesus. Mas devido à aproximação do sábado, só deu tempo de perfumar os lençóis que envolveram o Seu corpo.

Ao chegar bem cedo no sepulcro onde estaria Jesus, quem teve uma surpresa foi Maria Madalena. Algo inusitado ocorrera. A pedra estava removida. O sepulcro estava vazio. Não! Ninguém levou Seu corpo, como Maria inicialmente achou que acontecera. Jesus ressuscitou dos mortos, como muitas vezes avisou aos Seus discípulos que ocorreria. Maria teve que voltar pra casa com aquele perfume. Porém, Jesus não ficou sem receber o devido tratamento. Ela pode ter chegado antes dos discípulos secretos, e mesmo antes dos demais discípulos, mas alguém se ANTECIPOU. Outra Maria fez o serviço.

Talvez Madalena não tenha se dado conta disso. Possivelmente não tenha presenciado o ocorrido na casa de Lázaro cerca de quatro dias antes.

Maria, irmã de Lázaro agiu antes mesmo da morte. Ela se antecipou à cruz. Teve um vislumbre do futuro. Tomou pra si a responsabilidade.

Maria Madalena, sinto em lhe informar, mas mesmo tendo madrugado em frente ao sepulcro, você chegou atrasada.

Imagine comigo: quando Jesus entrou em Jerusalém montado no jumento, Ele já estava devidamente perfumado para ser sepultado. Quando expulsou os cambistas, ele exalava aquele perfume forte. Pilatos, enquanto O julgava, devia ter pensado: que fragrância maravilhosa é esta? E enquanto era crucificado, aquele perfume se espalhava pelo ar…

* "Apenas para uso externo..."

De repente, no auge de Seu suplício, alguém se compadece de Sua dor e para atenuá-la, oferece-Lhe “vinho com mirra” (Mc.15:23). Esta mistura promovia um efeito semelhante a de um anestésico. Mas Jesus Se recusa a tomá-la. A mirra era bem-vinda como perfume, mas não como entorpecente. Um “homem de dores, e experimentado no sofrimento” (Is.53:3b) não podia deixar-Se entorpecer.

Infelizmente, a oferta recusada por Jesus tem sido aceita por Sua igreja em nossos dias. Perdemos o contato com a realidade. Buscamos desesperadamente o alívio de nossa dor.

O que deveria servir como perfume através do qual exalássemos a fragrância de Seu amor, tem sido usado como entorpecente, pra não dizer, alucinógeno.

A mirra pode representar nossa espiritualidade, com todos os dons que o Senhor nos outorgou pelo Seu Espírito. Se esta espiritualidade nos fizer pessoas voltadas para dentro de si mesmas, então ela nos entorpecerá. Uma igreja entorpecida perdeu o contato com a realidade à sua volta, e por isso, já não é capaz de afetá-la e transformá-la. Tornamo-nos apáticos, incapazes de nos solidarizar com a dor do mundo. Já não nos importamos com nada que aconteça à nossa volta. Simplesmente nos desligamos. Isso não é espiritualidade genuína, mas mera religiosidade, aquilo que Karl Marx chamou de “ópio do povo”. A verdadeira espiritualidade nos convida à compaixão e a nos engajarmos na transformação da realidade, para que o sofrimento humano seja atenuado.

Mesmo na Cruz, Jesus demonstrou preocupar-Se com os que estavam à Sua volta. Desde Sua mãe, passando pelos Seus algozes, até os ladrões crucificados ao Seu lado, todos foram alvo de Sua compaixão e solidariedade. Desta forma, Ele exalou o bom perfume de Seu amor em um cenário de dor e crueldade.
Se Ele Se deixasse tomar por um sentimento de auto-compaixão, certamente teria aceitado a oferta daquela esponja, e sorvido por inteiro a mirra que Lhe aliviaria a dor. Mas Ele recusou.

Agora somos convocados a levar “sempre por toda a parte o morrer do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal” (2 Co.4:10-11). E é assim que Deus “por meio de nós manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Pois para Deus somos o bom perfume de Cristo” (2 Co.2:14b-15a).

Nossa missão é espalhar Seu aroma pelo mundo.

Cantares retrata a esposa do rei, representação da igreja de Cristo, como aquele cujas mãos “gotejavam mirra”, e os dedos “mirra com doce aroma” (Ct.5:5). Ela é aquela que “sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra” (Ct.3:6). 

Como Esposa de Cristo, temos que deixar um rastro de mirra por onde passarmos. Os ambientes que frequentamos devem ficar empregnadom da fragrância de Cristo. E isso se dá quando deixamos de viver para nós mesmos, para viver para Cristo e por aqueles por quem Ele Se entregou na Cruz. 

O Mundo pode até estar cego, como o personagem vivido por Al Pacino, mas certamente será capaz de perceber no ar o aroma de Cristo exalado por nós.





O reino de Deus e os democratas da religião

Alan Brizotti

Lênin dizia que "a democracia é o regime político onde o povo escolhe quem irá oprimí-lo pelos próximos quatro anos". No âmbito da igreja, afirmamos (e gostamos de afirmar!) que somos, estamos e pregamos o reino de Deus, contudo se lançarmos um olhar ligeiramente crítico perceberemos uma contradição: somos pregadores do reino, mas democratas ferrenhos em nossas atitudes.

Explico: nossa teologia é desenvolvida sob a ideia (hoje cada vez mais falsa) de que Deus é o Supremo Rei desse reino, entretanto a cada dia que passa surge um novo Primeiro-Ministro com a incrível capacidade de "influenciar" as decisões desse suposto rei celestial. Como igreja, estamos cada vez mais destituindo Deus do seu posto de autoridade suprema. Nossos vaticaninhos adoram posições de comando, amam a brincadeira suja do poder e, francamente, um Deus Rei Todo-Poderoso atrapalha muito...

Presidências vitalícias, bispados, apostolados, papados (esse a gente disfarça sob o eufemismo de "Pai", que não passa de redundância...) são tentativas infantis de afastar Deus de seu trono. Aliás, "trono" é uma palavra que sutilmente vai sumindo de nosso meio - ou sendo humanocentralizada - nossos tronos (multiplicidade e individualismo). Se a gente pudesse já tinha organizado um plebiscito para saber quem ainda quer Deus no comando (mas pense: quantos iriam querer Deus comandando do jeito dele?).

