
Missão QUASE cumprida

Flagra: pastor da Universal é preso quando estuprava menina de 13 anos.

O pastor da Igreja Universal preso em flagrante tendo relações sexuais com uma adolescente de 13 anos dentro de um carro será indiciado pelo titular da 20ª Delegacia (Candeias), Osman Ordello Guimarães, até a sexta-feira (7), pelos crimes de estupro vulnerável e rapto.
Alex Santos Gouveia era pastor da IURD de Candeias, Região Metropolitana de Salvador, mas foi transferido há poucos meses para a central, no Caminho das Árvores, na capital baiana. O acusado foi encontrado sem camisa dentro do veículo com a menina que estava seminua, deitada no banco da frente, por um agente da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
'A garota estava praticamente nua com um short curto e um top. O vestido estava no banco de trás. A vítima chegou a passar por exame no DPT, mas ela confessou que estava tendo relações sexuais com Alex há três meses', disse o delegado. A adolescente se considerava namorada do pastor que é casado.
Ainda de acordo com o titular da 20ª DP, a menina teria mentido para a família e não disse que iria à Salvador. 'A menina falou para a avô que ficaria na casa da mãe que mora em Madre de Deus. Já Alex disse no depoimento que levaria a jovem para uma vigília - ele também foi pastor da Igreja que a menina frequenta. A mãe e a avó da garota não tinham conhecimento do fato', informou Guimarães.
O carro estava estacionado na estrada que liga Candeias a Salvador e quando o agente da PRE perguntou quem era a garota, Alex disse que era uma sobrinha. 'Quando o policial pediu a identidade da menina e perguntou o nome dela e dos pais, ele não soube responder e se entregou'.
O acusado também será indiciado por rapto porque os responsáveis não tinham conhecimento da situação.
Um bispo da igreja, que não teve seu nome divulgado, esteve na delegacia e informou que o pastor foi expulso da congregação e que a igreja repudia o crime.
Por uma igreja da imperfeição
Prova do Seminário Chapinha de Fogo de Orlândia

1. Primeiro sumo sacerdote dos hebreus:
a) Aarão
b) Bbrão
c) Comerão
d) Se-for-beber-não-dirija-estudo-bíblico
2. Segundo filho de Aarão:
a) Abiú
b) Fechoú
c) Rasgoú
d) Nem-abiú-nem-fechoú-só-o-paí-podiá-entrá-no-santo-dos-santos
3. Terceiro filho de Davi:
a) Abboteco
b) Absalão
c) Abnada
d) Abboca-de-mula
4. Neto de Eli:
a) Aitube
b) Youtube
c) Twitter
d) Interneto
5. Décimo-primeiro rei de Judá:
a) Sorterias
b) Azarias
c) Rabudorias
d) Tanto-faz-crente-não-jogarias
6. Um dos que assinaram a aliança, (Neemias 10.17) Pai do falso profeta, Hananias:
a) Brancur
b) Vermelhur
c) Azur
d) Afro-descendentur
7. Parente de Noemi e esposo de Rute:
a) Boaz
b) Gostosaz
c) Enxutaz
d) O-que-vale-é-a-belezaz-interna
8. Pai de Haniel e príncipe de Manassés:
a) Éfode
b) Énamore
c) Éfica
d) Épecado
9. Pai de Berodaque, rei de Babilônia:
a) Festão
b) Bailão
c) Baladão
d) Shabatdão
10. Filho de Sete e neto de Adão:
a) Enos
b) Sal-de-frutas
c) Sal-de-andrews
d) Vomita-que-faz-bens
Stryper e a patrulha de plantão

Stryper acabou e voltou. Tive a oportunidade de vê-los ao vivo em Belo Horizonte. Um dos melhores show que já assisti, com certeza.
Stryper sempre foi alvo de controvérsia. No começo eles eram combatidos por (a-ham…) Jimmy Swaggart, que os acusava de jogarem pérolas aos porcos, numa referência à distribuição de bíblias no show. Foram questionados em relação à fé, por causa das roupas de palco e do som.
