Marco Feliciano estreia programa de dança gospel no SBT


Está provado! Ele é mesmo o Michael Jackson pentecostal!

Marco Infeliciano estréia novo programa do SBT. Morra de inveja Regis Danese!



Dica do Mestre dos Magos (fake do Caio Fábio, sério. Risos) na comunidade do Genizah no Orkut, um local que já foi família, risos. Créditos do vídeo: http://www.youtube.com/user/thorogrande1



Tá com Deus? Tá Sozinho?



Zé Luís


Quando Adão foi criado, perambulava pelos Pomares do Éden (esta seria a tradução correta e não Jardins) no mundo, por Deus recriado ( a palavra hebraica "Asa" significa "recriar", o que faz mais sentido, já que a Terra era sem forma e vazia, como em estado de Caos, mas existia).

Todos os dias, no fim das tardes, o próprio Senhor vinha passear com ele, que dava nome aos animais, gerados através da força divina.

Um dia, a Trindade confabulava com seus anjos e soltou uma frase aparentemente sem sentido:

"Não é bom que o homem esteja só..."

Um anjo olhou para outro:

- Como o homem está só? O próprio El Shaday passeia com ele! - pensou alto um querubim com ar ameaçador, embora este era seu semblante, e não a de um bebezinho de fraldas.

A indagação do ser angelical era justificada: O homem estava cercado de todo tipo de criatura, tinha acesso a qualquer lugar e dimensão, e o melhor: passeava lado a lado com um ser capaz de criar constelações. Era como um filho que aprende a andar de bicicleta enquanto pai o protege de um eventual tombo.

Se a frase não tivesse saído da boca do próprio Deus, certamente pensaria que era alguma piada celestial, no estilo dos americanos (que só eles entendem).

O boi tinha a vaca, o cão: a cadela, o pombo e a pomba, o lobo e sua fêmea, mas o homem... o homem olhava aquilo tudo e sentia em sua alma um: "Ué..."

Deus então, o anestesia (já que Adão, até então, não sabia o que era dor) e dele, faz um semelhante que o complete. Não fez uma sereia, nem tão pouco uma mulher-gato, ou uma minotauro.

Fez para ele, uma versão fêmea do ser que ele era.

Produziu alguém para olhar nos olhos, estar ombro com ombro, falando o mesmo idioma, e traduzindo situações com os mesmos sentidos e reações.

É estranho que alguns de nós insistam no ostracismo, isolando-se, e assistindo o mundo passar pela janela, por melhor que seja a resolução gráfica da mesma, sem se ater que esta falta na alma onde já tem Deus não pode ser preenchida por ele novamente.

A tendência de todo corpo que ruma para a paralisação é a deterioração, e não a conservação. Nossa alma carece de movimento, de suor, de olhos nos olhos.

Ignorar isso é deixar a acertada declaração do próprio Deus na gaveta dos conselhos em desuso, e por ser o que aconselha quem é, não convém fazê-lo. Não haverá em nosso ser reação diferente de Adão.

Talvez se entenda como se traduzir o que sente aquele que conheceu a Igreja, e não suportou a igreja, abandonando-a. Não se consegue parar de falar nas coisas do Reino, por mais que outras coisas, ligadas a ele, ainda nos entristeçam muito. Mas é sempre bom lembrar:

"Não é bom que o homem esteja só..."



Zé Luiz é cabra confuso, Genizah tenta entendê-lo.



Quando as máscaras caem...


Hermes C. Fernandes


Estamos a poucos dias do Carnaval, a festa da carne. Geralmente, acredita-se que é durante esta festa pagã que as pessoas se encondem atrás de máscaras e fantasias. Porém, acredito que o contrário é que se sucede.

Durante os dias de folia, as pessoas tiram as máscaras usadas durante todo o ano, liberando seus desejos ocultos, e revelando suas mais arrojadas fantasias. Por alguns dias, o chefe de família remove a máscara de autoridade, e cai na gandaia. A dona de casa reclusa e tímida se desfaz do papel que representa e se solta na avenida.

Como dizia o Tim Maia, vale tudo! Tudo em nome do prazer, da alegria, ainda que ao término da festa só sobrem cinzas. O problema não é o Carnaval em si, enquanto festa popular (mesmo que sua origem remonte os bacanais e saturnais romanos). O problema é a natureza humana corrompida. O que o Carnaval oferece é o ambiente propício para que esta natureza se revele sem qualquer pudor.

Sinceramente, o que mais me incomoda não são as serpentinas, lantejolas, pouca ou nenhuma roupa dos foliões. O que mais me incomoda são as máscaras usadas ao longo do ano. Há pessoas que conseguem viver mascaradas por anos, sem que ninguém perceba sua hipocrisia. Porém um dia, por descuido, a máscara cai.

São Paulo diz que para que sejamos transformados pelo Espírito de Deus, temos remover o véu que cobre nossa face, e nos expor tal qual somos.

A religião é uma fábrica de máscaras. Pior do que os bate-bolas das ruas, são os bate-bolas dos púlpitos. Aqueles que cativam as pessoas pelo medo, pelo terror.

Deus, porém, conhece a pessoa por trás da fantasia. Ele não se impressiona com nossa atuação, quando fazemos do púlpito nosso tablado. Ele sabe exatamente as intenções por trás daquela voz grave, do emocionalismo barato, do sensacionalismo canibal.

Nenhum cristão está autorizado por Deus a julgar foliões. Em vez de dedos a riste, estendamos as mãos, e apresentemos a eles uma alegria que nunca termina, e que jamais resultará em cinzas.

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



Ajude a mudar o Brasil pela audição das Sagradas Escrituras!


Campanha é tempo de ouvir a Palavra de Deus!


Imagine se o Brasil inteiro pudesse ouvir a Palavra de Deus!

Pesquisas apontam que 74% dos brasileiros entre 16 e 64 anos não serão alcançados pela Bíblia no formato impresso porque não sabem ler ou porque entendem muito pouco do que leem. Outro dado impressionante, divulgado em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, revela que a Bíblia, embora seja o livro preferido dos leitores brasileiros, é lida com frequência por menos de 2,5% da população do país.

Como, então, alcançar essa grande massa de brasileiros que se somam ainda com aqueles que não leem porque não têm tempo? Essa é a pergunta que a Sociedade Bíblica do Brasil se faz constantemente enquanto organização cuja missão é distribuir a Bíblia a todas as pessoas, em uma linguagem que elas entendam e a um preço que possam pagar. Mais do que isso: a SBB quer tornar a Palavra de Deus relevante aos brasileiros.

Obviamente diversas ações se fazem necessárias para impactar com a Bíblia esse número significativo de pessoas. Mas sabemos que nenhuma ação se empreende de forma solitária. É preciso que igrejas e organizações cristãs abracem também a missão de difundir o Livro Sagrado e a sua mensagem.

E por isso, em nome da SBB, convido você a se engajar na campanha É Tempo de Ouvir a Palavra de Deus, que pretende fazer com que, durante os anos de 2009 e 2010, mais de 10 milhões de pessoas ouçam o Novo Testamento e sejam tocados por sua mensagem.

Se a fé vem pelo ouvir, imagine se o Brasil inteiro pudesse ouvir a Palavra de Deus...
Agora, imagine você ajudando a tornar este sonho uma realidade.

A Causa da Bíblia conta com você!


Rev. Dr. Rudi Zimmer
Diretor Executivo
Sociedade Bíblica do Brasil



Existe Pecadinho e Pecadão?



Pr. Cris

Eis aí uma pergunta que todo mundo faz e tem a mesma resposta: Não. Mas acredito que essa resposta é um pouco falsa no contexto religioso que vivemos. Não existe o tal do “pecadinho” ou do “pecadão”, mas tratamos as situações como se elas fossem grandes ou pequenas. Vejamos, por exemplo, a situação de um fofoqueiro na igreja. O máximo que ocorre com ele é uma chamadinha de atenção e passar de mãos na cabeça e só. Agora uma pessoa que comete qualquer atitude relacionada com a área sexual está fadada a uma disciplina exemplar. Se não existe pecadinho ou pecadão, então por que essa discrepância? Por que essa humilhação? Por que essa diferença?

