Sobre a minha abalável fé


Leonardo Gonçalves


Hoje vi alguém afirmar que "o cristianismo é uma aposta sem riscos". Não sei quem é o autor desta frase, mas se que a visão do cristianismo como uma aposta remonta ao filósofo Blaise Pascal. Partindo da premissa de que é impossível “provar” que Deus existe, Pascal conclui que, de um jeito ou de outro, todos nós jogamos dados com Deus, mesmo ele não jogando dados com o Universo.

Impossível não concordar com Pascal. Infelizmente (ou não), ser cristão é uma aposta. E não só uma aposta, mas um penhor: Você entrega sua vida aqui, para receber algo melhor no além.

É ainda um salto no escuro, como disse Kierkgaard. Nos aventuramos a seguir um Deus que não vemos, e a prova da sua existência e da nossa esperança se reduz em fé (Hb 11.1).

Houve um tempo em que eu pregava um cristianismo acima de qualquer dúvida. Debatia com ateus, explorava os argumentos de Anselmo e Aquino, dissecava livros do Geisler e do Craig, e assim vendia a idéia de um cristianismo acima de qualquer suspeita. Eu era tolo e não sabia...

Hoje, alguns anos mais tarde, descobri que a dúvida é parte de um "pacote" chamado cristianismo. Há lacunas em nosso conhecimento que jamais serão preenchidas. Seguir a Cristo é apostar que tudo o que Ele disse é verdade.

As almas sinceras hão de admitir: Não temos todas as respostas, embora tenhamos respostas suficientes. Não possuímos toda a fé, embora Cristo nos aperfeiçoe na fraqueza. Não sabemos tudo sobre Deus, mas cremos que ele sabe tudo sobre nós.

As vezes me pergunto: Onde foi que eu andei este tempo todo? E a resposta que encontro é a mesma: Longe, muito longe do Senhor. Com a cabeça cheia de argumentos, mas com o coração oco. Mas eu tinha certezas! Agora, ao contrário daqueles dias, tenho muitas dúvidas. Não entendo porque tem tanta gente boa se arrebentando, se machucando; e tanto hipócrita se dando bem.

Os versos assimétricos do poeta Renato parecem refletir a verdade com uma força indizível: "É tão estranho... Os bons morrem jovens. Assim parece ser." Quem é bom quase sempre se dá mau. O mundo é injusto as vezes, e eu não sei porquê.

Porém, apesar de todo esse existencialismo, das repentinas (e passageiras) incertezas, eu nunca me senti tão perto de Deus! É um paradoxo, eu sei, mas tal como as trevas evidenciam a luz por contraste, também a fé se fortalece na dúvida. E eu poderia te dizer qualquer outra coisa, mas isso não seria sincero. Portanto, o que digo é: Você deve crer em Deus, mesmo em face deste mundo injusto, e confiar na Palavra dele de que um dia a justiça reinará.

Minhas dúvidas nunca acabam. Ontem duvidei, por um instante desesperador chorei. Eu quis entender e não pude (e talvez jamais possa). "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos".

Mas há um fato irrefutável. Deus me deu uma certeza que nenhum manual de doutrina cristã pode dar. É quando "O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". Ah... certeza insofismável! Em um instante a nuvem escura se dissipa e a paz novamente reina (ainda que momentânea). "Paz... paz... Cuán dulce paz!"


"E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade."


Dedico esta postagem ao amigo Danilo Fernandes, editor do blog Genizah, companheiro de milícia, e de lágrimas.

***
Fonte: Púlpito Cristão

28 Comentários

Marcelo Batista Dias disse...

Parabéns Léo mais uma vez...
Texto execelente.
Abrçs.
Marcelo.

Menina Crescida disse...

Paz, amado.
Sabe que é assim mesmo que estou?
Remando, remando... cheia de dúvidas... mas... como ouvi um Pastor dizendo na televisão semana passada... "Seus filhos estão aqui, Senhor, não por causa das certezas, mas porque ainda possuem um resto de esperança"...
E como diz naquele filme O Fazendeiro e Deus:
"A condição para um milagre é a dificuldade.
A condição para um grande milagre é a impossibilidade".
Ó, dúvidas... quantas dúvidas... incertezas, medos... mas é isso... estou aqui, crendo no Deus do impossível, sabendo que minha hora (algum dia) chega!
Um abraço e obrigada pela mensagem.
Deus nos abençoe...

Guiomar Barba disse...

Maravilhosa transparência, firmeza de fé e confiança no Deus a quem vc segue. Eu também querido, tenho tantas dúvidas, questiono tanto, e que delícia saber que Deus ainda que não me tenha dado as respostas, me concedeu um raciocínio para usá-lo...

"O bem sempre agoniza nos braços de uma cruz." Alguém já falou isto. Abraço.

Josemar Bessa disse...