Agora vem uma notícia que, com certeza, atiçará o patrulhamento: Stryper gravará um disco só com covers de bandas seculares. Gravarão músicas de Iron Maiden (horror!), Kiss (horror!!), Queen (horror!!!), Judas Priest (horror!!!!), entre outros. Posso sentir o cheiro das tochas sendo acesas.
Sou um cristão protestante há exatos 22 anos. O que me entristece é que a mediocridade e o farisaísmo gerais crescem na proporção inversa do meu envelhecimento. Os evangélicos (com as exceções de praxe) são marcadamente superficiais, fúteis, irrelevantes e egocêntricos, quando deveriam trazer uma mensagem profunda, impactante, relevante e altruísta. Medimos a vida do outro com base em nossa expectativa de satisfação egoísta. O espelho virou molde. Preocupam-se com a estética, e pouco se importam com a ética.
Como disse alguém que ainda não descobrimos quem foi, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal (Hb 5.12-14).
Pois é. A falta de intimidade com a Palavra gera pessoas que afirmam que a oposição a seus “negócios” é fruto de “inveja”, como disse certa vez Marco Feliciano. Essa mesma falta de intimidade gera os necessários seguidores/consumidores/tietes desse tipo de gente, que confunde ministério com carreira e negócio. E, para finalizar, essa falta de traquejo faz com que pessoas impliquem com outras por gravarem músicas seculares, mas fazem ouvidos de mercador para as idiotices proferidas pelas estrelas gospel do momento.
Fuja da gaiola dos aproveitadores da fé

Super Homem Gospel na Bedrock evangélica!
Depois de lançar um DVD numa igreja trinitarista, sair em defesa de Silas Malafaia e seu jatinho particular, não é que o pessoal da Voz da Verdade decidiu inovar? Pois é, em seu último programa (01/05), os pastores José e Carlos Moisés surpreenderam a todos ao apresentar o "reality" trajados com os personagens do desenho animado Flintstones.
Para quem não conhece o desenho, os Flintstones foram criados na década de 60 pela dupla Hanna-Barbera e se passa na cidade de Bedrock, há mais ou menos 1.040.000 A.C. No enredo, Fred Flintstones (que ganha a vida como operador de dinossauro da Slaterock Gravel Company) mete-se em grandes encrencas com o seu fiel amigo Barney. Eles vivem na Idade das Pedras, mas parecem desfrutar de uma vida moderna. A única diferença é que tudo lá é feito de pedra, desde as casas até os veículos e demais utilitários.
Na encenação feita pelos pastores da Voz da Verdade, Carlos Moisés representou Fred (mais carrancudo, diga-se de passagem) e José Moisés como Barney. Vale lembrar que essa não foi a primeira vez que eles recorreram a personagens da Disney e Hollywood para divulgar seu unicismo barato. Em 06/06/2009 o pastor Carlos Moisés apareceu em cadeia nacional trajado de Super-Homem, quando estabeleceu um paralelo entre este personagem com a pessoa santa e imaculada de Jesus. Leia o que um muçulmano escreveu na época sobre isso.
"Na semana passada ao ligar a TV fui surpreendido por mais uma bizarrice neopentecostal do Ministério Voz da Verdade, que diga-se de passagem, deixou-me sem voz, e de verdade creio que não havia nem mesmo uma palavra.
Eis o que vemos no picadeiro que chamavam indevidamente de altar: um "pastor" fantasiado de Super Homem numa versão gospel. Achou demais? Calma, ainda não acabou. Para tornar ainda pior a situação e mais vexatória para os verdadeiros protestantes, o tal Pastor como uma vedete de cabaré ainda mostra a coxa para os telespectadores."
Como se não bastasse as peripécias de Silas Malafaia e Mordedock, o pessoal da Voz da Verdade desceu mais uma vez ao mais profundo do rídiculo para promover seu clubinho dos 2000. No programa, além de cassoar das irmãs pentecostais, fazer apologia da prosperidade, os pastores pareceram dar o primeiro sinal de descontentamento com as recentes criticas dirigidas a eles. Só espero agora ser convocado por seus advogados para uma conversa aos pés do juiz, o que não é muito difícil, dado que por duas vezes recebemos ameaças por telefone de levar o caso aos tribunais. Estamos à disposição.
John Piper, o maior pregador de sua geração pede licença para cuidar de sua própria alma.