Nosso discurso é muito diferente da prática. As pregações sobre a graça de Deus são cheias de palavras bonitas, mas que partem de um coração totalmente mecânico e sem a mínima consideração com o próximo.

Pesquisando nas Escrituras percebo que o simples fato de semear brigas entre as pessoas da comunidade gera no coração de Deus um sentimento até mesmo estranho para nós entendermos; abominação. Ele abomina, sente nojo de tal fato. Há passagens de Jesus acolhendo pessoas que caíram, curando pessoas doentes, vejo o Senhor abraçando aqueles que antes de qualquer coisa, eram seus inimigos. Cristo nos ensina a como agirmos no meio da Igreja, não como instituição apenas, mas como lugar de abrigo, lugar de esperança, lugar de cura.

Acredito que não haja diferença para Deus se um pecado é esse ou aquele, mas vejo que para nós há uma diferença enorme. Essa cultura é resultado de um falso estudo bíblico e de uma medíocre interpretação da pessoa e obra de Cristo como um todo na Bíblia. Precisamos resgatar não mais a preocupação de saber se tal pecado é grande ou pequeno, se é uma mentirinha ou se é um assassinato, mas sim resgatar o conhecimento correto de Deus que invade mente e coração e que exala amor e misericórdia.

No sermão do monte, Jesus coloca todos os pecados em um mesmo patamar, ou seja, dignos de culpa. Mas depois ao longo de Sua vida Ele mostra que há perdão para todos esses pecados. O adultério não está apenas no ato em si, mas nasce nos pensamentos e tem muita gente adulterando por aí no mundo das imaginações. Ele diz também que não apenas o assassinato resume-se em ferir o corpo de outro, mas o simples fato das palavras serem ditas de forma agressiva e difamatória já se caracteriza um homicídio.

Talvez você diga que não existe diferença no pecado, mas nas conseqüências sim. Essa é outra mentira que está sendo ensinada. É muito simples. As conseqüências são resultados dos pecados. Se determinados pecados trazem conseqüências grandes, logo aqueles determinados pecados são grandes. É uma questão lógica de causa e efeito.

Mas acredito que mesmo sendo o tamanho que for o pecado, seja ele grande, pequeno, imenso, extremamente nojento, não importa; ele pode ser perdoado. E ele o é porque é promessa do grande Perdoador de pecados chamado Jesus. O que precisamos entender de uma vez por todas é que somos humanos e somos totalmente sensíveis às tentações e às investidas do inimigo, mas temos Advogado junto ao Pai que intercede por nós, que sabe que somos ainda pequenos e que somos ainda teimosos no nosso apego às paixões desse mundo. Portanto, seja o pecado pecadinho ou pecadão, ele não é nada perto do amor do nosso Pai.


***
Blog do Pastor Cris



Depois desta, o vendilhão fala até fino...

Cabra bom! Ótima Palavra! Não dá pra não ver!



Dica do VESHAME GOSPEL



Ocupando seu lugar ao Sol



Hermes C. Fernandes


Cada ser humano tem o direito de conquistar e ocupar seu próprio espaço no Mundo. Seja na vida profissional, familiar ou mesmo ministerial. Porém, antes de ocupá-lo, temos que descobrir qual o espaço que nos está destinado.

Depois de liderar o povo de Israel na vitória contra os midianitas, Gideão recebeu a seguinte proposta:

"Domina sobre nós, assim tu, como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste das mãos dos midianitas" (Juízes 8:22).

Em toda a história daquele povo, aquela foi a primeira vez que alguém se tornou unanimidade, sendo-lhe proposto criar sua própria dinastia real. Em bom português, Gideão estava com a faca e o queijo na mão. Sua popularidade havia alcançado 100%. Aceitando aquele posto, ele garantia não apenas o seu futuro, mas o de toda a sua prole.

Entretanto, Gideão declinou: "Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor sobre vós dominará" (v.23). De fato, ainda não era chegada a hora de Israel tornar-se uma monarquia. Se Gideão aceitasse a oferta, estaria metendo as mãos pelos pés. Mas ele achou que não poderia deixar passar em branco aquela oportunidade. Que tal, em vez de rei, tornar-se sacerdote?

Aproveitando a disposição do coração daquela gente, Gideão pediu que lhe fossem dados os brincos de ouro que haviam sido despojo dos midianitas. Não houve qualquer resistência. Afinal de contas, todos os israelitas se sentiam em dívida com ele.

"Fez Gideão desse ouro uma estola sacerdotal e a pôs na sua cidade, em Ofra. Todo o Israel se prostituiu ali após dela, a qual veio a ser tropeço a Gideão e a à sua casa" (v.27).

O que parecia uma grande oportunidade, tornou-se num grande laço. Ora, Israel já tinha uma casta sacerdotal, instituída por Deus enquanto caminhavam pelo deserto do Sinai. Somente a tribo de Levi poderia prover sacerdotes. Gideão era da meia tribo de Manassés. Portanto, que direito ele tinha de se auto-intitular ‘sacerdote’?

Há muitos em nossos dias almejando ocupar um lugar para o qual não foram chamados. Esses se aproveitam da ingenuidade das pessoas, e se auto-intitulam ‘apóstolos’, ‘bispos’, ‘líderes’, sem jamais terem sido genuinamente chamados por Deus para o exercício de tais cargos.

Nenhuma realização nos habilita a ocupar um espaço que não nos foi destinado. E não é porque declinamos de ser ‘reis’, que temos o direito de nos constituir ‘sacerdotes’. Tal atitude presunçosa de Gideão custou-lhe muito caro, tanto para ele, quanto para os seus filhos.

O texto sagrado afirma que ele teve setenta filhos, além de Abimeleque, gerado de uma concubina. Foi justamente esse que almejou ocupar o lugar do qual seu pai abrira mão.
Com a morte de Gideão, também chamado Jerubaal, seus setenta filhos ocuparam o posto de juízes em Israel. Mas Abimeleque queria mais que isso. Ele queria ser rei.

Numa manobra política, ele reuniu toda a família por parte de mãe, e perguntou-lhes: "Que é melhor para vós: que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um só homem domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou vosso osso e vossa carne" (Juízes 9:2). Fazia sentido. Pareceu bem aos olhos daquela gente, que Abimeleque se tornasse o primeiro rei em Israel.

Abimeleque, agora, tinha admiradores. Porém, ele queria mais. Ele precisava de seguidores. Admiradores apóiam, mas somente seguidores podem respaldar. Os que o apoiavam resolveram financiar sua campanha, ofertando-lhe grande quantidade em prata. Com esse dinheiro, ele "alugou uns homens ociosos e levianos, que o seguiram" (v. 4).

Sempre haverá gente “ociosa e leviana” disposta a se alugar. Seja por cargos, ou por conveniência, ou por dinheiro. Quem não tem princípios e valores, tem sempre um preço. Quem se dispuser a pagá-lo, terá sua lealdade.

Com seu séquito particular, Abimeleque "foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Mas Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido" (v.5).

Assim age quem usurpa um espaço que não é seu. Quem estiver à sua frente, terá que ser destruído. Não importa quantos serão magoados, feridos, destroçados. O importante é tomar o lugar que eles ocupam. Quem vive no espírito de Abimeleque não se importa de destruir famílias, reputação alheia, e até ministérios. Isso não passaria de efeitos colaterais. Para eles, os fins sempre justificam os meios. Eles não se importam com vidas, mas com o espaço que almejam ocupar.

Abimeleque conseguiu o que queria. Embora não seja reconhecido pela história como tal, ele se auto-intitulou o primeiro rei de Israel.

Jotão, o caçula de Gideão que havia escapado do fratricídio, resolveu tomar uma posição e enfrentar a ambição do seu meio-irmão. Em vez de ataques pessoais diretos, Jotão se pôs no cume do monte Gerizim, levantou a voz e propôs uma parábola:

"Foram certa vez as árvores a ungir para si um rei. Disseram à oliveira: Reina sobre nós. Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu azeite, que Deus e os homens em mim prezam, e iria dominar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria dominar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que alegra a Deus e os homens, e iria dominar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. Respondeu o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis rei sobre vós, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e consuma os cedros do Líbano" (vv.14-15).