Quanta sinceridade!!! Mas tua fé está muito existencialista. Não sei se tu eras tolo antes - "É tão estranho... Os bons morrem jovens. Assim parece ser." Quem é bom quase sempre se dá mau" - E isso é mau???? Ontem li um grande post do Rubinho entre o que é bom e o que é agradável. Morrer jovem? Jesus morreu, Tiago morreu... mas para nós o "viver é Cristo e o morrer é LUCRO" - Quem é bom sempre se dá mau???? Asaf reflete sobre isso no Salmo 73 - essa dúvida o consumiu diz ele "até que entrei no santuário de Deus e então compreendi o fim deles" - coisas desagradáveis certamente acontecem na nossa vida - mais ainda assim só aos filhos de Deus os acontecimentos são DE FATO BONS. "porque Ele opera todas as coisas para o bem daqueles que foram chamados segundo o seu decreto". Como Paulo disse: "quer vivamos, quer morramos, SOMOS DO SENHOR!" - Não é "aventura" crer nisso - aventura amarga é a aventura existencialista. Só nós podemos entender o horror de um mundo que abandonou Deus e fez de si mesmo deus. Nõs??? Nós podemos dizer - "Pois eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo..." - Hebreus fala da fé de Abraão, Moisés... mas em salto no escuro não. E sim que eles caminhavam com quem VIA O INVISÍVEL. "Em um instante a nuvem escura se dissipa e a paz novamente reina (ainda que momentânea)".Momentânea não!!! De que nos serviria?? Estamos no Reino de Deus, invisível, por certo - mas o Reino de Deus é "justiça, alegria e PAZ (não porque o mundo é bom) NO ESPÍRITO SANTO".
Os dias são escuros, a igreja se tornou fábrica de heresias - Mas Deus está lá, reinando Soberano: Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus e Soli Deo Gloria

Levi Bronzeado disse...

Prezado Josemar Bessa

Gostei do texto de Leonardo

Discute-se muito sobre existencialismo como se ele fosse incompatível com os pressupostos do Cristianismo

Ora, o maior dos existencialistas foi Cristo.

Já pensou, se Deus não tivesse descido de sua Glória para EXISTIR entre nós, com todas as vicissitudes e contradições inerentes ao humano?

Cristo teve angústia e desejos atrozes que em nada combinavam com a vontade do Pai.

Graças a Deus, sou um cristão existencialista, pois não acredito que aquele doloroso brado que Cristo deu lá na Cruz do Calvário, foi coisa ensaiada ou combinada préviamente.

Tenho minhas dúvidas, como acredito que Cristo também as teve.

Reflita bem se há dúvida ou surpresa, implícita nesse emblemático grito:

"Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?"


Graça e Paz,


Levi B. santos

Josemar Bessa disse...

Meu querido Levi Bronzeado - Acreditas mesmo que Jesus era existencialista??? Que Ele tinha dúvidas??? Ele a 2º Pessoa da Trindade. Existencialista como Sartre, Camus...??? Sartre um dos maiores existencialistas dizia: "se Deus existe, o homem é nada; se o homem existe ... Deus não existe" - Isso é típico do existencialismo que faz da vida um absurdo sem sentido. Como combinar o grande existencialista que é Sartre com Cristo??? Esta irredutibilidade entre o homem e Deus explica a metafísica do absurdo, em que se fundamenta o humanismo existencialista. Evidentemente, "senão há um ser necessário para explicar a existência, a contingência é o absurdo; tudo é gratuidade perfeita, tudo é demais e o homem, o próprio homem, nasce sem razão, subsiste por fraqueza e morre por acaso" - diz Sartre. E nisto reside a origem da "náusea" do abandono e do desespero.
Camus outro grande existencialista dizia que a única questão real para o ser humano era o suicídio. - A tentativa em toda obra de Sartre é suprimir Deus e construir sobre essa ausência um sistema coerente do homem e de mundo (SEM DEUS) O QUE É IMPOSSÍVEL É CLARO - PARA SARTRE era humanamente NECESSÁRIO QUE DEUS NÃO EXISTISSE - Cumpre destruí-lo (DEUS) , para que de suas cinzas possa nascer ou renascer a figura apolínea do homem sartreano, herói e semi-deus que se basta a si próprio, que projeta e cria a sua própria essência. - Para Sartre - O GRANDE EXISTENCIALISTA - SÓ EXISTE ANGÚSTIA, ABANDONO E DESESPERO - numa vida sem sentido. Sartre diz:"O homem quer tornar-se Deus; mas como Deus é IMPOSSÍVEL, pois um em-si-para-si é uma contradição, "o homem é uma paixão inútil". COMO VOCÊ LEVI, PODE JUNTAR ISSO E O EVANGELHO É UM MISTÉRIO PARA MIM - E DIZER QUE JESUS ERA EXISTENCIALISTA ME ASSOOOOOOMBRA!!!