Neste período, disse ele: "Não escreverei livros. Não haverá preparação de sermões ou pregações. Não escreverei nos blogs. Nem no Twitter. Não haverá artigos. Não haverá reportagens". Só haverá uma exceção.
A carta em que Piper anuncia seu afastamento deve suscitar em todos os pastores uma meditação profunda. Ei-la:
"Como muitos de vocês já haviam escutado no sermão dos dias 27 e 28 de março, os presbíteros amavelmente aprovaram no dia 22 de março um recesso ministerial que me levará a me ausentar-me da [igreja batista] Bethlehem a partir de 1º de maio até 31 de dezembro de 2010. Entendemos que seria útil poder explicar isso por meio de uma carta que acompanhasse este sermão.
Pedi aos presbíteros considerar esse recesso devido a um crescente sentir no meu interior de que minha alma, meu casamento, minha família e o padrão que tenho levado no ministério necessitam de uma revisão de parte do Espírito Santo. Por um lado, amo o meu Senhor, a minha esposa, os meus 5 filhos e suas famílias, primeiro e antes de tudo; e amo meu trabalho de pregar, escrever e conduzir a Bethlehem. Eu espero que o Senhor conceda-me pelo menos 5 anos como o pastor de pregação e de visão [planejamento ministerial] na Bethlelem.
Mas, por outro, vi algumas manifestações de orgulho na minha alma que, ainda que não tenham chegado ao nível de me desqualificar do ministério, entristecem-me profundamente e têm cobrado um alto preço na mina relação com [minha esposa] Noël e outros que são muito queridos para mim. Como posso me desculpar com vocês, não por algo em particular, senão por defeitos que são contínuos em meu caráter e em seus efeitos sobre os demais? Falarei disso agora, e não duvido que terei de dizer novamente, “perdoem-me”. Como não tenho um fato específico ao qual apontar, simplesmente peço por um espírito de perdão. Asseguro-lhes o mais [firmemente] que posso que não estou fazendo as pazes, senão que estou em guerra contra meus próprios pecados.
Noël e eu estamos sólidos como uma rocha quanto ao nosso compromisso um com o outro, e não há uma pontinha sequer de infidelidade de nenhum dos dois lados. Mas, como disse aos presbíteros, “sólido como uma rocha” não é sempre uma metáfora que satisfaz emocionalmente, sobretudo a uma mulher. Uma rocha não é a melhor imagem da terna companhia de uma mulher. Em outras palavras, o precioso jardim do meu lar necessita ser cuidado. Eu quero dizer a Noël que ela é preciosa para mim de uma forma que, neste momento de nossos 41 anos de peregrinação, pode ser melhor dito ao retirar-me por um tempo de quase todos os compromissos públicos.
Nenhum casamento é uma ilha. Para nós isto é certo em dois sentidos. Um é que Noël e eu somos conhecidos tanto de dentro até a por fora por alguns amigos da Bethlehem – mais ainda por nossos colegas e amigos de há muito tempo, David e Karin Livingston, e logo por um grupo de mulheres confiáveis para Noël e de homens para mim. Prestamos contas, somos conhecidos, temos sido aconselhados e [eles] têm orado por nós. Eu estou profundamente agradecido pelo espírito de graça, transparência e confiança que existe entre a liderança da Bethlehem.
A outra forma em que nosso casamento não é uma ilha é que nossas fortalezas e debilidades têm sido conseqüências para os demais. Ninguém em nosso círculo familiar e de amigos permaneceu sem ser afetado por nossos defeitos. É minha oração que este recesso possa chegar a ser de sanidade a começar pelo interior da minha alma, por meio do coração de Noël, até alcançar a nossos filhos e respectivas famílias, e até todos aqueles que têm sido ferido pelos meus erros.
A diferença entre este retiro e o [retiro] sabático que fiz há 4 anos [2006] é que escrevi um livro durante este sabático ("Mandamentos de Jesus para o Mundo"). Em 30 anos, nunca deixei a paixão de ser produtivo publicamente. Neste retiro, tenho a intenção de deixar tudo. Não escreverei livros. Não haverá preparação de sermões ou pregações. Não escreverei nos blogs. Nem no Twitter. Não haverá artigos. Não haverá reportagens. Existe só uma exceção neste caso – o fim de semana dedicado à Conferência Nacional do Desiring God [Desejando Deus] com a inauguração do Bethlehem College and Seminary em outubro próximo. Noël pensou que eu devia manter três dos compromissos internacionais. Nossa motivação é que ela poderia acompanhar-me nisso, e se planejarmos bem, essas poderiam ser ocasiões especiais para refrigério juntos.