Quem disse que a voz do povo é a voz de Deus? Quem disse que o povo sabe escolher? Entre Jesus e Barrabás, escolheram o Barrabás. Por isso a Bíblia nos adverte a ter cuidado em seguir a maioria. E mais: cuidado com as unanimidades. Como disse Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra".

O problema com Israel é que o espinheiro só encontrou espaço, porque as demais árvores se negaram a ocupá-lo. A unanimidade alcançada por Abimeleque se deveu à falta de alternativa do povo.

A Oliveira estava muito ocupada produzindo seu azeite, tão prezado por Deus e pelos homens. Azeite aponta para unção, e unção representa capacitação. Há pessoas que passam a vida inteira buscando se capacitar para algo, mas quando a oportunidade chega, elas declinam. Sempre se acham incapazes. Se esquecem de que Deus não escolhe os capazes, mas capacita os escolhidos.

A figueira estava ocupadíssima na produção de seus bons frutos, de modo que não poderia ocupar aquele espaço. Assim são as pessoas perfeccionistas ao extremo, que de tanto se preocuparem com a qualidade do que produzem, acabam assumindo uma existência infrutífera do ponto de vista coletivo. Produzem para si, mas não produzem para Deus e para o seu semelhante. Geralmente, elas se preocupam muito com a opinião e a avaliação dos outros. Será que vão gostar do meu fruto? Será que vão aprovar o meu trabalho? Por isso, recusam o trono, porque sabem que dali serão avaliados constantemente. Preferem manter o conforto do anonimato.

Já a videira estava mais preocupada com o produto final da sua produção: o vinho. E para se chegar a ele, havia um longo caminho a se percorrer. Ela não podia se distrair com outras coisas. O poder lhe tiraria o foco, e poderia alterar o sabor de seu vinho. É claro que precisamos de capacitação, de qualidade e de foco. Porém, não podemos usar isso como desculpa para a nossa omissão. Se as demais árvores não tomam posição, o espinheiro agradece.

A oliveira produz azeite, a figueira produz frutos, e a videira produz vinho, e o espinheiro, o que produz?

Jotão intentava chamar os filhos de Israel à reflexão acerca de sua escolha. O que esperar de alguém capaz de destruir os próprios irmãos para assumir o poder? Em outras palavras: vejam os ‘frutos’ que Abimeleque produziu. Em vez de frutos, só produziu espinhos.

Se ele não foi leal aos seus irmãos, será leal ao seu povo? Pena que nosso povo tem a memória tão curta. E por conta disso, sempre elege os mesmos políticos.

O que esperar, por exemplo, de um prefeito que destruiu barracos enquanto era sub-prefeito de um bairro de sua cidade? Choque de ordem! Não se pode esperar outra coisa do espinheiro, se não espinhos!

É a curta memória do nosso povo que tem elegido espinheiros para ocupar os principais cargos políticos de nossa nação. Se não quisermos viver sob os espinhos que eles produzem, temos que assumir uma posição e ocupar nosso próprio espaço.

Se a esposa ocupar seu espaço no lar e no casamento, não sobrará espaço para uma amante. Se o pai ocupar seu espaço na vida do filho, não haverá espaço para ser ocupado pelo traficante.

Bastou que Abimeleque reinasse por três anos, para que se levantasse entre os seus seguidores, alguém que conspirasse contra ele. Embora tenha obtido vitória sobre os que conspiravam para derrubá-lo, Abimeleque teve um fim vergonhoso, digno de um irmão desleal.

Foi uma pequena pedra, atirada do alto de uma torre por uma mulher, que lhe quebrou o crânio. Com medo de que sua reputação fosse destruída, pediu a um dos seus soldados: "Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: Uma mulher o matou (...) Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando a seus setenta irmãos"(vv.54, 56). Seus irmãos foram mortes sobre uma pedra, enquanto Abimeleque foi mortalmente ferido sob uma pedra. É aquela história: quem com ferro fere...

Ocupe seu lugar. Não deixe que o espinheiro o ocupe. Mas não usurpe o lugar de ninguém.

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



P?ergunte ao P?astor 3



O Santo do pau oco adquiriu essa fama depois de uma circuncisão mal feita?

Quem foi o amante da mulher de Cornélio?

Tabernáculo é uma taberna que virou igreja evãgélica?

A habilidade de Davi com a funda fazia dele uma pessoa pró funda?

O direito de primogenitura era dado apenas aos primos que adoravam sopa de lentilhas?

É verdade que a expressão, expiação do pecado, surgiu pela primeira vez quando Davi expiou Bate Seba?

A música dos levitas fazia levitar, daí o nome?

Betânia e Gilgal eram cidades de menestréis?

Quem foi Nerges e o que ele fez ou falou para que alguém gritasse: “Boanerges!” ?


Quem? Quem? Quem? Wilson Tonioli do Verticontes, claro.



Padre Marcelo Rossi atacado por cachorros ateus.



O amor de padre Marcelo pelos animaizinhos - aqueles que subiram a arca de dois em dois – o levou aos trending topics do Twitter.

Empolgado na defesa dos bichinhos, o vigário afirmou à uma TV católica que é possível passar ileso até pelas raças mais ferozes apenas com o pensamento positivo. “Se um dia você encontrar um rottweiler louco para te acatar, olhe para cima. Pensa em alguma coisa (boa)… para mim, vou pensar em Deus”. Note que a repórter ainda retruca “tem certeza?”. Ao que o padre reitera: “estou falando sério”.

Apenas duas semanas depois, o padre aparece ao vivo na Globo para apresentar uma missa com um tampão no olho e a mão machucada. Foi atacado pelo cachorro de seus pais! Dessa vez, o conselho é mais prudente: é preciso educar os animais para não atacar as pessoas.





Comentários de Genizah:

Este padre sempre foi meio gospel mesmo... Tanto assim que pegou também muitas das doenças apostólicas de nossos super-pastores e super-bispos.

Eu já perdi a conta das vezes que ouvi um “untado” me sair com uma pérola deste tipo ai: Voarei como a águia, correrei como gazela, lutarei como leão e nenhum mal me atingirá...

É cada absurdo que revolta. Lembram do
pastor que leva cobras para o altar baseado em Marcos 16:18?

E ficam iludindo os crentes com estas promessas que Deus nunca fez sobre dar “capa protetora”, “escudo mágico” e espada da Davi, a todos os fieis dizimistas... Nutrem uma fé infantil e cheia de misticismo. Uma tolice tão grande, feita para imbecilizar e que acaba por afastar as pessoas de um encontro verdadeiro com o Eterno Deus. O resultado é sempre o mesmo. Decepção.


Quanto aos cachorros, uns dizem que eram ateus. Outros acham que foi Jeová Cerol quem disciplinou o padre... Vai saber!





A arte de ser livre



Ana Coutinho

Até onde eu sei, somos chamados para inclusão, e não exclusão. Se fosse assim, em vão veio Jesus ao mundo para amar, salvar e libertar os doentes e cativos pelo erro.

Muito se fala sobre o pecado, o capeta e coisas assim, mas pouco tenho visto, vivido e ouvido sobre o verdadeiro amor, a verdadeira liberdade e a aceitação do reino de Deus.

Há algumas semanas levei um "soco na boca do estômago". Ouvi que um pastor "abençõou" a saída de uma família da igreja apenas por que a jovem queria uma festa de 15 anos e ele não concordou, disse que deveria ser realizado um culto de gratidão a Deus e só, sem festa.

Poxa, mas peraí, será que é essa liberdade que a Bíblia diz? É isso que Jesus quis dizer no versículo "conhecereis a verdade e a verdade vós LIBERTARÁ"? (João 8:32) Parece que quanto mais "conhecemos" mais presos somos. Nos tornamos livres do pecado e cativos das doutrinas e leis da igreja (que muitas vezes não condizem com as leis do nosso Deus).

Claro que concordo que um culto de agradecimento a Deus pelos 15 anos de vida seja algo maravilhoso e de extremo valor espiritual, mas qual o problema com a festa? Uma família inteira deve ser julgada e condena a ponto de serem convidados a saírem da igreja por que querem festejar o aniversário da filha caçula?