Leonardo Gonçalves disse...

Josemar Bessa,

Não sou um existencialista como Sartre ou Camus; mas como Kierkgaard (o pai do existencialismo) e de certa forma, Barth. Fé não é ver, e sim "a prova daquilo que não se vê", o que está explícito na frase "vendo o invisível", que aliás, é uma metáfora.

Sei que o morrer é lucro, contudo às vezes temo a morte. Do mesmo modo que creio na justiça de Deus, mas em dados momentos a questiono. O existencialismo cristão, por alguns condenado como heresia, é chamado pela bíblia de "humanidade". Sou humano... demasiadamente humano.

Contudo, como afirmo no ensaio (polêmico e sincero), é Deus quem renova em mim a esperança e dissipa toda dúvida quando o seu "Espírito testifica com o meu espírito que sou filho de Deus". Toda certeza que tenho não é minha; ela é fruto desta união mística entre o Santo e o profano, entre a Vida e a morte, entre o Salvador e eu.

Ser cristão não é possuir todas as respostas, e sim ter respostas suficientes. Ser cristão não é confessar uma fé inabalável (como apregoam os adeptos da Confissão Positiva), mas ter a ousadia daquele pai que disse: "Eu creio; ajuda-me na minha incredulidade".

Kierkgaard disse que a fé é um salto no escuro. E daí? Posso lançar-me do maior dos abismos, se apenas o Espírito me imbuir da convicção de que lá embaixo - onde não vejo - meu pai está com os braços esticados dizendo-me: "Filho, Vem!".

No mais, não espero compreensão. Prefiro uma fé sincera e sem crentices e máscaras, do que me enganar com uma suposta fé triunfalista inabalável.

Em Cristo, e cheio de fé (embora com muitas dúvidas);

Leonardo Gonçalves

Josemar Bessa disse...

Xiii! Vamos ter que continuar falando em Kierkegaard, Sartre... Gastei boa parte da minha vida estudando filosofia, mas não me tornei um filósofo, mas sim um teólogo. Meu querido Leonardo -seu ensaio não chega a ser POLÊMICO -Sincero com certeza. Ser como Kierkegaard não é exatamente o nosso alvo, mas vamos lá.
Antes de falarmos em Kierkegaard olhemos um pouco o seu último comentário, depois nos voltamos a filosofia:
"Ser cristão não é confessar uma fé inabalável como apregoam os adeptos da confissão positiva" - Juntar fé inabalável com "confissão positiva" é perigoso - colocar que ou você tem uma fé frágil ou então você pertence ao grupo da confissão positiva é um erro. Os adeptos da confissão positiva não tem fé em Deus - ELES TEM FÉ NA FÉ. ELES FALAM DA FÉ DO TIPO DE DEUS - ELES DIZEM QUE O PRÓPRIO DEUS TEM FÉ - Os PAPAS da "Fé" acreditam tão fortemente que Deus é um ser dotado de fé que o -ZOE College - onde mestres da Fé como, Benny Hinn, Copeland... obtiveram suas "formaturas" - possui em seu corrículo o curso (MN204, intitulado "O Tipo de Fé de Deus". Como Deus poderia ter fé??? Todo ser que precisa exercer fé é limitado tanto no conhecimento quanto no poder, porquanto a fé jaz na região da certeza e do controle não absolutos. Se Deus tivesse de exercer fé, claro está que teria de depender dalguma coisa fora de si mesmo na qual pudesse firmar sua fé para obter conhecimento ou poder. E isso, óbvio, é antibíblico. É heresia pura, Copeland por exemplo, insiste que "Deus não pode fazer qualquer coisa em favor de você à parte ou em separado da fé" A razão disso, segundo ele, é que "a fé é a fonte de poder de Deus" - Para eles, não Deus, mas a fé é a força; as palavras são os receptáculos da força; as fórmulas da fé ativam as leis espirituais do universo. Essas leis espirituais, por sua vez, comandam e controlam o deus patético do Movimento da Fé"
Vê Leonardo - não há como resumir as coisas em DUAS OPÇÕES - ter uma FÉ INABALÁVEL como os da CONFISSÃO POSITIVA - OU UMA FÉ DUVIDOSA - A OUTRA OPÇÃO É A FÉ BÍBLICA - A fé deles não é uma fé inabalável - é uma fé herética, baseada num deus que eles mesmos inventaram.
Existe uma fé inabalável na BÍBLIA - Existe exemplos maravilhosos dela na Bíblia e na história da igreja - e essas pessoas nada tinham de triunfalistas nem de confissão positiva - nem eu nem você estamos diante de uma bifurcação em que só temos duas opções - A fé "triunfalista" dos Mestres da Fé e da confissão positiva ou uma fé cheia de dúvidas. Há um caminho Melhor, não resultado dos nossos corações e raciocínios, esforços (como diz Paulo, o que não podemos discutir agora: "a fé é dom de Deus" - mas , como Lutero chamava, DO LIVRO. Lembremos com o grande reformador que a verdade não está dentro de nós, nem é resultado de complexos pensamentos - A VERDADE É EXTERNA, ESTÁ NUM LIVRO - independe de como nos sentimos ou como sentimos o mundo ao nosso redor
Depois continuamos falando sobre Kieregaard, existencialismo...