Os presbíteros designaram a um grupo que se mantenha em contato comigo e aos quais eu possa prestar contar durante este recesso. Eles são David Mathis, Jon Bloom, Tom Steller, Sam Crabtree, Jon Grano, Tim Held, Tony Campagna, e Kurt Elting-Ballard. Cinco deles caminharam junto de Noël e de mim pelos últimos 2 meses, ajudando-nos a discernir com sabedoria o alcance e a natureza deste retiro. Eles foram quem levaram a recomendação final aos demais presbíteros no dia 22 de março.
Pedi aos presbíteros que não me remunerassem durante o recesso. Não sinto que se deva pagar. Eu sei que estou causando mais trabalho para muitas pessoas, por isso peço desculpa a todo o grupo da liderança. Não só isso, mas outros também poderiam ter um tempo similar. Muitos dos homens e mulheres que trabalham não têm a liberdade de dar-se um recesso como esse. Os presbíteros não aceitaram o meu pedido [de não receber sustento]. Noël e eu estamos profundamente agradecidos por essa manifestação de amor. Estaremos buscando direção do Senhor para ver de que forma podemos retribuir à igreja este suporte financeiro que nos ofereceram para, de alguma maneira, aliviar a carga.
Pessoalmente, vejo esses próximos meses como uma espécie de recomeço do que espero que sejam os 5 anos mais humildes, felizes e frutíferos dos 35 anos que estamos em Bethlehem e dos 46 de casamento. Vocês podem me acompanhar em oração por esse propósito? E vocês podem permanecer junto a sua igreja (Bethlehem) com todas suas forças? Que Deus faça desses 8 meses os melhores que Bethlehem já tenha conhecido. Seria algo que Deus faria: o fazer as coisas mais extraordinárias do mundo quando não estiver aqui. “Assim que nem o que planta nem o que rega é algo, senão Deus que dá o crescimento.”(I Coríntios 3.7)
Eu amo vocês e prometo orar por vocês todos os dias.
Para quem não conhece este grande homem de Deus, assista uma de suas pregações:
Ao saber desta notícia, escrevi este artigo.
TRIVIA BÍBLICA: Concorra ao livro VIDA DE ORAÇÃO de Tereza Ávila
Aproveitando o resultado do sorteio do Concurso 0446 da Loteria Federal, contemplamos os comentários de número 52, 04 e 38. Sendo estes os resultados das dezenas dos três primeiros prêmios.
Sorteados:
04
38 - Gleydson do Betel Mangabeira VII
52 - Daiane
Vão receber seus livros em casa, sem qualquer despesa.


Em quais livros da Bíblia não encontramos a palavra “Deus”?
O sorteio terá como base os resultados do sorteio da DEZENA da Loteria Federal (Três primeiros prêmios). Os contemplados receberão o livro em casa diretamente da editora, sem despesas, em qualquer lugar do Brasil.
VIDA DE ORAÇÃOTereza Ávila
Vida cristã
Formato: 14x21 cm - 183Pág.
“A falta da oração como um modo de vida entre os cristãos torna esta antologia dos escritos de Tereza oportuna. Mas eu espero que a intensidade da vida de oração de Tereza com suas experiências místicas de vozes e visões, sua sinceridade e seu desejo por Deus, não pareça ser demias para o cristão comum"
James M. Houston
ENCERRADO
AGUARDANDO SORTEIO DA LOTERIA FEDERAL
Cortes, podas e frutos.

Hermes C. Fernandes
Frutos! Muito tem sido dito acerca disso. Temos que dar frutos, vociferam os pregadores em seus cultos dominicais. Uns confundem os frutos com almas ganhas para Cristo. Outros confundem com ofertas tragas no gazofilácio. Do que se trata, afinal, tais frutos?
