A barata do Kafka e os nossos desertos.

Elídia Rosa Machado


A maioria das pessoas que possuem hábito de ler, e mesmo as que não têm, conhecem o conto “A metamorfose” de Franz Kafka. Nele um caixeiro viajante, Gregor Samsa, subitamente vê-se arrancado de sua pacata condição e rotina para transformar-se em uma nojenta barata (confesso que a repulsa pelo inseto a mim é quase fóbica) e com isso seu mundo repentinamente transforma-se num caos de sensações físicas e psicológicas desconfortáveis e desesperadoras. A escrita emblemática de Kafka leva-nos a um estranho desconforto quase palpável.

Diante dessa escrita, é possível fazer uma analogia como que o passei, há algum tempo atrás. De certa maneira, eu já me senti assim metamorfoseada do “dia para a noite” e sentindo o peso de meu mundo particular sob as espáduas... Poucos amigos, carreira e prestígio virando pó...tudo sob o casco frio e duro da rejeição. Nesses momentos, só conseguia olhar para a sensação horrível de transformar-se de repente em alguém que me causava repulsa. Comumente às pessoas que vêem-se mergulhados num tsunami de perdas, não vislumbramos nada fora do casulo de nossa dor. Ao abrir a Bíblia, em muitos desses momentos, eu via claramente o que Deus expressava através daquelas palavras impressas, tinha a sensação inúmeras vezes de que eram escritas para aquele momento exato. Mas eu ainda estava presa nos pedaços multiformes do sofrimento.

O tempo passou, e o deserto das águas amargas fez-me ver que era totalmente necessária a peregrinação. A jornada foi penosa, e lenta. Deus, em sua infinita, exclusiva e soberana sabedoria ensinou-me a lição mais preciosa, posto crer que nada na vida de quem o serve é por acaso. Nem os literatos mais eloqüentes explicariam o tesouro encoberto que a Palavra Dele revelou-me: a humildade, o valor ao que é pequeno, aos limites humanos, as sensações que passam batidas na correria intensa de que somos vítimas e causadores. O deserto projetou em mim profundas marcas, a sequidão representou meu renascimento. Onde muitos veriam derrota eu enxergaria a construção de vitórias infindas. A restituição é natural e não deve ser imposta, acontece em meio à dor, não na cura, muitas vezes. Relegar sofrimento a derrotismo, só para quem nunca colheu as mais preciosas flores em meio a vastidão de areias quentes e áridas. Nem todos precisam passar esses reveses, é inato passar por triunfos e adversidades sem mutações; no meu caso foi salutar e necessário.

Diante do sofrimento, creio ser prudente olhar no âmbito do indivíduo, em particular, generalizações e triunfalismos às vezes só atrapalham, e frustram. Lógico que palavras de ânimo são bem-vindas, mas o silêncio muitas vezes é a melhor palavra, a oração por alguém que sofre deve ser sábia nesse sentido. Nem sempre a "enfermidade é para morte", as chagas e os cacos de telha não devem ser amaldiçoados.

Como no conto de Kafka, a revolução foi benfazeja para as demais pessoas do círculo que o rodeava, o que denota que nem tudo que é ruim, propriamente é mau.







Sereia ou Baleia?

Rubinho Pirola


Recebi essa de um amigo e nem sei quando isso se passou (e se!) numa cidade da França. Pois bem, apareceu lá um cartaz, com uma jovem espetacular, na vitrine de uma academia de ginástica, que dizia:



"ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"

Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos: "Estimados Senhores: As baleias estão sempre rodeadas de amigos (golfinhos, leões-marinhos, humanos curiosos).

Têm uma vida sexual muito ativa, engravidam e têm baleiazinhas ternurentas, às quais amamentam. Divertem-se à brava com os golfinhos, enchendo a barriga de camarões. Brincam e nadam, sulcando os mares, conhecendo lugares tão maravilhosos como a Patagônia, o mar de Barens ou os recifes de coral da Polinésia.

As baleias cantam muito bem e até gravam CD's. São impressionantes e praticamente não têm outros predadores além dos humanos. São queridas, defendidas e admiradas por quase toda a gente.

As sereias não existem. E, se existissem, fariam fila nas consultas dos psicanalistas, porque teriam um grave problema de personalidade, "mulher ou peixe?".

Não têm vida sexual, porque matam os homens que delas se aproximam, além disso, por onde? Por isso, também não têm filhos. São bonitas, é verdade, mas solitárias e tristes. Além disso, quem quereria aproximar-se de uma rapariga que cheira a peixaria?

Para mim está claro, quero ser baleia.

P.S.: Nesta época em que os meios de comunicação nos metem na cabeça a ideia de que apenas as magras são bonitas, prefiro desfrutar de um sorvete com os meus filhos, de um bom jantar com um homem que me faça vibrar, de um café e bolos com os meus amigos.

Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo, por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas. A partir de hoje, quando vir a minha bunda no espelho, pensarei, "Meu Deus, que inteligente que sou!..."

...E vou eu lá ser bobo de acrescentar mais o quê?


Rubinho Pirola se enrola no Genizah



Restos mortais de João Batista encontrados em mosteiro da Bulgária

Os restos mortais - pequenos fragmentos de um crânio, os ossos do maxilar e um braço, e um dente - foram descobertos incorporados em um altar, nas ruínas do antigo mosteiro, na ilha no Mar Negro.

A inscrição em grego no elmo de pedra contém uma referência a 24 de junho - data em que supostamente João Batista teria nascido.

"Descobrimos que as relíquias de João Batista são exatamente o que os arqueólogos esperavam", disse Bozhidar Dimitrov, ministro da Bulgária, sem documentações comprobatórias, além de um ex-diretor do Museu Histórico Nacional, que estava presente quando a urna de pedra foi aberta.

"Foi confirmado que se trata de partes do seu esqueleto."

De que forma especificamente que as relíquias chegaram à ilha é um mistério, mas o Sr. Dimitrov afirma a possibilidade de ter sido doado pela igreja cristã de Constantinopla, quando a Bulgária era parte do Império Bizantino.

Outros especialistas questionam a alegação, dizendo que testes de datação por carbono eram necessários antes que os ossos sejam confirmados como pertencentes ao batizador de Cristo.

Muitos países ao redor do Mediterrâneo requisitaram os restos de São João, incluindo a Turquia, Montenegro, Grécia, Itália e Egito.

João Batista, que é especialmente venerado pelos Igreja Ortodoxa Oriental, predisse a vinda de Cristo antes de ser decapitado por ordem do rei Herodes, com a cabeça servida em um prato.

Fonte: Telegraph
Tradução: C.C.Corporation da redação do Genizah



A ORIGEM: A fronteira entre o sonho e a realidade




Hermes C. Fernandes


Esta semana fui ao cinema com meus pimpolhos. Minhas filhas assistiram ao novo filme de seu astro predileto, Zac Efron, enquanto eu e meu filho assistimos ao extraordinário “Inception”, com Leonardo DiCaprio (“A Origem”).

Desde Matrix não assisti a um filme tão inovador em seu conceito. Tanto o roteiro (genial, diga-se de passagem), quanto a direção e os efeitos especiais, são de tirar o fôlego de qualquer cinéfilo.