Quando soube que o pastor alegava cuidado pastoral e que tudo isso era para não correr o risco de escandalizar nenhum irmão, fiquei ainda mais frustrada com a nossa sociedade cristã brasileira. Até quando vamos nos escandlizar com aquilo que não fere a Palavra de Deus e continuaremos a aceitar com facilidade a mentira, a ganância e a sede pelo poder dentro das nossas igrejas?

Tá na hora dos cristãos ajudarem uns aos outros com seus fardos de erros e pecados, e não colocar mais um jugo nas costas do irmão.

Jesus nos chama para incluir pessoas, agregar o máximo da almas, e não fazer distinção desse ou daquele por coisas tão pequenas. Lembrem-se que Jesus começou o seu ministério em uma festa de casamento. Ele não disse para aquele casal que eles deveriam ter feito apenas uma cerimônia religiosa e que o vinho acabou pra que eles vissem o prórpio pecado. Muito pelo contrário, Jesus demonstrou amor e cuidado quando se dispos a "tirar do sufoco" os organizadores da festa.

Ensinar é mais difícil do que proibir, mas é o ideal.

Pastores, líderes e afins, ensinem o discernimento, a obediência a Deus e o amor pelos perdidos ao invés de proibi-los de viver, castrando cada vez mais a nossa juventude.

Liberdade não é o mesmo que libertinagem. Precisa ser aprendida pra ser vivida com santidade. Mas não é excluindo pessoas que vamos alcançar um rebanho sadio, muito pelo contrário.

O verdadeiro discipulado está em poder mostrar os meus erros sem ser condenada por eles. É ser amada pelo que sou, e não pelos meus acertos. É entender que eu não sou ninguém, não tenho a verdade do mundo em minhas mão e muito menos conheço o coração de Deus a ponto de querer decidir por Ele.


***
Fonte: Blog Ana Coutinho



A Evolução do G12




Sete igrejas evangélicas já se tornaram sinagogas na Colômbia e "assumiram" a fé judaica, inclusive negando a Jesus como Messias. A reportagem considera esse o novo fenômeno religioso do país. Existem ainda dezenas de comunidades evangélicas que vivem uma fé híbrida, com elementos judaicos incorporados ao culto e à vida cotidiana.

Qual será a primeira igreja brazuca a seguir essa tendência?

Fonte: Pavablog

Comentário de Hermes: Não vai demorar muito e esse "mover" vai desembarcar por aqui. O que esperar de igrejas que adotam cegamente um modelo "made in Colombia", onde as festas cristãs são substituídas pelas judaicas, e nova aliança é simplesmente ultrajada? Basta caminhar por estas igrejas gedozistas para encontrar símbolos da fé judaica, como shofar, arca da aliança, candelabros, danças folclóricas (que diga-se de passagem, foram desenvolvidas no período pós-bíblico, depois da queda de Jerusalém). Que Deus tenha misericórdia das igrejas que se apostataram da graça e retornaram para as sombras. Que Cristo desperte Seu povo para enxergar o engano em que tem se metido, voltando assim ao primeiro amor. Caso isso não aconteça, vai ter muito pastor passando a ser chamado de Rabino, batismos sendo substituídos por circuncisão, e a Bíblia completa sendo trocada pela Torah. É triste entrar numa igreja que outrora foi estandarte da graça e agora tem no púlpito as bandeiras da Colômbia e de Israel. Alguns que antes criticavam duramente o gedozismo, agora aderem ao tais "Encontros Tremendos". Espero que este besteirol passe logo.

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah




Perguntar não ofende...

Vou dar asas à imaginação e repartir umas indagações:

O papa, aquele um (o de Roma, que fique bem entendido), lidera a vida de um bilhão de fiéis, mais coisa, menos coisa, anda pelo planeta todo, é recebido com honras de chefes de estado em tudo que é país, anda em avião de carreira, da Alitália (cheques para a redação, por favor!);

O secretário geral da Organização das Nações Unidas, cujo nome, nem me atrevo a soletrar (acho que é da Coreia o japonês ),que é respeitado em toda a parte (ou em quase toda), faz um trabalho mais que meritório, envolve-se em ziquiziras e escaramuças para defender o direito e a vida e, mesmo tendo aviões à disposição, emprestados por países (que até usam o logotipo da organização, ou por gentileza ou para safar-se dos tiros, sei lá) anda em aviões comerciais;

Até o Presidente, o baixinho, de Garanhuns (que veio para o sudeste em pau-de-arara!), que agora é tido e havido como o grande líder dos emergentes e cada dia mais na boca dos altos dignatários das nações, anda num avião que não lhe pertence, mas ao governo do seu país....

Minha pergunta: Porque esses dito "pastores" teimam agora em fazer uma verdadeira "corrida ao avião" para ter o seu? Gastaram uma fortuna para os ter, vão gastar outra fortuna para os manter e... já que pergunto, emendo outra: Vão tirar essa fortuna de onde?

Ah... Já me disseram que isso só os põe na boca do povo, serve para mostrar que os "evangélicos" já não são cauda... Mas, desculpem-me mais uma vez: querem dizer que são agora a "cabeça dos noticiários" que os coloca como parte da vergonha nacional?

É que cheguei agora. E francamente, ainda não entendi.


*Rubinho Pirola, não é aviador, mas como cartoonista e missionário, vive com a cabeça nas nuvens, não só porque viaja muito de avião (comerciais e em classe turística!), mas porque pensa. E está no Brasil, atônito ainda com as novidades...



Médico testemunha de jeová é acusado de homicidio por deixar jovem morrer sem atendimento


Por dois votos a um, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu no dia 28 de janeiro levar a júri popular sob a acusação de homicídio um médico que deixou uma jovem morrer ao impedir que ela recebesse uma transfusão de sangue.

A jovem, que sofria de leucemia, seria salva com o procedimento.

O médico e a família da jovem são da Testemunhas de Jeová, religião cuja doutrina proíbe os fiéis de serem submetidos à transfusão porque na Bíblia está escrito “abstende-vos de sangue”. (Atos 15:29).

Os pais da adolescente também serão levados a julgamento sob a mesma acusação.

A decisão do Tribunal confirmou sentença de primeira instância. Como um desembargador votou contra a acusação, os três TJs poderão recorrer. Eles têm, portanto, uma chance de escaparem do júri popular.
É comum fiéis das TJ impedirem que familiares sejam salvos pela transfusão. Mas médico é raro.

Quando se formam, os médicos juram respeitar a vida humana, não permitindo, entre outros compromissos, que “concepções religiosas” intervenham no seu dever e com seus pacientes.

Mas o médico desse caso chegou a ameaçar o hospital de processá-lo caso fosse feita a transfusão, conforme consta nos autos.

Os responsáveis pelo hospital argumentaram que a adolescente morreria em poucos dias se a a leucemia não fosse combatida pelo tratamento de praxe.

Como o apoio do médico, os pais da jovem responderam que preferiam que ela morresse a autorizar a transfusão.

A garota morreu dois dias depois ter sido internada em uma cidade do litoral sul de São Paulo. Foi em julho de 1993.

Para o desembargador Nuevo Campos, que votou contra a acusação, o médico e os pais da adolescente não podem ser incriminados porque a Constituição garante a liberdade religiosa.

Outros dois desembargadores invocaram o direto à vida, que também é constitucional.

No entendimento de Galvão Bruno, o relator, e Sérgio Coelho, a liberdade religiosa não é mais importante do que a vida.


Em Paulopes Weblog via Cristão Confuso


O site Consultor Jurídico oferece uma outra abordagem da questão muito interessante.

Mais uma vítima das testemulhas de jeová. Espero que os fanáticos desta seita TJ não escapem da justiça. Lamentável quando a ignorância dos pais custa a vida dos filhos.



Twitter de cachorro? Gato twittando?



Lau




E aí, já deu sua tuítada hoje? Essa é uma das perguntas mais feitas no momento. Eu tuíto,tu tuítas, ele tuíta...e, agora, pasmem, até os animais poderão tuítar. É ...os animais de estimação também poderão responder à pergunta que agita o "microblog": "o que estou fazendo".E isso, graças ao acessório batizado como Puppy Tweet, que será apresentado ao público pela primeira vez durante a feira de brinquedos de Nova York,em fevereiro.