Josemar Bessa disse...

Leonardo logo no início do seu comentário você diz: "Fé não é ver, e sim 'a prova daquilo que não se vê' - Mas não temos como usar Hebreus para falarmos de uma fé duvidosa - porque a definição é "Ora, a fé é a CERTEZA das coisas que se esperam" - e de fato fé não é ver, mas o que é? - mistura de crer e duvidar? NÃO!! A dúvida é a parte que não é fé. A Bíblia, Hebreus, continua: É a CONVICÇÃO DE FATOS, FATOS, FATOS que não se VÊEM"
Nossa fé não surge das nossas lutas interiores, Jesus morreu para nos trazer fé e nos manter fiéis - "Isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança... (Mc 14.24) "Farei com eles aliança eterna... e porei o meu temor no seu CORAÇÃO, para que NUNCA SE APARTEM DE MIM" (Jr 32.40) A Nova Aliança é em tudo superior a Velha "Ele é o Mediador da nova aliança, A FIM de que, intervindo a morte para a remissão das trnasgressões que havia sob a primeira aliança, RECEBAM A PROMESSA da eterna herança aqueles que têm sido chamados" (Hb 9.15). O Sangue de Cristo comprou não só as promessas mas o poder da nova aliança. Isso é supremamente eficam porque Cristo morreu para realizar isso.
O que Ele nos assegurou infalivelmente? Jeremias responde: "firmarei Nova Aliança... lhes IMPRIMIREI as minhas leis, também NO CORAÇÃO lhas ESCREVEREI..." (31.31-24) O sofrimento de Cristo GARANTE a TRANSFORMAÇÃO interior das pessoas ( a lei escrita no coração) e o perdão dos pecados - não obtemos nem definimos a verdadeira fé "filosoficamente" (apesar que depois falaremos sobre isso) - Cristo toma a iniciativa de criar a fé e assegurar a fidelidade de seu povo. Ele traz à existência um novo povo que guarda a aliança, porque a lei não está apenas escrita em pedra, MAS NO CORAÇÃO. Em contraste com a 'letra", diz ele, o "Espírito dá vida" (2Co 3.6) - "Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo - (não deu a fé salvídica) pela graça sois salvos" - E Paulo continua "Pela graça sois salvos, MEDIANTE A FÉ, e isto NÃO VEM DE VÓS, é DOM de Deus" - Essa é a vida espiritual que nos capacita a ver e crer na Glória de Cristo. O milagre não está apenas na CRIAÇÃO de nossa fé, mas na segurança de nossa fidelidade. "Farei com eles aliança eterna... porei o meu TEMOR no seu coração, para QUE NUNCA SE APARTEM DE MIM" (Jr 32.40) Ao Morrer cristo garantiu ao seu povo não apenas um novo coração como também nova segurança - NÃO HÁ NADA DE DUVIDOSO NESSA FÉ!!!

Gresder Sil disse...

Josemar:

Como é?

Jesus não teve duvidas?

Não só teve duvidas como se desesperou!

E mais, como homem, provavelmente tenha se apaixonado, se equivocado e tudo que caracteriza a existência humana, na sua mais pura naturalidade.

Isso não o diminui, pois esse é o grande milagre: o Divino se fez humano, “demasiadamente humano”

Ah!... Leonardo, o existencialismo antecede e muito a Kierkegaard, já estava em Salomão.

Levi Bronzeado disse...

Prezado Josemar Bessa


Há existencialistas e “existencialistas”. O que disse Sartre sobre Deus não vai de maneira nenhuma anular a fenomenologia-existencial demonstrada de forma escancarada na vida de Cristo.
Dizer que cristo não duvidou, não teve angústia, não correu o risco de nunca mais voltar, não quis desistir na caminhada, é o mesmo que negar que ele veio em carne osso.

Meu caro amigo, o poder de Deus se fortalece nas fraquezas humanas. Acho que você talvez seja um existencialistata, nem que seja de maneira inconsciente. Freud disse, e ninguém ainda refutou, o fato de que reprimimos para o obscuro porão do inconsciente aquilo que a nossa censura não admite como verdade.

O Judaísmo não reconhece Cristo como Deus feito homem, justamente porque não suporta um redentor da humanidade sendo portador das mesmas vicissitudes, parodoxos, contradições e fraquezas existentes nos existencialistas.