O sonho de muitas igrejas é ter autoridade suficiente para colocar na placa: sob nova direção! É o sub-céu, a mentalidade de César. Como funcionário de uma grande empresa que vai envelhecendo, demitimos Deus e assumimos a gerência de sua celestialidade. Dizemos do que ele gosta e o que ele abomina. À lá irmão do filho pródigo, questionamos sobre as pessoas que Deus resolve colocar em suas festas (Lc. 15. 25-32).

Tenho um alerta aos democratas da religião: o desejo luciferiano de tirar Deus do trono não é novo, as consequências também não. Para a igreja que insiste em brincar apenas com as facetas belas do Deus-amor, é fácil esquecer que ele também é justiça - e uma justiça que nunca é cega!

Como disse Thomas Brooks: "A ambição é miséria enfeitada, veneno secreto, praga oculta, executora do engano, mãe da hipocrisia, progenitora da inveja, o primeiro dos defeitos, ofensora da santidade e aquela que cega os corações, transformando medicamentos em doenças e remédios em males. Os lugares altos nunca deixam de ser incômodos, e as coroas estão sempre repletas de espinhos".


Subversivos do reino, uni-vos!


Alan Brizotti, é colaborador da subversão reinista aqui no Genizah



Táxi, Aeroporto e Hotel

Carlos Moreira

São 2:00h. da manhã e está frio em Sampa. Cheguei às 11:00h. e vim direto para o hotel. Trabalhei até 1:00h e aí meu corpo mandou a mensagem: “low battery”. É que eu acordei às 7:00h. e tive um dia daqueles... Somando tudo, trabalho no escritório, dentro do avião, a viagem em si, aeroporto, taxi, hotel, mais trabalho no quarto, já se foram, pelos menos, 13 horas “no ar”. E agora ainda inventei de postar algo no blog... Surtei geral...

Foi-se mais um dia na rotina... A rotina que está entre a boca e o prato. É comer para trabalhar e trabalhar para comer. Agora estou na varanda do hotel, vendo a garoa cair na Paulista, enrolado no edredom, sem sono e sem sonhos. Mas não sou só eu, somos muitos os que agora estão acordados olhando para o céu e esperando dias melhores... As “aves noturnas” cada vez aumentam mais...

Viajar me dá uma melancolia. Talvez porque já tenha viajado demais na vida... Como gosto de fazer contas, somei que só a São Paulo já foram mais de 120 viagens. Negócios, reuniões, parcerias, problemas em clientes, reuniões boas, reuniões ruins, reuniões azedas, reuniões e mais reuniões. Às vezes são tantas, já começando pelo café da manhã, e indo até o último gole de vinho já na madrugada, que eu não consigo mais lembrar no final do dia com quem estive falando... Às vezes acordo no meio da noite e não sei aonde estou. Por isso sempre deixo a janela aberta, pois olhando para o lado de fora consigo me localizar melhor.

Tempos modernos... Lembrei de Chaplin: “homem é o que sois, não máquinas”. Aeroporto e hotel, essa dupla não quer me largar. E a noite avança fria, com os poucos carros que ainda circulam. O que fazem as pessoas dentro deles? No que estão pensando? Será que, como eu, estão no “piloto automático”, no fim de mais um dia, na melancolia das horas, contando os minutos para o sono chegar e o “chip” ser desligado?

Amanhã começa tudo de novo... E na minha solidão, vou seguindo atrás da agenda que nem carnavalesco em dia de corso. Sorriso no rosto, terno impecável, sapato engraxado, mochila com notebook nas costas, iphone apostos, cartão de visita no bolso, o kit de combate completo de um executivo para tentar “fazer dinheiro”.

Durante o dia as máquinas continuarão funcionando impecavelmente, desde que haja “link”, mas o meu sorriso vai se desfazendo como sorvete ao sol do meio dia, é que para mim alegria vem de dentro, não é plástica performática estampada no rosto como personagem de novela. Mesmo que eu feche negócios aos milhões, ao final do dia estarei de novo sentado na janela, enroscado no edredom, olhando para o nada e pensando no que farei no dia seguinte...

A rotina come as pessoas por dentro. Sinto-me oco, vazio, um galpão enorme sem nada dentro. Jesus fala para aprendermos a ser gratos. A gratidão é dádiva degustada por poucos. Sou grato pela rotina, ainda que não tenha conseguido lidar bem com ela nestes últimos 25 anos de trabalho. Mas tenho esperança que conseguirei. Há dias singulares, mas são poucos... Aprendi a ser grato por cada coisa, até mesmo pela solidão, que me faz pensar e ir atrás de sonhos que são impossíveis de realizar.

Na sexta, tudo volta ao normal. Será hotel, táxi, aeroporto, avião, viagem, planilha aberta no vôo, e a velha cerveja no final da noite fria que me leva de Sampa para Recife, aquelas 3 horas que parecem não acabar nunca...

O que me espera na chegada é apenas o taxista. Carregarei minhas malas e as depositarei no taxi. Irei pela noite escura de Recife, seguindo pela Mascarenhas de Moraes até em casa. Entrarei em silêncio, guardarei as malas, tomarei um banho quente, deitarei sem sono, ficarei olhando o teto e as luzes da cidade pela janela... Mais uma jornada cumprida...

Obrigado, Senhor, pela rotina nossa de cada dia. Ajuda-me a dar a ela algum outro significado. É que o atual não dá mais para o gasto... Semana que vem, tem tudo de novo: táxi, avião, aeroporto e hotel.

Se você esperava um texto doutrinário, com grandes revelações, com exegeses fantásticas, perdoe-me. Hoje eu sou só um cara como outro qualquer. Se o que digo não lhe serve, é compreensível... Vá aos blogs de caras de vida mais espiritual e beba das "Fontes da Vida". A minha, hoje, secou. Desculpe. É que tem dias e dias...

Carlos Moreira é culpado pelo que escreve. Julgado, tornou-se réu do Genizah. Outros textos seus podem ser lidos em A Nova Cristandade.



Kaká sai da Renascer! Bye Bye dizimo milionário! Bye bye painho e perua!



O UOL ESPORTE noticiou que Kaká e sua esposa Caroline Celico não são mais seguidores da Renascer.

A Igreja confirmou neste sábado o desligamento do casal, mas não revelou o motivo. Na última sexta-feira, os dois receberam a última bênção como fiéis.

