O que a igreja está fazendo aqui, afinal?


Hermes C. Fernandes


O que é que estamos fazendo aqui, afinal? Por que razão Deus tem mantido Sua igreja no mundo? Será este um lugar de provação? Será uma espécie de teste seletivo? Acredito que não. Este é um lugar de crescimento. Afirmar que Deus nos enviou a este mundo simplesmente para sofrermos, é o mesmo que afirmar que Ele é um deus sádico. Definitivamente, não! Ele não nos enviou aqui para sofrer, embora o sofrimento seja eventualmente inevitável. Ele não nos enviou para nos testar, pois já conhece nosso coração melhor do que ninguém. Então, por quê? Isaías nos dá a resposta:

“Eles se chamarão árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado (...) Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Deus fará brotar a retidão e o louvor perante todas as nações”. Isaías 61:3b, 11.

A Igreja foi plantada no mundo para ser o modelo, o protótipo de uma nova humanidade. Por isso se diz que “as nações andarão à sua luz” (Is.60:3a). E isso redundará em glória para Deus.

Assim como o Éden original era a sede da criação, a Igreja de Cristo é a sede da nova criação. Somos o Novo Éden, o Jardim de Deus.

As Escrituras afirmam que havia duas árvores no centro do Jardim: a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, e a Árvore da Vida. A primeira tipifica a humanidade caída e alienada de Deus, que através de Adão desenvolveu toda uma potencialidade para o mal. A segunda tipifica a Nova Humanidade, recriada em Cristo, o segundo Adão.

Na Cruz, a Árvore da Vida foi sacrificada na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Ali estava figurada a escolha humana. Entretanto, os desígnios de Deus estavam por trás dessa escolha. Agora, através do Cristo Ressurrecto, temos acesso à Árvore da Vida, da qual Adão foi proibido de comer por causa de sua desobediência.

Cristo é a Árvore da Vida. E nós, Sua Igreja, fomos enxertados n’Ele, para que participássemos da seiva da vida divina, e assim, déssemos frutos para Deus.

A árvore com sua raiz, seu tronco, suas folhas, suas flores e seus frutos é uma representação dos cinco propósitos estabelecidos por Deus para a igreja no mundo.

O homem jamais vai corresponder às expectativas do Criador, se não for por intermédio de Jesus. Fora de Cristo, o homem não passa de um tronco da velha árvore, Adão, que está condenada a ser lançada no fogo, por ser incapaz de produzir os frutos exigidos pela justiça divina.

Ao sermos enxertados na Videira Verdadeira, a Árvore da Vida, encontramos os cinco propósitos essenciais para a vida.


1. O Propósito da Comunhão – Deus nos fez seres necessitados de se completar n’Ele e em nossos semelhantes. Para isso, Ele nos concedeu a habilidade de nos comunicar. João escreve: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que a nossa alegria seja completa” (1 Jo.1:3-4). Trata-se de uma necessidade imperiosa do ser humano. Temos a necessidade de dar e receber, de falar e ouvir, de amar e ser amado. O propósito da comunhão é representado pela raiz da árvore. É através da raiz que árvore recebe todos os nutrientes de que necessita pra sobreviver e crescer. Assim também, o cristão precisa estar bem plantado em solo fértil, que é a igreja local, a fim de que, pela comunhão com Deus e com os irmãos, possa se alimentar, e crescer espiritual e emocionalmente. Como diz o salmista, uma vez “plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes” (Sl.92:13-14). Ao fixar suas raízes em uma igreja, o cristão se torna “como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará” (Sl.1:3). Os ribeiros de águas tipificam o Espírito Santo, que é quem possibilita nossa comunhão com Deus e com os irmãos. Além de garantir alimento para a árvore, são as raízes que lhe garantem estabilidade. Esta é uma diferença básica entre quem serve a Deus, e quem não O serve. “Os ímpios não são assim, mas são como a moinha que o vento espalha” (v.4). É na comunhão com Deus e com os irmãos que encontramos propósito para a vida. Ali, no ambiente congregacional, temos a oportunidade de servir, e sermos ministrados. Ali encontramos estabilidade, mesmo no tempo da angústia. Quanto mais a árvore lança suas raízes solo abaixo, mais estável e robusta se torna. Devemos, portanto, buscar aprofundar nossa comunhão, e para isso, devemos gastar tempo estreitando nossa amizade com os irmãos, e, principalmente, nos dedicando à oração e à adoração.


2. O Propósito do Discipulado – É representado pelo tronco da árvore. É através dele que a árvore distribui para seus ramos todos os nutrientes que recebeu do solo através da raiz. Além de sustentar e suportar todo o peso da árvore, com sua copa, seus ramos, folhas e frutos. Por isso, precisa ser robusto, forte, para que não se envergue com o vento. É através do discipulado que os nutrientes absorvidos na comunhão são traduzidos em princípios que passam a reger a vida do cristão. Ele nos provê firmeza de caráter, e inflexibilidade, para não transigirmos com os princípios eternos da Palavra de Deus. Se o tronco estiver comprometido, com cupim ou qualquer outra praga, os ramos não produzirão frutos. A saúde da árvore passa pelo tronco.


3. O Propósito do Ministério (RESTAURAÇÃO) – É representado pela folha. De acordo com Ezequiel 47:12, as folhas servem de remédio, e Ap.22;2 diz que servem para a cura das nações. Ministério significa serviço. A igreja foi plantada no mundo para servir. Isaías profetiza acerca da igreja: “Reedificarão as ruínas antigas, e restaurarão os lugares há muito devastados; renovarão as cidades arruinadas, devastadas de geração em geração (...) E vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus” (Is.61:4,6). A maioria de nós pensa que ministrar é algo que devemos fazer dentro do círculo da igreja. Mas não é verdade. Devemos ministrar ao mundo. Nossas folhas visam restaurar as nações. Nós temos o remédio de que o mundo tanto necessita para ser sarado. Por isso se diz: “E as folhas da árvore são para a cura das nações” (Ap. 22:2). E mais: “Não cairá a sua folha, nem perecerá o seu fruto. Nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário. O seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio” (Ezequiel 47:12b). Desde a Antigüidade, os homens usam as folhas das árvores para fazerem chás, remédios. Além do mais, a principal função da folha é absorver a luz solar para realizar a chamada fotossíntese. Através deste processo, as folhas absorvem o gás carbônico, e o devolvem à atmosfera como oxigênio. Sem as árvores, a vida no planeta já teria sido extinta. Os homens não são capazes de viverem por si mesmos. Eles consomem o oxigênio, e o transformam em gás carbônico. É papel da igreja oxigenar o mundo. Nós somos os pulmões espirituais do mundo. Devemos absorver o ódio, e transformá-lo em amor. E isso fazemos quando pagamos o mal com o bem. Como recomendou Paulo: “A ninguém torneis mal por mal. Procurai as coisas honestas perante todos os homens (...) Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber (...) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:17,20a,21). É quando nos dispomos a servir, a ministrar o amor de Deus até mesmo aos nossos inimigos, que damos testemunho do poder e do alcance do Evangelho. Uma vez que as folhas da árvore servem para a cura das nações, o testemunho e o ministério da Igreja de Cristo têm como propósito a restauração da sociedade.