Como negar que não pensamos como Kierkegaard, quando formulou questões como essas: “O mundo me dá náuseas...”. “Quem me pregou a peça de aqui me lançar e aqui me deixar?” “O mundo, o que isso quer dizer...?”

Como não reconhecer que esta foi uma das frases mais existencialistas de Cristo? ─ “Meu pai, meu pai porque me abandonaste?” . OUTRA ─ a impotência ao afirmar: “quantas vezes eu quis ajuntar vocês como a galinha junta os pintinhos seus” (e não consegui fazer vocês sentirem "ISSO").

A grandeza do cristianismo está nesse escândalo que não podemos evitar, mas é ao mesmo tempo um escândalo Divino porque mergulha o nosso eu, através de sua própria transparência, no poder que o formulou.

Um estudo sobre os evangelhos e sobre as citações de Soren Kiekergaard e outros autores existenciais, demonstra cabalmente que os ensinamentos e ações de Jesus Cristo não são parte de uma doutrina pronta e engessada.

Foi Kierkegaard que iniciou a primeira
contestação do cristianismo histórico e institucional, o das teologias de dominação. Ele fez uma longa peregrinação passando pela fase “estética” daquele que vive o instante e seus prazeres; pela fase moral, em que retorna o jugo da lei, e finalmente a de cavaleiro da fé, chegando a fase da religião, ou melhor, de sua superação, já que a fé não se define pelo dogma e sua certeza, mas pela dúvida e suas questões.

Mas falando sério:

Em que momento de sua vida, Jesus pensou que seria abandonado por Deus lá na cruz do calvário, hein?
O seu grito foi de decepção, surpresa ou de revolta?
A vontade dele era a mesma do Pai?


Aqui fica o abraço de um crente cheio de parodoxos, espinhos na carne e perguntas sem respostas.

Levi B. Santos

Josemar Bessa disse...

Agora terei que falar com nosso querido Gresder - Quer dizer que Jesus tinha dúvidas???? Não sei o que sabes sobre o ensino sobre a Trindade mas vamos lá - É um assunto extenso - pessoas infinitamente melhores que eu escreveram livros volumosos sobre o assunto - como AGOSTINHO, por exemplo - teremos que ser breves. Apesar de ter se tornado homem (100%) Ele não deixou de ser 100% Deus. Ao falar de um "Deus" com dúvidas, incertezas... Você se aproxima talvez da heresia Ariana (Que dizia que Cristo não era realmente Deus) - mas mais modernamente - Do Teismo Aberto e da Teologia Relacional - que é o total abandono de toda ortodoxia cristã. Uma das mais terríveis heresias de nossos dias. Jesus nunca deixou de ser Vero Deus, mesmo tendo se tornado Vero homem. Vê-lo só como um mero homem é ter perdido o fio da meada de toda teologia.
Ele estava na terra cumprindo os decretos de Deus ( feitos na eternidade ) - nada poderia surpreendê-lo, nada foi fortuito, nada aconteceu que ele já não soubesse, que não fizesse parte da Aliança eterna, dos Decretos eternos de Deus (Trindade) - pois foi feita na eternidade. Deus anuncia o fim deste o princípio diz o profeta. DÚVIDAS NÃO SÃO POSSÍVEIS - COLOCAR DÚVIDAS NO CORAÇÃO DE JESUS - É DIMINUÍ-LO DA SUA POSIÇÃO DE DEUS. Eis o problema ao nos engajarmos na loucura de fazer de Cristo um existencialista.

Leonardo Gonçalves disse...

Josemar Bessa,

A fé que você chama de "fé fragil", é na verdade uma "fé forte", pois nada presume de si, mas em tudo depende de Deus.

Não existe nada pior do que a palavra dita e não compreendida. Ah... a difícil arte da comunicação! rs... Ora, o ensaio não visa sucitar a dúvida, e sim afirmar que é possível servir a Deus, mesmo não tendo todas as respostas. Isso é possível porque o Espírito Santo dá testemunho da veracidade dos fatos, além de atestar a nossa filiação.

Quanto ao Kierkgaard, mencionei ele no intúito de te lembrar que não são apenas os ateus que são existencialistas, há cristãos também. O existencialismo teológico é uma espécie de fideísmo (ou pressupocionalismo, como diz o Cheung). Ele tem um forte viés na Teologia Reformada, como podemos ver nos escritos da Barth... Xiiiii, mas isso é outra história! hehe...

Abraço, mano.

Leonardo.

Josemar Bessa disse...

