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Visite este inferno e conclua: Carregamos uma cruz falsa que não sabe o que é misericórdia.

Danilo Fernandes


Fui visitar o blog do amado Rev. Antônio Carlos Costa (o homem que me apresentou a Jesus) e me deparei com este vídeo chocante feito por ocasião de sua visita à POLINTER de Neves, no RJ. Um dia de muito sol, beirando os 42 graus. Assisti ao vídeo e não consegui parar de chorar de vergonha pelo covarde acomodado que sou. Um hipócrita insensível que defende a sua omissão a este estado de coisas com o argumento da vingança. Uma vingança mal dirigida, pois melhor seria me revoltar contra os mentores desta máquina perversa que fabrica injustiçados, excluídos, miseráveis, vítimas da violência, bandidos, assassinos, hipócritas e deputados evangélicos corruptos ao ritmo e à orientação do príncipe deste mundo.

Alguns dirão. São assassinos, ladrões, estupradores, pedófilos, gente ruim. Merecem passar por isto.

Gente morta, como quem não tem Jesus. Sabes tu pelo que deverias passar, não fosse o sangue justo de Jesus vertido na Cruz por tua vida? Falas tu de merecimento, hipócrita?

Pode alguém se dizer cristão (ou seja, imitador de Cristo) e não se condoer diante destas imagens? Um cristão pode achar normal que um ser humano, quem quer que seja, possa ser tratado assim?

Alguém dirá: E as vítimas? As crianças mortas? As propriedades roubadas e as balas perdidas?

Prenda. Justiça para o criminoso. Toda a dureza da lei. Sentença. Educação. Recuperação. Mas não é direito do homem retirar a humanidade de outro homem. Torturar. Isto pode ser a lógica do gentio, mas não pode ser o pensamento de um cristão. O estado não pode agredir a dignidade humana desta forma, ainda que o agredido tenha sido agressor e não tenha respeitado a vida alheia. Se o bandido assim o faz e nós escolhemos permitir que o estado revide, estamos sendo cristãos? Isto não é justiça é vingança! Até a sentença de morte tem mais dignidade do que isto, ainda que não nos seja dado o direito de assim julgar! E até mesmo quem, em sinceridade, discorde desta interpretação sobre a ilegitimidade da pena de morte, segundo as Sagradas Escrituras, haverá de concordar comigo que o apoio e o exercício da tortura não é compatível com a existência cristã.





Institucionalizar a tortura é dar procuração de governo ao diabo. No nosso ódio, com ele fazemos pacto. Com ele chafurdamos. Ou você pode ver Jesus aprovando uma coisa destas?

Pondere sobre a qualidade da saúde deste país, das escolas, da segurança. Reflita sobre o tratamento que reservamos aos velhos, aos abandonados, às crianças, aos deficientes mentais e aos carentes em geral. Triste quadro não? Que vocação tem o nosso estado para destratar o ser humano! Agora, imagine quando toda esta “competência” para a vileza é aplicada à tortura de prisioneiros. Assim são as prisões. Os bandidos sabem, o governo sabe, o povo sabe e os representantes de Cristo na terra também sabem que as prisões são assim! E este “saber” diminui a criminalidade? Inibe o bandido? Faz justiça às vitimas da violência? Creio que não. Tudo o que eu vejo é a escalada da violência. A insegurança é crescente. O bandido foragido revida em suas vítimas a tortura sofrida. As vítimas se avolumam. O estado age como bandido. O que será capaz de interromper este círculo infernal?

Não se iluda: Esta é uma equação perversa cujo resultado nivelará o apreço pela vida humana no conjunto da sociedade brasileira aos terríveis padrões vistos nos hospitais públicos, nos centros de juventude do estado, nos sanatórios e nas prisões. As consequências deste desprezo pela dignidade humana irão bater à sua porta, importe-se você com a vida destas pessoas, ou não.

Se este sistema desumano não é capaz de recuperar ninguém, ao contrário, é alimento do ódio, a quem o sistema serve? Serve ao mal. O mal se agrada do mal. O mal se alimenta do mal. O mal não é justiça. O mal é apenas a realidade e o destino do perdido, do excluído, do vil, do delinqüente... Não se surpreenda se o mal também for o destino dos hipócritas, dos omissos e dos falsos que dizem imitar a Cristo.

Enquanto uns vão aos presídios para produzir vídeos de shows de “desencapetamento”, produto de um corrupto negócio religioso, o Rev. Antônio Carlos Costa vai aos mesmos lugares para levar o cristianismo que se importa com o perdido miserável e volta com este OUTRO tipo de vídeo: uma triste lembrança do longo caminho que nos falta trilhar para merecer o título de cristãos. Péssimos imitadores que somos! Carregamos uma cruz falsa que não sabe o que é misericórdia.


Danilo Fernandes do Genizah pode até ser herege, mas não é mais cego!
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