4. O Propósito do Evangelismo – É representado pela flor. Engana-se quem pensa que a flor é apenas um elemento estético da árvore. Muito mais do que beleza e perfume, a flor é a estrutura responsável pela reprodução da árvore. É através do Evangelismo que os crentes espalham a fragrância de Cristo pelo mundo, e atrai a atenção dos incrédulos pela beleza do caráter de Cristo manifesto pelo seu testemunho. A flor antecede o fruto. O Evangelismo antecede a geração de novas almas para o Reino de Deus. Sem Evangelismo, não haverá produção de almas. Uma árvore sem flor, é uma árvore sem fruto. Assim como o néctar da flor atrai as abelhas e beija-flores, a doce unção de Cristo no crente atrai as almas aos pés do Senhor.


5. O Propósito da Adoração – Eis o fruto! O que é que Jesus buscou na figueira e não encontrou? Frutos. E o que é que Deus busca no mundo? Os verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. A adoração é o objetivo principal. A salvação de almas nada mais é do que o meio pelo qual a igreja recruta novos adoradores para o Pai. O Pai não procura freqüentadores, mas adoradores. O amor é uma via de mão dupla entre Deus e os homens. O amor de Deus para com os homens se chama compaixão. O amor dos homens para como Deus se chama adoração. Ela é a resposta do homem ao amor do Pai. “Portanto” conclui o escritor sagrado, “ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb.13:15).

***
Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



O Trágico Circo Gospel e seus palhaços do Inferno!


Diz o autor do vídeo:


Uma forma bem humorada de expressar minha indignação e dor ao ver o estado em que se encontra o que deveria ser a "igreja"



Produção do Atalaia Cristão divulgação Genizah

Dica da
Meire Souza



Tipos de crente! KKKK



CRENTE "CHICLÉTS" - SÓ MASTIGA A PALAVRA, MAS NÃO ENGOLE...
CRENTE PIOLHO - ANDA PELA CABEÇA DOS OUTROS...
CRENTE PIPOCA - VIVE DANDO PULO....
CRENTE MACACO - VIVE PULANDO DE IGREJA EM IGREJA...
CRENTE NÔMADE - VIVE TROCANDO DE HABITAT...
CRENTE PASSAGEIRO - VIVE PASSEANDO DE IGREJA EM IGREJA...
CRENTE CARRAPATO - VIVE COLADO NOS OUTROS...
CRENTE SANGUESSUGA - VIVE SUGANDO OS BENS DOS IRMÃOS...
CRENTE URUBU - VIVE SE ALIMENTANDO DA CARNE DOS IRMÃOS... "HUM... HOJE VAMOS COMER PASTOR A MILANESA!!!!"
CRENTE CAMALEÃO - ESTÁ TODA HORA DE MUDANÇA PARA SE ADAPTAR AO NOVO HABITAT...
CRENTE 007 - ESSE É O AGENTE SECRETO DE CRISTO INFILTRADO NO SUBMUNDO DE SATANÁS...(NINGUEM, REALMENTE NINGUÉM SABE SE ELE É CRENTE, NEM ELE)
CRENTE IÔ-IÔ - ESTÁ SEMPRE SAINDO E VOLTANDO PARA A MÃO DE DEUS...
CRENTE ELEVADOR - ESTÁ SEMPRE SUBINDO E DESCENDO NA VIDA ESPIRITUAL...
CRENTE AVESTRUZ - VIVE COLOCANDO A CABEÇA EMBAIXO DA TERRA QUANDO TEM UM PROBLEMA....
CRENTE LEÃO - NÃO SE META COM ELE, POIS ELE É O REI DA IGREJA...
CRENTE JACARÉ - TEM UMA BOQUINHA...
CRENTE PAPAGAIO - SÓ SABE ORAR COM NO MÁXIMO USANDO 20 PALAVRAS...
CRENTE PINGÜIM - VIVE SEMPRE NUMA GELEIRA ESPIRITUAL...
CRENTE CHUCHU - NÃO TEM GOSTO DE NADA...
CRENTE DENOREX - PARECE MAS NÃO É...
CRENTE BRASTEMP - NÃO TEM COMPARAÇÃO... (COM CRISTO)
CRENTE NIGUEL MANSEL - CORRE UM MONTE MAS NUNCA GANHA UMA PELEJA...
CRENTE RUBINHO BARRICHELO - FREIA NO FIM DA PROVA SÓ PRA DEIXAR TODO MUNDO PASSAR POR VOCÊ NA VIDA ESPIRITUAL...
CRENTE PULGA - TÁ SEMPRE COÇANDO A SUA ORELHA.
CRENTE TOCHA - TÁ TODA HORA QUEIMANDO... "QUEIMA DEMÔNIO, QUEIMA..."
CRENTE KIKO DO CHAVES - ESSE NÃO SE MISTURA COM A "GENTALHA"
CRENTE CHAPOLIN - VOCÊ PODE CONTAR COM TUDO, MENOS COM SUA ASTÚCIA...
CRENTE BALAÃO - ENXERGA ESPIRITUALMENTE MENOS QUE UMA MULA...
CRENTE NOÉ - NUNCA AS COISAS SÃO COM ELE, "NOÉ COMIGO IRMÃO"
CRENTE HOMEM-ARANHA - VIVE SUBINDO PELAS PAREDES POR QUALQUER COISA...
CRENTE 6Hrs - SEMPRE DEPENDENDO DA ORAÇÃO DOS IRMÃOS: "SEIS" ORA POR MIM?"
CRENTE ALELUIA GLÓRIA A DEUS - PASTOR PREGANDO: "PORQUE O DIABO VEIO PARA MATAR..." E O IRMÃO DIZENDO: ALELUIA GLÓRIA A DEUS
CRENTE ZAGALO - OS IRMÃOS VÃO TER QUE ENGOLIR
CRENTE ARI PISTOLA - SÓ CONHECE O ANTIGO TESTAMENTO, A LEI E OS PROFETAS
CRENTE CHACRINHA - SÓ DÁ ABACAXI PARA OS IRMÃOS.
CRENTE TORTÉI - NO SEU INTERIOR, SÓ ABOBRINHA
CRENTE PÃO DE FÔRMA - MIOLO MOLE, CASCA GROSSA, CHATO E QUADRADO
CRENTE REXONA - A BÍBLIA SEMPRE DEBAIXO DO BRAÇO...ARGH, QUE CHEIRO DE SUVACO!!!
CRENTE RADICCI- AMARGO QUE SÓ ELE
CRENTE CABELEREIRO - TRABALHA SÓ PRA FAZER A CABEÇA DOS OUTROS...
CRENTE RIVALDO - SE ACHA O BOM E INJUSTIÇADO!
CRENTE URSO - NO INVERNO, FICA HIBERNANDO.
CRENTE AÇÚCAR - SE SAIR COM CHUVA, DERRETE.
CRENTE QUIABO - VIVE ESCORREGANDO.
CRENTE BORBOLETA - QUE ANDA DE IGREJA EM IGREJA.
CRENTE ÔBA-ÔBA - "TUDO É FESTA".
CRENTE CARRINHO-DE-MÃO - ALGUÉM TEM QUE EMPURRÁ-LO ATÉ A IGREJA.
CRENTE GELINHO - CHEIO DOS "NÃO ME TOQUES!"
CRENTE FLORZINHA DE JESUS - QUALQUER COISA, SAI DA IGREJA.
CRENTE GABRIELA - "EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, E EU SOU ASSIM, VOU SER SEMPRE ASSIM, GABRIEELA..."
CRENTE MACHADO - QUALQUER IDÉIA, ELE JÁ CORTA.
CRENTE BULE - DE "PÔ CAFÉ" (POUCA FÉ).
CRENTE ESCOTEIRO - SÓ VAI EM ACAMPAMENTO.
CRENTE ROCAMBOLE - ENROLADO...
CRENTE KODAK - VIVE DE REVELAÇÃO.
CRENTE ENXADA - QUANDO O PASTOR ESTÁ PREGANDO, ELE DIZ: "É PRÁ MIM!"
CRENTE PÁ - QUANDO O PASTOR ESTÁ PREGANDO, ELE DIZ: "É PÁ ELE!"
CRENTE ALELUIA - SÓ DIZ ALELUIA NA HORA ERRADA.
CRENTE COM DOM DO CANTO - FICA LÁ NO CANTO DA IGREJA ENCOSTADO, E NÃO QUER SABER DE TRABALHAR!
CRENTE CELULAR - SÓ VIVE DESLIGADO OU FORA DE ÁREA.
CRENTE AVIÃO - VIVE NAS NUVENS.
CRENTE FOGUETE - VIVE NO MUNDO DA LUA.
CRENTE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS - VIVE SONHANDO. ACORDA, ALICE!