O fruto é o que se espera de uma árvore. Cada árvore deve produzir de acordo com sua espécie. Portanto, seus frutos denunciarão qual é sua verdadeira natureza. Jesus deixou isso muito claro:“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não se pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir frutos bons” (Mt.7:15-18).
Em outras palavras, não se deixe enganar pela aparência, pela voz suave, pelo jeito cativante. Verifique os frutos, não apenas a curto prazo, mas também a médio e longo prazo. Jesus também alerta sobre isso: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo.15:16a).
Portanto, não importa apenas a quantidade de frutos, mas também sua qualidade. Se o fruto dado não resiste ao tempo, é sinal de que há algo errado com a árvore.
Éramos todos ramos de uma árvore chamada Adão. Tudo o que produzíamos já vinha bichado, apodrecido pelo pecado. Paulo levanta a questão: “E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? pois o fim delas é a morte” (Rm.6:21). A seiva de que nos nutríamos estava comprometida. Mas Deus nos removeu dessa árvore e nos enxertou numa nova árvore, a saber, Jesus Cristo, a Videira Verdadeira. Esta o operação de remoção e enxerto pode ser chamada de “arrependimento”.
O que Deus espera de nós, agora? Que produzamos “frutos dignos de arrependimento” (Mt.3:8). Tais frutos apontam para o conjunto de nossa vida, e não apenas para as ofertas ou pessoas que trazemos à igreja. A maneira como tratamos nosso cônjuge, nossos filhos, colegas de trabalho, e até com os nossos inimigos, como lidamos com a possessão de bens materiais, como reagimos a uma crise, etc. Enfim, nosso comportamento vai revelar de que árvore somos ramos e de que seiva temos nos alimentado.
O apóstolo Paulo chama este conjunto de “o fruto do Espírito”. Em vez de usar a palavra grega γέννημα (gennēma), traduzido geralmente como “ frutos” (plural), ele usa καρπός (karpos), que geralmente é traduzida como “fruto” (singular). O que ele tem em mente é um cacho de uvas(lembre-se que Cristo se apresenta como a Videira). Cada uva é uma gennēma, mas o cacho inteiro é um karpos. Você nunca vai encontrar um cacho de uvas com espaços vagos. Da mesma maneira, quando somos partícipes da Videira Verdadeira, Sua seiva que é o Espírito Santo produz em nós o fruto completo: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl.5:22-23).
Há uma lista parecida oferecida por Pedro (2 Pe.1:5-7), onde ele termina dizendo: “Pois se em vós houver estas coisas em abundância, não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.8).
Aquele que estando n’Ele não dá o fruto esperado, recebe d’Ele o trato necessário. Segundo Jesus, quem não dá fruto é cortado, pois ocupa inutilmente o espaço (Mt.21:43), enquanto quem produz é podado pra que produza ainda mais. Ninguém fica imune à tesoura do podador (Jo.15:2). O que demonstra que Deus Se importa tanto com a qualidade de nossos frutos, quanto com a quantidade de nossa produção.
Hermes Fernandes é também culpado do que se faz aqui no Genizah
Clube do Tio Malinha, o Patinhas Gospel

Eis que, nesta semana, me deparo com algo mais insólito que a mãe da Britney escrever livro sobre criação de filhos: o clube de um milhão de almas. Junto com Mike Murdock, o sr. Malafaia prepara mais um assalto aos bolsos dos incautos, através de uma suposta bênção de prosperidade através da módica oferta voluntária de mil reais, que ele acintosamente tem a coragem de chamar de “semente”.
Vejo que, depois da palhaçada dos 900 reais do Cerullo, o sr. Malafaia perdeu completamente a vergonha na cara e a compostura. Ele, que um dia já chegou a pregar o Evangelho do Reino, hoje se refestela com a mensagem apodrecida e malcheirosa da riqueza de Mamom. Um dia adorou ao verdadeiro Deus; hoje se alegra com Baal.
Creio em Deus. Creio que Deus cuida dos Seus. Creio, também, que a Palavra nos alerta sobre os males advindos do amor ao dinheiro. Creio, ainda, que esta mesma Palavra nos alerta contra falsos profetas que, à semelhança do sr. Malafaia, usam e abusam da inocência (nem sempre tão inocente assim) de pessoas para lucrarem, fazendo delas negócio particular.
