VOCÊ CANSOU DA BONDADE?...

Caio Fábio

Nós, humanos, temos enorme facilidade de mudarmos para o mal; está na nossa natureza caída esta tendência; e, entregues a nós mesmos, é da nossa perversa natureza a inclinação mutante para o que não seja aquilo para o que fomos criados.

Difícil mesmo é mudarmos dia a dia para o melhor de nós; para a semelhança de Deus; para o amor, a alegria, a paz, a bondade, a longanimidade, a mansidão e o domínio próprio.

Entretanto, mudarmos na direção do que seja bom é como subir uma ladeira, é como entrar pela porta muito estreita, é como escolher o caminho que poucos escolhem percorrer, é como nadar contra o fluxo das correntezas, é como a vereda aquática do salmão buscando morrer no lugar onde aconteceu a sua origem...

A maior evidencia dessa capacidade natural de piorar a gente se observa nas crianças. Sim, lindas, santas, puras, espontâneas, livres, abertas, perdoadoras, e tudo de bom; mas que, logo, logo, pelas influencias recebidas, não demoram a aprender aquilo que lhes dês-configurará em relação ao que um dia tiveram como divina beleza natural.

Outra grande evidencia é a mudança negativa do santo; sim, daquele que conhecemos humilde, simples, ensinável, feliz na fé, amante dos pequenos, paciente, temente a Deus, puro de coração, limpo de lascívias, receoso de magoar, de humilhar, de falar mal, de gritar de raiva, de irar-se, de se tornar deveras exigente, de nunca esquecer a gratidão; sim, sempre olhando para trás e vendo o que recebeu de graça, o que lhe veio como dádiva, o que não lhe era natural, mas que nele foi enxertado, aplicado e inserido contra a sua própria natureza —; mas que, com o tempo, com o hábito ao sublime, ou com alguns serviços prestados [supostamente a Deus, à causa, ou ao próximo], começa a sentir-se dono de si mesmo, da sua natureza, dos seus direitos; lentamente tornando-se patrão da vida, exigente, impaciente, descontrolado, arrogante, sem pequenas compaixões [às vezes mantendo apenas as grandes compaixões], porém, sem cuidado no trato geral; e, desse modo, arrumando concessões para si mesmo; praticando auto-indulgências antes inconcebíveis; e, sem que o note, bem gradualmente, vai se desfigurando [...], como disse, sem que isto lhe seja perceptível; sim, sem que sua feiura lhe seja revelada; especialmente se um dia a vida com Deus foi muito real, o que, paradoxalmente, agora, lhe serve de álibi para ser contra o que foi chamado a manifestar no ser.

Jesus disse que o sentimento de demora acerca da Vinda do Filho do Homem geraria essas mutações em muitos; todavia, deve-se interpretar esse sentir de demora também como o passar do tempo da vida da gente na fé, ou como a não realização do bem por nós crido, ou também como cansaço em relação ao trabalho do amor [...], que é como o de enxugar gelo, sem recompensas e sem férias; ou ainda: como a exaustão de si mesmo, quando as dinâmicas da renovação do amor não aconteceram em nós pelo habito ao sublime, ou pelo autoengano de que já se alcançou demais ou bastante no entendimento do Evangelho.

Daí a advertência de Paulo quanto a não nos cansarmos de fazer o bem a todos os homens!

Sim; o que nos salva de tal processo [o qual é inevitável que a todos os santos acometa de um modo ou de outro, uma hora ou outra, numa ou noutra estação da vida], é o desafio não seletivo de que se deva fazer o bem sempre e a todos os homens.

Do contrário, elegemos ocasiões, pessoas e circunstâncias para as expressões das nossas bondades, e, quanto aos demais, ficamos indiferentes, ou, em alguns casos, especialmente ante aos chatos, descuidados, cronicamente tropeçantes, ou quanto àqueles que nos perturbam [...] — deixamos de ser aquilo que, para os nossos eleitos, nós somos, ou, pelo menos, buscamos ser...

Eu creio no que digo, tanto quanto sei o que digo; pois, em mim mesmo, provei tais sutilezas!

Durante mais de vinte anos meu coração não vacilou na bondade, na paciência, na longanimidade, na humildade, no coração sempre quebrantado em relação ao meu próximo; até que [...] veio o cansaço; o cansaço do bem sem retorno; a exaustão em relação à recalcitrância crônica; o desanimo quanto ao que o bem poderia produzir de mudança nos outros; e, assim, bem devagar [...], sem que eu notasse, fui caindo no amor seletivo, na bondade por eleição, na virtude seletiva; e pior: lentamente fui assumindo conceitos mundanos como se fossem os únicos modos de lidar com certas pessoas ou situações; até que percebi que me havia desconvertido do chamado do amor e da minha vocação essencial.