E A MELHOR DE TODAS PRA MIM...

CRENTE 333 - CRENTE MEIO BESTA....





NO REINO DE SACRÓPOLIS


Levi Bronzeado


Sacrópolis é um lugar muito especial. Lá se reúnem gentes de todas as línguas e credos. Lá o Sagrado se reveste dos paradoxos mais chocantes. Os mais bem treinados são equilibristas que andam na corda bamba do saber divino. Lá, as utopias são ferramentas imprescindíveis para se abrir as janelas da realidade. Lá, a pura inspiração iluminadora é derivada da ausência de método, e a arte de pensar garante a liberdade de cada crente.

Em Sacrópolis a norma é romper com as formas pré-estabelecidas, onde cada um dá seu testemunho de sua tocante fidelidade aos suspeitos métodos de reinvenção para se olhar o Sagrado através de lentes caleidoscópicas.

Em Sacrópolis o anacronismo é a regra, onde os conceitos de épocas diferentes cruzam-se, colidem-se, e se desintegram. Lá o presente é condicional, e o futuro é um passado em mutação. A cada congresso ou concílio, o passado ganha um novo sentido pelo trabalho de reinterpretação do REAL. É uma região edênica onde é impossível abarcar toda a realidade. É de lá que saem as idéias à procura de corpos para se encarnar nos corpos dos homens científicos, filosóficos e religiosos. É pouco recomendável morar nessa cidade, a menos que se deseje andar a margem de si mesmo, como fazem os loucos e os poetas.

Lá em Sacrópolis não existe muitos deuses, mas inúmeras faces de Deus. Deus para o Físico desse Reino é massa e força; para o Químico é composto molecular; para o Psicanalista é o inconsciente; para o Teólogo é a transcendência. Em Sacrópolis a Ciência faz e não pensa, a Filosofia pensa e não faz; a Arte pensa fazer, e, todas juntas fazem pensar. Dizem que foi lá que Adão passou a sua infância, onde disse: “faça-se o queijo e o queijo se fez”. As fatias desse queijo, ainda hoje, produzem pensamentos, emoção viva e afetos brutos em seus habitantes.

Lá o Livro Sagrado tem multiplicidade de traduções, e ultimamente está em processo de destradução, para dar sentido ao que não tem sentido. É lá que se satisfaz o imperioso desejo de rechear as palavras com o vazio das traduções teísticas e ateísticas. É lá que as fábulas têm a moral de suas histórias abertas para qualquer interpretação.

Sacrópolis, por conseguinte, é uma força de expressão que designa o lugar concreto onde o pensamento e as idéias se criam, se renovam e se extinguem. Os seus habitantes são híbridos de carne e métodos. Nela se concentra o que se perdeu na realidade comum, ou que nem chegou a haver. Nela nada se cria, apenas se redescobre e se reinventa, num processo infinito de reencarnação conceitual daquilo que, nos primórdios já existia com outra roupagem.

Em Sacrópolis se vive o hoje, sem que ninguém saiba como vai acordar amanhã.


Publicado em Ensaios & Prosas, divulgação Genizah



GPES: Nosso GPS espiritual



Hermes C. Fernandes


Cansei de me perder por aí! Já fiquei perdido nas ruas de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Phoenix, Washington, Nova York, e pasmem, na minha própria cidade, o Rio de Janeiro. Em Phoenix, Arizona, perdi um vôo por não conseguir encontrar a entrada para o Aeroporto. Em Nova York, víamos o hotel em que estávamos hospedados, mas não conseguíamos achar o acesso a ele. Em Washington, quase fomos assaltados, quando paramos para usar um telefone público tarde da noite em busca de auxílio. Mas de todas essas experiências terríveis, nenhuma foi semelhante à vez em que eu e minha família ficamos perdidos em Miami à procura do Aeroporto. Fomos parar dentro de um gueto assustador. Meus filhos e minha esposa ficaram apavorados.

Mas agora, meus problemas acabaram!

Neste último Natal ganhei um presente inusitado: um GPS! Aquela santo aparelinho que nos ajuda a encontrar endereços sem nos perder. Vou aposentar o mapa que levo dentro do carro. Já não vou precisar de consultar o google em busca de direção. O GPS vai me levar a qualquer lugar.

Resolvi testar o aparelho alcançar destinos já conhecidos por mim. Resultado: confusão! Algumas vezes o GPS me indica caminhos diferentes daqueles que eu estou acostumado. E pior: alguns deles são estradas com pedágios. Ainda que mais rápidos para chegar ao destino, teria que desembolsar uma graninha.

O GPS diz: Entrar a direita. Eu digo: Desculpe-me, mas tenho idéia melhor. Depois que o desobedeço, ele recalcula os dados recebidos por satélite e me faz nova sugestão. Eu disse sugestão? Sim, sugestão! Não se trata de uma ordem. Sigo se achar que é o melhor caminho. Tenho a opção de contrariar a máquina.

Mas quando se trata da direção dada pelo Espírito Santo? Seria isso uma sugestão ou umaordem?

O Espírito Santo nos equipa com uma espécie de GPS espiritual. Seria um GPES (sigla para“Guiados pelo Espírito Santo”). É Paulo quem afirma que todos "os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”(Rm. 8:14).