O produto, segundo a Revista Casa e Jardim On Line, foi criado pela empresa norte-americana Mattel. Trata-se de um aparelhinho de plástico com sensor de som colocado junto ao pescoço do pet. No Kit acompanha um receptor USB que, plugado no computador, transmite as mensagens pela Internet.Conclusão: as atividades do cachorro, como comer, dormir e latir, serão transformadas em twits, postados no microblog.

A previsão é de que o produto chegue às lojas a partir segundo semestre de 2010, com preço aproximado de 30 dólares.

Mesmo o Twitter tendo sido premiado com o prêmio Awards, um Oscar da Internet, digamos assim, os pobres animais certamente não estarão livres de adições de "perfis falsos "ou de alguns "bate-rosnar", (leia-se bate-boca) em tempo real. Tenho visto cada uma...

Ou será que esses comportamentos, que fogem às regras de civilidade, só existem no mundo dos animais "ditos racionais"??


Lau postou no Renascendo e Genizah divulga.



É melhor fazer as pazes

Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.
Mateus 5.23-26

Pr Edmilson


Jesus disse que, se chegarmos diante do altar para cultuarmos a Deus e nos lembrarmos que existe alguém ressentido conosco, devemos procurar esta pessoa para uma reconciliação, pois, não é possível cultuarmos a Deus, tendo alguém ferido por nossa causa. Nem sempre é fácil procuramos certas pessoas para conversarmos, há pessoas que são “osso duro de roer”. Mas, sem dúvida alguma, devemos tentar. O Senhor Jesus disse que só depois que fazermos isso é que podemos cultuar a Deus de maneira correta. Só depois de uma reconciliação, nossas mãos estarão limpas e poderão ser levantadas a Deus: “que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira, nem contenda” (2 Tm 2.8).

É bom que façamos isso enquanto estamos “a caminho”. O “caminho” é a jornada de nossas vidas. Um dia, esta jornada terminará e todos nós compareceremos diante do Criador para prestarmos contas do que fizemos com nossa vida. “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, depois disso vem o juízo” (Hb 9.27). É bom pensarmos nisso. Chegar ao fim da jornada com mágoa de alguém, ou se deixarmos que alguém chegue ao fim da jornada com pendências conosco fará com que tenhamos problemas no grande dia do acerto de contas. Ali, muitos galardões serão perdidos, por não se saber resolver problemas com outros enquanto se estava aqui, “a caminho”.

Paulo havia brigado com Barnabé, pois não queria levar Marcos com eles em sua segunda viagem missionária. Barnabé achava que deveriam dar uma nova chance ao moço que antes os havia abandonado. A briga foi feia! Foi um para cada lado (Atos 15.37-39). Mas, pouco antes da jornada de Paulo terminar, ele mandou um recado: “manda-me Marcos, porque ele me é útil” (2 Tm 4.11). Paulo era homem de verdade, pois somente homens sabem resolver seus problemas de relacionamento. Já crianças, ficam de mal, pois afinal “foi ele quem começou”. Mas, até elas cedo aprendem a saborear a alegria de ficar de bem de novo.

Aqui, durante a jornada, muitos são jogados na prisão por não saber se relacionar com os outros. A vida de muitos tem se tornado uma prisão, sem paz e sem brilho, cheia de amargura. Jesus disse que fica-se nesta prisão até que se pague o último centavo. Então vale a pena pagar o preço que for preciso, se humilhar, engolir o orgulho, abrir mão até de sua razão. Mas, na prisão é que não podemos ficar.

Meu querido, reconcilia-te com quem for preciso enquanto estás a caminho, pois, um dia a jornada da vida acabará e, ai daquele que deixar para resolver as pendências com os outros somente do lado de lá da eternidade!

Publicado em Reflexões e divulgado por Genizah




Quem não se comunica...



Hermes C. Fernandes


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine" (1 Co.13:1).

“Comunicar” é tornar algo comum entre pessoas diferentes. É construir pontes através das quais possamos atravessar o abismo que nos separa. O idioma é apenas o pavimento desta ponte cujas pistas têm duas mãos.

O amor pode ser comparado às colunas abaixo do pavimento, que dá sustentação à ponte. Sem amor, o pavimento cede, e a ponte cai.

Pode-se falar quantos idiomas quiser, até dos anjos. Impressionará a muita gente, mas só fará barulho. Mesmo que comunique idéias, jamais conseguirá comunicar seu próprio ser (1 Ts.2:8).

Não nos comunicamos pra convencer alguém de estarmos certos em nosso ponto de vista. Mas tão-somente para torná-lo participante daquilo que temos recebido (1 Jo.1:3). Nosso papel não é convencer, mas apenas compartilhar (Jo.16:8).

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



PROMESSAS QUE DEUS NUNCA FEZ

Pastor Antonio Carlos, ao ligar a televisão e ver pastores da teologia da prosperidade pregando me deixa escandalizada. Ela pode ser considerada uma heresia?


A pregação da prosperidade segue a lógica do mercado: oferecer o produto mais atraente possível para o mercado consumidor de religião. Descaracteriza-se quase que por completo o evangelho, a fim de que seja removido do conteúdo da mensagem o que pode impedir pessoas de frequentarem igreja. Isso é falta de fé. Observe que esses homens dizem que pela fé o crente pode ser curado de todas suas enfermidades e tornar-se rico; ao mesmo tempo, contudo, revelam falta de fé no poder de um evangelho que não se deixa corromper para agradar o homem.

A teologia da prosperidade não nos prepara para a vida. A vida é dura, curta e incerta. Em todas as igrejas há casos de crentes sinceros que estão passando por provas bastante duras. Glorificando a Deus através da manutenção do ser apesar de todas as perdas do ter. Gente que segue a Deus não pelo que vê, cuja fé embora não os tenha ajudado a ver milagres, os tem ajudado a viver sem eles.


A.C. Costa em Palavra Plena e Genizah



Toque de celular do Marco Feliciano



A operadora Central Gospi disponibiliza aos seus diletos clientes o mais novo toque telefônico evalgélido para os celulares ungidos deste nosso mundão gospi: O toque do sapatim de fogo.





Já aviso logo que a culpa não é minha, foi o Zé do Cristão Confuso que mandou. Mais uma da série de Genizah: Depois o herege sou eu!



Homem (?) grávido vai dar a luz a menino nos Estados Unidos. Agora foi!



Um casal acaba de revelar que está esperando seu primeiro bebê, que deve nascer daqui a um mês. Certamente, esta notícia passaria despercebida, se o casal não fosse homossexual. Aliás, as duas pessoas da foto acima nasceram mulheres e foram submetidas a cirurgias para mudança de sexo.

Scott Moore, que nos documentos ainda possui o sexo feminino, dará à luz a um menino. A expressão de satisfação de Thomas, seu marido, não esconde a felicidade de ambos com o acontecimento.

“Nós sabemos que algumas pessoas vão nos criticar, mas estamos muito felizes e não temos vergonha”, disse Scott.

O casal californiano já tem dois filhos, Gregg, 12 e Logan, 10 – que Thomas teve com um outro parceiro do sexo feminino, através de inseminação artificial, a mesma forma adotada desta vez.

Scott contou ao Daily Mail que começou sua vida como uma garota chamada Jessica. Aos 11 anos, percebeu que queria ser um homem.

“Quando eu disse à minha família, eles acharam que eu estava louco, mas aos poucos perceberam que era sério e permitiram que eu tomasse hormônios masculinos”, disse ele, também comentando que seus pais pagaram mais de R$ 10 mil para remover seus seios.

Já Thomas, que costumava ser chamada de Laura, foi submetido a uma histerectomia e uma redesignação de sexo no ano passado.

Os filhos? Thomas afirma que eles já acostumaram com o fato de ter dois pais que já foram mulheres, e os chamam de “pai”.


Vi em Notícias Cristãs

Se for menino vai ser Skol e se for menina vai ser Brahma.