De acordo com a assessoria de imprensa da Renascer, eles continuam amigos e não houve briga ou qualquer desentendimento entre o jogador do Real Madrid e o casal fundador Estevam e Sonia Hernandes.

Em outubro, a coluna Zapping, do jornal Agora, já trazia a informação de que os dois se distanciaram da Igreja e estariam prestes a sair por descontentamento com a administração.

Os Hernandez logo após a notícia da saída do casal Kaká.
De acordo com a publicação, em agosto, uma parte do teto da sede da Renascer na Mooca (zona leste) desabou e Kaká teria consultado um perito e constatado a negligência. Em janeiro de 2009, o teto de um templo no Cambuci (zona sul) também caiu, dessa vez com nove mortos e 106 feridos.

Estevam e Sonia Hernandes causaram polêmica por se envolverem em problemas com a Justiça. Em dezembro do ano passado, a Justiça Federal condenou o casal a quatro anos de reclusão por evasão de divisas.

O crime havia acontecido ainda em 2007 quando os dois foram detidos no aeroporto de Miami com US$ 56,4 mil escondidos na bagagem, incluindo uma bíblia. Em seguida, eles foram condenados pela Justiça Americana por dois crimes: contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro.

Kaká, que teve a cerimônia de casamento na Renascer, sempre demonstrou sua proximidade com a instituição. Tanto é que, em 2007, logo após o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, ofereceu o troféu para ser exposto na sede da denominação.

Genizah que possui  fontes na Renascer, incluindo no alto escalão adiantou há quase três meses que o rumo do casal era este mesmo. Neste ARTIGO AQUI ,  que você deve ler para entender a crise na denominação, ficam claras as razões de ordem ética e doutrinárias que motivam a debandada geral  experimentada pela Renascer. Uma situação que parece irreversível desde a saída do bispo Zé Bruno no início do ano.

Eu quero este dizimo, uhuuuuhu!
Quanto ao casal Kaká, a grande incentivadora para o desligamento é a Carol Celico. Segundo pessoas próximas, desde sempre, Carol foi mais refratária as milongas doutrinárias e éticas dos Hernandez, tanto que foi alvo de atenção especial na lavagem cerebral, o que resultou na sua ordenação(?) à pastora no final do ano passado. Contudo, a moça tem opinião própria e foi ela (e não ele que andava irritado com os escândalos, a debandanda e os desabamentos) quem jogou a "bomba" no ventilador, quando , em outubro,  postou em seu twitter a sequinte mensagem retuitada por milhares de pessoas e apagada horas depois:

“Como é bom não pertencer a homens, não pertencer a denominações, mas pertencer somente a Jesus! Eu sou Dele, e você?”

Logo a seguir, diante do bafon na Renascer e na imprensa, Carol desconversa no micro blog:


''Tem coisas pessoais demais para serem faladas no twitter. Minhas declaracoes aqui sao feitas c mto amor e carinho!

Nao deletei nenhuma delas ultimamente!


Estou feliz, vivendo a Graca de Deus, e o Seu Amor que se renova A cada dia!


As coisas vao acontecer no seu tempo! No MELHOR tempo: o dEle!''


Bispo Zé Bruno: Veeeenhaaaa!
Agora, na saida, também foi Caroline que se manifestou primeiro à imprensa:

- O meu tempo na Igreja Renascer acabou. E o que posso afirmar é que hoje minha busca constante é somente por Deus.

Em resposta a jornalistas, Caroline afirma que diferenças de pontos de vista sobre inúmeros assuntos justificam a sua decisão e adiantou que não pretende abrir igreja.

Eu fico feliz pela maturidade indicada a partir da declaração da Caroline de que ela serve a Jesus e não à Renascer. Tanto mais,  dentro de um manicômio onde o normal é gritar coisas do tipo: "Renascer até morrer" ou "Estevam é meu pai" e "Pedala diabo pois eu sou apostólico" e por ai vai.

Espero que eles rumem para uma comunidade séria.

As fontes informam que o casal flerta com as dissidências mais conhecidas da Renascer: Bola de Neve e a recém criada  Casa da Rocha do bispo Zé Bruno.

Por tudo o que me contam ( e os nomes já dão uma dica), melhor é firmar na Rocha e fugir das avalanches, risos.

Já o dizimo... O dízimo... Estima-se em 2,4 milhões, apenas sobre o salário. A parte do leão são os contratos de exclusividade com marcas, os contratos publicitários, os royalties sobre produtos licenciados e os direitos conexos. Em geral, as grandes estrelas recebem quatro a cinco vezes mais do que seus salários nestes itens e durante certos eventos como finais de campeonatos e copa o valor vai às alturas. Enfim, vai deixar saudade, né não D. Sônia?






Mormonismo e seu OUTRO Jesus.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem como dogma central a crença de ser a única religião verdadeira. Exclusivismo é característica marcante no mundo sectário. Se Jesus disse “Eu sou o caminho”, os mórmons afirmam “Nós somos o atalho”; Se Jesus disse: “Eu sou a verdade”, os mórmons dizem: “Nós somos os únicos que temos a verdade de Jesus Cristo; Se Jesus disse “Eu sou a vida”, os mórmons dizem “Só se pode ter vida eterna se pertencer à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Em suas publicações, os mórmons não medem esforços para exibirem essa crença. Vejamos alguns exemplos: Ensino errôneo 1 - "Os mórmons têm o único cristianismo puro e perfeito agora na terra.” - Bruce McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, vol. 2, 1976, p. 113. Refutação apologética evangelística - A primeira pergunta que surge é: Os mórmons têm o único Cristianismo puro e perfeito agora na terra? Para responder a essa pergunta, precisamos saber se o Cristo dos mórmons é o verdadeiro. Um “cristo” diferente resulta numa forma de cristianismo diferente. Paulo escreve aos cristãos em Corínto sobre isso:
Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.” - 2 Coríntios 11:4.
Veja como o Jesus dos mórmons é totalmente diferente do ensinado nas Escrituras Sagradas.
1. Jesus Cristo dos mórmons é um personagem de carne e osso.
“As revelações modernas nos ensinam que o Pai e o Filho têm corpos tangíveis, de carne e ossos, e que o Espírito Santo é um personagem de espírito, sem carne nem ossos.” – O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 211, verbete TRINDADE.
2. O Jesus Cristo dos mórmons era polígamo.
“Se todos os atos de Jesus fossem escritos, sem dúvida saberíamos que essas mulheres amadas (Maria, Marta e Maria Madalena eram suas esposas [...] Demonstramos mui claramente que o Filho seguiu o Pai, e chegou a ser o grande noivo com quem as filhas dos reis e muitas mulheres honradas tinham de ser casadas.” - Orson Pratt, The Seer, (Washington D.C.: n.p., 1853-54), páginas 159, 172.
3. O Jesus Cristo dos mórmons é irmão do Diabo.
“Quanto ao Diabo e seus espíritos-amigos, eles são irmãos do homem e também de Jesus e dos filhos e filhas de Deus, no mesmo sentido que nós somos.” - John Henry Evans, An American Prophet, Nova York, NY: Macmilan, 1933, página 241.
4. O Jesus Cristo dos mórmons não foi gerado por Espírito Santo.
“Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o tinha gerado à própria semelhança. Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo.” - Journal of Discourses, Volume 1, 1852, página 51.
5. O Jesus Cristo dos mórmons é um outro Deus além do Deus-Pai.
“Como cada uma dessas pessoas [Pai, Filho e Espírito Santo] é um Deus, é evidente, a partir unicamente desse ponto de vista, que existe uma pluralidade de deuses. Para nós, falando no sentido finito e adequado, esses três são os únicos deuses que adoramos.” - Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, (Salt Lake City, UT: Bookcraft, 1966), página 319.