Leonardo - acho que hoje conversei mais com você do que com minha esposa. RsRsRs - A idéia de verdade de Kierkegaard é causa de muita controvérsia - pois não é objetiva, mas sim subjetiva. Ele crê no axioma de que Deus é verdade. Mas argumenta que o fiel encontra a verdade somente quando experimenta a tensão entre si mesmo e Deus. Está ele dizendo que a própria verdade é uma mera questão de fé subjetiva? - Se é assim, então ele seria o pai do moderno relativismo. Kierkegaard declara que "verdade é subjetividadae". Isso implica mais do que o fato de que a verdade tem um elemento subjetivo: indica uma rejeição completa da VERDADE OBJETIVA. (NA APOLOGÉTICA DEFENDEMOS ESSA VERDADE) - Talvez Kierkegaard não pretendesse rejeitar completamente a verdade, podemos com boa vontade ver isso em sua declaração: "O que há lá fora é uma incerteza objetiva". Uma coisa é dizer que não podemos atingir a certeza objetiva sobre a realidade externa; outra é dizer que não existe realidade objetiva lá fora. O método de Kierkegaard enfatiza a importância da EXPERIÊNCIA PESSOAL, em contraste com a informação factual (não é isso que tem devastado a igreja??? - trazido toda espécie de heresias??) A apreensão subjetiva da verdade pela fé é o tipo de experiência que influencia profundamente como vivemos. Kierkegaard rejeitaria o método de Descartes de inferir existência do pensamento. Para Kierkegaard, o pensamento leva a existência PARA LONGE do que é real."Ninguém vai da 'idéia' para o real, mas do real para a idéia". O que está em jogo no conceito de Kierkegaard da verdade como SUBJETIVIDADE é nada menos que o conceito cristão clássico de HISTORICIDADE OBJETIVA. O cristianismo bíblico está vinculado à história real. O cristianismo afirma fatos cruciais que aconteceram realmente, objetivamente, na plenitude do tempo. Se o cristianismo for privado de sua historicidade, ele é destruído. O que aconteceu??? A moderna teologia existencialista levou isso a um extremo. Esses teólogos dizem que não importa se houve ou não um Jesus história. O que importa é o impacto existencial da "fé pascal" sobre os crentes.

Sem querer ser chato, estou quase acabando

Josemar Bessa disse...

Por fim meu querido Leonardo - Em seu "Concluding unscientific postscript" - Kierkegaard fala de dois homens que oram. Um é membro de uma igreja que professa um conceito ortodoxo de Deus, mas ora a Deus com um espírito falso. Na verdade, diz Kierkegaar, ele está orando a um ídolo. O outro homem é um pagão que ora a ídolos, com fervor autêntico. Por isso, Kierkegaard diz, ele está orando a Deus. Por quê? Porque a VERDADE se encontra no "como" interior, não no "o que" exterior. Essa interioridade fervorosa se torna a mais elevada verdade para o indivíduo. Isso no entanto levanta a seguinte pergunta: se alguém adorar satanás com paixão interior (se todos os membros das "seitas evangélicas") isso faz dele um cristão???? - não quero crer que Kierkegaard chegasse a dizer isso, mas às vezes certamente parece que foi isso o que ele afirmou. "Uma incerteza objetiva, mantida pela apropriação com a interioridade mais fervorosa", diz ele em "Concluding unscientific postscript", - "é a verdade mais elevada que existe" - Se fôssemos aplicar essa tese ao mundo das filosofias concorrentes, concluiríamos que uma paixão zelosa pela filosofia de Hegel torna a filosofia de Hegel verdadeira e a de Kierkegaard falsa. Em outro lugar Kierkegaard diz que a aceitação OBJETIVA do cristianismo é ou PAGANISMO ou IRREFLEXÃO. Se ele está dizendo que crer na verdade de que o cristianismo afirma ser a verdade objetiva é pagão, então Kierkegaard está fora do jogo. Uma fraqueza inerente ao método subjetivo é que ele depende de experiências sempre novas. A âncora da alma fica sem corda. Enquanto sublinha os paradoxos do cristianismo, que é preciso aceitar por fé, Kierkegaard vai lonte demais ao excluir completamente a razão. O cristianismo pode conter mistérios e paradoxos, mas não é irracional. Se o salto de fé é um salto no absurdo, ele é fatal. A BÍBLIA DIZ PARA SALTARMOS DAS TREVAS PARA A LUZ - NÃO SE TRATA DE UM SALTO PARA A ESCURIDÃO.

AGORA O SONO ME VENCEU - PARA NÃO ESCREVER BOBAGENS - Um Abraço - o Último de hoje - RsRsRSRS

Gresder SIl disse...

“Ele estava na terra cumprindo os decretos de Deus, nada poderia surpreendê-lo, nada foi fortuito, nada aconteceu que ele já não soubesse”

Essa era a vida de Jesus?

Que chato em! ...

Então deve ser por isso que ele se demorava no monte a orar, estava recebendo o manual dos acontecimentos do dia seguinte! rsrsrs.