A trama gira em torno de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), que lidera um grupo que invade os sonhos de pessoas poderosas para roubar informações secretas de seus subconscientes. Depois de falhar em uma missão, Cobb tem a chance de se redimir, ao ser contratado para uma missão arrojada e inédita; desta vez, não para roubar idéias e pensamentos, mas para implantá-los. É a esse processo que chamam de Inception, e cuja realização parecia ser impossível.

O filme vale-se de teorias ligadas à psicanálise de Freud, e à psicologia profunda de Carl Jung. Foi Sigmund Freud que chegou à conclusão de que no inconsciente é muito difícil distinguir a fantasia da lembrança. Suas descobertas instigaram Jung, inicialmente seu discípulo, a investigar o mundo dos sonhos e os seus significados. Em uma de suas acertivas, Freud conclui: “O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”.

No filme, para implantar uma ideia no subconsciente do herdeiro de um império empresarial, Cobb e sua equipe têm que mergulhar nas camadas mais profundas de seu inconsciente. Enquanto viaja na primeira classe de um avião, o empresário é induzido a sonhar. Durante o sonho, situações inusitas acontecem, e ele é induzido a ter outro sonho dentro daquele sonho, e depois, outro sonho mais. Inception se mostra um quebra-cabeça mental extremamente original, experimental e pra lá de engenhoso. Cobb, por sua vez, tem sérios e antigos conflitos e sua ex-esposa Mal, que suicidou-se por confundir realidade e fantasia, é a personificação de seu turbulento passado. Se você pudesse escolher, iria preferir viver em um universo de sonhos ou em seu mundo real? Após perder sua família, ele tenta reencontrá-la não só em suas lembranças, mas principalmente nos induzidos (e perigosos) sonhos. Quando morrem em um sonho, os corpos reais despertam, a não ser que o sonho seja muito profundo, o que poderá levar a mente do ladrão de segredos a uma espécie de limbo, enquanto seu corpo vegeta no mundo real. Há que se prestar muita atenção para não se perder o fio da meada.

Pode-se também classificá-lo como um filme existencialista, que traz como principal dilema, viver na crueza do mundo real, ou se isolar em seu próprio universo fantasioso. Mas qual dos mundos é de fato real? Qual é sonho? Como distingui-los? Estas são questões pertinentes levantadas na película.

Não se trata de questões banais ou meramente fantasiosas. Pode ser aplicada a cada pessoa com conflitos externos, que cria seu próprio universo, no qual dita suas próprias regras. É claro que o filme não se propõe trazer resposta a essas perguntas, mas nos instiga a fazer nossas próprias conjecturas. O filme propõe, por assim dizer, uma busca pelo auto-conhecimento.

Além da abordagem psicanalítica e existencialista do filme, há também uma clara, ferrenha, porém sutil crítica ao capitalismo, e à maneira como as pessoas são manipuladas por este sistema baseado no lucro. O que que a propaganda faz senão uma espécie de “inception”? Todos os dias somos expostos a um bombardeio de anúncios, que tenta nos induzir a sonhar com coisas de que jamais necessitamos. De maneira sutil somos levados a adotar ideologias cujos objetivos inconfessáveis são de nos tornar meros fantoches nas mãos de corporações e governos poderosos.

Não foi igualmente a isso que Jesus foi exposto no episódio que conhecemos como “A tentação no deserto”?

Apesar de o inimigo de nossas almas não poder ler nossa mente, ele tem a habilidade de plantar ideias, de assentar tijolo a tijolo, até que haja construído uma verdadeira fortaleza de racicínios e altivez (2 Co.10:4), contra as quais temos que lutar.

Assim como o corpo possui um mecanismo de defesa, de maneira que quando corpos estranhos o invadem, cria anticorpos para combatê-los, no ambiente psíquico ocorre coisa similar. Esta é a razão porque Cobb e seus comparsas sempre se vêem em apuros durante sua incursão em sonhos alheios.

Usando uma abordagem bíblica, a única maneira de criarmos “anticorpos” às ideias que o mundo tenta implantar em nossas mentes é seguindo à risca a admoestação de Paulo:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp.4:8).

Em vez de sujeitar-nos à incersão de ideias e pensamentos malévolos e potencialmente destrutivos, devemos submeter-nos inteiramente à Palavra. Temos que dar uma faxina periódica em nossa mente, uma espécie de varredura como aqueles que fazemos em nosso computador quando acionamos o antivírus. Veja se não é esta a advertência feita por Tiago, irmão de Jesus:

“Pelo que, despojando-vos de toda impureza e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas” (Tg.1:21).

Uma vez tendo nossa alma salva (alma = psiquê em grego), limpa das ameaças viróticas, temos que reformatá-la, para que assim experimentaremos qual seja a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Rm.12:2).

A partir daí, resta-nos buscar estar próximos de pessoas que despertem o melhor, e não o pior que há em nós (2 Pe.3:1b), e ainda, procurar ‘infectar’ os demais, não com ideias e ideologias, mas com os ideais do Reino de Deus. Não podemos entrar no inconsciente de ninguém, mas podemos instigá-los a sonhar acordados. Aliás, esta é uma das atribuições do Espírito Santo: levar-nos a sonhar (Joel 2:28).


Hermes Fernandes é também culpado do que se faz aqui no Genizah




Crentes na Copa 2010



Crente vuvuzela: tem a boca grande, mas depende do outro para se expressar.

Crente vuvuzela2: é insuportável, mas aceito nos grandes grupos.

Crente jabulani: traiçoeiro quando alguém lhe bate com força.

Crente Mick Jagger: lider de Banda, mas fora dela dá um azar danado.

Crente Felipe Melo: é luterano e vive declarando “Sola Scriptura, Sola Gratia; Sola Fide, Sola, Sola, Sola!"

Crente Dunga: só trabalha com evangélicos.

Crente Polvo Paul: vive de apontar vitórias; gesticula tanto que parece ter oito braços; é pegajoso e afirma que sua voz é a voz de Deus.

Crente Maradona: beija tudo que é irmão, pois sabe que um dia voltará ao pó.

Crente Ganso: tem muito talento, mas não tem chamado.

Crente Larissa Riquelme: tem peito prá crer no impossível.


Do Verticontes para o Genizah




Queima de Arquivo . Dica do Genizah


Queima de arquivo

Ubirajara Crespo

Editora Náos
14x21cm. - 162 pgs.
Cura Interior
Edição: 2009




Se bisbilhotar a vida alheia fosse tão ruim assim, realityes shows como o Big Brother Brasil não fariam tanto sucesso. Aliás, dizem que a privacidade já não existe mais. Ultimamente, a privacidade da conta bancária de alguns políticos foi violada por ordem judicial, para desvendar crimes contra o Estado. Muitos gostariam de proceder a uma queima geral e irrestrita de vários de seus arquivos. Até pessoas que se transformaram em arquivos vivos são apagadas. Esta área é muito perigosa.

Vez por outra, achamos que a nossa memória emocional é invadida e ficamos a descoberto. Até nossa consciência nos chantageia e nos acusa. Se pudéssemos, queimaríamos algumas cenas do passado e as enterraríamos para sempre, mas será que esta é a solução? Você quer fugir do problema ou enfrentá-lo? Este é o grande dilema deste livro, vamos tentar desvendá-lo juntos.