Então, se os mórmons crêem num outro Jesus Cristo, que não o da Bíblia, eles têm o direito de achar que o "cristianismo" deles é o único puro e perfeito. Mas, o Jesus Cristo fundador do Cristianismo e o edificador e Salvador de sua Igreja não nasceu produto de uma relação sexual, mas de uma ação milagrosa do Espírito Santo. (Mateus 1:18-25) Jesus não era polígamo (Nem Dan Brown, em seu livro O Código Davinci, em seus devaneios literários, ousou pintar Jesus polígamo, mas monôgamo) segundo a Bíblia. Muito menos Jesus era irmão do Diabo, pois Ele sempre considerou como seus irmãos aqueles que fazem a vontade de seu Pai. (Mateus 12:46-50) E quanto a ser um personagem de carne e osso no céu, a Bíblia usa a expressão “Espírito de Cristo”. (Romanos 8:9; 1 Pedro 1:11) Finalmente, Jesus não é outro Deus além do Pai, mas um só Deus com o Pai e o Espírito Santo. (João 10:30) Assim, ao evangelizarmos os mórmons, precisamos deixar-lhes bem claro essas diferenças.

Quanto ao cristianismo dos mórmons ser o único puro e perfeito, devemos lembrar que Cristianismo é muito mais do que uma denominação. É um modo de vida. Pois, a pureza e a perfeição, dentro de nossas limitações, é o resultado da obra do Espírito Santo em nossas vidas, a partir do dia que aceitamos a Cristo como nosso único e suficiente Salvador, e não o resultado de uma pessoa se tornar mórmom e seguir esse outro Jesus. Que grande parte dos mórmons se abstém de imoralidade, drogas, e das obras da carne, não se pode contestar. Mas isso ocorre também em outras seitas, em todas as denominações do Cristianismo, e até mesmo em outros tipos de religiões, como o Budismo e o Hinduísmo. Sempre há seguidores que são exemplos para a sociedade e a forma de religião que seguem. Todavia, pureza e perfeição, na acepção cristã, é para aqueles que seguem o verdadeiro Jesus Cristo da Bíblia, pois sem Ele é impossível sermos purificados e buscarmos a perfeição sem a consequente obra restauradora do Espírito Santo de Deus.

Ao raciocinar com os mórmons, precisamos, então, expor quem é o Jesus da Bíblia e quem é o Jesus deles. Deixá-los definir o Jesus deles poderá ser positivo, pois se sentirão respeitados e mais propensos a ouvir também a nossa explicação. Estalecer as diferenças entre o Jesus deles e o nosso poderá abrir o caminho para outras considerações que, por sua vez, mostrarão que a salvação não depende de sermos mórmons, mas de aceitarmos a Jesus. Concentrar-se na pessoa de Cristo e no que Jesus fez por nós provará a superioridade desse nome sobre todo credo, doutrina ou caminhos exclusivistas.

Ensino errôneo 2 - “As várias organizações que são chamadas de igrejas por toda a cristandade, embora diferindo em todos os seus credos e organizações, têm uma origem em comum. Todas pertencem à Babilônia. Deus não é o fundador delas.” - George Q. Cannon, Gospel Truth, Deseret Book Company, 1987, página 324.

Resposta apologética evangelística - Iguais às Testemunhas de Jeová, os mórmons muitas vezes diferenciam cristandade de cristianismo. E iguais aos Adventi
stas do Sétimo Dia e às Testemunhas de Jeová acusam as igrejas da cristandade de pertencerem à Babilônia, ou seja, à religião falsa. E essas três seitas surgiram no século 19, entre 1820 e 1879, o que poderia justificar algumas similaridades: As três seitas - Mórmonismo, Adventistas e Testemunhas de Jeová (Estudantes Internacionais da Bíblia) previram a volta de Jesus para 1894, 1843-1844 e 1914 respectivamente. As três são exclusivistas também. E o pior, as três têm sérios problemas em sua cristologia. Então, os mórmons precisam justificar essas similaridades com outras seitas antes de se exceturem delas e das denominações cristãs.

Ao evangelizar os mórmons, seria interessante deixá-los explicar o que entendem sobre Babilônia, e depois pedirmos a palavra para dar a nossa opinião. Há textos bíblicos usados por eles para se referirem a nós como pertencentes à Babilônia. Argumentam que este nome significa “confusão” (estão corretos), e por isso nossa pluralidade de igrejas são esta confusão (infelizmente, há uma certa verdade nisso) todavia, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo (todos os salvos convertidos) não é uma confusão. Observe os textos bíblicos que os mórmons usam para nos identificar com Babilônia no livro de Apocalipse e alguns comentários que nossas Bíblias de Estudo fazem sobre esse termo. Isso o ajudará a evangelizar os mórmons, dando-lhes uma resposta bíblica para esse assunto.

Apocalipse 14:8 - “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”

Bíblia de Estudo Vida - “A antiga Babilônia [...] era famosa por sua decadência, imoralidade e idolatria, e por oprimir o povo de Deus. (Is 47) Aqui ela serve de símbolo de Roma (1Pedro 5:13). João proclama que o império anticristão de Roma (e qualquer poder anticristão) está condenado.”

