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Fonte: A verdade liberta, o erro condena
Genizah é um blog + site + portal cristão com notícias sobre a igreja evangélica, cristianismo, apologética, teologia, heresias e humor.









Num de seus aforismos, Carlos Drummond de Andrade, fulminou: "o voto, arma do cidadão, dispara contra ele". Senti sangrar meu peito. Em minha casa, vendo estarrecido pela TV, em pleno horário nobre, três "representantes do povo", evangélicos, destruindo a confiança do voto, a pureza da oração e, se não bastasse isso, sujando o nome de Deus.Ano que vem é ano de eleição. O que nos aguarda? Tenho até medo do que alguns púlpitos nos mostrarão. Quantos monstros tatuados de príncipes? Quantos demônios caricaturados de anjos? Quantos alimentarão essa bandidagem "sagrada" que insiste em manipular a mente infantil do povo? O brasileiro, e toda sua fama de "esperto", ainda não conseguiu aprender a identificar e neutralizar esses ladrões de sonhos. Eles roubam nossas esperanças e pintam de roxo o "verde louro dessa flâmula".
A qual deus os canalhas oram? Tenho certeza absoluta que não é ao Deus da Bíblia! O Deus das Escrituras não é Deus de engano, de falcatrua, de politicagens, nem de indecências. Ele não têm falhas de caráter - é Santo! Esses pilantras maquiados com a tinta falsa do evangelicalismo safado oram ao deus que habita suas almas fétidas: o dinheiro, Mamón! São escravos da moeda. Filhos espúrios do belo. Anátemas. Condenados ao próprio surto megalomaníaco de poder.
A você que ainda sente alguma repugnância, insisto, rogo, clamo: não vote por conveniência. Não vote sem empreender uma pesquisa meticulosa da vida, e não da fala. Não vote por "indicações", o Brasil do QI (no popular, "Quem Indica") não é digno de ser a nossa pátria amada. Não vote por cabrestos, sejam eles políticos ou religiosos. Não eleja pequenos Lúciferes.
Quando for às urnas, leve consigo o rosto sofrido dos oprimidos. A dor das famílias vítimas de enchentes. As mães solteiras. Os trabalhadores da madrugada. Por favor, não vote nos canalhas que se escondem sob o manto traiçoeiro da doçura. Shakespeare dizia: "O indivíduo pode sorrir, sorrir, e ser um vilão". Não vote sem alma.
Indignado, assino!
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Alan Brizotti com o Genizah revoltados com a banalização do cristianismo.

Quanto aos testemunhos do casal, eu vi alguns. Inclusive um ao vivo na igreja em que eles são membros, uma Igreja Batista no Rio de Janeiro. Foram testemunhos interessantes. Eles falam de arrependimento, de IDE e santidade. Naturalmente, tem de dar aquele desconto: Não faltam aqueles lugares comuns e chavões típicos dos novos convertidos... Também uma ou outra menção a uma influencia mais heterodoxa. Mas quem aqui já começou lendo C.S. Lewis ou as Institutas? Creio que ninguém! Quem não assistiu a um vídeo “gospel- profético-made-in-minas-com-direito-a-shofar-e- tudo" que atire a primeira pedra!


Do lado de cá da tela, muitíssimo indignado, tomando minhas goladas de café forte, assistia toda aquela palhaçada. O “bispo” e os “pastores” inclinados sobre cerca de 30.000 toalhinhas “sê tu uma bênção” (mas avisando que no dia da cruzada haverá cerca de 100.000), faziam a “demanda”, consagrando o “despacho”. Depois, um dos “pastores” conseguiu erguer um enorme frasco de vidro pescoçudo (aqueles, que são chatos na base e tem um pescoço de girafa), cheio de óleo. O óleo foi “abençoado” e se anunciou que se poderão distribuir algumas porções dele para os trouxas, digo, os “fiéis”, levarem pra ungir suas casas.
Muito bem, eles ungiram a Avenida Manaus Moderna, afirmando que todos que pisarem o trecho “untado” da avenida, no dia da “cruzada de fé”, nunca mais serão amaldiçoados, terão todas as vitórias, realizarão todos os sonhos e farão todas as conquistas. A “coisa” continuou, mas eu não tive mais estômago pra assistir. Liguei o computador, sentei-me à frente do teclado e comecei a martelar as teclas. Depois vou publicar no meu blog e enviar uma cópia para o GENIZAH. Quem sabe, talvez mande também para a NANI, a nossa querida “azedinha”. Espero que esteja “ungido” o suficiente para merecer uma publicação. Mas não vou comentar nada. Deixo ao encargo dos leitores essa diversão. Espinafrem à vontade, joguem pedras, bombas de efeito moral e, principalmente, aquilo que jogaram na Gení (da música do Chico Buarque, pesquisem no Google!); mas não no meu texto e, sim, nessa “cruzada de fé e milagres” das toalhinhas “sê tu uma bênção”.
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