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A mediunidade protestante


Robinson Cavalcanti

Quando tive a honra de ser professor do Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), no Recife, conheci um aluno que nos dias de semana passava a tarde dormindo ou jogando futebol na quadra, enquanto deveria pregar nas congregações. O mesmo era conhecido por se pretender “espiritual” e “renovado”. Intrigados, procuramos saber se ele não estudava as Escrituras e preparava os sermões com antecedência. O mesmo considerou tal expediente muito “carnal”. Ao dormir a tarde toda ou jogar bola, ele acreditava deixar a mente limpa para o Espírito Santo “baixar” com seu recado, de forma pura e cristalina, logo mais à noite...

Devemos reconhecer a força cultural do espiritismo e dos cultos de origem afro-ameríndia, e como eles influenciaram a percepção de espiritualidade de algumas igrejas protestantes. O Espírito Santo e os anjos funcionam como espécies de “orixás evangélicos”, “baixando” sobre pastores e missionários, qual “médium protestante”. Isso sem falar em “profetas”, principalmente “profetizas”, com suas revelações particulares sobre saúde, família e negócio, tomando o lugar simbólico das benzedeiras do catolicismo popular, das cartomantes e dos pais e mães-de-santo. Há uma forte equivalência simbólica.

Nos cultos, ou se tem os “médiuns” ou se tem os “artistas”, que lideram o show-da-fé, no centro do palco e das atenções, promovendo o entretenimento.

C.S. Lewis denunciava as gerações que desprezam as outras do passado, supervalorizando o presente (presentismo). Isso não somente atenta contra a herança apostólica e o consenso dos fiéis, vivenciado através dos séculos, como também pretende ser melhor: restauradores da “pureza” e outras formas de arrogância espiritual, que rompem a unidade mística da “comunhão dos santos” (conforme confessamos nos Credos).

John Stott diz que o que faz uma liturgia viva ou morta, seja ela mais ou menos estruturada (não há liturgia informal, pois o “informal” é, apenas, uma outra forma), é o fato de os fiéis serem convertidos ou não e acreditarem ou não no que se pronuncia. A entonação, os sentimentos, a fé fazem a diferença. Foi o mesmo Stott quem disse que “um anglicano carismático não é um pentecostal”.

Somos carismáticos porque acreditamos que não há igreja sem o Espírito Santo, e não há presença do Espírito Santos sem carismas. Se Hans Kung disse que uma das marcas do anglicanismo era a sua aversão a extremismos, alguém também afirmou que “na Igreja Anglicana o Espírito Santo sopra como um gentil cavalheiro”.

Somos uma igreja que preza dois mil anos de herança litúrgica da igreja, católica e reformada. Herança que é o conjunto do que foi, nas diversas etapas e lugares, fruto da ação do Espírito Santo nas comunidades de fé. Daí o Livro de Oração Comum -- Bíblia pura, ortodoxia pura -- ser uma das marcas distintivas do anglicanismo. Os seus diversos ritos não engessam os crentes, antes os edificam, e podem ser intercalados com orações espontâneas, cantos, declamações, teatro, testemunho, em uma convergência com um presente que não rompe com o passado. Uma das maiores contribuições que a Diocese do Recife está fazendo para a maturidade da igreja no Brasil é a edição (ora no prelo) do Livro de Oração Comum Brasileiro (LOCb).

Há quem goste de culto batista tradicional, e nós os respeitamos. Quem gosta desse tipo de culto é livre para adorar em uma Igreja Batista. Há quem gosta de culto pentecostal “clássico”, e nós os respeitamos. Quem gosta desse tipo de culto é livre para ir, por exemplo, e adorar na Assembléia de Deus. Há quem goste do culto neo (pós) pentecostal, com apóstolos, banhos de descarrego, retirada de encostos e três recolhimentos de ofertas, e nós os respeitamos. Quem gosta desse tipo de culto é livre para ir à Igreja universal, Internacional ou Mundial. Agora, pelo amor de Deus, deixem o anglicanismo em paz, com sua liberdade litúrgica, com sua diversidade, sim, porém “com ordem e decência”, com a alegria do Espírito Santo e o LOCb na mão. E isso não é “anúncio de missa de sétimo dia” para se adotar como “um doloroso dever”, mas uma adesão livre, convicta e entusiástica.

Somos uma igreja sem mediunidade, sem estrelismo e sem “showbiz”, graças a Deus!


Edward Robinson de Barros Cavalcanti é um teólogo, político e bispo da Igreja Anglicana do Cone Sul da América, comandando a diocese de Recife. Foi professor da Universidade Federal de Pernambuco e escreveu dez obras sobre religião. Em 1997 foi eleito bispo da diocese de Recife. Como bispo diocesano, ordenou 57 diáconos e 49 presbíteros. Nesses sete anos foram abertas 34 das presentes 44 comunidades da Diocese Anglicana do Recife.






Um Deus que foi tentado

por Zé Luís


Ultimamente, vejo com bons olhos quando cristãos estão em “deserto”. Talvez seja mais uma razão para que me julguem confuso, ainda mais quando vivemos tempos onde a vitória sem luta é tão valorizada.

Gente começando a frequentar uma igreja – por exemplo - e tendo aquele encontro legítimo com o Mestre não faz a menor ideia de quanto sua vida poderá mudar (e quando digo “poderá” é por existir a liberdade deste em escolher até onde o refino de sua alma vai, e assim, definir bem onde essa "engrenagem" pode ser usada). Triste é que em muitas “comunidades” ditas cristãs esse caminho – que é o Caminho – não será trilhado.

Não foi com pouca tristeza que vi o Espírito tentar conduzir candidatos a discípulos, e receber uma instrução farisaica que aquilo era obra do diabo, assim como não foi incomum ouvir o famigerado “tamarrado”, o que, para mim, beira à maior e mais imbecil das loucuras: Se há um pecado sem perdão nesse ou no mundo vindouro, é atribuir obras do Espírito Santo a qualquer espírito imundo. Fariseus fizeram isso, dizendo que o Espírito que atuava em Cristo era por força de Belzebú (que é o príncipe infernal que comanda as moscas das fezes).

Quem levou Jesus para o deserto – para ser tentando pelo diabo – foi o Espírito. Se um discípulo quer ser chamado “cristão”, terá que provar destes dias tão tenebrosos.

Coisa mais sem graça é crente sem marcas de batalha: se torna arrogante, suas histórias de batalhas não possuem quedas e são insonsas: só triunfos e mais triunfos. Para um novo convertido, é a glória: a chance da perfeição, daquela prometida pela serpente a Eva. Muitos, ao conviverem com esses perfeitos seres, descobrem a imensa incompatibilidade em sua oratória e seu cotidiano, e deduzem que caíram em mais um conto mentiroso. Começam a descrer naquele milagre íntimo capaz de converter almas empedradas.