É claro que nem sempre estamos dispostos a obedecer à orientação do Espírito Santo. Às vezes achamos que temos um caminho melhor, e por isso, nos desviamos. Mas mesmo assim, Ele não desiste de nós. Ele sempre “recalcula” e nos oferece nova direção para que saiamos do labirinto em que nos metemos.

Veja o compromisso assumido por Deus:

“Quer te desvies para a direita, quer te desvies para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão a palavra que sera dita atrás de ti: Este é o caminho; andai nele” (Isaías 30:21).

Lembra de Jonas, o profeta relutante? Achou que tinha uma idéia melhor e rebelou-se contra a ordem de Deus. Deu no que deu... Acabou se metendo em apuros. Porém Deus não desistiu dele, nem tampouco da população de Nínive. Enviou um grande peixe para tragasse o profeta indigesto e o vomitasse na praia próximo do lugar para onde ele deveria ter ido.

Todo homem que se converte a Cristo está “sob nova direção”. O timão do barco é abandonado, os remos aposentados, e velas são içadas. A partir daí, passa a seguir ao sabor dos ventos do Espírito.

Foi o que sucedeu com Paulo, que desde o início de sua caminhada cristã, ouviu de Jesus a exortação: “Dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões”. Em outras palavras, quem se rebela contra a direção de Deus acaba se metendo em enrascada.

Quem é dirigido pelo Espírito às vezes toma decisões que parecem contrariar o bom senso. Quem deixaria uma igreja forte, bem alicerçada, para ir para uma cidade onde só teria problemas? Somente quem é guiado por fé, e não por vista, por amor, e não por conveniência.

Paulo estava partindo da região onde o seu ministério mais prosperou. Pra evitar maiores constrangimentos, preferiu não ir a Éfeso, mas pedir que os líderes que ele instituiu lá viessem a Mileto ao seu encontro para a despedida. Ninguém lograva entender sua decisão. Em vez de tentar expor razões convincentes, Paulo limitou a dizer:

“E agora, compelido pelo Espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer. Somente sei o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:22-24).

Quem se atreveria a questionar uma decisão chancelada e provocada pelo Espírito Santo? Só lhes restou chorar e despedir-se do apóstolo com a triste notícia de que aquela era última vez que viam sua face.

A cidade de Tiro foi uma das escalas feitas por Paulo e sua comitiva em direção a Jerusalém. Lá Paulo teria uma surpresa que tentou evitar em Éfeso. Veja o relato de Lucas:

“Achando os discípulos, ficamos ali sete dias. E eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. Havendo passado ali aqueles dias, saímos e seguimos nosso caminho. Acompanharam-nos todos os discípulos, com suas mulheres e filhos até for a da cidade, e na praia, ajoelhamo-nos e oramos” (Atos 21:4-5).

Espera aí! Que história é essa? Não foi o Espírito quem compeliu Paulo a empreender aquela viagem? Então, como os discípulos de Mileto poderiam dizer pelo mesmo Espírito que Paulo não subisse a Jerusalém? Teria o Espírito Santo mudado de idéia? Absolutamente, não. Tanto que Paulo sequer reconsiderou sua decisão. Mesmo com a chegada de Ágabo, conceituado profeta da Judéia, que profetizou de maneira dramática que Paulo seria preso em Jerusalém (At.21:11). Seus companheiros fizeram de tudo para dissuadi-lo. Lucas relata:

“Ouvindo nós isto (a profecia de Ágabo), rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém” (v.12, grifo meu).

A profecia de Ágabo não continha novidade alguma para Paulo. O próprio Espírito Santo já o havia revelado que o que o esperava em Jerusalém eram “prisões e tribulações”. Sabe o que ele respondeu aos irmãos de Mileto e a seus companheiros de viagem?

“Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (v.13). Lucas, então, complementa: “Como não podíamos persuadi-lo, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor” (v.14).

Quem é compelido pelo Espírito não se deixa dissuadir por ninguém!

O que ninguém pode duvidar é que a tentativa daqueles irmãos em dissuadi-lo fosse motivada por amor. É aqui que as coisas começam a se encaixar.

Como conciliar o texto que diz que Paulo estava compelido pelo Espírito, com o texto que diz que aqueles irmãos tentavam dissuadi-lo pelo mesmo Espírito?

Teremos que distinguir entre a compulsão gerada pelo Espírito e a compaixão gerada pelo mesmo Espírito em nossos corações. Uma vez que aqueles irmãos estavam tomados de compaixão por Paulo, querendo assim impedir que ele sofresse em Jerusalém, podemos creditar tal sentimento ao Espírito Santo. Não que o Espírito estivesse direcionando aquela compaixão de maneira particular. Eles que estavam focando o sentimento gerado pelo Espírito para aquela situação, provocando assim uma colisão entre a compulsão do Espírito que conduzia Paulo e a compaixão do Espírito neles gerada.

Paulo não os repreendeu, pois percebeu que seus sentimentos eram nobres, diferentes daqueles que habitaram Pedro quando este tentou dissuadir a Jesus de entregar-Se às autoridades para ser crucificado. Nesse caso em particular, Jesus repreendeu-o, dizendo: “Pra trás de mim, Satanás!”

Escrevendo aos Filipenses, Paulo diz:

“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.” (Fp.2:1-2).

Estes “entranháveis afetos e compaixões” precisam ser bem direcionados, para que não haja confusão. Não basta ser tomado por tais sentimentos despertados pelo Espírito, se não nos dispusermos a ter “o mesmo modo de pensar”, submetendo-nos à direção do Espírito. Poderíamos dizer que somos motivados por amor, mas dirigidos por fé (certeza gerada pelo Espírito).

Todos os que fomos regenerados n’Ele, fomos batizados em Seu amor. Se pudermos poupar nossos amados de algum sofrimento, o faremos sem o menor constrangimento. Porém, não podemos alterar o curso determinado por Deus. Não podemos nadar contra a correnteza do Espírito.

Veja o que Paulo diz aos Romanos acerca disso:

“Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

A esperança é o que nos vislumbrar o futuro que se insinua no horizonte. Ela é como aquela luneta usada pelo navegador quando diz "terra à vista!" O amor é o oceano do Espírito no qual navegamos. Mas é a fé a vela que se deixa inflar pelos ventos do Espírito. Navegar no oceano do amor sem içar as velas da fé é correr o risco de ficar à deriva. Não é em vão que Paulo diz que a fé opera pelo amor.

Portanto, que este amor que está profusamente derramado em nossos corações seja uma força impulsionadora (motivadora), que nos instigue a estimular os irmãos às boas obras, mesmo que isso não lhes poupe de algum sofrimento.

Nada conseguia frear o apóstolo dos gentios. Ele era compelido pelo Espírito, e impelido pelo amor. Não o amor próprio, mas o amor à causa que antes ele combatera, e que agora estava disposto a defendê-la ao preço da própria vida.

“A minha ardente expectativa e esperança é de em nada ser confundido, mas ter muita coragem para que agora e sempre, Cristo seja engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.” (Fp.1:20).