Bíblia Aplicação Pessoal - “João, que provavelmente não ousava se manifestar abertamente contra Roma, dedicou o nome “Babilônia” a esse inimigo do Povo de Deus (Roma) - e, por extensão, a todos os seus inimigos em todos os tempos.”


Bíblia Nova Versão Internacional - “A Antiga Babilônia, Mesopotâmia, era o centro político, comercial e religioso de um império mundial. Era notável pelo luxo e pela decadência moral. O título “a grande Babilônia é tirado de Dn 4:30. Segundo alguns, é usado em Ap [...] em referência à Roma, como centro da oposição a Deus e a seu povo. Segundo outros, representa todo o sistema do mundo religioso e político do mundo em geral.”

Bíblia de Estudo Plenitude - “No AT (Antigo Testamento), a Babilônia era um centro de idolatria, do ocultismo e da imoralidade. [...] No NT (Novo Testamento), algumas vezes é um nome críptico para Roma.”

Bíblia de Estudo de Genebra (Comentário de 17.1 - 19.10) - “Aparece a Babilônia meretriz, representando as seduções do mundo. [...] O Apocalipse utiliza a linguagem das condenações proféticas da Babilônia e de Tiro (Jr 50-51; Ez 27) Cidades modernas com suas falsas religiões e exploração sexual também são tipos da Babilônia. Portanto, o simbolismo da Babilônia representa várias situações históricas, inclusive a manifestação final e culminante dessa “Babilônia”, imediatamente anterior à segunda vinda não [de Jesus].”

Esses comentários podem ser ampliados por pesquisa pessoal. Os outros textos em que essas Bíblias citadas acima comentam sobre Babilônia em Apocalipse são 16:19, 17:5, 18:2, 10, 21. O importante é você explicar aos mórmons que Babilônia é símbolo de tudo o que é anticristão: imoralidade, luxúria, inimizade para com o povo de Deus, ocultismo, etc. Os cristãos genuínos, mesmo em denominações diferentes, fazem parte da Igreja de Jesus Cristo (todos os crentes convertidos) não se envolvem com isso, pois para eles o mundo passa junto com o seu desejo, mas quem faz a vontade de Deus vive para sempre. (1 João 2:15-17) Portanto, citar fatos da sua vida a eles para compreenderem como Jesus Cristo Mudou sua vida é de grande ajuda.

E se você fosse mórmom?


Os mórmons são extremamente educados. Se você fosse mórmom, amaria ser tratado bem. Todas as vezes que for dirigir-lhes a palavra, ore: “Senhor, como posso ser instrumento nas mãos do teu Espírito Santo para ajudá-los a receber o verdadeiro Jesus e a se livrar de um sistema babilônico, anticristão?" Tenha paciência ao ensiná-los. Não seja agressivo. Procure responder às perguntas que eles fizerem, e mesmo se não souber respondê-las, busque respostas para dá-las num próximo encontro. Que Deus abençoe seus esforços de ganhá-los para Jesus.




Fernando Galli  para o Genizah



Medos de Quem tem Medo

A capa da revista Veja deste último final de semana estampou a notícia: “O Dia em que o Brasil Começou a Vencer o Crime”. Com uma ação coordenada entre as Polícias Militar, Civil, Federal, o Grupo de Operações Especiais – BOPE, Tropas do Exército, e tudo isto suportado por centenas de viaturas, helicópteros, blindados, tanques de guerra dos Fuzileiros Navais, os traficantes do Rio de Janeiro sofreram, talvez, o seu mais duro golpe em décadas.

Além da ação na favela Cruzeiro e no Complexo do Alemão, outras intervenções externas eram realizadas simultaneamente, como a transferência de chefões do tráfico para outros estados, a prisão de familiares dos traficantes, o bloqueio de bens, a decretação da prisão de advogados, uma ação de inteligência e ousadia do Governo do Estado e da Prefeitura que parece ter atingido, pelo menos até agora, resultados satisfatórios. Mesmo depois de termos assistido a série de barbáries proporcionadas pelos contraventores, com carros e ônibus incendiados, piquetes em avenidas, tiros disparados contra policiais, correria, comércio fechado, escolas inoperantes, parece que o saldo final foi positivo, pois as favelas estão controladas pelas forças de segurança e os bandidos presos.

Este não é um fato isolado. A verdade é que no mundo pós-moderno, cada vez mais, vivemos com medo. Criei interesse pelo tema e fui estudá-lo. Na minha análise, observei que existem determinados tipos de medos que são universais e atemporais. Rosemeire Zago, psicóloga clínica com abordagem jungiana, afirma que “o medo é uma reação protetora e saudável do ser humano e que ele se manifesta sempre que há uma ameaça à vida”. Este é o medo, digamos, saudável. Mas também existe o medo danoso, aquele que marca as pessoas e gera seqüelas na existência e que nasce quase sempre das experiências negativas e ameaçadoras que nós experimentamos.

Fato é que o nosso inconsciente não consegue diferenciar a fantasia da realidade, nem mesmo o passado do presente. Por isso muitos de nossos temores estão associados a coisas que vivenciamos e que nós, muitas vezes, não sabemos nem mesmo de onde vêm. Em muitos casos, esse tipo de medo surge, além dos perigos iminentes e reais, de certas associações que fizemos ao longo da vida. 

Medo mata! Aliás, não somente ele, mas a ansiedade, que é a versão civilizada do medo, também pode matar. É por isso que os psicólogos dizem que o medo é o câncer da alma. E pior: quanto mais o negamos, mais poderoso ele se torna em nós. O medo é angustiante, apavorante, e, em algumas situações, paralisante. A vida pode ser comprometida por causa do medo. As dificuldades vão desde problemas relacionais, passam pelo comprometimento no exercício de atividades profissionais, e podem até mesmo chegar a gerar problemas físicos, as chamadas doenças psicossomáticas. Os casos mais agudos dão origem as síndromes do pânico, essa muito associada a tensões e temores do mundo contemporâneo.