Jesus se submete a vontade do Pai, e esta consiste em enfrentar satanás e a sutileza do que vai em suas três ofertas: o pão, a auto-estima e o poder que as riquezas dão: todo homem, sem exceção, cai nessas tentações e entrega aí sua liberdade. Só Jesus não caiu, embora confesse ter se sentido tentado. “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Curioso é que muitos irmãos ditos consagrados garantem não passar por isso. Vivem vendendo essa imagem nos púlpitos, no que outros homens, que dizem ter abandonado essa prática pelo protestantismo, fazem destes ídolos, símbolos a serem erigidos, protegidos a qualquer custo. Quando eles mostram-se homens como nós, a turba se forma, e atribuem a ela a palavra “queda” - a mesma palavra atribuída ao evento com Lúcifer. Uns o protegerão como ídolos a serem preservados, símbolo de um estilo, de uma organização. Outros organizarão linchamentos. O mandamento ordena que eu o ame como a mim mesmo, ou seja: lidar com seu pecado como lido com o meu ( independente se ele mentiu em suas garantias de inefabilidade).

Que venham os desertos, os cabelos desgrenhados e o olhar perdido e desolado pelas batalhas duríssimas. Que venha o diabo, segundo a vontade do Espírito, trazer à tona nossas fraquezas e nos fazer tropeçar em nossas próprias imbecilidades, nos mantendo longe da soberba, e mantendo nossos olhares sempre na horizontal em relação a nossos irmãos. Falo isso com temor, pois não aprecio desertos, mas só digo isso por já conhecer alguns e saber dos benefícios de se aprender a caminhar neles. Em certas situações tive algumas quedas, noutras, muitas.


Postou Zé Luís, que caminha pelo Caminho entre irmão aqui no Genizah





A iminente ( e prejudicial? ) volta de Cristo!



Bráulia Ribeiro


O advento do Salvador proporciona uma esperança escapista. Quando esperamos Cristo para logo, podemos olhar ao redor com um senso de superioridade, sabendo que não precisamos intervir na realidade que nos cerca.

Quando estive na aldeia de meus amigos indígenas pela primeira vez, o pensamento que me ocorreu foi: "Quando Jesus entrar nesta cultura, eles acharão respostas para a miséria, para a destruição cultural e para a desolação em que este lugar se encontra". Mais de quinze anos depois, lamentavelmente, a situação da tribo está pior. Jesus entrou, a igreja chegou – no começo, trazendo uma renovação cultural necessária, reafirmando valores importantes como relacionamento, unidade tribal e identidade. Muitos indivíduos deixaram o vício do álcool e a promiscuidade que a proximidade com a civilização trazia. Depois, a revolução cristã foi se transformando em cultura religiosa. A falta de contato com a Palavra de Deus, ainda não traduzida, foi dando lugar a um sincretismo que seria até inofensivo se não fosse a ausência total de discipulado cristão. A participação das denominações evangélicas se fez notar no movimento inicial genuinamente indígena com a facção doutrinária que se instalou e acabou por dividir os clãs da tribo. Como na Irlanda do Norte, surgiu um conflito político cujos protagonistas valeram-se do argumento religioso para se fortalecerem. E a guerra santa interna acabou dividindo, inclusive geograficamente, a aldeia.

Com tudo isso, infelizmente, constato que indivíduos cristãos não criam automaticamente uma sociedade cristã. Na tribo, como no Brasil, o caos cultural, a ausência de valores morais que suplantem a chamada "lei do Gerson" – aquela seguida por quem quer levar vantagem em tudo – criam uma avalanche de problemas sociais que indivíduos transformados não conseguem bloquear.

E o que produz a Igreja? Quero pensar que o Espírito Santo transforma automaticamente o contexto cultural daqueles que lhe entregam o coração. Mas a realidade ao meu redor e a própria Bíblia contradizem esse meu romantismo religioso. Nem o Antigo, nem o Novo Testamento sustentam a idéia de que exista o livre pensador guiado apenas pelo vento do Espírito, profetizando em sua época como se tivesse vindo da lua. O Espírito Santo não é o único protagonista da história da Igreja. As tradições culturais, os axiomas sociais, a própria bagagem teológica, são atores muitas vezes mais influentes. Isso não quer dizer que a história de Deus não vá sendo escrita.

Este evangelho tosco, bem ou mal, vai deixando sua marca. Pensamos o que somos condicionados a pensar, pregamos o que, de certa forma, todas as gerações pregaram. As teologias que nos envolvem não são respostas à época que vivemos – mas são, muitas vezes, reflexos de tradições antigas que se perpetuam parasitando nas doutrinas essenciais. Nosso discurso soa anacrônico e temos dificuldade para apresentar soluções à realidade atual.

Uma das ênfases mais importantes do Evangelho de todas as eras é a volta iminente de Cristo. A iminência da sua volta já era uma idéia importante para Paulo, conforme I Tessalonicenses 5.1-2. Em todas as seguintes eras da Igreja, a volta de Cristo se tornou não apenas uma reflexão entre muitas outras, mas o mais importante combustível da fidelidade, do compromisso e do impulso de expansão dos cristãos. Em muitos momentos da história da Igreja, pessoas se atreveram a marcar o ano ou até o dia exato, recebido por "revelação".

Como todos os seres humanos, cristãos também se estressam e cansam, desesperam-se com o peso contínuo da cruz, buscam alguma maneira "espiritual" de fuga. Pois o advento do Salvador providencia esta esperança escapista de forma perfeita. Quando esperamos Cristo para logo, podemos olhar ao redor com um senso de superioridade, sabendo que não precisamos daquela realidade que nos cerca – seja a sociedade, as outras pessoas, o meio-ambiente. Ora, se Cristo está voltando, por que se preocupar com a sociedade em geral? As profecias sobre ela são as mais sombrias possíveis. O amor de muitos se esfriará, diz a Palavra; guerras serão comuns; a fome dizimará milhões. Toda responsabilidade cristã sobre o bem-estar da sociedade, sobre a implantação dos valores de Deus para que “venha o seu Reino assim na terra com no céu”, anula-se diante da expectativa cada vez mais real do mal inexorável.

Contribuindo com este clima, passagens bíblicas sobre a segunda vinda acabam se misturando com outras que se cumpriram no tempo de Cristo e pintam o quadro mais sombrio possível. A expectativa que alguns crentes têm sobre o mundo e sobre as pessoas que os cercam são piores do que a de muitos bruxos. A esperança e a fé, elementos essenciais aos princípios cristãos, tornam-se aplicáveis apenas ao indivíduo singular, quando muito ao grupo cristão, mas nunca à sociedade. O meio ambiente, então, é um grande inimigo. Terremotos, tempestades e furacões acontecerão constantemente, como armas de destruição em massa do grande Deus do juízo final. Este seria um Thor, o deus viking do trovão, ou Jeová-Jesus, o Deus judaico-cristão? Afinal, a única vez que Jesus se aproxima de uma tempestade é para apaziguá-la. Quando os discípulos quiseram usar o tempo para fritar alguns desviados, o Mestre não lhes permitiu. Nem arma divina nem somente sinais dos tempos. A Criação geme e sofre as dores e conseqüências dos pecados da humanidade.

A espera ansiosa pela vinda imediata de Jesus Cristo cria uma cosmovisão de mera sobrevivência espiritual, um Evangelho ralo, sem consequências mais profundas além da salvação que qualifica o crente para um possível arrebatamento. Mas o verdadeiro cristianismo se preocupa em influenciar. Os valores estabelecidos pelo Senhor são capazes de mudar radicalmente o rumo de sociedades inteiras, e não apenas isentar pequenos grupos do mal, terminando por seqüestrá-los para o céu.