ASSUNÇÃO DE MARIA

PR TIMOFEI DIACOV


Ora, ninguém subiu ao céu, se não o Filho do Homem, que está no céu” (João 3:13). Todo seguimento religioso, tem a sua doutrina, e prega aquilo que crê. Queremos nesta meditação expor este assunto, Assunção de Maria, assim como cremos, baseados na Bíblia, que é a Palavra de Deus, única regra de fé e prática. Teria Maria ido assunta ao céu, com corpo e alma? Não o cremos; e gostaríamos de dizer as razões. Primeiro, porque a Bíblia diz que ninguém subiu ao céu, senão Jesus que está no céu. Segundo, no reino de Deus, não há privilegiados. Todos somos iguais. Terceiro, doutrina não se fabrica, estuda-se. Na terra não existem pessoas infalíveis para criarem doutrinas cristãs, a não ser aceitarem as que estão reveladas na Bíblia. Quarto, todo assunto fundamental e importante, está revelado na Bíblia. E este, não está. Teria Deus omitido, este assunto: Assunção de Maria? __Jamais Ele o faria, se fosse verdadeiro.

Tudo o que o homem deveria saber a Providência divina, o relatou. Ex: a suficiência do sacrifício de Jesus para a salvação do homem; a existência de um mundo melhor, chamado céu; a existência da punição para os desobedientes da palavra de Deus; a necessidade de receber a salvação pela fé em Jesus Cristo; a necessidade de todos serem santos, etc. Citamos apenas estes, à título de ilustração, pois o Salmo 19 diz que, a lei do Senhor é perfeita: lei e doutrina. Só sente a falta de alguma coisa, aquele que negligência o estudo da Bíblia; daí sente a necessidade de fazer acréscimo; criando nova doutrina, como é o caso de Assunção de Maria. Atribuem, além disto, poderes à mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, tais como rainha do céu, cheia de graça, enquanto a Bíblia diz que ela foi apena agraciada por Deus. Apresentam-na como mediadora entre Deus e os homens, enquanto que em I Timóteo 2:5, diz que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens.

Com tais atributos, ela passa a ser glorificada, como se fosse divina, enquanto que Isaias 42:8 diz: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de esculturas”. Como podemos perceber, são ensinadas doutrina humanas, como diz Mateus 15:9: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Nós, como povo de Deus, conhecedores da palavra de Deus não podemos aceitar tais doutrinas; porque como temos consciência iluminada pela palavra de Deus, não podemos aceitar tais ensinamentos; ainda que respeitemos a maneira de outros segmentos religiosos, que pensam contrariamente de nós. Nós cremos por ex, no nascimento virginal de Jesus, assim como a Bíblia nos ensina que Maria mãe de Jesus deu a luz a seu filho Jesus, o seu primogênito, e Unigênito de Deus. Veja isso em Lucas 2:7, e em Mateus 1: 25, e ainda Mateus 13: 55 e56.

Prezado leitor, em que se baseia a sua fé religiosa, na Bíblia, ou em outro fundamento? Você está seguro, no que crê? Já imaginou que, ao partir desta vida e comparecendo perante Deus, você tiver a surpresa de que correu durante toda sua vida em vão? De que a sua fé estava baseada em ensinamentos puramente humanos? Aí então quererá reparar o erro, sem o poder fazer. Daí as suas lágrimas, por mais quentes e copiosas que forem não poderão reverter à situação? O que você deve fazer hoje? Deve abrir a sua Bíblia e confrontá-la com tudo o que você aprendeu até hoje. Muita gente responde a estas perguntas, dizendo que, quer morrer na religião de seus pais. E se os seus pais estiveram no caminho errado, e caíram no abismo, você também vai querer fazer o mesmo ? Cremos que não é a maneira mais sábia. Portanto a nossa oração ardente, fervorosa, é que Deus o ilumine. E que Ele seja louvado.


***
Pastor Timofei Diacov é pastor e teólogo batistas. Ele reside em Cafelândia, interior de São Paulo.
Fonte: Artigos do Pr. Timofei Diacov



Combatendo a raiz do desespero humano




Hermes C. Fernandes


Eis a genealogia do desespero humano: a morte gera o medo, o medo gera a ansiedade, e a ansiedade gera a depressão.

Quando nos convertemos a Cristo, o pavor da morte é neutralizado, e a ansiedade fica órfã. E mesmo em sua orfandade, ela ainda é forte o bastante para gerar a depressão.

Como lidar com a ansiedade? Como livrar-se da inquietação da alma?

O mesmo antídoto usado contra o medo da morte deve ser usado para tratar da ansiedade: o Amor.

Quando nos sentimos amados por Deus, sabemos que somos importantes para Ele. Deus Se importa com aqueles a quem ama. Foi para isso que Jesus chamou a atenção dos Seus discípulos:“Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e, contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida? Quanto ao vestuário, por que andais ansiosos? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. Eu, porém, vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Pois os gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”.[1]

A ansiedade faz com que invertamos nossas prioridades. Passamos a atribuir maior valor àquilo que não tem tanto valor. Fazemos do meio, um fim em si mesmo. O alimento passa a ser mais importante do que a vida. A roupa tem mais valor do que o corpo. O sexo se torna mais importante do que o companheirismo. O salário mais importante do que a vocação profissional. E assim por diante.

Cristo nos conclama a observar o mundo à nossa volta, percebendo os cuidados que Ele dispensa à criação. Ele cuida dos pássaros, dos animais selvagens, dos insetos, dos peixes, e até das minúsculas bactérias. Se o homem é a coroa da criação, como Deus não Se importaria com ele?

Cristo nos convida a descansar em Seu Amor providencial. Não há nada a temer. O amanhã pertence a Ele. Pra quê sofrer por antecipação? Enquanto nos preocupamos em demasia com o futuro, deixamos de viver o dia chamado “Hoje”.

Atribui-se a John Lenon a seguinte frase: “A vida é o que se passa, enquanto nos ocupamos com outras coisas”.

Quando enxergamos a vida com as lentes do amor, deixamos de priorizar nossas próprias necessidades, para priorizar o Reino de Deus e a sua justiça.

Quando descansamos nos cuidados dEle, nosso sono é tranqüilo e reparador. Mesmo quando fugia de seu filho Absalão, que intentava matá-lo, Davi foi capaz de declarar: “Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta”[2]. Em outro Salmo, ele diz: “Em paz me deitarei e dormirei, pois só tu, ó Senhor, me fazes habitar em segurança”.[3] O salmista sabia que “aos seus amados, Ele dá enquanto dormem”.[4]

A vida não é como um aparelho de vídeo-cassete, que basta apertar um botão pra fazer avançar o filme, ou um outro pra rebobinar a fita. A ansiedade faz com que percamos a paciência de esperar a conclusão de um processo. Queremos saber o final da história, enquanto ela ainda está em andamento.

Lembremo-nos de que “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Cristo Jesus”.[5] Deus não abandonará Sua obra, antes que ela seja concluída. E nada, absolutamente nada, é capaz de fazer com que Ele altere Seu cronograma. Pois “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.[6]

A melhor coisa a se fazer é confiar e descansar. De outra maneira, estaremos provocando o Senhor, e nos rebelando contra Ele. Cabe aqui a exortação do Espírito Santos, encontrada na epístola aos Hebreus:

“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama HOJE, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Temo-nos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a confiança que desde o princípio tivemos. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, com na provocação (...) Procuremos, portanto, entrar naquele descanso, para ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência”.[7]

Não há alternativa! Temos que confiar no amor e no zelo de Deus por Seu povo. Se deixarmos de confiar, estaremos desperdiçando o dia chamado “Hoje”, em favor de um amanhã incerto.
Ele é responsável por nossa vida, e por todos os nossos amanhãs.

Nas palavras de Pedro, devemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós.[8] E como podemos lançar sobre Ele nossa ansiedade? Vejamos a recomendação de Paulo:

“Não andeis ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”.[9]

A oração é o mecanismo através do qual nos livramos da ansiedade. Nossa confiança em Deus precisa ser verbalizada. Orando, externamos nossas inquietações. A oração não visa mudar Deus, e sim, mudar a maneira como vemos a vida. Os planos de Deus não são alterados quando oramos. Quem precisa ser transformado somos nós, e não Deus.