E mais ainda: deve ser por isso que ele não teve mulher: geralmente as mulheres não gostam de homens tão previsíveis assim! rsrsrs.

Gresder Sil disse...

Ta bom! Ta bom!

Eu acompanho seu site, rsrsrs

Agora me diga uma coisa Josemar:

Como você lê friamente esses caras sem sentir na própria pele o que eles dizem.

Meu Deus! Eu me apaixono e se desespero com Kierkgaard, eu oscilo e aposto com Pascal...

Levi Bronzeado disse...

Prezado Gresder Sil

Meu pai de saudosa memória, nunca estudou Teologia e outras "gias" hoje existentes. Eu era bem menino, e me lembro perfeitamente dos idos de 1958, quando ele dizia enfaticamente para outros irmãos que estavam em minha casa:

"Eu nunca vou acreditar que Cristo veio representar um papel, nunca vou crer que ele foi um ator".

Para se ter uma ideia de que nada mudou, quero ressaltar o que está escrito em Hebreus 2: 18 (Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante a seus irmãos...)

Me lembro que meu pai ficava vermelho e pasmo, quando ouvia das autoridades eclesiásticas, a interpretação para esse versículo. Argumentavam eles diante do meu genitor: "Cristo era semelhante a nós, porque tinha olhos, boca, nariz, ouvidos, membros, etc e depois davam um ÔÔÔÔÔÔÔ Glóriaaaa!

Dizer que ele tinha DESEJOS E ANSEIOS iguais aos nossos, NUNCA, nem Pensar.

Meu pai era o "herege" da cidade, pois não conseguia entender como um ser humano era tentado sem sentir desejos.

Me perdoem os estudiosos, mas às vezes penso que a Teologia fez de Jesus um eunuco, por amor aos seus conceitos de querer um Deus distante do homem, e não um irmão e amigo, bem pertinho do pecador.

Que heresia está escrito lá em Hebreus 4: 18 - "Ele sendo tentado em tudo, padeceu, para compreender o desespero humano e poder assim socorrer os que são tentados".

Meu pai era fã de Tiago e dessa passagem sua: "Cada um um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência".

INTERESSANTE, nesse comentário vai, comentário vem, nada explicaram sobre o brado lá na cruz do calvário, esse calcanhar de Aquiles: "DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME ABANDONASTE????????????".

Prefiro ficar com o que meu pai dizia:

"Nunca vou acreditar que Jesus Cristo foi um ator!".

Levi Bronzeado disse...

Prezado amigo e irmão de fé e dúvidas Danilooooooo(rsrsrs)

Avise ao Jasiel Botelho para que ele não se esqueça de lê o texto do Leo e também os comentários ao seu ensaio, e deles retirar material para uma CHARGE DAQUELAS DE TREMER OS "CÉUS" (KKKKKKKKKKKKKKKK)

Abçs,
Levi B. Santos

Josemar Bessa disse...

ESPANTADO!!! Que decepção - Sobre os brados de Jesus na cruz eu podia indicar a te Levi - o Livro de A. W. Pink - você poderia entender não só o "Deus meu, Deus meu, porque..." - mas todos os 7 brados de Cristo na cruz -(poderia indicar muitos outros sobre o assunto - por exemplo W.Lutzer) mas vejo que seria inútil - Pink era teólogo reformado - e não gostas de teologia - Pink era pastor - e não sentes nenhuma admiração por eles - Pink era ortodoxo - você não gosta disso - Pink gostava de se reunir com o povo de Deus - você é contra - POR QUÊ ESCREVER ENTÃO NUM BLOG DE APOLOGÉTICA CRISTÃ??? Não pareces gostar de nenhum grande teólogo - Mas dar muito mais crédito por exemplo a SARAMAGO ( UM ATEU) e ao seu livro - O Evangelho Segundo Jesus - que conta a história da vida de Jesus de uma maneira moderna e ANTI-RELIGIOSA.(que é o que você acaba expressando) O conteúdo do livro "humaniza" a vida de Jesus ( o despe de sua divindade ) e alude a uma eventual RELAÇÃO com Maria Madalena. Meu Deus!!!(disso tu gostas? um dos seus preferidos???) - Não dá pra entender o blog combater as heresias e simplesmente - esquecer essas? Somos contra todas as heresias ou só algumas - TODAS - ou só as dos que não fazem parte do nosso "nicho"??????
APOLOGÉTICA PRESSUPÕE A DEFESA DA VERDADE - NÃO SÓ CONTRA OS DESVIOS E HERESIAS DOS "APOSTOLOS" DE HOJE - MISTICISMOS - neopentencostais... dos outros - MAS TODA E QUALQUER HERESIA - TUDO QUE SE LEVANTA CONTRA A VERDADE, contra a ortodoxia bíblica - NÃO Da verdade de ALGUÉM - MAS DA BÍLIA. A Missão do blog não é a defesa do evangelho??? Ou eu não entendi????? Como podemos ser alimentados pela verdade com textos do Rubinho, do Hermes... e ao mesmo tempo ter algo que depõe contra o que a maioria dos textos postados propõe????