Maranata! Ora vem, Senhor! Nós te esperaremos com fé, mas viveremos como se não fosses voltar antes de gerarmos nossos filhos, netos e bisnetos. Se não voltares amanhã, daqui a várias gerações alguém ainda se sentará nas lindas praças que construímos e se refrescará à sombra das árvores milenares que plantamos, e nas nascentes que salvamos. Talvez alguém, um dia, vai estudar a história e reconhecer que houve uma geração de cristãos que, séculos antes, pensou neles e lhes deixou um legado de amor.

Bráulia Inês Ribeiro está na Amazônia há 25 anos como missionária, é presidente nacional da JOCUM(Jovens Com Uma Missão) e autora do livro Chamado Radical (Editora Atos)





Da boca de pequenos...


Rubinho Pirola


Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo." 1 Pe 1:16


Já que estou numa veia meio, digamos... saudosista, lembrando-me de algumas coisinhas da vida (coisa de velho, dirão alguns!), vamos lá: Há alguns anos, tinha eu chegado da universidade onde lecionava e a minha filha mais nova, Raquel, nos seus 8, 9 anos, esperava por mim à porta com mais uma das suas questões político-teológico-existenciais: "Rubinho (só nos chamaram, ela e a irmã, Rebeca, de pai e de mãe algum tempo mais tarde!), o que significa Ser Santo?".

Com a experiência de uns bons anos de escola dominical (que o mesmo irmão, piadista de quem já falei, vivia dizendo ser "aquela escola onde a gente nunca se forma") respondi-lhe de pronto: Ser santo é ser-se separado. Separado para um uso exclusivo, para um propósito".

Como toda criança que não fica numa resposta só, acrescentou de pronto: "Mas, se é isso, porque Deus diz que Ele é santo? Quem é que o separou? E foi separado do quê?".

Assentando-me ao seu lado, comecei a explicar-lhe que ser santo, significa ser exclusivo, ser único, imaculado, diferenciado de tudo aquilo que conhecemos de comum, não estar sujeito às mesmas fraquezas e às coisas corriqueiras da vida, ou ser como os ídolos que o povo fabrica. Significa também ser consagrado.

Expliquei-lhe então que, assim como Deus é único, assim devemos nós, viver de maneira distinta dessas coisas que o mundo chama de "normal" - o correr para si, o acumular riquezas aqui e nos batermos por elas, o explorar, passar por cima uns dos outros, a enganar, a levar vantagem à custa do semelhante... falei-lhe dos princípios, da ética de quem, andando com Deus e conhecendo-O tem o dever de manifestar nos seus atos e maneira de estar.

Ai, ela, agigantou-se e declarou algo que podia ter dito em cima de uma cadeira, mesa, ou mesmo de um púlpito, com a autoridade de uma profeta a bradar: "Assim diz o Senhor!"... disse a menina: "Então, o contrário de ser santo é ser ordinário, né?".

Bastou. E não foi preciso dizer mais nada.
Nem hoje.


Rubinho Pirola se enrola no Genizah



Igreja Católica: "Um confessionário não pode ser usado como sauna!"

Fonte: Telegraph

A Igreja Católica de Viena impediu a venda de um confessionário pela internet (EBay), após seu uso ser oferecido como sauna ou bar.

O leilão descrevia o confessionário no site como "ideal para saunas particulares, pequenos bares ou teatrinho infantil", fazendo que a arquediocese interfererisse no processo.

O representante da arquediocese, Erich Leitenberger disse ao Daily Salzburger Nachritchten nesta terça-feira que o "não é aceitável que estes objetos sacros sejam utillizados de outra forma que não essa "

Confessionários "não podem ser convertidos em saunas ou bares" disse ele.

O confessionário foi disponibilizado na Austria pela Igreja de Viena, que passa por um processo de revitalização.

Curiosamente, a maior de todos os lances no leilão, dadas por mais de 40 interessados até agora, foi nesta segunda-feira, e o valor foi de 666,66 euros.

O numero 666 é comumente associado ao Anti-Cristo, ou mesmo o Diabo.


Da redação do Genizah, postou Zé Luís, que já devia estar acostumado com essa santificação de coisas, e "coisificação" de pessoas.





Comentário Bíblico Vida Nova - Dica do Genizah



Comentário Bíblico Vida Nova

Edições Vida Nova

Exegese
Altura:24,00 Centimetros
Largura:16,50 Centimetros
Profundidade:8,50 Centimetros
Peso:2,39 Kilos - 2176 pgs.
Capa Dura
Edição: 2010




Este comentário bíblico segue a mesma linha e tradição do Novo Comentário da Bíblia, obra publicada por Edições Vida Nova e reimpressa por mais de 40 anos. Trata-se de uma obra completa e atualizada, escrita a partir de uma perspectiva conservadora. É ferramenta indispensável para quem quer estudar as Escrituras, pois faz uma exposição sólida, clara e concisa de todos os livros da Bíblia em um só volume. Entre seus organizadores, o CBVN conta com acadêmicos de renome como D. A. Carson, R. T. France, J. A. Motyer e G. J. Wenham.



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Casa da David lança livro sobre a recente polêmica


Edição do Tonioli



Imagens secretas de Marte revelam uma conspiração terrível!






Aquele cabeçudinho da esquerda é a cara de um tio meu, que mora perto de Fortaleza...





Principios Esquecidos - O Livro do Digão é a dica do Genizah

PRINCÍPIOS ESQUECIDOS

Rodrigo Lima


ditora: AG Books
Número de páginas: 152
Peso: 242 gramas
Edição: 1(2010)
Acabamento da capa: Papel Couché 300g/m², 4x0, laminação fosca


A urgência e a necessidade de uma nova reforma em nossos dias.

Quando olhamos para o passado, temos a tendência de ver as figuras marcantes da história como heróis. Somos tremendamente gratos pela herança que estes homens deixaram para nós. Foram pessoas usadas por Deus para causar um impacto na história, impacto este que perdura até hoje. O que vemos hoje a respeito do legado desses homens? Infelizmente, somente são lembrados nos livros de história, em ilustrações de alguns sermões, ou em aulas de História da Igreja em seminários e faculdades de Teologia. Aquilo que vivenciaram, pregaram, escreveram e ensinaram está em completo desuso, em segundo plano. Ou então, em uso deturpado. Somos filhos da Reforma seja você presbiteriano, menonita, batista, metodista, luterano, pentecostal ou qualquer que seja a denominação ou igreja local à qual você pertença. Porém, nossos pais têm sido esquecidos. Fazemos coisas que em nada lembram aquilo pelo qual eles viveram, lutaram e até morreram: a integridade da prática dos princípios bíblicos. Dá-se mais atenção a visões, percepções, planejamentos, crendices, do que à Bíblia. Precisamos resgatar a Reforma. Precisamos viver aquilo que nos foi ensinado.



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Doutor, Eu vou morrer?

PERGUNTE AO PASTOR

Pastor Antônio, quando lido com os meus pacientes, tenho em mente que devo fortalecer sua realidade interna com esperança. Que textos bíblicos você citaria para a pergunta: doutor, eu vou morrer?


Caríssimo doutor Marco Antonio, tudo dependerá do contexto. Quem é aquele para quem você está se dirigindo? Qual o seu quadro clínico? Em que idade se encontra? Qual sua relação com o cristianismo?