Ora, a volta ao início de tudo [...] acontece pelo reconhecimento desse desvio do ser; o que, sem apelação, deve ser seguido pelo exercício da entrega dos nossos direitos e razões; os quais devem se expressar também contra toda e qualquer disposição de provar que se está certo; ou de termos pena da nossa solidão na busca do bem; e, sobretudo, pela nossa convicção contra nós mesmos [...]; a fim de que aconteça o Paulo recomenda: “Para que não façamos o que seja do nosso próprio querer!

Maturidade de entendimento que não se renove pela humildade e pelo quebrantamento no exercício do bem, apenas gera pessoas seletivamente bondosas; e nos põe no caminho liso das virtudes escolhidas e praticadas para pessoas pré-selecionadas; o que, sem dúvida, é também hipocrisia.

Em meio a isto tudo [aprendi na prática com o meu pai; além de ser um principio da Palavra], deve-se ficar quieto; suportar certas coisas em silêncio; e, se tivermos que tratar delas, buscarmos fazer com toda humildade e mansidão; ainda que estejamos esmados de direitos próprios ou adquiridos.

Entretanto, sei em meu próprio coração como é sutil o caminho para tal desvio; e pior: como é difícil percebê-lo em nós uma vez que ele entre em estado de concubinato com as nossas virtudes selecionadas [...] e com nossos direitos adquiridos pela via do cansaço solitário na pratica do bem.

Ora, a checagem do nosso coração quanto a tais coisas tem que ser mais que diária; de fato, deve ser caso a caso, o dia inteiro; posto que baste um precedente para que a insuportável leveza desse surto se reinicie em nós!

Portanto, não nos cansemos de fazer o bem a todos os homens; sim, pois somente deste modo a nossa salvação se desenvolve em nós; nunca esquecendo que também é essencial que não percamos a alegria e a exultação da esperança da gloria de Deus como vocação da nossa vida; do contrário, as forças do cansaço nos dominam e nos corrompem sem que as sintamos em operação em nós.


Nele, em Quem o caminhar não tem férias, embora deva acontecer em descanso,


Caio   

Divulgação Genizah





DE HOMEM PRÁ HOMEM


FAZENDO UM INVENTÁRIO DA SUA VIDA



Nélio DaSilva

Assim, descobri que, para o homem, o melhor e o que mais vale a pena é comer, beber, e desfrutar o resultado de todo o esforço que se faz debaixo do sol durante os poucos dias de vida que Deus lhe dá, pois essa é a sua recompensa. E quando Deus concede riquezas e bens a alguém e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e a ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus. Raramente essa pessoa fica pensando na brevidade de sua vida, porque Deus o mantém ocupado com a alegria do coração. Eclesiastes 5:18-20
Apenas recentemente – talvez em função dos meus 58 – venho refletindo bastante sobre o fim da minha vida. Apesar dessa primeira edição do “Homem Prá Homem” ter essa conotação lúgubre inicial, o fato é que Deus nos encoraja a fazer exatamente isso quando através do salmista ele afirmou: Ensina-nos a contar os nossos dias. Salmos 90:12ª.

Todos os dias temos a oportunidade perfeita de fazer um inventário das nossas vidas. E quero encorajá-lo homem, a fazer exatamente isto, mesmo em meio à sua vida agitada. Já se foram 6 meses do ano de 2009. É hora portanto de refletir na sua jornada espiritual, sua vida pessoal, sua vida no trabalho. Eis aqui algumas perguntas – as quais entendo ser bastante pertinentes –

· Em que áreas da sua vida o Senhor o tem abençoado?

· Quais os desafios que você tem enfrentado?

· Quais foram as “quilometragens” que você, seus filhos e sua família alcançaram?

· Na sua vida espiritual a sua relação com Deus tem sido satisfatória?

· Quais tem sido as maneiras pela qual o Senhor o tem usado na vida de outras pessoas?

· Você tem se conectado com outros homens, compartilhado em suas vidas ou exercido algum trabalho em sua comunidade?

À medida que você vai relendo o verso bíblico acima, pense em fazer o seu melhor com os dias que Deus lhe dá para viver. Desfrute esses dias. Celebre esses dias.

Fazer o melhor com esses dias que Deus lhe dá significa dar o seu melhor para os seus relacionamentos, talentos, tempo, recursos, saúde, Sua Palavra, e muitos outras dádivas.

Desfrutar essas dádivas significa essencialmente ter a nossa segurança, auto estima, nosso propósito focado e baseado no Senhor e na pessoa que Ele nos criou para ser.

Peça a Deus para lhe mostrar pelo menos uma área em sua vida espiritual, sua vida pessoal, sua vida profissional em que você sabe que precisa aprimorar e na qual Deus ainda não é Senhor.