A prova de que Paulo estava certo em sua resolução de ir a Jerusalém pode ser encontrada em Atos 23:11, onde o próprio Jesus aparece para ele, e lhe diz:

“Na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem bom ânimo! Como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma.”

Estas palavras lhe abriram uma perspectiva inimaginável. Até aquele momento, Jerusalém parecia ser o seu ponto final. Porém agora, ele sabia que era apenas mais uma escala de sua jornada que culminaria em Roma, onde daria testemunho da graça de Deus perante o homem mais poderoso da terra, César.

Que neste ano de 2010, e em toda a nossa trajetória existencial, sejamos guiados por este GPES, e jamais permitamos que coisa alguma nos afaste dos desígnios de Deus.

***
Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah



A unção do Walter Mercado






Nojento! Tchammmm!



Me tira fora desta! Quem tocou no untado foi o cristão confuso. Genizah só espalhou!



Cachorra gospel



O funkeira Tati Quebra Barraco, conhecida por cantar músicas com letras proibidonas sobre sexo, começou a frequentar uma igreja evangélica há seis meses, segundo informações da coluna Retratos da Vida do jornal Extra desta terça-feira. A cantora teria se transformado em uma nova pessoa depois de conhecer os ensinamentos dos pastores de sua nova igreja.

A comemoração de seu 30º aniversário, por exemplo, foi com um almoço em sua casa para os pastores da igreja e a noite uma pequena festa, em que recebeu apenas familiares e amigos íntimos.

Apesar da nova vida espiritual, a autora dos clássicos "Me chama de cachorra" e "Dako é bom" não modificou sua carreira. As músicas de duplo sentido continuam no seu repertório.

***
Fonte: Pavablog#


Comentários de Genizah

A moda agora é esta. Vira crente (crente?) e não muda nada. Não se arrepende de nada. Se converteu a que afinal?

E muda o que? Muda a igreja que ao invés de ser o sal do mundo, fica a cada dia mais com o gosto de um ajinomoto comercial, feito por homens e para homens.

Bom seria ver esta moça convertida de verdade!

Olha ai o próxímo sucesso a tocar na "igreja" da figura. Fala sério. Este foi o hit mais tranquilo que achei da moça!










Postou o suspeito de sempre.



Quero morrer!



Giuliano Barcelos


É isto mesmo que você leu no título: Eu quero morrer.

Na verdade, anseio morrer faz três anos, mas minhas tentativas têm sido frustradas. Já tive idéias mirabolantes, de causar inveja ao Tião Gavião, personagem do desenho Penélope Charmosa ou ao Coiote, do desenho Papa-Léguas. Também fiz tentativas estúpidas, das quais saí um pouco machucado, mas não chegaram nem perto do meu objetivo principal, que é a morte.

Compartilho da mesma filosofia de todo tipo de suicida, apesar de me considerar de um tipo bem diferente. Creio que morte vai trazer finalmente paz para o meu coração atribulado.

Acabo de ter uma idéia muito boa para concretizar meu intento. Após analisar meus sucessivos fracassos, decidi pedir ajuda, pois cheguei à conclusão de que sou tão incompetente que nem mesmo morrer eu consigo, mais um motivo para querer a morte.
Às vezes, até acho que meus planos foram frustrados porque lá no fundo eu não quero morrer. Eu preciso morrer, pois a cada dia que passa suporto menos este mundo e a mim mesmo, mas não consigo abrir mão da minha vida. Eu quero, mas não consigo, por isto necessitarei de auxílio.

E não pedirei ajuda para um qualquer não, tem que ser um profissional, entendido do assunto. Não quero que nada dê errado e eu me torne um vivo inválido, me arrastando ou sendo carregado pelo resto da vida, ou pior, vegetando apenas.
Já escolhi meu executor, e o escolhi muito bem. Sei que ele é especialista e se preocupa em cumprir este trabalho, evitando a dor de sua vítima, desde que esta não se debata muito.

Como já disse, faz três anos que quero morrer e busco isto, mas tenho falhado.
Quero morrer para este mundo, pois não há nada de bom nele para mim.
Quero morrer para a vaidade, que insiste em me dizer que sou mais bonito que uns, que sou mais inteligente e tenho mais conhecimento que outros e que pelo que tenho, sou melhor.

Quero morrer para a minha soberba, que faz com que me relacione com as pessoas com ar de superioridade.

Quero morrer para a minha falta de compromisso com o que creio e prego e deixar de ser um hipócrita.

Quero morrer também para a minha mesquinhez, que pede misericórdia e perdão para os meus erros, mas justiça e castigo para os outros.

Também desejo morrer para a minha falta de amor, que serve de contra-testemunho para aquilo que digo crer.

Talvez você entenda agora os motivos dos meus sucessivos fracassos em tentar morrer. E saiba que esta lista não se encerra por aqui.

Meu executor? Como disse, é especialista em morte. Tão especialista que até ele mesmo já morreu e é na morte dele que desejo de todo o meu coração morrer. Mas morrerei na esperança de que viverei novamente a vida do meu amado executor, porque ele vive.

Meu executor? Bem… Creio que já faz idéia de quem seja.




O ABANDONO NO AMOR DIVINO

Antonio Carlos Costa


Na sua Narrativa sobre Conversões Surpreendentes, que apresenta um relato de experiências que marcaram de modo muito especial um dos avivamentos pelos quais sua igreja passou – para “dar uma clara idéia da natureza e modo de operação do Espírito de Deus, nesta maravilhosa efusão” - Jonathan Edwards apresenta o testemunho de vida cristã de Abigail Hutchinson. Uma história que ilustra esse conhecimento do amor de Deus que leva a quem o encontrou a entrega de todos os sonhos, desejos e a própria vida ao mesmo Deus.

Abigail havia passado por uma extraordinária experiência de salvação, saindo do estado de completo desespero quanto ao destino eterno de sua alma, até as descobertas mais profundas do amor de Deus que está em Cristo. Edwards relata que “ela teve muitas extraordinárias descobertas da glória de Deus e Cristo; algumas vezes, algum atributo particular, e outras vezes muitos dos atributos de Deus”. Numa certa ocasião, quando o seu irmão lhe falava sobre o amor de Cristo que levou este à morte, tamanho foi o seu senso desse mesmo amor, que a sua simples menção era suficiente para retirar-lhe as forças – “Uma vez, quando ela veio a mim, disse-me que de tempos em tempos, ela pensava que tinha visto tanto de Deus e experimentado tanto prazer e alegria, quanto era possível nessa vida... ela freqüentemente experimentava um senso da glória de Deus manifestando-se nas árvores, no crescimento dos campos, e em outras obras das mãos de Deus... em algumas ocasiões ela experimentava poderosos sopros do Espírito de Deus em sua alma quando lia as Escrituras... algumas vezes podia ser visto em sua face um sorriso de prazer; numa certa ocasião em que sua irmã observou esse sorrisos em seu rosto, ao perguntar sobre sua razão de ser, ela respondeu, “eu estou repleta de um sentimento doce dentro de mim”. Ela era costumeiramente tomada por um sentimento de compaixão por aqueles que viviam sem Cristo. Em certa ocasião falou do seu desejo de ver todos os seres humanos salvos. Havia em seu coração um profundo desejo de morrer para estar com Cristo. Porém, seu maior desejo foi expresso do seguinte modo: “Eu desejo muito viver e desejo muito morrer; desejo muito estar doente, e desejo muito estar bem, desejo muito qualquer coisa que Deus queira trazer sobre mim! Eu me sinto perfeitamente tranqüila, numa completa submissão à vontade de Deus”.