Orar é verbalizar. Suplicar é recorrer à misericórdia de Deus. Tudo isso precisa ser acompanhado de ações de graças. Não devemos deixar pra agradecer depois de recebermos a resposta de nossas orações. Se não formos capazes de agradecer, enquanto pedimos, sairemos da oração ainda tomados pela ansiedade. Será que Deus me ouviu? Será que Ele me responderá? São questões inquietantes, e que atentam contra a fé. Não podemos duvidar dos cuidados de Deus. Aquilo que pedimos está nos planos de Deus. Ele decidiu lhe abençoar, me antes de você nascer. Entretanto, para que isso redundasse em ações de graças, Ele decidiu que lhe abençoaria em resposta às suas orações. As ações de graças validam nossas orações. A oração com ações de graças é a válvula pela qual somos livres das pressões e inquietações da vida.

Diante do túmulo de Lázaro, antes mesmo de ordenar que ele voltasse à vida, Jesus orou: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves”.[10] Este é o padrão de uma oração que nos livra das inquietações e angústias diante da morte e da vida.

Não basta declarar nosso amor a Deus. Devemos afirmar o quanto nos sentimos amados por Ele, e isso, o fazemos através de ações de graças.

[1] Mateus 6:25-34
[2] Salmo 3:5
[3] Salmo 4:8
[4] Salmo 127:2b
[5] Filipenses 1:6b
[6] Eclesiastes 3:1
[7] Hebreus 3:12-15, 4:11
[8] 1 Pedro 5:7
[9] Colossenses 4:6-7
[10] João 11:41b-42a


Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



Jorge Rehder no Som do Céu

Uma homenagem a este servo que deixa muita saudade e a sua arte a serviço do Senhor Deus .




Jorge Rehder no Som do Céu from Shibboleth on Vimeo.




O cartoon é do Wilson Toniolli do Verticontes



Administração (de divindades) por Resultados.



Ielton Isorro

O mundo e a época em que vivemos são orientados por resultados. Muito pouco se faz não pensando no binômio “plantar e colher”. E esse “colher” é calculado de acordo com o “plantar”. Planta-se trabalho esperando salário, amor por mais amor, amizade em busca de mais amizade, carinho aguardando carinho, atenção esperando atenção. É uma realidade calculável de ação e reação. Tal interpretação da realidade transfere-se para a espiritualidade das religiões carmicas ou não. Na visão evangélica não tem sido diferente. O relacionamento com Deus, estimulado pela interpretação que a igreja tem da Palavra, também, está contaminado com esse pensamento do “toma-lá-dá-cá”. Interpreta-se um Deus que para ser Deus está condicionado a uma série de ações nossas, inclusive, com reações plenamente calculadas pelos seus seguidores. Um Deus plenamente previsível e calculável.

Assim, os discursos vão ficando prontos. “É impossível Deus não abençoar se você fizer isso, ou aquilo”; “Deus fez isso porque fulano fez aquilo”; “Se você fizer isso, com certeza, Deus fará aquilo” ou ainda o absurdo “se Deus não fizer isso eu rasgo a minha Bíblia”. Tudo com fé, é claro, pois planta-se fé e espera-se colher resultados. Não que a fé não traga resultados, é claro que traz! Porém não são os que esperamos ou determinamos, más os que Deus determina e que certamente são melhores do que poderíamos calcular.

No texto de Lucas 5:23 Jesus dirige-se aos escribas e fariseus, que escandalizaram-se por ele ter afirmado ao paralítico “Homem, os teus pecados te são perdoados” e faz a intrigante pergunta: “Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?” Não é necessário discorrer aqui sobre os motivos daquele grupo ter se escandalizado. Eles na reconheciam quem Jesus era e pronto. Más vale a pena transportarmos essa cena para os dias de hoje e imaginarmos um desses curandeiros evangélicos levando o paralítico a Jesus. Certamente eles diriam “Ufa! Ainda bem que teve a segunda parte, já pensou se ele não honra-se a nossa fé e só perdoasse os pecados do indivíduo o que é que iríamos mostrar na TV?”

Essa é a realidade que a igreja prega nos dias de hoje, resultados imediatos, prosperidade, benção, milagres.

Perdão de pecados e salvação é muito pouco, pra essa gente, e não tem atrativo nenhum, pois as “necessidades” são muito maiores.

A platéia pede mais sinais de que Deus é Deus mesmo e tem muito “homem de Deus” e “mulher de Deus” prontos a pressioná-lo a fazer isso, com jejuns, campanhas, orações, desafios e mais uma outra porção de ferramentas que são manipuladas com essa finalidade. Nessa maré vão os tolos e os espertos.

Tratam Deus como os profetas de Baal tratavam seu deus (I Reis 18:26-29). O mais terrível é que quando Deus, por sua bondade sem fim, faz os milagres, essa turma afirma que ele o fez como resultados de suas ações de “fé” e de seus “atos proféticos”, não porque Ele é bom e quer abençoar. E por isso realimentam essas práticas, pois como está dando certo, para que Ele faça ainda mais, “quanto mais fizermos, mais ele fará” e encaram esses resultados como mérito da fé e não como graça irrestrita de Deus.

O maior produto da fé, que nos foi dada gratuitamente, é a salvação operada pelo sacrifício da Cruz e conseqüentemente o perdão dos nossos pecados. A falta de contentamento, a ganância e a busca da satisfação dos nossos prazeres querem nos impulsionar a fazer com que utilizemos a nossa fé para direcionar Deus, com seu poder, a satisfazer-nos. Agrava-se mais ainda o quadro, quando alguém que se diz constituído por Deus distorce o texto bíblico para afirmar que isso é possível, afinal está escrito “Tudo o que pedir-des ao Pai em meu nome, crendo, será feito.” Não consideram, os incautos, que há uma série de condições impostas por Deus para que isso aconteça. Deus não se coloca a serviço da fé que Ele me deu. É ao contrário! Eu é que me coloco a serviço dessa fé, que produz em mim transformação e por conseqüência no mundo ao meu redor. (Tiago 2:17)




Publicado em Clamando no Deserto e divulgado por Genizah

Nota: Título alterado por Danilo Fernandes do original Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?



A pior de todas as loucuras


Hermes C. Fernandes

“E propôs-lhes esta parábola: O campo de um homem rico produziu com abundância. Então ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”(Lc.12:16-21).

Jesus contou esta parábola na ocasião em que fora procurado por um homem que disputava uma herança com seu irmão. Em vez de tomar partido, Jesus lhe chama a atenção pela avareza de seu coração, e diz que a vida do homem não consistia na abundância dos bens que possuía.

Imagine dois irmãos que cresceram juntos, receberam a mesma educação, e que deveriam se amar, agora, depois da partida de seu pai, tornam-se inimigos. Tiago estava certo ao perguntar:“De onde vem as guerras e contendas entre vós? Não vêm disto, dos prazer que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, mas nada tendes. Matais e invejais, mas não podeis obter o que desejais...” (Tg.4:1-2a). Tudo isso porque insistimos no erro de amar as coisas e usar as pessoas para obter o que desejamos. Que revolução experimentaríamos em nossa sociedade se aprendêssemos a usar as coisas e a amar as pessoas!

Desde cedo em nossas vidas, aprendemos a comparar o que temos com o que os outros possuem. Daí nasce a inveja, a competitividade e as desavenças. Quem não lembra do momento em que a família se reunia para abrir os presentes de natal? A gente abria o presente mirando o presente do irmão, e se perguntando a razão do dele parecer maior que o nosso.

A grama do vizinho sempre parece mais verde que a nossa. Ficamos mais incomodados com o sucesso alheio do que o nosso próprio fracasso. E tem gente que se atreve a recorrer a Deus em busca de uma explicação, ou mesmo de uma restituição. Acham que Deus tem a obrigação de repartir todas coisas igualmente. Foi exatamente o que aquele homem fez, e acabou ouvindo de Jesus: “Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?”

Compete aos homens repartirem entre si. A terra e todas as suas riquezas estão aí para serem compartilhadas e não concentradas em poucas mãos. Não é o governo, nem qualquer instituição humana que deve intrometer-se nisso. É a consciência transformada pela graça que nos estimula a repartir nosso pão. O que precisamos não é de novas leis que nos obriguem a isso, mas de novas referências que nos estimulem a isso.