Talvez a oração que Dwight Eisenhower costumava fazer no fim de cada dia seja muito pertinente a todos nós. Ele assim orava: “Senhor, mais um dia está terminando; eu lhe agradei com a minha maneira de pensar e de agir?”




Nélio DaSilva é coordenador Nacional - Homens de Valor e da Mocidade Para Cristo - Brasil 





Por que discutimos na net?




"Uma Linda História de Amor " novo CD de Adhemar de Campos no sorteio do Genizah



Esta semana Genizah tem a honra de poder oferecer aos seus leitores a promoção de lançamento do mais novo trabalho do Pastor Adhemar de Campos, um dos grandes nomes da música cristã brasileira. 


Vamos sortear 2 (dois) exemplares do CD “Uma História de Amor”.

Uma História de Amor

Quem vive em Cristo anda em novidade de vida, e é com uma linda e boa notícia que o pastor Adhemar de Campos nos presenteia o CD Uma História de Amor. Uma história que começou há 37 anos e que nos vai ser contada através de canções que, mais do que tocar nas rádios, no som da sua casa ou do seu carro, tocarão no seu coração.

"A Bíblia diz que Deus é Amor (I João 4). O amor é a essência da vida e não há vida sem amor. Só ele pode dar sentido ao casamento, a família, a igreja e à sociedade. Eu encontrei esse amor e desde então minha vida e a de minha família vem sendo mudada. Assim, passei a transformar em música e poesia a minha experiência com esse Amor Eterno" - Adhemar.

A ideia do projeto aconteceu há dois anos através do Rodrigo, Mariana junto com o pai, pastor Adhemar e em 2011 incluiu o Wagner Dorta, um velho amigo que assumiu a parte executiva do projeto. Os arranjos são assinados por Rodrigo, com exceção da musica “Cante Louvor” arranjada por Silvera.


TEASER

A intenção inicial era fazer um disco em estúdio, com arranjos de cordas, sonoridade moderna que não descaracteriza o estilo do Pastor Adhemar, inclui seus filhos e as novas gerações nesta história de amor com Deus, em família, numa aliança de amor sem fim que foi contada do modo como está nesse CD, através de seus dons e talentos. Além das composições do Adhemar, foram gravadas músicas que nasceram no coração de seus filhos. Rodrigo compôs e interpreta a canção "Meu Amado", Mariana "Teu Amor" e "Estava Aqui Pensando", que revelam um coração apaixonado por Deus e marcado pela obra de Cristo.




MÚSICA TEMA


O CD tem 12 faixas e um remix. Com exceção da música “Lindo És Meu Mestre”, que é um hino tradicional e de domínio público, todas as outras mencionam a palavra amor e variações dela, com o intuito, acima de tudo, de reconhecer e celebrar o Deus de Amor.

As músicas passam por vários estilos, do hino tradicional e barroco ao pop, black e house, numa fusão dos estilos de Adhemar e Rodrigo, sem deixar de lado a unção que é a marca principal desse ministério. Além de contar com as participações especiais de Saara Campos, Leonardo Gonçalves, Silvera, Rachel Novaes, Ana Nóbrega e Israel Salazar (do Diante do Trono). E um toque especial nos vocais com PC Barúk e Bomilcar.

 As gravações em estúdio começaram em abril de 2011 e terminaram no início de dezembro. Em cada detalhe você poderá sentir a história da família Campos com Deus. Desde a produção, fotografias e arte feita por Diego Boaventura, genro do pastor Adhemar, e tudo o que envolve o CD do começo até o final, eles estiveram juntos através de muita oração e profissionalismo.


"Uma História de Amor" já está disponível nas melhores livrarias, sites de vendas on-line do Brasil e no Itunes.





Vai ficar de fora do sorteio? 



Para participar basta CURTIR a página do Genizah no FACEBOOK e se cadastrar no link da promoção.

O Sorteio e o cadastramento são feitos pelo sistema SORTEIE-me.  Sorteio aleatório powered by Randon.ORG!  

Não esqueça de CURTIR a página!


Clique no link abaixo para participar:



Se você já curte a página do Genizah, (continue seguindo que esta página é uma bença e há sorteios todas as semanas), basta visitá-la e se cadastrar na aba de promoções.


A promoção se encerra no dia  04/02/2012, quando será realizado o sorteio. A divulgação dos contemplados será feita neste post e na página do Genizah no Facebook.








  




ENCERRADO

RESULTADO 






Contemplados,
Vocês tem 5 dias para enviarem seus dados para recebimento do prêmio. Usem a ABA CONTATO na fan page do Genizah.
CLIQUE ABAIXO:
http://www.facebook.com/Genizah.blog?sk=app_211368905570112
 
 








Tristemunho



Ap. Rubinho Pirola enchendo o Genizah da unção de Menelau, risos. 