Você tem medo? E tem medo do que? Ora, de tanto aconselhar pessoas, de ouvi-las em suas dores e dramas, acabei constatando que existe um conjunto de “medos genéricos”, sensações e sentimentos que são comuns as pessoas. Usando o Salmo 91 como pano de fundo para esta análise, uma vez que é um Salmo escrito durante um período de guerra, ou seja, numa situação onde surgem todos os tipos de medos, vamos tentar identificar, através da análise hermenêutica contextualizada, quais são estes medos presentes na vida das pessoas.

O primeiro medo é o medo da morte – Sl. 91:6 “Não te assustará... a mortandade que assola ao meio-dia”. Segundo Elizabeth Kubler Ross, nós vivemos numa cultura de negação da morte, por isso evitamos hospitais, funerais, doentes terminais, e tudo que nos remeta ao fim da existência. O fato é que este medo da morte está muito associado às incertezas que existem sobre o além. Samuel Johnson escreveu “não importa como uma pessoa morre, mas sim como ela vive”. E Paulo afirma, “completei a carreira e guardei a fé!”. Gosto muito da forma como Leonardo Boff fala da morte. Ele afirma que nós não estamos rumando para o fim, mas avançando para o começo, pois nossa vida foi predestinada para aquilo que ainda está adiante. Neste momento, estamos indo de encontro ao nosso nascimento, e isto com vistas a realizarmos aquilo que Deus planejou, portanto, somos o agora e o ainda-não!

O segundo medo é o que falamos no começo, o medo da violência. Sl. 91:7 “caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido”.  A vida humana perdeu o valor e o significado. Mata-se uma pessoa por questões banais, por uma discussão no trânsito, por um tênis, pela inveja, pelo poder, pela ganância. Com 20 ou 30 reais você pode extinguir a vida de uma pessoa. Este medo da violência nos trancafiou dentro de nossas casas. Temos medo de qualquer pessoa que tenta se aproximar de nós, nem mesmo com os vizinhos queremos relacionamento. Nossas “trocas” agora são virtuais, pois imaginamos estar protegidos atrás do computador. Ledo engano. Centenas de crimes são cometidos pela internet, desde os financeiros, até seqüestros, com pessoas seduzidas em sites de relacionamento.

O terceiro medo é o medo do futuro. Sl. 91:10  “nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda”. A música popular diz: “como será o amanhã, responda quem puder, o que irá me acontecer...”. Nós vivemos num mundo onde, economicamente, os recursos são cada vez mais escassos. O capitalismo produziu um estilo de vida sufocante, onde as pessoas têm de sobreviver a qualquer custo e, para tal, vale tudo: passar por cima de regras, da ética, dos valores absolutos, pois o que vale é a negociata, o conluio, o suborno, uma vez que, no final, vencerá aquele que for mais “esperto”. É nesta perspectiva que o existencialismo de Sartre afirma que “o inferno é o outro”. Sim, o outro quer tomar o meu lugar, roubar a minha mulher, ocupar o meu cargo, morar na minha casa, desfrutar daquilo que deveria ser meu. É daí que surgem os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, as demandas por diazepínicos, muletas existenciais que utilizamos para ter condições de tomar o transporte e encarar a rotina da vida. Disse Mário da Silva Brito “quem muito pensa no futuro, perde o presente”. 

O quarto medo é o medo do fracasso. Sl. 91:11 “porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos”.  Existimos na sociedade dos campeões. Você tem de chegar ao topo, tem de ser o melhor, o mais bonito, o mais bem sucedido, o que mora no melhor bairro, no melhor apartamento, que trabalha na melhor empresa, que tem os filhos no melhor colégio. Ai de quem fracassar! Ai do empresário que falir! Ai da mulher de meia idade, cheia de dores e de filhos, que foi abandonada pelo marido! Ai daquele que foi surpreendido em pecado, pois a “plebe” urge e grita “crucifica-o!”. Ai do homem de meia idade que não se recoloca mais no mercado, ai da mulher que não conseguiu casar, ai daquele que sucumbiu a depressão, ou que foi atingido por um câncer. As pessoas têm medo de perder, de cair, de beijar a lona. Judith Vriost afirma em seu livro “Perdas Necessárias” que nós só cresceremos quando aprendermos a perder, por isso, dê significado as suas derrotas, encontre lições em seus fracassos, tire da dor princípios para a vida, e da amargura valores para o ser. Diz o salmista, “não dormitará aquele que te guarda... ele guardará a tua entrada e a tua saída”. Aprenda a confiar e lembre-se “a maior perda é a das coisas que nunca tivemos” Mauro Motta.

Outro medo muito comum, o quinto, é o medo de amar. Sl. 91:14 “porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo”. A alusão do salmista é o amor de Deus por nós, mas eu bem que posso transportar isto para o amor que envolve um homem e uma mulher. Hoje ninguém se apega mais a ninguém, por isso “ninguém está a salvo”! Estamos na sociedade dos descartáveis, pois aprendemos a amar as coisas e usar as pessoas. “tem gente que pensa que gente se entrega a outra gente e nada acontece. Tem gente que se dá a outra gente sem saber que a gente é feita de gente. Tem gente que se ilude com a idéia de que gente não transfere gente para outra gente. Tem gente que não entende que gente é contagiada quando se faz ‘um’ com outra gente.” Caio Fábio. Eis uma realidade! Gente reciclando relacionamento, passando de mão em mão, simbiotizando a alma com toda sorte de ser, e ainda diz que o bom é experimentar a variedade. Coisa nenhuma! Quanto mais relações mais distorções, mais confusão sentimental, mais referências cruzadas, a pessoa acaba perdendo a noção do que é amor, pois tantas são suas experiências que ela já não distingue o bom do ruim. Amor não é um sentimento, mas uma decisão. Esta é a cura para este mal: “o verdadeiro amor lança fora todo medo... o amor tudo crê, tudo suporta, tudo espera”.

O sexto e último medo é o medo da solidão. Sl. 91:15 “Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele”. A violência nos aprisionou em nossas casas. A tecnologia nos transportou para mundos distantes sem sair do lugar. Nossa vida se tornou impessoal, não relacional. É um tempo de impermanência, onde a existência de qualquer coisa duradoura está ameaçada. As pessoas se relacionam como empresas, fazem “contratos” de curta duração, pois não existem mais projetos de longo prazo, tudo é perecível. Por isso canta o poeta Cazuza: “solidão a dois de dia faz calor depois faz frio”. É a vivência que não gera conjugalidade, que não gera relacionamento, é apenas sexo e diversão, não existe renúncia, não existe amor, não existe doação. Vivemos na cultura da imagem: corpo sarado, mas a mente vazia; é a supervalorização do invólucro remendado pela plástica, a despeito das celulites e rugas, mas que vêm acompanhadas de precioso conteúdo existencial. É a tirania do se fazer acompanhar, pois é melhor estar mal acompanhado do que só. Que tragédia! Deus te diz: “nunca te deixarei, jamais te desampararei”. Viver de forma solitária, mas reverente para consigo mesmo, pode ser uma escolha difícil, mas que eliminará de tua vida muitos males. Quanto a isto não tenha dúvidas, pois é o que a vida tem me mostrado.    