Depois disto, ela ficou muito doente. Numa noite em que ela passou grande parte do tempo em extrema dor, foi despertada de um sono curto com estas palavra em seu coração e lábios: “Eu desejo sofrer por Cristo, eu desejo me gastar e ser gasta por Cristo; eu desejo gastar minha vida, minha própria vida, por causa de Cristo”. Edwards faz o seguinte comentário sobre esse período: “Muito embora ela expressasse uma extraordinária resignação com respeito a morte e a vida, ainda assim seus pensamentos sobre morrer eram excessivamente doces para ela”.

Sua enfermidade estava toda concentrada na garganta. Um tubo tinha que ser posto na sua garganta para que ela pudesse se alimentar, o que somente podia ser feito através da ingestão de líquido e não sem causar-lhe muita dor. Ela chegou ao ponto de ter que ser alimentada pelas narinas até que não conseguia engolir mais nada. Sentia fome, porém não podia comer. Contudo, pode testemunhar para sua irmã o quanto que o mais amargo nas suas circunstancias de vida era doce para ela. Muitos sentiam grande comoção ao vê-la em condições tão aflitivas e ficavam admirados com a ausência completa de impaciência em sua vida. Num dia em que ela lutava em vão para tomar um pouco de alguma coisa liquida, olhou para sua irmã dizendo: “Oh! irmã, isto é para o meu bem”. Ela costumava algumas vezes dizer para a sua irmã, sob sofrimentos extremos, “É bom que seja assim”. Seu mais profundo consolo era perceber que a vontade perfeita e boa de Deus estava se cumprindo em sua vida. “Deus é meu amigo”, dizia. Olhando sorrindo para a sua irmã foi levada a dizer um dia: “Quão bom é! Quão doce e confortável é considerar, e pensar nas coisas celestiais”. Ela expressava grande preocupação no seu leito de morte por aqueles que estavam sem Cristo. E, de igual modo, preocupava-se com os piedosos para que estes conhecessem mais a Deus.

Ela ficou muito fraca durante um tempo considerável antes de morrer, sentindo fome e sede, a tal ponto que sua carne parecia estar seca e grudada aos seus ossos. Durante muitos dias antes da sua morte, ela muito raramente podia dizer alguma coisa, exceto sim e não para perguntas que lhe eram feitas. Contudo, ela parecia continuar admiravelmente numa doce serenidade de alma, sem interrupção, até o fim, e morreu como uma pessoa que estava indo dormir, sem se debater, por volta do meio-dia, numa sexta-feira, do dia 27 de Junho de 1735. Ela morreu principalmente por causa da fome.

Edwards fez o seguinte comentário sob Abigail Hutchinson: “Ela quis estar onde a graça poderosa pudesse ter mais liberdade, e estar sem o empecilho de um corpo fraco; lá ela desejou estar, e lá sem dúvida ela está agora”.

Para uma geração acostumada aos confortos crescentes que tem obtido desde a revolução industrial inglesa e profundamente hedonista, tais declarações podem ser consideradas manifestações de um estado neurótico. Uma mulher que somente é capaz de ser feliz na desgraça pessoal completa, pois encontra-se sob a pressão de um processo de expiação pessoal inconsciente. Observe, contudo, que todo o comportamento dessa crente da América colonial encaixa-se perfeitamente na forma cristã de ver a vida. Partindo da pressuposição de que há um Deus infinito pessoal que rege todas as coisas para a glória do seu nome e felicidade do seu povo, ter paz na tribulação não é nenhum absurdo. Especialmente se acrescentarmos à experiência a indubitável presença do Espírito Consolador, prometido por Cristo para o seus discípulos. Garantia suprema do fato de que seja qual for a luta pela qual tenhamos que passar haverá sempre uma provisão da graça divina, infinitamente superior àquilo de que carecemos para não perder o ser na dor. Graça que está longe de se tratar de uma mera operação impessoal, mas que nada mais é que sinônimo da presença do próprio Deus na pessoa do Espírito Santo. Já no Antigo Testamento o rei Davi podia dizer: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo...”.


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Antônio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra, Presidente do Rio de Paz



Abertos para Balanço - Última Parte



Hermes C. Fernandes


AUDITORIA ESPIRITUAL

Até que ponto nossa avaliação é confiável? Ou ainda: até que ponto a avaliação de outros é honesta? Haveria alguma outra instância a qual deveríamos nos submeter à constante avaliação? É claro que sim! Temos que estar abertos à avaliação de Deus.

O fato é que não poucas vezes somos enganados por nossa própria avaliação, e tornamo-nos insensíveis ao escrutínio do Espírito Santo. Nem sempre nossa avaliação coincide com a de Cristo. Somos tentados a seremos condescendentes com nossos erros, ao passo em que somos rigorosos com os erros alheios. Realçamos nossas virtudes, e disfarçamos nossos vícios. Nasce daí a necessidade de passarmos por uma espécie de auditoria espiritual d'Aquele cujos olhos são como chamas de fogo capazes de perscrutar os recônditos de nosso ser.

Veja, por exemplo, a diferença entre a avaliação que os cristãos laodicenses faziam de si mesmos e a feita por Cristo.

“Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17).

Enquanto os crentes de Laodicéia declaravam ser ricos, Jesus diz que eram coitados. Enquanto se diziam enriquecidos, Jesus os chamava de miseráveis. Enquanto afirmavam não terem falta de nada, Jesus os chamava de pobres, cegos e nus. Eles estavam cegos ao seu próprio estado de lástima e miséria. A soberba os cegou. Portanto, sua auto-avaliação estava comprometida.

Só lhes havia uma esperança: abrirem-se para um balanço feito por Cristo.

“Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20).

Quando abrimos a porta para Ele, somos convidados a uma ceia de mão-dupla. Repare no que Jesus diz: Com ele cearei, e ele comigo. Pode até parecer redundante, mas não é. Cear com Ele é permitir que Ele perscrute as entranhas do nosso ser, numa comunhão íntima e profunda. Cear com Ele é submeter-nos inteiramente à sua avaliação. Mas quando Ele diz que ceará conosco, está dizendo que Ele mesmo endossará nossa auto-avaliação, pois esta condirá com a Sua. Poderemos examinar-nos a nós mesmos sem medo de errar, pois este auto-exame será conduzido pela luz do Espírito Santo em nós.

Às vezes as pessoas que nos avaliam também não o fazem com justiça. Julgam-nos segundo seus interesses e não com retidão. Mesmo sujeitos a isso, não podemos nos fechar. Temos que estar sempre abertos à avaliação de outros. Porém, se formos injustiçados, Deus sempre sairá em nossa defesa.