O pastor João e a Igreja Invisível



Johnny Bernardo


Inspirada na música de Raul Seixas "Pastor João e a Igreja Invisível"a atriz e publicitária Valéria Calado fundou, em dezembro de 2007, a Igreja Invisível.

A sede da Igreja foi instalada no número 854, da Rua Tonelero, vila Ipojuca, na Lapa, na cidade de São Paulo, após a publicitária deixar o Santo Daime.

De acordo com a fundadora, as religiões tradicionais tentam sempre nos transformar naquilo que realmente não somos. Seus adeptos se consideram cristãos e realizam rituais em busca de estados alternados de consciência. São poucas as informações disponíveis sobre a igreja, a não ser alguns comentários postados em blogs e o enigmático site igrejainvisivel.com.

O que é a Igreja Invisível

No site oficial da entidade é dito que a Igreja Invisível é uma organização de caráter religioso, de finalidade não econômica, apartidária, regida pela legislação vigente, e constituída por prazo indeterminado. Para alcançar sua prerrogativa, poderão ser desenvolvidas as seguintes atividades:

a) Desenvolver programas de reeducação emocional e mental;

b) Ministrar cursos, palestras e workshops voltados à saúde mental e física, a todos os seres humanos;

c) Realizar encontros comemorativos e celebrativos em datas específicas;

d) Exibir filmes, peças teatrais, exposições, performances e outros tipos de eventos artísticos relacionados e que atendam às finalidades de nossa instituição.

Segundo a revista Época, instalada quase em frente à tradicional Igreja de Santo Antonio, a Igreja Invisível não segue nenhum preceito religioso – apesar de seus membros se definirem como cristãos e negarem ser agnósticos. Mistura de centro cultural e espaço terapêutico, a entidade esta envolvida na luta antimanicomial e comanda ações sociais para portadores de doenças mentais.

Uma das iniciativas sociais da Igreja Invisível, que tem uma mini produtora de audiovisual no espaço, é o Projeto Carrano, em homenagem ao escritor Austregésilo Carrano, autor do livro Cantos dos Malditos, adaptado para o cinema no filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky.




O pastor João e a Igreja Invisível

A música que inspirou Valéria Calado ao fundar a Igreja Invisível foi composta por Raul Seixas em parceria com Marcelo Nova durante a década de 80 e tem como alvo o bispo Edir Macedo e a IURD. Com o tempo, a letra passou a ser usada para ridicularizar outros pastores e igrejas evangélicas.

Eu não sei se é o céu ou o inferno Qual dos dois você vai ter que encarar E foi pra não lhe deixar no horror Que eu vim para lhe acalmar

Se o pecado anda sempre ao seu lado E o demônio vive a lhe tentar Chegou a luz no fim do seu túnel, minha filha O meu cajado vai lhe purificar

Pois eu transformo água em vinho, Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel Pra mim não existe impossível Pastor João e a igreja invisível (4x)

Para os pobres e desesperados E todas as almas sem lar Vendo barato a minha nova água benta Três prestações, qualquer um pode pagar

O sucesso da minha existência Está ligado ao exercício da fé Pois se ela remove montanhas Também tráz grana e um monte de mulher.

Pois eu transformo água em vinho, Chão em céu, pau em pedra, cuspe em mel Pra mim não existe impossível Pastor João e a igreja invisível (2x)

Haa! Pastor João e a igreja invisível (3x)

A Experiência Invisível

O principal ritual praticado pelos adeptos é conhecido como "Experiência Invisível". Valéria Calado define o encontro como uma busca de estados alterados de consciência, onde cada pessoa experimenta o seu. Se no Santo Daime o centro da experiência religiosa gira em torno do chá Ayahuasca, na Igreja Invisível o alucinógeno usado é o chá de gengibre. Baseado na música o pastor João e a igreja invisível, duas figuras se destacam no ritual: um adepto travestido de Raul Seixas e outro representando o pastor João. A encenação é acompanhada pelos adeptos que usam máscaras e carregam incensários nas mãos.

O ritual é encerrado com a apresentação da banda Exu do Raul. De acordo com Dennis Brandão, segundo líder da II, "acredito que o Raul baixa em mim de verdade". Uma das músicas cantadas pela banda e composta por Raul Seixas – Gostei – demonstra quão diabólica é a II. Na letra "por que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno tem gosto de mel?", é uma blasfêmia a pessoa de Cristo e a esperança evangélica de sua vinda. O veneno é uma referência ao pecado e a entrega aos prazeres da carne.


Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da
religiosidade brasileira e colaborador do Genizah