Deus é vivo, e um dia prestaremos contas a Ele. Espero que, nesse dia, o sr. Malafaia venha a se arrepender do grande mal que tem feito à causa do Senhor, buscando lucro incessante através da exploração humana. Espero, sinceramente, que Malafaia se converta de seus maus caminhos e volte a pregar o evangelho verdadeiro. Caso contrário, será indesculpável perante Deus.
O Clube do Mickey, como tudo o que se refere ao império Disney ou a qualquer conglomerado capitalista, busca a grana em primeiro lugar, ainda que suas estrelas apresentem valores pessoais questionáveis. A grande estrela do Clube do Malafaia é o próprio. E, à semelhança do Clube do Mickey, a grana também vem em primeiro lugar.
Um "deus" desconhecido, mas limpinho...

Tenho a sensação de que a gritante maioria das pessoas que frequentam os templos evangélicos não faz ideia de quem é Deus, do que seja uma teologia, do que é essa tal "presença de Deus". A fraseologia do que se canta nas igrejas revela o nível terminal em que se encontra a mentalidade evangélica brasileira.
Nessa igreja da banalização, temas como: pecado, cruz, salvação, santidade, louvor, são misturados na salada da autoajuda espiritualizada, no caldeirão místico dos que perderam o foco. Troca-se conversão por adesão a um sistema religioso de facilidades e bobagens tatuadas de sagrado. Trocam-se púlpitos por palcos, onde palhaços de uma espiritualidade circense demonstram seus "talentos"de Silvio Santos da mesmice religiosa.
Cantar com a mãozinha no coração fazendo cara de santo e beicinho choroso passou a ser a coreografia mais repetida, a configuração traumática dos herdeiros das Anas Paulas Valadões da vida (não estou dizendo que ela esteja errada, mas que a experiência pessoal dela, não pode ser normativa, doutrinária, paradigmática).
Dia desses ouvi a seguinte frase num "louvor": "Estamos desesperados pela tua presença, ó Deus". Esse desespero incrivelmente desaparece nas manhãs de domingo, nas Escolas Dominicais. Some nas noites das verdadeiras vigílias (aquelas onde a oração tem lugar principal). Esse desespero simplesmente inexiste nos cultos de ensino. Os desesperados estão apenas nas carnavalizações folclóricas da fé, nas micaretas teológicas, nessa espiritualidade "baiana" das Ivetes de Gizuz.
Cansei. Prefiro os "retrógrados" hinos da Harpa Cristã e dos Hinários. Prefiro o silêncio. Essa irrtante mania de uma espiritualidade da birra existencial perdeu o rumo, a identidade e o propósito.
"Há mais restauradora alegria em cinco minutos de adoração do que em cinco noites de folia".
A. W. Tozer
O Armagedom da moda
- Ah, e você é crente, Avelar?!
- Sou, sim. Você não sabia? - e perguntei rindo - Será que eu me comporto tão mal assim que você ainda não tinha percebido?
- Não. É que você não parece com crente, Avelar. Eu até cogitei a hipótese, mas sei lá... Você sempre sorri, ri, conta piada e conversa com todo mundo...
- E por acaso crente não faz isso, não?
- Bom, eu não conheço crentes assim. Geralmente é um pessoal sério que só anda de roupa social e com a Bíblia debaixo o braço... E você não é assim. Então eu achei que você não era crente.
E por aí você vê como o povo conhece um crente: uma figura tipicamente antipática e sisuda. Mas é que as pessoas no geral julgam pela aparência e pela primeira vista, o que as pode levar a equívocos gigantescos. Sem contar as generalizações e os estereótipos baseados até mesmo em casos isolados.
Narrando esse episódio para um amigo meu, ele me disse que isso já tinha acontecido com ele, alguém não achar que ele fosse crente por causa de uma informalidade banal:
- "Ela me disse que até pensava que eu era crente. Mas quando viu que eu mascava chiclete e andava de chinelo descartou a idéia na hora!"
Quer dizer, agora crente não pode mais mascar chiclete e andar de chinelo?! Isso, sim, é que é um preconceito inusitado!