Quem tem sido nossa referência de sucesso? Em quem nos espelhamos? Muitos cristãos sinceros elegeram Bill Gates, considerado o homem mais rico do mundo, como o alvo a ser perseguido. – Quero ser como ele quando crescer! Diriam alguns. Outros elegeram os pastores das megaigrejas, que aparecem com freqüência na TV. Outros elegeram personagens revolucionários da história, como Che Guevara, Gandhi ou Mandela. Outros preferem grandes nomes do cinema ou dos esportes. Todos têm em comum a fama e o sucesso naquilo que se propuseram fazer, seja no campo empresarial, político, cultural ou religioso. E quem não almeja o sucesso? Quem não gostaria de ser reconhecido, ter seu nome nos anais da história, exibir troféus e medalhas, ter suas pegadas gravadas na calçada da fama?

Nesta parábola contada por Jesus, é-nos apresentado um homem que sem dúvida poderia ser tomado como exemplo de sucesso em nossa sociedade capitalista. Naquele ano, seu campo produziu em abundância (Lc.12:16). Para os ouvintes imediatos de Jesus, aquilo era sinônimo de sucesso. Ele já era rico, e agora ficara mais rico ainda. Teria coisa melhor que isso? Por causa de seu ininterrupto sucesso, “ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens”. Para ele, seu único problema era logístico. Onde armazenar tudo aquilo? Em momento algum ele considerou repartir seus frutos com outros. Seu objetivo era amealhar, concentrar, preservar e desfrutar sua riqueza.

Nossa sociedade capitalista vive num círculo vicioso. Quanto mais produz, mais necessita de consumo. As pessoas são bombardeadas de propagandas que as estimulam a acumular bens, até que não tenham mais onde guardar.

Aqui nos Estados Unidos as pessoas usam suas garagens para guardar o que já não cabe mais dentro da casa. Quando a garagem já não comporta, elas fazem uma “garage sale”*, ou simplesmente jogam fora. É comum ver televisores, computadores e outros bens de consumo jogados no lixo.

Se o consumo cai, a produção é afetada, e isso acaba provocando demissões e desemprego. Para manter o pique da produção, o governo estimula as empresas a exportarem.

O século XXI deverá ser caracterizado como o século do desperdício. Para manter a economia aquecida, as pessoas compram o que não precisam. Novas tecnologias surgem, e com elas, novas necessidades. A roda não pode parar!

As pessoas são levadas a acreditar que a aquisição e o acúmulo de bens, além de produzir conforto material, também elevam seu status, garantindo-lhes realização e satisfação.

Vendo seus celeiros abarrotados, aquele homem convidou sua alma para uma conferência:
“Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.”

Quem não almeja este estado de espírito? Quem não quer se realizar profissionalmente? Garantir uma aposentadoria regalada? Este é o sonho de consumo de onze em cada dez pessoas. E em certo sentido, não há nada de errado com isso. O livro de Eclesiastes está aí para justificar tal postura.

Então, por que Jesus encerra a parábola dizendo que Deus o chamou de louco?

“Mas Deus lhe disse: LOUCO, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.”

Sua farta colheita lhe garantia o que vender por muitos anos. Seus grãos estavam bem guardados e prontos para serem consumidos. Seus armazéns estavam prontos para serem concorridos por uma clientela exigente.

Era hora de descansar e deixar que seus empregados trabalhassem na venda de seus produtos. O que ele não esperava era que naquela noite alguém pediria sua alma.

Se pedissem trigo, ele tinha de sobra. Se pedissem vinho, ele tinha estocado. Se pedissem azeite, idem. Mas que estória era essa de pedir sua alma?

Este tem sido o preço pago por nossa sociedade em seu afã de acumular bens. Nossa alma está hipotecada. Nossa cama confortável é incapaz de nos garantir um sono tranqüilo. Nossa geladeira abastecida é incapaz de garantir que tenhamos um momento de comunhão à mesa com nossa família. Nossa lareira é incapaz de aquecer o frio que nos faz tremer por dentro. Nossas TV’s de LCD podem até nos distrair, mas não podem preencher o vazio de nossa alma. Nossas férias não podem nos prover genuíno descanso.

Nossa alma foi negociada juntamente com os produtos e serviços que oferecemos. E a reboque, nossa família tem sido preterida, os verdadeiros amigos desprezados e trocados por colegas do mesmo ramo. Chega um momento em que já não temos com quem compartilhar nossas realizações e ficamos a sós com nossa alma. Tentamos, então, driblar nossa consciência, tranqüilizando nossa alma, convencendo-a de que valeu a pena todo o sacrifício. Noites mal dormidas, casamento destruído, filhos perdidos no mundo, tudo isso foi o preço que tivemos que pagar por algo que desse maior prazer à nossa própria alma. Mas ela ainda não está convencida. Ela sabe que no fim, ela mesma será o preço final que teremos que pagar. Por isso Deus o chama de louco. Ele negociara o inegociável.

O que fazer alguém que não tem com quem conversar, senão com sua própria alma? Ela fora tudo o que lhe restara. Mas naquela noite, ela seria pedida.

“Então, o que tens preparado, para quem será?”, pergunta o Criador.

Sendo aquela a sua última noite, de que serviria todos os seus bens? Embora esta seja uma questão pertinente, não é a que fora levantada por Jesus.

Não se trata de não poder desfrutar dos bens adquiridos, e sim, para quem seriam deixados.
Afinal, para quem estamos trabalhando o tempo inteiro?

Você já viu um caminhão de mudanças seguindo um carro fúnebre? Ou mesmo um caixão com gavetas? Ora, se não podemos levar nada deste mundo, para quem estamos deixando o fruto do nosso trabalho?

“Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos levar dele” (1 Tm.6:7).

Quantas pessoas têm sido abençoadas através daquilo que produzimos? Quantas serão beneficiadas quando deixarmos este mundo? Deixaremos apenas uma herança, ou também um legado?

Em vez de nos deixarmos consumir por um sonho de consumo, abracemos o sonho de deixarmos nossa contribuição particular por um mundo mais justo. Toda vez que estabelecemos um sonho de consumo como alvo de nossa existência, é a nossa alma que é consumida. Aos poucos ela é carcomida pela avareza e pelo auto-engano.

Não negocie sua alma. Não a penhore. É um preço que você não poderá cobrir depois.

Jesus termina Sua parábola dizendo que semelhante àquele homem “é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”.

O problema não é ajuntar, e sim, ajuntar para si. Cristo nos convida a ajuntar terouros no céu, e assim tornarmo-nos ricos para com Deus.

Como enviar uma remessa para o céu? Pelo que eu sabia, não há bancos por lá.

Jean Paul Sartre, o filósofo existencialista francês, diz que “o inferno é o outro”. Como ateu que era, Sartre não acreditava em céu nem inferno. Mas ele entendia que o abismo que nos separa do outro é tão grande, que seria impossível transpô-lo. Por isso, para ele a figura do outro era a representação do mais profundo abismo, o inferno. Na contramão deste tipo de existencialismo, o Evangelho parece nos indicar que o outro é o céu. Voltar-nos para o próximo é voltar-nos para Deus. Deixar nosso egoísmo para viver em função do bem comum é vivenciar o céu aqui na terra.

Toda vez que investimos em nosso próximo, estamos depositando em nossa conta celestial. Quando usamos os recursos de que dispomos em prol do futuro da humanidade, estamos depositando no banco do céu.

Por isso Paulo ordena que os ricos não ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, e que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, e que, assim, acumulem para si mesmos um BOM FUNDAMENTO PARA O FUTURO (1 Tm.6:17-19).

Quando nossa voz se calar, nosso legado falará por nós. Partiremos deste mundo, mas deixaremos um bom fundamento para o futuro, para que as próximas gerações edifiquem sobre ele.

Pensar apenas no aqui e agora é loucura aos olhos de Deus. Trabalhar visando apenas nosso aprazimento é no mínimo insensatez. Mas enfocar nossos esforços no bem comum é sabedoria do alto.

Se vivermos tais princípios de sabedoria, a única coisa que deixaremos além de um legado, será saudade.

Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah