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Comentários sobre Batalha Espiritual

por Zé Luís

Muito se fala sobre a necessidade da oração, de como alguém que professa a fé em Cristo só caminha “espiritualmente” nesta área se fizer deste exercício uma constante em sua existência.

Jamais diria o contrário, embora seja um campo que ainda tenha certa falta de disciplina. Por favor: não me julguem, é tragicamente tradicional que discípulos cochilem neste processo: Basta lembrar que em um dos momentos mais terríveis da vida do Mestre na terra, ele pediu para que eles o acompanhassem nisso, e eles simplesmente, dormiram por mais de uma vez.

De joelhos, na intimidade isolada do meu quarto, fecho os olhos e procuro o contato através de minhas preces, mas não demora muito para faltar assunto, para meu monólogo perder o sentido e a mente começar a divagar entre assuntos totalmente alheios: “Quanto está o jogo?...”, “Será que paguei aquela conta?...”,”Aquele colega de serviço me contou uma piada engraçada...”.

Sem contar o sono incontrolável, inexplicável. Não tenho tanto sono assim! O que será que me dá?

Creio que isso seja a verdadeira batalha espiritual: é entrar na dimensão onde fica a legítima inspiração, onde os pensamentos se estabilizam, onde um pouco de paz pode ser restaurada, que a dispersão começa, já que o caminho que leva até este esconderijo é escabroso e povoado por seres inexplicáveis.

Elias, profeta pentecostal padrão, quando em sua caverna, e chamado por Deus para sair, presencia as mais diversas manifestações antes que identifique em quais delas o Altíssimo habita: num grande vendaval, em um tremor de terra, em inexplicáveis chamas que derretem as rochas a sua frente? O Criador se pronuncia em uma voz mansa, suave.

Orações – pentecostais como as dos meus irmãos – começam numa luta para se manter em constante força de voz, e não é incomum encontrar nesta hora crentes aos berros, falando dialetos, saltando, correndo: é a forma que eles encontram em permanecer orando e não sucumbirem ao sono da batalha.

Não é a intenção daqui julgar formatos: em certa data, estava só em casa, e ao sair do banho, meditava em determinado trecho da Palavra, quando senti a presença especial do Espírito. Ri-me, ao me deparar momentos depois, diante do espelho, com meu reflexo magro e nú, saltitando aos prantos enquanto sentia em minha alma a mais profunda gratidão. Graças a Deus, só Ele presenciou isso...

Mas é no silêncio calmo, quando calo meus pensamentos, após pedir a Deus que mudasse minhas vontades, que começa a nascer em mim respostas que aqui não estavam.

Oração não é monólogo, é diálogo. Um papo que só quem ouve sou eu e meu Interlocutor, na maioria das vezes. Nesses papos, já pude ser abençoado muitas vezes.

Uma das minhas maiores bençãos é poder compartilhar pensamentos com desconhecidos que recebem estas informações como verdadeiro alívio para a dor de suas almas.

Esse texto, por exemplo, é resultado de alguns momentos na presença Dele.

Guerra Espiritual é isso, sem trégua, com um embaralhador de pensamentos sempre presente, tentando nos roubar pensamentos, matar raciocínios, destruir linhas lógicas.

Estamos em guerra.

Postou o soldado raso Zé Luís, direto do quartel general subversivo do Genizah
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