Em minhas análises encontrei estes que são os medos de quem tem medo. Se você os identificar na sua vida, saiba: não há nada de anormal com você. Apenas, com coração apaziguado pela graça e com a alma pacificada pela fé, busque vencê-los, pois aquele que conhece a Deus é liberto de todos os seus temores. Diz o salmista “clamou este aflito, e o Senhor ouviu, e o livrou de todas as suas tribulações”. Por isso, não tema, mas apenas confie...

Carlos Moreira é culpado pelo que escreve. Julgado, tornou-se réu do Genizah. Outros textos seus podem ser lidos em A Nova Cristandade.



O pastor que revela o profundo e o escondido! Eita encrenca!


Pastor

Célio Nunes, o homem que revela o profundo e o escondido; pessoas que estão sofrendo por causa de maldição, feitiçaria, bruxaria ou inveja, são reveladas. O pastor vai até o lugar revelado e desenterra a macumba, trazendo alegria para a vida das pessoas. Todas as quartas feiras às 9:00, 15:00 e 19:30 hs, no Santuário Pentecostal Portas Abertas.

Anúncio publicado no Jornal Super (R$ 0,25), destinado ao público simples que gosta do tema mulher/ futebol /novela/ polícia.


Isto é praticamente um cão farejador ungido!


De paraestesdias para o Genizah



Deixados para trás fail 1

Deixados para trás fail 1


Marcelo Lemos

A demência escatológica nunca dá sossego. É só uma questão de tempo, e o “lado negro da força” sempre implementa novo ataque. Não importa quantos predisseram o retorno de Cristo, e falharam vergonhosamente, sempre tem mais alguém disposto a ser “deixado para trás”. Vamos conhecer um pouquinho mais dessa inglória saga de 'fé'.

Episódio de Hoje: “Santa Vó Rosa”

Você já ouviu falar na Igreja Apóstolica Santa Vó Rosa? Trata-se de uma igreja 'pentecostal' que tem atuado no coração da Capital Paulista, e que, hoje, acredita que sua fundadora, já morta, Vó Rosa, seja o prometido “Consolador”.

Se não ouviu falar deles, nada perde; se já ouviu falar, perguntou de onde surgiu tamanha insanidade? Acredite-me: de um exemplo clássico de demência escatológica.

Demência escatológica unida a uma boa dose de legalismo religioso (grande novidade!). Anselmo, ex-membro da seita, numa entrevista ao CACP, afirma: “'Vó Rosa' era muito autoritária, até mais exigente que a missionária Odete e o esposo, Eurico, que era considerado bispo pelos adeptos. Rosa tinha o costume de vigiar a vida alheia e literalmente carregava uma fita métrica para medir as saias das irmãs. Se alguma irmã usasse uma saia com menos de dois dedos abaixo da 'batata-da-perna', ela punia. Ela se mostrava desequilibrada e exigia que as pessoas ao redor pensassem como ela. Realmente, sua morte foi um alívio para muita gente, pois muitos não mais suportavam sua atitude mesquinha”.

E a ideia de que a velhinha seria, na verdade, o Espírito Consolador (de saia, e bem cumprida, risos)? Muito simples, e 'lógico': Vó Rosa não era apenas 'pastora-fariseu', era também 'profetiza', e das bem ousadas. Ousou tanto que profetizava participar de vários arrebatamentos aos céus, dos quais sempre trazia novo 'regulamento' para a vida dos fiéis. Tanta ousadia impactou profundamente o imaginário de seus discípulos, e parece terem concluído que sua líder não morreria...

Tanta imaginação alimentou uma 'esperança' irracional. Em 26 de Outubro de 1970, a 'irmã' Vó Rosa morreu vitima de uma atropelamento, na cidade de Poá, quando já tinha 76 anos de idade. Mas, ao invés de enterrarem sua querida senhora, preferiram embalsamar seu corpo, e o deixar exposto por uma semana no Templo da Igreja.

Durante sete dias, os fiéis da Igreja oraram pedindo a ressurreição de Vó Rosa, o que, evidentemente(!), não aconteceu... O que não significa que tenham dado o braço a torcer. Muito pelo contrário, passaram a interpretar sua morte como sendo, na verdade, um “arrebatamento”, e que em tal ocasião, ela teria sido agraciada por Deus com o privilégio de ser “o outro Consolador”.

Com um currículo assim, tão cheio de poder e do sobrenatural, não se estranha manterem, até hoje, doutrinas megalomaníacas. Seus pontos centrais de fé, afirmam:

Aos 60 anos de idade a santa Avó Rosa recebeu uma revelação especial de Jesus para fundar a Igreja Apostólicas

•A santa Avó Rosa não morreu, mas foi arrebatada aos céus

•Todo o conhecimento da doutrina e a organização da igreja, Jesus nos deu através da santa Avó Rosa

Mediunidade – A santa Avó Rosa não fala através de mais ninguém a não ser pelo seu sucessor, Aldo Bertoni

•A Igreja Apostólica é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo, e fora dela não há salvação.



E, para coroar tanta unção escatológica, para o Arrebatamento da Igreja, ainda futuro, ensinam que “Jesus e a Santa Vó Rosa podem vir de um momento para o outro arrebatar a sua Igreja, a mais perfeita garantia para a entrada segura no céu” (Fonte: O Espírito Santo de Deus Consolador, Bispo Eurico Mattos Coutinho e Missionária Odete Corrêa Coutinho, 2a. Edição, 1985, página 65, 66).

Não deixem de conferir nosso próximo episódio, com mais um arrebatamento fail, neste mesmo horário, e neste mesmo blog subversivo.

Marcelo Lemos, editor do Olhar Reformado, pós-milenarista convicto, ex-demente escatológico, e colaborador do Genizah.