Algumas pessoas podem ser estimuladas a crer na cura. Por que não? Não estou dizendo que algumas pessoas devem ser encorajadas a crer que serão curadas, mas que a cura pode acontecer mediante a fé em Cristo. O cristianismo chegou até aqui por causa dessas respostas à oração, que revelaram a realidade da fé em Cristo.

Há aquelas, que devido ao quadro clínico, idade e outros fatores mais, parecem estar próximas mesmo da morte, como se a providência divina estivesse a emitir sinais claros de que elas vão morrer. Sendo crentes, nada mais as consolará do que saber que um Deus sábio e cheio de amor, decretou na eternidade, o tempo de vida de cada ser humano na terra (Sl 139). Falar do descanso eterno do santos e do que nos aguarda nesse país onde a glória de Deus habita, haverá trazer consolação que não pode ser encontrada em nenhum outro lugar (Ap 21 e 22). David Brainerd, missionário americano, morreu perguntando a Deus: "por que a carruagem tarda?" Ele queria partir para estar com Cristo, porque contemplara o céu.

No caso do incrédulo, essa hora pode se configurar como a -oportunidade do governo gracioso e providencial de Deus-, de essa mesma pessoa ter um encontro com aquele do qual fugiu a vida inteira. Há aqueles que haverão de viver a mesmíssima experiência de um dos ladrões que morreu ao lado de Cristo: salvos no fim da vida (Lc 23: 39-43).

Que Deus continue lhe dando graça para exercer a medicina integral, que cuida do ser humano na totalidade da sua vida, a fim de que todos os seus pacientes percebam a singularidade de sua vida, mediante o tratamento singular do seu médico. Rogo a Deus, que você persevere na preocupação com aquele que recebeu notícia capaz de desconjuntar o maior valente. Como que essa gente precisa da nossa misericórdia! Nesse quadro de dor e aparente desamparo da vida, somos postos perante a condição frágil da existencia humana. Que modo -em muitas ocasiões súbito- de ser revelada a insensatez da nossa independência em relação àquele por cujo poder somos mantidos vivos.

A sabedoria divina, contudo, é revelada em aparente crueldade da providência, uma vez que o Criador, - que não tem prazer na morte do pecador -, dá o tratamento que precisa ser dado àqueles que, somente são curados na alma, quando adoecem mortalmente no corpo.



Antônio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra, presidente do Rio de Paz e escreve para o Genizah



Ninguém ri de Deus no hospital



Esta canção é um primor. Reflexão para ateus. Veja a tradução a seguir.





No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one laughs at God when the doctor calls after some routine tests
No one´s laughing at God when it´s gotten real late
And their kid´s not back from the party yet
No one laughs at God when their airplane starts to uncontrollably shake
No one´s laughing at God when they see the one they love
Hand in hand with someone else and they hope they´re mistaken

No one laughs at God when the cops knock on their door
And they say we got some bad news sir
No one´s laughing at God when there´s a famine fire or flood

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious
Ha ha
Ha ha

No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one´s laughing at God when they´ve lost all they´ve got
And they don´t know what for

No one laughs at God on the day they realize that the last sight they´ll ever see
Is a pair of hateful eyes
No one´s laughing at God when they´re saying their goodbyes

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they´re ´bout to choke

God can be funny
When told he´ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious

No one laughs at God in a hospital / No one laughs at God in a war (3x)
No one´s laughing at God when they´re starving or freezing or so very poor

No one´s laughing at God (4x)
We´re all laughing with God

Tradução: Avelar Jr.
Regina Spektor - "Rindo com"

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames de rotina
Ninguém está rindo de Deus quando ficou muito tarde
E o seu filho ainda não voltou da festa
Ninguém ri de Deus quando seu avião começa a tremer incontrolavelmente
Ninguém está rindo de Deus quando vê a pessoa que ama
De mãos dadas com alguém e espera estar enganado

Ninguém ri de Deus, quando a polícia bate em sua porta
E diz "Temos más notícias, senhor!"
Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido
Ha ha
Ha ha

Ninguém ri de Deus em um hospital
Ninguém ri de Deus em uma guerra
Ninguém está rindo de Deus perdeu tudo que tinha
E não sabe por quê

Ninguém ri de Deus no dia em que percebe que a última visão que terá
são dois olhos cheios de ódio
Ninguém está rindo de Deus quando está dizendo adeus

Mas Deus pode ser engraçado
Em um coquetel, quando se ouve uma boa piada sobre Ele
Ou quando os loucos dizem que "Ele nos odeia"
E ficam tão vermelhos que parece que vão se engasgar

Deus pode ser engraçado
Quando lhe é dito que ele lhe dará dinheiro se você ora do jeito certo
E quando é apresentado como um gênio que faz magia como Houdini
Ou concede desejos como o Grilo Falante e Papai Noel
Deus pode ser tão divertido

Ninguém ri de Deus em um hospital / Ninguém ri de Deus em uma guerra (3x)
Ninguém está rindo de Deus quando está passando fome, frio ou é muito pobre

Ninguém está rindo de Deus (4x)
Estamos todos rindo com Deus



Em Não Obrigado, divulgação Genizah



Como descobrir um cristão fake?


Hermes C. Fernandes


Recentemente assisti a uma entrevista de um blogueiro que criou uma personagem fake, com o objetivo de ridicularizar os evangélicos. Segundo ele, mais de trinta mil pessoas visitam diariamente seu blog, e mesmo com toda a zoação (abuso de clichês, palavras chulas e situações pouco prováveis para um cristão), muitos acreditam que tudo aquilo é real.

Como esta personagem, há milhares de fakes circulando na internet, alguns tão sutis que é quase impossível dar-se conta de que não sejam pessoas reais.

Pior do que os fakes cibernéticos, são os de carne e osso que circulam nossas igrejas e nossas vidas, fazendo-se passar por aquilo que não são. Como reconhecê-los? Será que existem pastores fakes? Gente que sobe ao púlpito descaradamente, fingindo ser o que não são? Infelizmente a resposta é sim. Não dá pra confiar em tudo o que vemos e ouvimos.

Também recentemente, um pastor brasileiro que tem sido convidado para pregar fora do País, foi desmascarado, por usar dados do perfil do Orkut das pessoas como se fossem revelações dadas por Deus.

Até quando seremos enganados por esses fakes?

Como perceber que alguém é o que de fato diz ser? Como saber se aquela pessoa realmente teve um encontro com Deus?

Uma sociedade baseada em aparência, facilmente se deixará enganar por aqueles que ostentam uma piedade de fachada. Basta que o sujeito use meia dúzia de jargões religiosos, e pronto. Já enganou metade das pessoas do seu convívio.

Escrevendo a Tito, Paulo denuncia os que "professam conhecer a Deus, mas negam-no pelas suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tt.1:16).

Discursar sobre teologia não significa conhecer a Deus. Tive um professor no seminário que se dizia ateu. E aí?

Tempo de casa também não significa nada. Conheço gente que abraçou a fé há tão pouco tempo, mas que já conhece a Deus com mais profundidade do que alguns que nasceram e foram criados no ambiente da igreja.