Josemar Bessa disse...

Nós podemos rir e denunciar as heresias - mas nunca ri das Verdade Bíblicas - Queremos afinal uma igreja reformada, avivada - ou queremos igreja nenhuma - relativizada - cada um com sua idéia deixando de lado a Bíblia???? Então que crítica podemos fazer aos Malafaias da Vida, a Iurd - Acreditamos ou não numa igreja bíblica - Qual é a nossa luta?????

Gresder SIl disse...

Escrever que Jesus foi humano tem a ver com alguma Heresia.

Agora por que alguns idiotas escreveram que jesus tenha tido alguma possível relação com Madalena, temos que negar que Jesus tenha tido atraçao por mulheres.

Vou mais fundo ainda, você é daqueles caras que pensa que por jesus ter sido Santo, nuca sentiu tesão.

Isso mesmo: tentação de transar com alguma judia gostosa, ops! desculpe: formosa ( ten que usar a linguagem bíblica né ) rsrsrs.

Ten gente que pensa que o corpo de jesus não produzia sémen, que ele não pensava em SEXO.

Cem por cento Humamo é sem por sento Humano Pô!!!

Pois não é essa ( já que tu gosta de teologia ) a definição de Calcedonia:

" duas naturezas sem confusão, sem mudança, sem divisão sem separação" da pra ser humano sem duvida, sem desespero etc.

mas primeiro não responda a min não Josemar, responda ao Levi, mas responda você mesmo.

Josemar Bessa disse...

Eu não PENSO que Jesus era santo - Eu sei que ele é o DEUS ETERNO - Que todas as coisas foram criados por Ele e para Ele - e sem ele nada do que foi feito se fez - Penso como João e não falo do meu Senhor com linguagem jacosa - "O verbo virou gente e Habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do Pai" - Você não está defendendo a Verdade Bíblica - Você se diverte com ela - exatamente como os "tudo-gospel" dos nosso dias - Para mim a graça e o diálogo terminam quando Deus vira brincadeira. Tô Fora!!!!

Gresder Sil disse...

Sinceramente, desculpe-me Josemar...

Eu apenas to falando como gente,

desmitologisando como queria Bultmann,

ou usando uma linguagem a-religiosa como profetizou Dietrich Bonhofer,

pode ser que eu abuse mas não me leve a mal, apenas estou querendo tornar o assunto mais picante,

mesmo assim não brinco com o sagrado pois falo o que acredito do fundo do coração.

Josemar não termine o dialogo por minha causa...

um abraço com carinho sincero e arrependimento de ter ofendido você

ESDRAS GREGÓRIO

Gresder Sil disse...

Sabe Levi!... porque eu acredito no novo testamento!
É por que eu vejo nele não uma descrição historia perfeita, que parecesse com um enredo montado,
mas por que tudo ali é humano, o texto em si não é totalmente suficiente,
não é totalmente isento de contradições de detalhes, e nem é livre de equivoco particulares.
Mas isso não diminui o registro biográfico de jesus,
antes me parece mais real, mais humano, longe de toda uma historia previamente arquitetada e combinada.
É que eu sou meio cabreiro e desconfiado de textos sagrados perfeitos e caídos do céu, como o Alcorão.

Gresder Sil disse...

Sem querer querendo ser chato, é que eu quero alcançar o Josemar no ranque da lista dos palpiteiros,

o que Jesus fez em sua juventude? trabalhar ele não precisava, pois quanto a alimentação, Ele tinha o poder de transformar agua em vinho e pedra em pão.

Estudar? muito menos,já nasceu sabendo, afinal de contas Ele era Deus. Namorar não podia beijo, paixão essas coisa é pecado né?

talvez ele realmente esteve na Índia, rsrsrs deve ter ficado lá sentado em cima de uma torre
de jejum por uns quinze anos, igual esses manes que batem recordes em tais sacrifícios tolos do género.

Parece brincadeira, mas a verdade é que ele foi tão humano, no sentido da necessidade de um
processo de equívocos e acertos para chegar ao conhecimento, que um dia Ele teve que se alto reconhecer-se como Deus.

Danilo Fernandes disse...

Gresder e Josemar. Chegou. Please. Troquem do post.

Claudinéia disse...

Muito bem elaborado este texto. Este, comtempla boa parte do que a muito penso sobre o cristianismo. Ainda bem que ainda existem pessoas que tem fé em Deus. Na verdade se soubessemos de tudo "comprovadamente" como sugere a ciência onde estaria a nossa fé? O importante mesmo é ter fé em Deus!!

Postar um comentário