A antítese da igreja de Laodicéia é a igreja de Esmirna. Veja o que Jesus diz a esta igreja em Apocalipse:

“Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são da sinagoga de Satanás. Não temas as coisas que estás para sofrer. Escutai: o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais provados, e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:9-10).

Aos olhos humanos, aquela era uma igreja pobre, desprovida de qualquer ostentação. Porém, na avaliação de Cristo, ela era rica. Não importava as blasfêmias com as quais os falsos judeus a atacavam. Deus comprara sua briga. Mesmo que fossem provados por uma tribulação aguda, o que os esperava do outro lado era a coroa da vida.

Jamais se esqueça que a corrida se dá aqui, na pista da vida, mas o podium é na eternidade. É lá que receberemos o grande prêmio, o galardão eterno. Deixe que digam o que quiserem. Deixe que te julguem e até te sentenciem. Mas jamais te esqueças de que tens um advogado no céu. É Ele quem pleiteia nossas causas, e que por fim, nos fará justiça. A morte não tem a última palavra. Ela é apenas a linha de chegada que separa a pista do podium. O que nos espera não pode ser comparado a nada que soframos nesta vida. O que representa uma década em comparação à eternidade?

Deixe ecoar em seu peito a garantia encontrada na Palavra:

“Pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co.4:17).

Um dia todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para o balanço final, “para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou o mal” (2 Co.5:10). Não há o que temer! Se Aquele que em nós houver começado a boa obra, enfim a tiver terminado, poderemos então fitar n’Ele nossos olhos em plena confiança. O mesmo Cristo que nos justificou pelo Seu sangue, também nos transformou pelo Seu Espírito. E foi este Espírito que derramou em nós o Amor de Deus (Rm.5:5), fazendo-nos amados, e fazendo-nos amar. Como diz João: “Nisto é aperfeiçoado em nós o amor, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo” (1 Jo.4:17).

A obra finalmente terá sido concluída. Estaremos aperfeiçoados no amor. O Espírito Santo terá cumprido Sua missão em nós, transformando-nos segundo a imagem de Cristo. No balanço final, só haverá prejuízo para aqueles que insistiram em viver para si mesmos, gastando todos os recursos para seu aprazimento. Os que amaram sua própria vida, perdê-la-ão, mas os que a desprezaram por amor de Cristo, a receberão com juros e correção monetária, para gastá-la por toda a eternidade (Jo.12:25). Numa total subversão da contabilidade humana, no balanço de Deus quem gasta aqui, poupa lá. Quem se poupa aqui, desperdiça para sempre. Foi sabendo disso que Paulo declarou aos Coríntios: "Eu de muita boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (2 Co.12:15).

Nos balancetes de Deus em nossa vida, o que importa não é sair ganhando, ficar no lucro, levar vantagem. Prejuízos momentâneos podem representar ganhos eternos. Há uma total inversão dos valores impostos pelo mundo. Daí Paulo ser enfático ao dizer: "Mas o que para mim era lucro, considerei-o perda por causa de Cristo" (Fp.3:7).

Portanto, deixe-se gastar. Não poupe energias! Ame intensamente a todos ao seu redor sem esperar qualquer retorno. Viva por eles e para eles. Que eles reconheçam Cristo transpirando por seus poros.

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Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah




"Pedala diabo que o Estevam Hernandes é meu pai!"

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Eu confesso aos irmãos que esta página do ORKUT me levou a uma grande confusão de sentimentos.

Por um lado tristeza, depois raiva... Por fim total perplexidade e novamente tristeza! Não tinha idéia que a apostasia na Renascer chegava a este ponto. Via “aquilo” mais como uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. Achava que o “paipostolo” era algo mais afetivo, não tão doutrinário.

A afirmação da própria página á para mim completamente incompreensível. Não encontro paralelos ou qualquer respaldo bíblico que não venha a dar como abominação a presente afirmação de paternidade.

Fico imaginando o imenso estrago causado nesta juventude diante de mais uma enorme decepção com o caráter destas pessoas. Certamente, diante da decepção inevitável, culparão a Deus!

Isto é desserviço prestado ao Evangelho! Digo, sem medo, este Gizuz que estas pessoas tem conhecido, que corrobora a divisão de paternidade espiritual com o Estevam... Eu não conheço! Tão pouco o deus menor que está a serviço das bênçãos liberadas a cada mês pelo “apostolo”. Este Gizuz nem mesmo satanás é! Trata-se de um exu menor, destes que se compra com uma garrafa de pinga na esquina e o Estevam vende por R$ 5.000,00 parcelado no carnê de gideão.

Reparem nas demais “comunidades relacionadas”: Minha mãe é a bispa Sônia; “Nosso referencial de vida; e “Pedala diabo que eu sou apostólico”. Esta última, em especial, eu acredito. Se tem alguém pedalando de felicidade é o diabo mesmo! Eu só não sabia que ele andava de bicicleta... O rabo não atrapalha? A Sônia deve ter ensinado... se perua consegue, diabo tira de letra...

Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. 2Ts.2:10-12

É melhor refugiar-se no Senhor do que confiar no homem Sl 118:8


Postou Danilo Fernandes no Genizah. Dica da página do Wanderson Lima do Ministério dos Jovens



Fechamento da Igreja Mundial: Silas Malafaia sai em defesa de seu conluiado de quadrilha e futuro colega de cela, Valdomiro Santiago.



Rev Digão


Como todos sabem, a Prefeitura de São Paulo lacrou o cassino (a igreja?) do auto-intitulado, auto-ordenado e auto-nomeado apóstolo Valdomiro Santiago por irregularidades diversas como, por exemplo, insuficiência do número de banheiros e de saídas de emergência. Foi patético ver o sr. Santiago chorar lágrimas de crocodilo na TV e depois ter esse momento eternizado no YouTube, para todos verem onde o amor ao dinheiro pode levar um homem.

Mas não quero aqui perder meu tempo com esse senhor desclassificado, enviado de satanás. Quero, mais uma vez, me ocupar do empresário Silas Malafaia, que um dia, no passado, chegou a ser pastor e pregador do Evangelho.

Mais uma vez o sr. Malafaia, em seus modos histriônicos e destemperados, sai em defesa do indefensável, tentando até mesmo ressuscitar o espírito de anti-catolicismo que por muito tempo assombrou os evangélicos, mas que já deveria estar morto e enterrado em um caixão de chumbo lacrado no fundo do mar. Ao dizer que a Prefeitura não fecha estádio de futebol, não proíbe Parada do Orgulho Gay e nem vai atrás de igreja católica, o sr. Malafaia faz um verdadeiro ritmo nativo sincopado pertencente ao afro-descendente com insuficiência neurológica crônica (o famoso samba do crioulo doido).