Essa típica mania de julgar pelas aparências e de medir pessoas com os olhos, além de pecado é muito feia. Permanece na cabeça das pessoas que o crente:
a) Se é homem, é o sujeito de semblante sério, bem-vestido ou vestido formalmente e de Bíblia na mão ou debaixo do braço;
b) Se é mulher, é aquela de saia nos tornozelos, cabelo grande, sem maquiagem, sem cabelos tingidos e que anda com a Bíblia na mão ou na bolsa.
Ainda tem os estereótipos "plus", que permitem adivinhar com certa margem de acerto de que igreja a pessoa é:
a) Se veste camisa branca, gravata e calças escuras, mochila e um crachá no bolso é mórmon;
b) Se usa roupa social, cabelo repartido e penteado para um lado e uma pasta de couro ou uma pasta transparente cheia de papeis, é testemunha-de-jeová;
c) Se definitivamente não usa qualquer tipo de maquiagem, não passa uma tesourinha sequer no cabelo nem cobre os fios brancos da cabeça com tinta, é da Congregação Cristã no Brasil ou de uma igreja pentecostal...
Mas um dia apareceu uma cena alucinante, da qual eu jamais, em toda a minha existência, efêmera por aqui porém eterna no reino dos céus, me olvidarei - never, ever and ever: uma senhora testemunha-de-jeová que usava um terninho feminino com saia, que seria muito elegante não fosse numa padronagem de oncinha do topo ao rodapé. Foi inédito. Foi uma Sessão da Tarde. Foi... 101 Dálmatas! Tão, tão impagável que eu me segurava para não rir! De onde a mulher tinha saído, de algum programa de música brega? Fiquei com tanta pena dela que quase ofereci minha própria toalha para ela não sair com aquilo pela rua. Espero que o IBAMA não a tenha devolvido à mata pensando que ela tivesse escapulido de lá. Seria até legal se ela andasse com uma placa "Proteja a onça-pintada", conscientizando as pessoas da importância da preservação do meio-ambiente... Ela foi atingida pelo Armagedom da moda e não sabia.
Enfim, não se conhece uma pessoa pela aparência sempre. Mas algumas coisas que nunca mudam terminam por criar uma espécie de jurisprudência do julgamento à primeira vista que nos permite passar muita vergonha de nós mesmos e ser pegos de surpresa de vez em quando: seja o juiz de cabelo cumprido, o crente com tatuagem, o policial à paisana... o visual de uma pessoa pode dizer algo, mas não diz tudo. As atitudes é que gritam. E por mais que devamos nos vestir com decoro e bom-senso, não é apenas por isso que devemos ser conhecidos como discípulos de Cristo, e sim pelo amor e pela identidade de vida com ele.
Pra terminar isso, eu vou citar um causo que aconteceu comigo e que me deu muita raiva: Moro a cinco minutos da igreja que frequento. E meu estilo é calça jeans ou cargo, camiseta e tênis. Também corto meu cabelo curto e raramente o penteio - é prático. Todos os domingos passava por um senhor que era pastor na igreja aqui da esquina. Nós sempre nos cruzávamos e ele sempre me via passar com uma Bíblia de zíper debaixo do braço quando cada um de nós ia ao templo.
Pois bem, eu sempre o cumprimentava e ele nunca respondia, até que chegou o dia que passei a ignorá-lo, apesar de suas cãs.
Um belo dia, antes de ir à igreja, eu decido que vou de terno e gravata. Saí todo arrumadinho e com a mesma Bíblia debaixo do braço. Nesse belo dia, o mesmo pastor que nunca falava comigo, apesar de me ver todos os domingos com a biblinha debaixo do braço indo para a igreja diz: "Boa noite, irmão!"
Nem lembro se respondi e o que teria dito. Mas eu me lembro do que pensei: veio na minha cabeça: por que não pará-lo tirar o terno e, erguendo-o bem alto diante dele, falar para o blazer e a gravata: "Vamos, pessoal, respondam ao senhor! Ele está cumprimentando vocês!"... Parece que minha amiga que falava de crentes antipáticos não estava totalmente sem fundamento.
***
Fonte: Não, Obrigado!. Postado por Leonardo Gonçalves, no Genizah e no Púlpito Cristão.
Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!