Então, como podemos inferir se alguém conhece ou não a Deus, ou ainda, se é um cristão legítimo ou um fake? Do ponto de vista de Deus, não há qualquer problema. Afinal de contas, "O Senhor conhece os que são seus" (2 Tm.2:19a). Mas do ponto de vista do lado de cá, só há uma maneira de saber quem de fato conhece a Deus: "Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça" (v.19b).

Vamos tentar entender melhor isso através de uma passagem não muito conhecida do Antigo Testamento:

"Eram os filhos de Eli, filho de Belial; não conheciam o Senhor" (1 Sm.2:12).

Como pode alguém ser filho do Sumo-sacerdote, e não conhecer a Deus? Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Embora fossem filhos de Eli, aos olhos de Deus eram filhos de Belial (nome usado no AT em referência a Satanás).

Como o escritor sagrado chegou à esta conclusão? Vejamos o relato:

"Ora, o costume desses sacerdotes para com o povo era que, oferecendo alguém um sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote com um garfo de três dentes na mão ( o famoso ‘tridente’). Metia-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita, e tudo o que o garfo tirava, o sacerdote tomava para si. Assim faziam a todo o Israel que ia a Siló”(vv.13-14).

Este era o meio de subsistência dos sacerdotes. Eles se dedicavam integralmente ao culto, e dependiam das ofertas para sobreviver. Porém, havia um protocolo a ser seguido.

“Mas antes mesmo de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; ele não aceitará de ti carne cozida, senão crua. Se lhe respondia o homem: Queime-se primeiro a gordura, e depois tomarás o que quiseres, então ele lhe dizia: Não, hás de dá-la agora; se não, tomá-la-ei à força. Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, pois desprezavam a oferta do Senhor”(vv.15-17).

De acordo com o protocolo, a carne dos animais sacrificados deveria ser colocada no caldeirão, até que a gordura se queimasse, e assim, o sacerdote meteria seu garfo e retiraria a sua parte. Mas a gordura tinha que queimar.

Os filhos de Eli não tinham paciência de esperar que a gordura se queimasse. A gordura representava a melhor parte, e esta pertencia ao Senhor. Mas eles não se satisfaziam com a parte que lhes cabia no caldeirão.

Eles foram enredados pela mesma proposta feita pela serpente ao primeiro casal no Éden. Abocanharam o que pertencia exclusivamente a Deus.

Quem conhece a Deus, ama a justiça e foge da injustiça.

Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. A Deus o que é de Deus, a César o que de César, ao empregado o que é direito seu, ao patrão, idem, ao cônjuge a sua parte (1 Co.7:3-5), e assim por diante.

Em vez de lutar por lucro, quem conhece a Deus luta por justiça. Não importa quem vai ficar com a melhor parte do bolo, desde que isso seja justo.

Nas palavras do apóstolo, “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo, a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa algum, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm.13:7-8a).

Dar honra é o inverso de querer tirar vantagem.

O que denunciava que os filhos de Eli eram na verdade “filhos de Belial”, e, portanto, sacerdotes fakes, era o fato de quererem tirar vantagem em tudo, até daquilo que pertencia ao Senhor.

É claro que temos direitos, porém o direito alheio vem sempre em primeiro lugar. Temos que esperar a gordura queimar, para tirar o que é nosso. É disso que Paulo fala em Romanos 12:10:“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-os em honra uns aos outros.” Ser cordial é ceder a vez, é por o interesse do outro acima do nosso, como nos orientou Paulo em outra passagem: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp.2:3-4).

Sempre haverá um caldeirão diante de nós, e nossa postura ao metermos nosso garfo vai revelar de quem somos filhos.

É simples assim:

“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1 Jo.3:10).

Hermes Fernandes é também culpado do que se faz aqui no Genizah





As patacadas e marmeladas de Malafaia chegam a mídia secular!



Vejam a matéria de Ricardo Feltrin para o UOL:

Pastor fracassa ao tentar lançar TV em 150 países


Ricardo Feltrin
Colunista do UOL


No começo de abril, o pastor Silas Malafaia, então ligado à Assembleia de Deus, lançou em parceria com outro pastor norte-americano, Mike Murdock, um plano para arrecadar R$ 1 bilhão. O dinheiro seria empregado em evangelização em todo o mundo e manutenção de programas de TV em pelo menos 140 países. Malafaia batizou o plano de "Clube de 1 milhão de Almas". Cada fiel que aceitasse colaborar teria de doar R$ 1 mil.

Veja placar das almas:

http://www.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/hotsite/clube1M/home.cfm


Por causa do plano, o pastor recebeu severas críticas de setores não só da Assembleia de Deus, mas também de outras linhas evangélicas. Por causa das críticas, o pastor teria se afastado da AB.

Quatro meses depois de lançado o plano, ele resulta em fracasso numérico e financeiro. Até esta terça-feira, 3 de agosto, nem mesmo 5.000 pessoas aderiram ao programa, embora o pastor esteja fazendo propaganda ostensiva em horários que adquire na TV e no rádio.

Se prosseguir na atual toada, o pastor levará 330 anos para completar o milhão de almas. O acordo que ele disse ter fechado para exibir programas em outros países seria válido apenas para este ano.

O "sócio" de Malafaia na empreitada, Murdock, é pregador conhecido como ferrenho defensor da teologia da prosperidade --aquela que, grosso modo, prega que o fiel cristão pode obter ganhos financeiros e materiais única e exclusivamente através de sua fé, e que essa fé deve ser demonstrada com uma espécie de generosidade para com a igreja com que ele, fiel, frequenta.

Ao doar parte do que tem, o fiel teria uma contrapartida divina garantida, já que "Deus é fiel" (em seu acordo com os humanos).

É o mesmo discurso da Igreja Universal e da Renascer em Cristo, que lançam constantemente "desafios" para seus fiéis, que, quase sempre, resultam na doação de dinheiro para esta ou aquela "causa" da igreja. A IURD, no momento atual, está pedindo e recebendo doações para construir uma réplica do templo de Salomão; a Renascer, para reconstruir sua sede.


A mídia secular anda lendo os blogs apologéticos...

Dica do @gleidsonlm



A crônica de um carrapato

Digão


Era uma vez um carrapato.

Vivia sossegado em seu cachorro, perto da floresta.

Fazia suas atividades, tocava sua vida. Sempre como um carrapato.

Até que, um dia, soube da notícia de um carrapato vindo de um cachorro lá da terra dos Andes. O carrapato andino fazia chover, fazia trovejar, aumentava exponencialmente a quantidade de carrapatos a lhe servirem no cachorro. Dizia-se que o carrapato andino tinha uma comunicação toda especial com o Dono da matilha, que é o mesmo Dono da matilha brasileira. O carrapato andino até mesmo andou dizendo que ele tinha que mudar de cachorro. Nada de chiuaua, tinha que ser são-bernardo pra cima.

Daí nosso carrapato ficou animado. Estava cansado daquele cachorro que ficava na floresta. Decidiu que ele seria uma espécie de pai de todos os carrapatos do Brasil, e que merecia um cachorro maior, bem maior. Ele decretou que era, a partir dali, um carrapato nobre, e que todos os que se curvassem a ele também seriam coroados com a nobreza carrapatal. Como ele sempre sugava na parte de trás do cachorro, tratou logo de se mudar para a cabeça do bicho, já que, como ele mesmo dizia, os carrapatos nasceram para a cabeça, e não para a cauda. Essa virou seu lema, sua visão, sua missão. Aliás, para manter-se no topo da cabeça do cachorro, nosso carrapato sempre tinha visões e alucinações. Afinal, como dizem, camarão que dorme, a onda leva, e ele queria mesmo era produzir as ondas para tragar tudo para si.