Esquece-se o sr. Malafaia que aquilo que ele chama de “Igreja” e “Evangelho” nada mais é que o velho e mau constantinismo, ou seja, a prática perniciosa que começou com o imperador Costantino, que proclamou ser o cristianismo a religião oficial do império romano, àquela época já com a capital transferida para Bizâncio, atual Istambul. Com isso, Constantino minou o cristianismo de dentro para fora, fazendo surgir práticas completamente estranhas ao cristianismo original, o que desemboca, para resumir, nas práticas esotéricas presentes nos movimentos neopentecostais, mais precisamente na Universal, na Igreja da Graça do Romildo Ribeiro Soares e na Mundial do Valdomiro. Esquece-se também esse senhor que a igreja não é massa de manobra política, como ele e o sr. Valdomiro quiseram fazer entender, para convocar 100 mil para fazer manifestação à frente da prefeitura de SP. Se fosse assim, por que não fizeram manifestação na porta do governo estadual de SP contra a política anti-mendigo do sr. José Serra, ou a profusão de pedágios naquele Estado, ou ainda, contra a política educacional desastrosa do Nosferatu da Mooca? A igreja só deve ser convocada quando dói no umbigo? E aquela história de ser sal da terra e luz do mundo, como fica, sr. Malafaia? Igreja é só para advogar em proveito próprio? Não é para testemunhar do amor e do caráter de Cristo ao mundo? Por fim, esquece-se o sr. Malafaia que o termo “evangélico”, no Brasil, é extremamente amplo. Define desde o luterano conservador (e, às vezes, até o anglicano) até o neopentecostal que gosta de rodopiar feito um pião no hospício (culto?). A empresa do sr. Santiago é supostamente perseguida? Engraçado, pois não vejo essa mesma “perseguição” em outros seguimentos evangélicos. Não vejo igreja batista, metodista, presbiteriana, luterana, quadrangular, cristã evangélica, menonita ou anglicana ser fechada pelos motivos que geraram o lacre para o sr. Santiago. Será que só esse senhor é macho o suficiente para desafiar o diabo, as trevas, Kixapaguá (copyright by Estevan Hernandes), o cramulhão ou seja lá o nome dado ao seu sócio? Ou será que a “perseguição”, até prometida na Palavra (por motivos bem diferentes dos do sr. Santiago e também dos de Malafaia), se deve à arrogância, à altivez, à ignorância travestida de autoridade, e outros quesitos do sr. Santiago, que prefere desobedecer as leis do Brasil, num claro descumprimento de um princípio da Palavra (Rm 13)?

Sr. Malafaia, o sr. e os seus pares, todos iguais uma vez que são originados da mesma árvore de frutos ruins, preferem que Cristo diminua e os senhores sejam exaltados. O sr. prefere exaltar seu nome e o de sua grife (que o sr. confunde com “ministério”) a exaltar o nome do Crucificado. Não me causa espanto sua defesa de Santiago, pois o sr. mesmo fez igual no passado, em relação à Universal do sr. Edir Macedo.

Não se engane, sr. Malafaia. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus? (1Pe 4.17). O sr. brinca com Deus, e com Ele não se brinca (Gl 6.7). Ainda há tempo de conversão ao verdadeiro Evangelho e ao verdadeiro Cristo, abandonando esse cristo de palha e esse evangelho parasitário que o sr. proclama. Mas saiba, também, que quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus (Jo 3.36).



Rev. Digão vai acabar subtraído de sua liberdade ocasional se continuar no Genizah






Isto é uma vergonha, Boris Casoy! Humilhando os faxineiros? Não tens moral para mais nada!

Boris Casoy o âncora da Bandeirantes que gosta de dizer: Isto é uma vergonha! Mostra que é um farsante de péssimo caráter ao dar sua opinião preconceituosa durante intervalo, sem saber que o microfone estava aberto.


Ao ver uma mensagem simpática de faxineiros desejando feliz ano novo, Casoy se refere aos faxineiros nos piores termos: Que me$%%¨uns faxineiros desejando felicidades do alto de suas vassouras! Dois lixeiros o mais baixo da escala de trabalho... Vai dizer o que agora Casoy? Tinham de demitir um cafajeste destes! Vazando ou não vazando microfone, deixou claro qual é a sua escala de valores. Não tem moral para mais nada.




Fonte: PAVABLOG# Divulgação Genizah



Abertos para Balanço - Segunda Parte


Hermes C. Fernandes


Abertos à avaliação de outros

O segundo tipo de avaliação é a feita pelos outros. Quem disse que não devemos nos submeter a ela?

Temos que estar abertos constantemente à avaliação dos que nos cercam. E isto inclui, principalmente, aqueles que nos precederam na fé, ou que exercem autoridade espiritual sobre nós. Às vezes precisamos até de um avalista que dê testemunho de nossa transformação diante dos demais.

Confira comigo o episódio que narra a primeira viagem de Paulo a Jerusalém para encontrar-se com os apóstolos, três anos depois de sua conversão:

“Quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava juntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não acreditando que fosse discípulo. Então Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como no caminho ele vira o Senhor, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. Andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, e pregando ousadamente em nome do Senhor...” (Atos 9:26-29a).

Barnabé foi o avalista de Paulo perante os apóstolos veteranos. Ninguém se sentia confortável diante de um homem que fora cúmplice no assassinato do primeiro mártir da igreja. As pessoas o olhavam com desconfiança. Mas quando Barnabé prestou testemunho de sua conversão, Paulo foi convidado a acompanhar os apóstolos por algum tempo. Isso lhe rendeu credibilidade diante dos demais cristãos. Não é em vão que a sabedoria popular diz: Diga-me com quem tu andas, e direi quem tu és. Os apóstolos fizeram questão que todos vissem Paulo caminhando ao lado deles,e desta maneira, abonaram sua conduta.

Quatorze anos se passaram. Paulo já desfrutava de total credibilidade entre as igrejas. Mas mesmo assim, voltou a Jerusalém para prestar contas aos demais apóstolos. Confira:

“Depois, passados quatorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. E subi por causa de uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios. Mas particularmente aos que pareciam ter maior destaque, para que de maneira alguma não corresse, ou não tivesse corrido em vão” (Gl.2:1-2).

Repare que a preocupação do apóstolo era não ter corrido em vão. Uma vida ministerial, ou mesmo uma vida cristã regular, poderá ser um completo desperdício de tempo e de energias, se não estivermos dispostos a prestar contas com outros.

Paulo já não era um novato. Pelo contrário. Sozinho já havia feito mais do que todos os apóstolos juntos. Mas isso não lhe dava o direito de levar uma vida autônoma, fazendo o que lhe desse na gana.

Líderes também devem prestar contas a outros líderes. Ninguém pode isolar-se dos demais. Nossa experiência não nos isenta da prestação de contas.

Lucas nos oferece outra narrativa desta segunda prestação de contas de Paulo: “Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos anciãos, e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.” (Atos 15:4).

Se não quisermos desperdiçar uma década inteira de nossa vida, estejamos prontos para prestar contas, expondo-nos à avaliação de nossos líderes e companheiros de jornada. Lembremo-nos que, enquanto estamos na pista, estamos cercados por uma nuvem de testemunhas. Portanto,“deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus” (Hb.12:1-2).

Continua amanhã...


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Hermes Fernandes é um dos mentores da Santa Subversão Reinista no Genizah