Rota 66 em DVD e os documentários Bíblicos para a TV

Danilo Fernandes

Manual de sobrevivência

As minhas incursões na TV são seletivas. Eu adoro séries americanas e inglesas de humor de situação (sitcoms) e documentários de todo o tipo. Assistir documentários é uma forma prática de se manter informado sobre assuntos aleatórios, assim, na medida certa, que um camarada urbano como eu precisa saber sobre o ecossistema das pradarias, para o caso eventual do avião em que eu viaje caia numa delas e eu sobreviva para fazer uso da recentemente adquirida habilidade de distinguir entre a noz que saciará a minha fome, daquela capaz de me matar em menos de cinco segundos após a mordida!

Gosto muito dos documentários geográficos, pois reforçam a minha Fé. Sempre dou Glórias ao Senhor que criou tamanha diversidade de paisagens, relevos, mares, climas, etc. Em especial, a biodiversidade, gerada para o sustento, contemplação, proteção e responsabilidade agradecida por parte de Sua criação principal, nós mesmos. Como é fascinante descobrir que o Senhor se antecipou em bênçãos ocultas na biodiversidade que nos oferecem respostas para os desafios da humanidade: remédios, fontes de energia, proteção, alimentação, equilíbrio, etc. Tudo para ser descoberto na hora certa!

Também adoro os documentários sobre história e arqueologia. Sempre gostei de biografias e, embora pouca coisa nova aprenda nestes programas, rememoro muito, o que é uma delícia. Meus canais favoritos são The History Channel, Discovery (vários), National Geographic e todos os que a BBC oferece. São produções de primeiro mundo e, como é sabido, certos programas custaram mais caro para serem produzidos do que filmes de Hollywood. 

Proselitismo ateu em HD

Fico triste apenas por conta dos programas que, teoricamente, mais deveriam me alegrar: Os documentários Bíblicos. Os títulos são atrativos, os recursos de produção excelentes, mas em geral o que se vê é uma “cama de gato” formada para desacreditar / ridicularizar / ponderar / relativizar / humanizar / negar o texto Bíblico, oferecendo em troca um engodo qualquer que a ciência julgue possível, conveniente ou palatável. Jamais se concede algo a explicação sobrenatural: Obra de Deus. Alguns programas são tão preconceituosos que desconsideram até mesmo a evolução da ciência e a epistemologia.

Se eu tivesse um vislumbre sobrenatural do ano de 2015 em 1980 e dissesse à minha avó, neste mesmo ano, que na minha visão eu trazia de presente de Natal para a minha Tia uma televisão de 42 polegadas, contudo não tendo encontrado ninguém em casa, teria empurrado o presente por baixo da porta e ido embora, o que ela me diria? - Isto é um disparate Danilo! Em 1980 era mesmo. Hoje, em 2010, ainda é impossível passar uma TV por baixo da porta, contudo, a julgar pelo que vivemos e sabemos, em cinco anos é bem provável que tenhamos uma TV tão fina assim! Ou seja, nos é possível compreender o fenômeno, pois tudo o que conhecemos e vivemos hoje permite isto. Se o nosso entendimento das coisas fosse um jogo de xadrez, seria possível dizer que os grandes cientistas e os profetas são aqueles que antecipam mais jogadas à frente, seja pelo conhecimento que adquiriram, seja pelo que Deus revelou a eles. Não podemos encarcerar o que não compreendemos dos relatos Bíblicos na bitola atual da ciência, jogando o sobrenatural no lixo.

O Rota 66 em DVD

Quero compartilhar com vocês o prazer enorme que tive quando conheci a série ROTA 66 em vídeo. A RTM iniciou a franquia com comentários em audio de toda a Bíblia. Livro a Livro. Um sucesso consolidado. A partir daí, foi lançada a versão em vídeo da franquia, começando com a série sobre SALMOS (sobre a qual falaremos oportunamente). Agora, se inicia uma nova série com comentários Bíblicos do livro de ATOS. São 10 DVDs de documentários super bem produzidos e gravados em Israel, Turquia, Grécia e Itália. Os dois primeiros já estão prontos.

Russell Shedd (Ph.D. em Novo Testamento) e Luiz Sayão (teólogo e hebraísta) comentam cada capítulo de Atos, fazendo com que todo o conhecimento arqueológico, histórico e teológico se transforme em vida e inspiração. 

A qualidade não deixa nada a dever aos programas das melhores produtoras citadas acima, contudo ao invés de ver as paisagens Bíblicas e ter os fatos narrados por “um bando de ímpios caras de pau”, sempre tentando abalar a sua Fé, você e a sua família vão poder ouvir sobre a Glória de Deus de renomados comentaristas cristãos, contemplando a beleza dos locais onde os fatos ocorreram.

Trata-se de uma produção com estudos em profundidade. Os comentaristas são de classe mundial e abordam aspectos teológicos, políticos, geográficos, arqueológicos, históricos, sociológicos, etc; oferecendo comentários que irão enriquecer muito o seu conhecimento e compressão do texto Bíblico. Por fim, a paisagem não é só uma moldura, mas enriquece muito o entendimento do texto, abrindo novas perspectivas! Definitivamente, a Rádio Trans Mundial Brasil deu um passo largo na evolução da produção de conteúdo cristão multimídia no país.

Uma confissão

O primeiro programa que eu assisti foi sobre Pentecostes e conta com a participação do Dr. Russell Shedd. Mesmo sem conhecê-lo, já o tinha na minha lista de oração desde que soube do abalo em sua saúde no final do ano passado. Sei um pouco do ministério deste servo de Deus e de suas famosas qualidades: Um manual vivo dos frutos do Espírito, grande conhecimento e sabedoria, humildade e ética impecáveis. 

Sempre que me ponho a pensar demais nos rumos da Igreja e nos ministérios (ops, empresas) destes maxi picaretas e super-apóstolos que denunciamos aqui no Genizah, em especial sobre a forma como vivem e o que pregam (ou vendem) eu peço ao Senhor que não deixe meu coração endurecer e me dê a oportunidade de conhecer aqueles que não se dobraram e muito fazem em silêncio pela Obra. O Senhor responde. Confesso que ao ver Dr. Russell em determinada sequencia, falando da beleza de Deus, eu abri o berreiro e chorei feito criança pequena no sofá de casa. Espero que você e sua família possam ter esta oportunidade também.
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A seguir, um “gostinho” do DVD 1 de Rota 66 Atos