Nessa ilusão, recebeu o apoio de uma carrapata que tinha a curiosa habilidade das pulgas, pois pulava de cão em cão, e que até mesmo havia profetizado a volta do Dono da matilha toda para uma data bem próxima. Quando o Dono não voltou, a carrapata-pulga deu um pulo altíssimo para os States, afirmando ser essa uma direção vinda de uma mensagem do Dono da matilha.

Quando todos os carrapatos se esqueceram dessa bobagem (carrapato tem memória curta, ainda mais carrapato brasileiro, que engole tudo), a carrapata-pulga deu total e irrestrito ao agora chamado “pairrapato”.

Mas o carrapato, ops, pairrapato, não estava satisfeito. Achando-se grande, mesmo sendo um carrapato, determinou, desafiando o Dono da matilha, que agora seria o pai espiritual brasileiro. Não só dos carrapatos, mas também de todos os cachorros.

Mas o que o pairrapato não sabe é que ele continua sendo carrapato.

Sugando o sangue do cachorro e transmitindo-lhe doenças.

O carrapato também não sabe, mas é que o Dono da matilha também está de olho. O Dono está vendo como seus cachorros estão anêmicos e doentes. Como já comprou um remédio contra carrapatos, pulgas e carrapatos-pulgas, logo, logo ele fará uma boa limpeza nos seus cachorros, com direito a tosa.

E o pairrapato, continuando carrapato, será jogado na lixeira, junto com a carrapata-pulga e todos os carrapatos que se associaram a essa sandice de matar o cachorro de inanição. E, juntos, serão incinerados, por quase terem matado o cachorro de doenças.

Pois nasceram carrapatos.

Mas não quiseram deixar de ser carrapatos.

E serão descartados para sempre como carrapatos.


Digão tem horror de carrapatos, ácaros e bernes, que só trazem doenças.




Louvado seja EU


Alan Brizotti

Faz muito tempo que Deus não é louvado na igreja brasileira. A esmagadora maioria dos "hinos" cantados são focados única e exclusivamente no homem, em seus anseios mais infantis, em seus delírios consumistas. No reinado da mesmice musical, as frases, os determinismos, sempre giram em torno dessa autoajuda empobrecida que se alastrou pelas igrejas. Os novos mantras da musicalidade e(vã)gélica invasiva dos cultos, não tratam Deus como Deus, mas como um serviçal sagrado, cada vez mais vítima dos desmandos de uma gente mandona!

Não suporto mais a coreografia gospel do: "vire para o seu irmão e profetize!"; "dá glória!"; "determine!" Estive observando a repetitividade das frases de efeito: "Você é um campeão" (campeã das frases). "Você nasceu pra vencer" (agora, se dez pessoas estiverem orando por uma vaga de emprego, nove serão perdedores, né?). "Você nasceu pra brilhar"; "Você é uma estrela"; "Seus inimigos não vão morrer enquanto você não for exaltado na terra!" (essa é a teologia Bin Ladeniana, onde o que importa não é vencer, mas sim humilhar os que perderam).

Não suporto mais o culto invasivo. Quero ter o direito de ficar sentado. Quero poder estar triste no culto! Quero ter o direito de não cantar. Não preciso ficar em pé, abraçar o indivíduo ao meu lado ou levantar a mão para que todos saibam que estou cultuando, ou que sou vitorioso. Não preciso provar nada pra ninguém! E tem mais: se o culto é pra Deus, somente Ele pode julgá-lo bom ou ruim, e não os tais "ministros de louvor".

Isso sem falar no choro sem lágrima, a nova modalidade de "quebrantamento" utilizada pelos gurus musicais das igrejas. Aquela ladainha melosa, misturada a uma fungadinha aqui outra lá. Gente passando o lenço no rosto pra enxugar lágrimas tão falsas quanto seu ministério. Enquanto isso Deus chora - e com muitas lágrimas - por ver ao que reduzimos o louvor ao seu nome. Ele sofre pela tragédia musical da atualidade.

O homem contemporâneo tornou-se o deus de seu próprio louvor. Quando isso acontece, biblicamente só há um nome: idolatria!

Por essas e outras é que ainda amo o louvor do silêncio...


Alan Brizotti vasculha a adoração no Genizah



Me engana que eu gosto...


Para além do nosso espelho, quase sempre distorcido nos mostrar alguém maior e melhor, o pior que pode acontecer, mais até do que os desaforos e ofensas, são os elogios.

Como bem disse o meu amigo Caio certa vez, "O duro quando alguém nos elogia, é acreditarmos que isso seja verdade...".





O que dá sentido à vida

Cá entre nós com Hermes Fernandes






Ana Paula Valadão no Cruzeiro Pão-de-Queijo Ungido!


Como pode um pão de queijo navegar na água fria...
Como poderei louvar, Como poderei louvar...
Se não for na lagoinha....






Edir Macedo: Quem tocar nestas pedras será como tocar no próprio Deus!

Anderson Paz

No vídeo abaixo, Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, fala sobre seu projeto de construção de uma réplica do Templo de Salomão na cidade de São Paulo. Nesse discurso, Macedo diz que o templo será revestido com pedras de Jerusalém, o que custará 8 milhões de dólares, a fim de que as pessoas possam tocar nessas pedras como estivessem tocando no próprio Senhor.

Depois de assistir a esse vídeo, me pus a pensar que realmente Jesus nos ensina uma forma de tocá-lo, muito diferente da apresentada no vídeo acima. Em Mateus 25:34-40, Jesus diz:

“… tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. … Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes pequeninos irmãos, a mim o fizestes“ (Mt. 25:34-40).

Em Mateus 10:42, Jesus também nos diz: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mt. 10:42).





Decidi tocar a Jesus da mesma forma que Ele nos ensinou. Escolhi tocá-lo através do serviço à Sua família. Muito provavelmente, custo disso para mim, em termos monetários, não chegará nem perto dos milhões de reais. Contudo, esse serviço exige de mim muito mais do que dinheiro. Exige que eu esteja em condições de dizer aos meus irmãos o que Paulo disse aos coríntios: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma” (II Co. 12:15).

Decidi amar a Jesus e a Sua Igreja, à ela servir e por ela sofrer, ainda mais por saber muitos se encontram equivocados por não compreenderem que “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas” (At. 17:24).


No blog do Autor e divulgado no Genizah



Como ele mesmo diz: Farei com as pedras de Jerusalem porque vocês merecem (referindo-se a platéia de lobotomizados que aplaude). Edir tem razão! Esta cambada merece mesmo! Que façam como disse o Edir: Vocês terão uma coisa grande para tocar e sentir a "deus". E sentirão e tocarão, mas não será Deus! Que Deus, o único e verdadeiro que não habita em templos contruídos por homens, tenha piedade desta gente! Este homem não tem o menor temor!





Como o "não-evangélico" traduz o que diz os evangélicos... (2)






Do ótimo blog do Wilson Tonioli, Verticontes aqui para o Genizah !