Os tambores de Nietzsche

Digão
Recentemente, através do Youtube, deparei-me com uma cena, no mínimo, inusitada: uma famosa cantora gospel brasileira, em um show (que insistem em chamar de “ministração”) começou a afirmar que, ao som dos tambores que seriam tocados pelos seus músicos, as potestades do mal seriam destronadas em nosso país, Satanás e seus asseclas seriam eternamente envergonhados, e o nome do Senhor seria exaltado. Infelizmente, não sei se isso ocorreu antes da avalanche de escândalos morais no Congresso Nacional. Porém, o que vi é que, ao serem tocados os tambores, houve um frenesi, tanto na platéia como no palco: a cantora, sem muita intimidade com instrumentos de percussão, começou a “surrar” um gongo chinês, atravessando todo o ritmo, repetindo, a todo tempo, os mantras “o Brasil é de Jesus”, e “diabo, você está derrotado”.
Sinceramente, sinto-me meio sem rumo. Em minha conversão, há 22 anos atrás, nunca esperaria ver um ritual de macumba gospel palatável à burguesia divulgado pela internet. Ao formar-me no seminário e assumir uma igreja como pastor, e lá se vão quase quatorze anos, não pensava em concordar tão prontamente com a banda de hip hop Apocalipse 16, quando canta “Meus inimigos estão no poder”.
É triste pensar no cristianismo evangélico atual no Brasil. Tornamo-nos pastiche de uma religiosidade irrelevante – e, o que é pior, tornamo-nos prato cheio para uma mídia com má vontade e sedenta de escândalos. Afinal, nos mais recentes escândalos no país, evangélicos estão envolvidos de forma negativa: a acusação contra um deputado federal, líder de uma denominação, que pagou para um pistoleiro matar outro deputado, também pertencente à sua agremiação religiosa; o caso do senador Renan Calheiros, Mônica Veloso, a repórter que não sabe fazer planejamento familiar ao engravidar do poderoso político meio sem querer, afirmou ser, de acordo com entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo, “evangélica, batista, do Vale do Amanhecer”. Isso sem contar, obviamente, os panetones ungidos do Arruda e os assaltos à bolsa alheia feitas pela teologia da prosperidade, que precisa de jatinhos e horários na TV para sobreviver.
Friedrich Nietzsche é um nome que causa arrepios entre nós, nem tanto por sua colaboração filosófica vital ao nazismo, mas mais por sua virulência contra o cristianismo protestante, atacando sem dó nem piedade a moral e os valores cristãos. Para ele, a figura de Jesus é o retrato mais bem acabado do fracasso e da derrota. Esta moral deveria ser suplantada por uma outra. Para tanto, ele propunha a nova moral, a nova ética, a partir do super-homem. Mas, para que tal intento tivesse sucesso, era necessário ter a consciência de que Deus, a fonte da moralidade cristã, morreu. Ele mesmo escreveu, em um de seus textos: “Deus morreu e nós o matamos! Sinta o cheiro da putrefação divina!”
Será que Nietzsche estava, afinal, certo? Será que Deus realmente morreu? Afinal, qual a relevância de Deus para o movimento evangélico de hoje? Qual a relevância dos valores do Evangelho do Reino, reduzidos a um mero exorcismo com tambores em um show gospel mal tocado? Aquilo que aprendemos nos domingos, em nossas comunidades, é praticado no dia a dia? E, aquilo que aprendemos é realmente aquilo que se encontra na Sua Palavra? Deus é relevante, ou se torna figura de retórica, pedra de toque, fetiche religioso para manipulação mágica do mundo espiritual, como O temos reduzido ultimamente?
Se não retornarmos (ou melhor, nos convertermos) ao Evangelho do Reino, abandonando o falso evangelho da macumba gospel, infelizmente, seremos obrigados a imaginar Nietzsche, com aquele bigodão de vassoura, dando folgadas gargalhadas no inferno e gritando em alemão: “eu venci!”. Que possamos ser realmente sal em um mundo apodrecido e luz no meio das trevas religiosas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.
O Genizah impediu que o tamanho da barba do Digão chegasse perto do tamanho do bigode de Nietzsche





























